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'Deus não é sádico, portanto, ele não se deleita com sacrifícios'


José Reis Chaves

Deus não é sádico, portanto, ele não se deleita com sacrifícios 
 
  Nos tempos em que a Bíblia foi escrita e do início do cristianismo, o conceito de Deus era infantil e até mitológico. Deus nos criou em espíritos semelhantes a Ele. E os teólogos judeus e cristãos daqueles tempos criaram-No semelhante a nós, mas em corpo, e com todas as nossas mazelas.
Isso é lamentável, pois prejudica a religião e dá asas à descrença e ao materialismo. Mas mais lamentável ainda é que muitos teólogos e exegetas da atualidade ainda sustentam essas questões “vencidas” e mitológicas sobre Deus daqueles longínquos tempos bíblicos e do cristianismo infante, como se elas fossem totalmente certas e, portanto, intocáveis!

A Bíblia está repleta de manifestações de espíritos, chamados de “anjos”, mas anjos significam “enviados”, ou seja, espíritos já iluminados, muito evoluídos. E é por isso que eles nos são enviados com mensagens de verdades do mundo espiritual. Por exemplo, Maria recebeu o Anjo Gabriel, anunciando-lhe que ela seria mãe do Enviado.

O Espírito de Javé, tido como Deus, era ciumento, vingativo, com todas as imperfeições humanas e, além disso, gostava de sacrifícios. Já o Deus verdadeiro ensinado por Jesus é bem diferente de Javé, pois não gosta de sacrifícios, é Deus de amor e é Pai de todos nós. E como o amor de Deus é infinito, a esse seu amor não pode faltar o de mãe. E, então, podemos dizer que o Deus de Jesus, além de nosso Pai, é também nossa Mãe, como, aliás, ensinou o papa João Paulo I, que ficou no papado só por 33 dias. E assim também já ensinavam as religiões orientais, desde tempos remotos da Antiguidade.

Dissemos que o Deus ensinado por Jesus não gosta de sacrifícios, o que é comprovado por estas afirmações do Enviado de Deus: “Misericórdia quero e não sacrifícios” (Mateus 12: 7); e “(...) E amá-lo com todo o coração, com todo o entendimento, com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, vale mais do que todos os holocaustos e sacrifícios” (são Marcos 12: 33).




O Nazareno foi enviado por Deus ao nosso mundo com a missão de nos trazer a mensagem de amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Mas, para isso, Jesus não precisava morrer na cruz, pois não é bem esse seu assassinato cruel na cruz que agrada a Deus, mas a vivência do evangelho. De fato, o pecado de seu assassinato até aumentou o número de pecados no mundo! E como pode um pecado anular outros pecados? E será que Deus se deleita tanto assim com sofrimento e sangue? Espírito mau, atrasado, sim, gosta muito de sangue! Mas Deus apreciar isso é totalmente contrário às ideias que fazemos Dele.

Provavelmente, amigos leitores, vocês estejam estranhando esse assunto. Mas foi exatamente isso que imaginaram os teólogos de outrora, inclusive alguns autores da própria Bíblia. Eles pensavam mais ou menos assim. A humanidade, pecando, fez com que Deus ficasse muito ofendido, zangado e triste conosco. E só depois que Ele enviou seu Filho muito especial ao nosso mundo para que tomasse uma grande surra e sofresse as mais cruéis torturas e, por fim, morresse numa cruz, Deus, então, como que aliviado e indenizado, voltou a sorrir para nós.

Essa errada e nefanda ideia atribuída a Deus é o absurdo dos absurdos, pois ela nos dá a impressão de que Ele fosse um ser pra lá de sádico. E, no entanto, é assim mesmo que ainda pensa muita gente!

Recomendo o divertido livrinho “Nosso Lar”, de Luis Hu Rivas, da Federação Espírita Brasileira (FEB). www.feblivraria.com.br.

