Spiga

'A Omissão'



São normais imperfeições
E toda a gente as tem
Más palavras, má acções
Maus pensamentos também

Mas há um calar e esconder
Que dá ares de mansuetude
Chamado "saber viver"
 Que não é uma virtude

É preguiça disfarçada
Com a capa da mansidão
Cobardia barricada
Por detrás da omissão

Mais vale perder a vida
Pelo amor da Verdade
Do que ao Mal dar guarida
E perder a dignidade


 Fernando, 27 de Julho de 2014

ENLSB

Lucas 17:33 - Quem tentar preservar sua vida perdê-la-á; mas quem perder a sua vida na realidade a manterá.‏

in  Minhas Psicografias

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Revista 'O Consolador' - 373


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Deus quer, as raparigas sonham, a obra nasce...



Nós somos suspeitos, porque conhecemos e gostamos muito da dedicada equipa que a fundou e nela trabalha, mas a Associação Cultural Espírita de Alcobaça/ACEA é cada vez mais uma referência de boa organização, trabalho, sentido de responsabilidade e qualidade na prática espírita. Tudo com a simplicidade que deve caracterizar o Espiritismo.

A ACEA, entre outras actividades, oferece palestras públicas, todos os sábados, às 16.00 horas, o Curso Básico de Espiritismo, Evangelização Infanto-Juvenil, um blog todo catita (cortesia do fundador deste blog), já tem página no Facebook, já dá entrevistas na Rádio, e, como se não bastasse, partilha uns belos biscoitos e um chá tão bom que aquece o perispírito! ;-)



Auditório da ACEA


Deus quer, as raparigas sonham, a obra nasce. Era um anexo em ruínas, hoje é um lugar de esclarecimento e consolo. Elas arregaçaram as mangas e construíram tudo apenas com a ajuda dos Bons Espíritos. A parte material e a parte espiritual da ACEA devem-se à boa vontade desta simpática equipa. E dos maridos, namorados, filhos e netos, que não se importam de a partilhar com uma boa causa. 

É uma casinha simples, como simples é o Espiritismo. Os serviços que presta são gratuitos, como é todo o serviço espírita. Nas tardes de sábado, a seguir à palestra, dá gosto apreciar a paisagem e a luz que irradia pelas serranias, sobre aquele oásis de paz.

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'Teologias respeitadas pelos espíritas dividem outros cristãos'

José Reis Chaves



Teologias respeitadas pelos espíritas dividem outros cristãos 


Pelo fato de eu ter abordado, em matéria recente desta coluna, as doutrinas da transubstanciação (católica) e consubstanciação (protestante e evangélica, de modo geral), recebi alguns e-mails com perguntas e dúvidas. Por isso, volto ao assunto.

A transubstanciação (“além da substância”) é a crença da Igreja Católica que afirma que a hóstia e o vinho consagrados são o corpo e o sangue reais de Jesus.
Lutero recorreu à palavra ubiquidade (“presença de um ser em mais de um local”), e usou o termo “consubstanciação” (“com a substância”), que significa que o pão e o vinho consagrados têm a presença divina de Jesus; aquela mesma que está presente no seu corpo está também no pão e no vinho consagrados, transformando-os no corpo e no sangue reais de Jesus.

Já os protestantes e evangélicos seguidores de Calvino, Zwíglio e outros não aceitam as ideias de Lutero e da Igreja, chamando-as de “idólatras”, pois levam à adoração. Outros dizem que a presença é só espiritual, pois o corpo de Jesus está no céu. Para os protestantes e evangélicos, de modo geral, as frases de Jesus “Isto é meu corpo” e “Isto é meu sangue” são figuradas, e não literais, pois Jesus recorria muito ao simbolismo. Ele disse ser a porta, como se diz também que Kardec é a chave dessa porta. É óbvio que essas frases são simbólicas.


A Igreja Ortodoxa Oriental, a Anglicana, a Luterana e as igrejas calvinistas e presbiterianas creem na presença real relativa do corpo de Jesus no pão e no vinho consagrados, pois não aceitam totalmente a transubstanciação da Igreja Católica.

Atentemos para a palavra “presença”. Ela significa que um ser está presente em algum local ou em outro ser. São, pois, dois seres: o que recebe a presença e o que nele se torna presente. Mas o ser que recebe a presença não se transforma nessa coisa presente. Assim, o pão e o vinho consagrados não se transformariam no ser presente neles, ou seja, o corpo e o sangue de Jesus.

O pão e o vinho consagrados, recebedores da presença divina do corpo e do sangue de Jesus, não se tornariam, pois, no corpo e no sangue de Jesus, segundo Lutero. Realmente, uma pessoa, visitando alguém, não torna esse alguém nela. A pessoa presente (visitante) é uma, a visitada continua sendo ela mesma, não passando a ser a visitante. Ora, Deus está presente em todo lugar, mas os lugares não se transformam Nele porque Ele está neles. E como Deus tem livre-arbítrio, Ele está presente somente onde Ele quiser estar. Mas essa questão da consubstanciação para Lutero, baseada na ubiquidade divina de Jesus, e de algum modo variável para a Igreja Ortodoxa Oriental e as igrejas protestantes, em geral, cheira a panteísmo, pois, ao dizerem que Jesus é outro Deus, todo ser em que Ele estiver presente viraria Deus!

O espiritismo interpreta também figuradamente as citadas frases de Jesus sobre o pão e o vinho das cerimônias da chamada “santa ceia”. Mas tem um grande respeito para com todas as variadas interpretações exegéticas bíblicas e teológicas dos demais cristãos sobre a transubstanciação e a consubstanciação, e não condena, pois, ninguém por crer ou não crer em determinada doutrina.