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- Publicado no jornal O TEMPO, e reproduzido com autorização do autor: www.otempo.com.br Sites:  www.josereischaves.com.br  e www.facebook.com/jreischaves

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Revista 'O Consolador' - 382

O Consolador
Revista Semanal de Divulgação Espírita 


Bancário aposentado e residente em Bauru (SP), o confrade César Moron fala sobre os nove anos da
Associação Chico Xavier








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Os diabos não são bem espíritos, e os demônios somos todos nós

José Reis Chaves

Os diabos não são bem espíritos, e os demônios somos todos nós 
 
  Um dos mais graves problemas do cristianismo é a confusão que os teólogos primitivos fizeram com os espíritos, anjos, diabos, demônios, satã, satanás, Espírito Santo, lúcifer etc., cuja existência nós não negamos, mas apenas discordamos das interpretações erradas que lhes foram atribuídas, pois os teólogos fizeram uma confusão dos diabos com eles, misturando-os com questões mitológicas, das quais, inclusive, os autores sagrados receberam influência, colocando-as na própria Bíblia. Veja-se, por exemplo, o capítulo 12 do Apocalipse.

Essa salada teológica enfraquece a crença nas verdades cristãs, e é um prato cheio para os materialistas fazerem suas chacotas contra o espiritualismo, com o objetivo de desacreditá-lo e reforçar suas ideias ateias. Por isso, a exemplo da doutrina espírita, os demais seguidores do Mestre dos mestres deveriam estudar e esclarecer esses assuntos em defesa do cristianismo. Os padres e pastores formados em curso superior de teologia e Bíblia sabem o significado verdadeiro dos termos que estamos abordando, mas agem como se nada soubessem sobre essas questões!




Lúcifer (“eosforo” em grego) passou para o latim como o substantivo “luce” (luz) e o verbo “ferre” (transportar), que, literalmente, significam porta-luz, aurora, estrela da manhã. Não se trata bem de um espírito, mas de uma metáfora da inteligência. Também Paris é chamada de “Cidade Luz”, ou seja, cidade da inteligência, da cultura. Lúcifer é símbolo da inteligência de anjos (espíritos), a qual comandou a rebelião deles contra Deus. Lúcifer simboliza também a nossa inteligência voltada para o mal, contra o amor, contra Deus, isto é, a favor do chamado “pecado”. Mas disso podemos concluir que no céu nem tudo é um mar de rosas, nem tudo é paz, o que reforça a ideia atual entre os teólogos de que o céu não é um lugar geográfico como se pensava antigamente. E, na verdade, essa palavra “céu” na Bíblia é no plural: “céus”, que quer dizer universo, cosmos. E Jesus disse que o reino dos céus está dentro de nós mesmos, isto é, onde estiver o espírito, encarnado ou desencarnado e em qualquer parte do universo, daí céus. Assim é que o Pai Nosso em latim da Vulgata Latina (primeira tradução da Bíblia para o latim, por são Jerônimo, lá pelo ano de 400), diz “Pater noster qui es in coelis” (céus).

E diabo (opositor) e satã ou satanás (adversário), na prática, substituíram a palavra “lúcifer”. São opositores ou adversários de Deus, do bem, do Eu Superior (espírito) que nós somos, opositor e adversário que são o nosso ego ou eu menor, corporal, que se opõe ao espírito. Indevidamente, diabo e satanás passaram a significar também espíritos maus.

Assim também aconteceu com a palavra demônio (“daimon” em grego, plural “dimones”), que, originariamente, na Bíblia e outras obras gregas antigas, significa alma ou espírito humano desencarnado, e não necessariamente um espírito mau. De fato, se demônio é alma, há almas boas também e até santas. Porque Jesus só tirava demônios maus das pessoas, pois, demônios bons não atormentam ninguém, então as pessoas passaram a entender que todo demônio é mau.
Esse erro é um dos mais graves do cristianismo, pois devemos entender as palavras bíblicas de acordo com o significado delas na época em que os textos bíblicos foram escritos!

Recomendo o livro “Amar Faz Bem”, de Jenna Lucado, Vida Melhor Editora S.A./Thomas Nelson, Brasil, Rio de Janeiro, 2014, www.thomasnelson.com.br.


- Publicado no jornal O TEMPO, e reproduzido com autorização do autor: www.otempo.com.br Sites:  www.josereischaves.com.br  e www.facebook.com/jreischaves

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Cuidar da "máquina"


Ola!!! Estou passando por momentos difíceis... Sei que muito é consequência de meus atos... Me sinto desanimado e estou tentando me motivar de varias formas... Não sei se assimilo a problemas patológicos ou espirituais!!! Gostaria de um conselho!! Sempre me preocupo com os outros e as pessoas se sentem desconfiadas do meu lado, por mais que eu tente ser verdadeiro... Como reagir, antes que chegue ao fundo do poço? Sou um pouco incrédulo, mas estou disposto a procurar ajuda espiritual, que me ajude a encontrar a paz social e interior!!!!

Olá caro amigo,

A Medicina deve vir SEMPRE primeiro, quando estamos a passar por algum problema do âmbito psicológico ou físico. 

No caso de a Medicina não lhe encontrar nada, será de considerar a possibilidade de alguma interferência espiritual - o que não tem nada de anormal ou de assustador. Temos um corpo, e esse corpo, periodicamente, dá-nos problemas. Muitas vezes por deficiente manutenção por parte do proprietário - má alimentação, maus hábitos de sono, abuso de substâncias como o álcool ou o tabaco, em suma, quando damos ao corpo usos diferentes daqueles para os quais ele foi projectado. O mesmo se passa com qualquer outra "máquina". Se eu pegar no meu pequeno automóvel utilitário, e for praticar todo-terreno com ele, decerto que o vou avariar.

O mesmo se passa com a nossa mente, que não é uma unidade independente do corpo, antes lhe está intimamente associada. Os mesmos (ou outros) maus hábitos, podem provocar complicações mentais que a Psiquiatria e a Psicologia, graças a Deus, resolvem, com grande eficácia, nos nossos dias de abençoados progressos médicos.

Além de termos corpo e mente, somos Espíritos. E o Espírito também foi programado para um uso consciencioso. A maior parte das pessoas (nós incluídos), invertem as prioridades: começam por cuidar mais do corpo, porque é o que se vê e se sente, depois da mente (obedecendo - e muito bem - à velha máxima do "mente sã em corpo são"), e só depois é que se lembram de que, antes de tudo, vem o Espírito imortal.

Num domingo de manhã, como aquele em que estamos a escrever-lhe, podemos facilmente encontrar na vizinhança quem esteja zelosamente a lavar e a polir o carro. Enquanto isso, muitos vão fumando cigarro atrás de cigarro. Ou seja: dispensam mais cuidados à máquina inerte do que à máquina que Deus lhes deu para toda a vida: o próprio corpo. A juntar a essa negligência, vem a indisciplina mental e espiritual.

A falta de cuidado com pensamentos, palavras, obras e omissões, o desrespeitar da Lei Maior (amar o próximo como a nós mesmos, e a Deus acima de todas as coisas), e todo um mundo de possíveis equívocos comportamentais, acabam por se acumular e gerar desequilíbrios espirituais que depois podem reflectir-se no campo físico e mental.

Ninguém vem a este mundo para sofrer, embora todos tenhamos débitos de vidas anteriores. Só muito raramente encarnam no nosso planeta seres que já não têm defeitos para polir, na vida em sociedade. Mas não devemos render-nos ao fatalismo, deixar-nos sofrer porque "deve ser karma".

"Orar e vigiar", não são palavras vãs. Significam estar em contacto com o Alto, pedindo a inspiração divina, através da prece, singela, que sai do coração; e estar atento ao próprio comportamento, procurando melhorar, prevenir e fomentar hábitos mentais e comporatmentais sadios. O corpo pede manutenção. O Espírito também.

Não hesite, portanto, em procurar uma associação espírita, onde poderá, gratuitamente se sem compromissos, apresentar o seu caso em privado, pedir ajuda espiritual, assistir a palestras, frequentar cursos, conviver, e melhorar-se, aprendendo a cuidar melhor da "máquina" que Deus lhe deu.

Veja, sff, esta lista, no site Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal - ADEP.

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Revista 'O Consolador' - 381

O Consolador
Revista Semanal de Divulgação Espírita 







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ACEA comemora 2 anos amanhã



Auditório da ACEA 

No próximo sábado, dia 20 de Setembro de 2014, às 16,00 horas, será comemorado o II Aniversário da Associação de Cultura Espírita de Alcobaça, tendo como convidados Jorge Gomes e Xavier de Almeida, duas figuras emblemáticas na doutrina espírita em Portugal, deixando-nos os seus pontos de vista e partilhando experiências de duas gerações diferentes no meio espírita.

O evento terá lugar na sede da Associação de Cultura Espírita de Alcobaça, na rua da Escola, no lugar de Capuchos - Alcobaça.

As entradas são livres e gratuitas.



 João Xavier de Almeida

A ACEA, entre outras actividades, oferece palestras públicas, todos os sábados, às 16.00 horas, o Curso Básico de Espiritismo, Evangelização Infanto-Juvenil, um blog todo catita (cortesia do fundador deste blog) e já tem página no Facebook.


COMO CHEGAR:

1. Quem vier pela estrada Benedita/Alcobaça, deve virar à direita em Capuchos (a seguir a Évora de Alcobaça), ficando de frente para o Parque de Merendas; aí, encontrarão placas de sinalização, devendo seguir pela Rua da Escola, no sentido de Chiqueda/Casal da Costa; ao fim de cerca de 500 metros, na Rua da Escola, encontrarão um cruzamento à esquerda e uma cabine da EDP (local aonde deverão estacionar os veículos) e, se prestarem atenção, há uma casa amarela 20 metros antes à direita e um portão verde (da Quinta) por onde deverão passar e onde encontrarão quem os conduza ao ACEA.

2. Para quem venha de Alcobaça, o trajecto deve ser o mesmo, isto é, dirigir-se a Capuchos, virar à esquerda para o Parque de Merendas e seguir as indicações anteriores.

3. Para quem venha de Leiria pela Estrada Nacional (Leiria/Alcobaça), o ponto de referência deverá ser Chiqueda e, depois, seguir a estrada Chiqueda/Capuchos; prestar atenção ao cruzamento que aparece à direita depois de uma subida íngreme e estacionar o veículo junto à cabine da EDP; 20 metros à frente e à esquerda há uma casa amarela e um portão verde (da Quinta) por onde deverão passar e aonde encontrarão quem os conduza ao ACEA. 
Rua da Escola, no lugar de Capuchos - Alcobaça

E-mail acealcobaca@hotmail.com, telefone 262 585 258, telemóvel 966 460 878.

Coordenadas GPS: Latitude - 39º 31' 50,5'' N Longitude - 8º 57' 58,1''

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Suave Anoitecer



No suave anoitecer
Cantam doce melodia
Os melros, para dizer
Que assim se despede o dia

Despontam no horizonte
Por sobre o azul do mar
Acima da nossa fronte
Outros mundos a brilhar

Tudo à volta se aquietou
É a hora das perguntas
Porque será que aqui estou?
Quantas maravilhas juntas...

Nos mundos que vão rolando
Na imensidão escura
Há outros seres perguntando
Como eu, também à procura

Pede a Deus que te auxilie
Cada dia a ser melhor
Pode ser que Ele te envie
P'ra perto desse esplendor


Desenho: Maurício (Esp.)
Texto: Samuel (Esp.)

14.Setº.2014


in MINHAS PSICOGRAFIAS

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A grave crise do cristianismo se deve às doutrinas “vencidas”


José Reis Chaves

A grave crise do cristianismo se deve às doutrinas “vencidas”
 
 
 
Há séculos o cristianismo está em crise. À proporção que evolui a humanidade, crescem as dificuldades para a aceitação de algumas de suas doutrinas, o que causou as suas divisões.

E uma das questões que mais têm que evoluir é exatamente as doutrinárias religiosas, principalmente as relativas aos conceitos de Deus. Daí que eles sempre variaram e variam com o desaparecimento de uns e o surgimento de outros novos, mais lógicos e perfeitos. Por que, então, o cristianismo ficar na mesmice orgulhosa de sempre de que tudo o que os teólogos e as autoridades de sua alta hierarquia criaram no passado longínquo são verdades intocáveis, devendo os cristãos aceitá-las, cegamente, por todas as eternidades?

Já houve algum progresso. A Igreja manteve durante séculos como verdadeira a frase: “Fora da Igreja não há salvação”. Mas hoje, ela considera tal frase como “vencida”. O ensino de que as crianças que morressem sem batismo iam para o limbo foi também descartado. E, igualmente, a excomunhão dos espíritas e dos maçons caducou. Aliás, ninguém é mais excomungado pela Igreja por ser de outra religião ou por não crer em alguma doutrina dogmática. Porém o que foi feito até agora é muito pouco. São muitas as doutrinas polêmicas, as quais só vingaram porque foram impostas no passado pela força e com um ensino repetitivo à moda de lavagem cerebral.

As autoridades e os líderes da Igreja vêm insistindo atualmente em novos métodos de evangelização para incentivar mais a prática religiosa e, principalmente, a frequência maior dos fiéis às igrejas. Mas a crise grave do cristianismo, repetimos, é doutrinária. É o descrédito ou a pouca fé com relação a doutrinas complexas, confusas, misteriosas e que nada têm a ver com o verdadeiro ensino do excelso Mestre. É isso que provoca as divisões com polêmicas calorosas. De um lado, os defensores de doutrinas oficiais das igrejas, principalmente as da católica, e do outro, os que as rejeitam. E muitos não as contestam por ignorância, outros por estarem comprometidos com as igrejas.



O grande filósofo Descartes defendeu um pensamento muito oportuno ao que estamos dizendo. Segundo ele, ao menos uma vez na vida, para chegarmos à verdade nós temos que nos desligar de todas as ideias que aprendemos e começar a aprender tudo de novo. E é quando se trata de questões religiosas, principalmente as sobre Deus, que esse pensamento cartesiano é ainda mais verdadeiro. É que eram errôneas as ideias dos teólogos do passado a respeito de Deus. E isso se deveu ao atraso cultural das pessoas dos tempos passados, inclusive dos próprios teólogos. Em parte, é também por isso que fizeram muitas interpretações erradas da Bíblia, do que resultou, entre outros erros, o da antropomorfização ou humanização de Deus.

E é exatamente a antropomorfização de Deus a mais grave questão doutrinária do cristianismo. Como Deus é um ser infinito, entre Ele e nós há uma diferença infinitamente maior do que a que existe entre nós e um animal. E, no entanto, por ser Jesus um homem já perfeito, transformaram-No em outro Deus!

Recomendo o livro “Cirurgias Espirituais” (AME Editora, da Associação Médico-Espírita de Minas Gerais, Belo Horizonte , 2014), feitas pelo famoso médium José Arigó, em Congonhas (MG), a partir da década de 1950 até 1971, quando desencarnou, de autoria da advogada Leida Lúcia de Oliveira, de Campinas (SP). Arigó foi até visitado por um grupo de cientistas da Nasa.
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- Publicado no jornal O TEMPO, e reproduzido com autorização do autor: www.otempo.com.br Sites:  www.josereischaves.com.br  e www.facebook.com/jreischaves

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Revista 'O Consolador' - 380

O Consolador
Revista Semanal de Divulgação Espírita 

 Destaques desta edição





 

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'Todos serão salvos, pois Deus até se preocupa mais com os maus'

 José Reis Chaves
 
Todos serão salvos, pois Deus até se preocupa mais com os maus
 
O projeto divino é infinito, ou seja, sem fim. E somente sabemos a respeito dele que tudo o que Deus cria é baseado no amor e na verdade, e que todo ele dará certo.

Pelo nosso nível de conhecimento atual, o homem é o ser mais importante criado por Deus. Alguém diria que seria o anjo. Mas o que é o anjo? Na crença judaico-cristã tradicional, ele é outra categoria de espíritos superiores enviados do mundo espiritual para nós. Mas, de um modo geral, nas outras culturas espiritualistas e, principalmente, na Bíblia e no espiritismo, o anjo é um espírito superior enviado, sim, mas humano. E ele é superior porque evoluiu, não existindo, pois, outra categoria especial de espíritos não humanos bons e maus. E até se diz anjo bom e anjo mau (ainda atrasado). Assim, o anjo bom Gabriel veio trazer para Maria de Nazaré a mensagem de que ela seria a Mãe do Messias. E Gabriel, um espírito humano, significa em hebraico “espírito iluminado”.





Mas vamos ao assunto principal desta matéria. “Que vos parece? Se um homem tiver cem ovelhas e uma delas se extraviar, não deixará ele nos montes as 99, indo procurar a que se extraviou? E, se porventura a encontra, em verdade vos digo que maior prazer sentirá por causa dela do que pelas 99, que não se extraviaram.” (Mateus 18: 12 e 13). E, em Lucas (15: 4), nessa parábola, Jesus diz que o pastor busca a ovelha perdida “até a encontrar”. Isso quer dizer que Deus e Jesus não desistem jamais de conseguir, um dia, a salvação de todos os espíritos. E, nos céus, entre Deus, Jesus, Nossa Senhora e os espíritos já angélicos e os que ainda não chegaram a ser anjos, mas todos já salvos, há mais alegria quando uma alma se converte do que aquela alegria comum já existente entre eles.


Outro exemplo está na parábola do filho pródigo (Lucas 15: 11 a 32). Pródigo quer dizer “esbanjador”. Ele conseguiu receber adiantadamente de seu pai a sua herança e, depois de gastá-la toda em farras, caiu em sérias dificuldades para a sua sobrevivência, tendo passado fome e até desejado comer a ração dos porcos de que cuidava. Mas, de repente, “ele entrou em si” e resolveu voltar para seu pai. Nessa parábola, o pai, bondoso e tolerante com seu filho, recebe-o com todo o carinho, com um banquete e uma grande festa, a ponto de causar ciúme e revolta no filho mais velho. Com essa parábola, Jesus quis demonstrar-nos que o pai bondoso do filho pródigo agiu como age Deus com relação aos seus maus filhos. Aliás, Deus não faz acepção de pessoas (Atos 10: 34). “E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu” (João 6: 39). “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8: 31). “Os sãos não precisam de médicos, e sim os doentes; não vim chamar os justos, e sim os pecadores.” (Marcos 2: 17).

É por isso que a reencarnação é também uma realidade. Sim, pois sem as novas chances de salvação proporcionadas por ela, a misericórdia infinita de Deus seria uma farsa! Mas como vimos, pela Bíblia, um dia, todos chegarão à salvação!


Recomendo o livro infantil (Coleção Educacional Emocional) “O Voo de Raxi”, do médico e médium psicógrafo Andrei Moreira, presidente da Associação Médico-Espírita de MG (Amemg), com a assistência da psicóloga e adaptadora Bianca Ganuza, da Universidade Estadual Paulista e da ilustradora e terapeuta ocupacional Patrícia Tavares formada pela UFMG, AME Editora – Editorinha – Belo Horizonte (MG), 2014.

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- Publicado no jornal O TEMPO, e reproduzido com autorização do autor: www.otempo.com.br Sites:  www.josereischaves.com.br  e www.facebook.com/jreischaves

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