Na TV Mundo Maior, canal aberto e a cabo em algumas regiões, por parabólica digital e www.tvmundomaior.com.br, o “Presença Espírita na Bíblia”, com Celina Sobral e este colunista, às 20h das quintas-feiras, e às 23h dos domingos etc (ver a grade de programação). Perguntas e sugestões: presenca@tvmundomaior.com.br.

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Revista 'O Consolador' - 372

O Consolador
Revista Semanal de Divulgação Espírita 

 Destaques desta edição

 
 



 

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Problemas de Dinheiro




Bom dia! Tenho tido nos utlimos tempos, sempre alguns momentos que atribuo ao azar, sei lá, eu e meu marido vivemos sempre apertados de dinheiro, mas conseguindo pagar as contas, quando achamos que agora vamos conseguir economizar, bimba, acontece algo que nos faz desacreditar. Sinto um peso no peito e um mal estar muito grande, parece que nunca posso baixar a guarda, já cheguei a pensar que estava ficando paranoica. Tento relaxar, deixar a vida mais leve, mas a questão financeira é bastante influente na vida, pois dependemos do dinheiro para tudo, e não poder comprar coisas basicas e outras bobas tem me deixado bastante frustrada. Sei que fica bastante complicado que possas me ajudar por este meio, mas senti a necessidade de colocar para fora, mesmo que de forma anonima, meus sentimentos. 


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Cara amiga,

Desabafar já faz muito bem. Quando partilhamos os nossos problemas, eles até nos parecem menos graves. E, por vezes, ao falarmos deles com alguém, encontramos inspiração e alento para os ultrapassarmos.

O mundo atravessa um período conturbado, a vários níveis, nomeadamente no campo financeiro, em que as coisas não vão bem. Nesta vida, precisamos basicamente de saúde e de algum dinheiro para satisfazermos as nossas necessidades básicas de comida, segurança e abrigo. Se tivermos as nossas necessidades básicas satisfeitas, nada nos impede de sermos felizes. Por isso, quando falta a saúde ou o dinheiro, é mais que natural que nos sintamos angustiados e desanimados.

Existe toda uma "indústria" que explora a insegurança financeira das pessoas: livros com receitas mirabolantes para enriquecer, através de uma suposta "lei da atracção"; religiões que pedem que os crentes entreguem as suas poupanças com a promessa de que "Deus as irá multiplicar"; amuletos, defumadouros, esconjuros e benzeduras para atrair a fortuna; e outros menos "esotéricos", tais como as propostas de negócios "infalíveis" do género dos "esquemas em pirâmide"; etc., etc., etc..



"Este tipo de esquema faliu literalmente as economias de vários países da Europa do Leste nos últimos anos"


Bem gostaríamos nós, espíritas, de ter uma receita para toda a gente ultrapassar os seus problemas financeiros. Se a tivéssemos, partilharíamos com toda a gente... Mas não temos. 

Em vez disso, temos uma filosofia que explica quem somos, de onde vimos, para onde vamos, e... porque temos no mundo tribulações - como disse Jesus de Nazaré. Mesmo nos momentos limite de padecimento e dificuldades, temos uma certeza:

- Sendo Deus soberanamente justo e bom, sendo Deus omnipotente, omnisciente e omnipresente, infinito em todas as suas perfeições, olha por TODOS os seus filhos com igual desvelo.

Nós, pais terrenos, podemos ter 4, 5, 6, 12 ou mais filhos, e amamos a todos por igual. Então, Deus, que nos é infinitamente superior, tem forçosamente que fazer outro tanto. Por isso, acreditamos que os problemas de saúde, dinheiro, e todos os sofrimentos que encontramos nesta vida, são como o remédio amargo que os nossos pais nos obrigavam a tomar em pequenos. Na altura não percebíamos que era para nosso bem, para prevenir ou curar doenças.

Esta vida é um relâmpago, perante a Eternidade. Estamos aqui hoje, amanhã podemos estar de regresso ao mundo espiritual. Não levamos nada a não ser o saldo positivo ou negativo das nossas acções, e os afectos e desafectos que transportamos no nosso coração.


Jesus acalma a tempestade

Nos momentos de angústia, perante os problemas mais graves, encontramos sempre alento na cena de Jesus a acalmar a tempestade. Para os Apóstolos, que seguiam no barco, foi um momento de terror. para Jesus, a quem até os elementos obedeciam, foi uma contingência natural desta vida.

E, como não acreditamos que haja neste mundo poder superior ao de Deus, seguimos o conselho de Jesus, e oramos:

"Buscai e achareis, pedi e obtereis, batei e abrir-se-vos-á"

Oramos para pedir alento para a jornada, e ensinamentos na provação. Cada momento de sofrimento nesta vida é uma prova, eventualmente será um saldar de contas antigas com a Providência Divina. Nesta ou em vidas anteriores, os nossos pensamentos, palavras e acções, geram consequências, que nunca deixarão de se nos atravessar no caminho.

  
"O Evangelho de Jesus, na Doutrina Espírita, representa uma luz, a mostrar-me a imensidade do esforço que tenho de fazer para me melhorar" - Chico Xavier

Chico Xavier, o conhecido médium e espírita brasileiro, conheceu muitas dificuldades na sua vida, nomeadamente financeiras. Era de família pobre, teve que começar a trabalhar muito cedo, e viveu sempre do seu trabalho árduo, que lhe dava o básico para sobrevivência. Foi, contudo, um homem feliz e equilibrado, mercê do seu optimismo e da sua fé inquebrantável, que o fazia ver para além dos horizontes do dia-a-dia. Ciente de que havia outros em pior situação, consagrou a sua vida a servir o próximo.

O Espiritismo não nos resolve os problemas da vida material, mas dá-nos um panorama dos mesmos que é completamente diferente. Como quem vê as coisas muito de cima, de tal modo que tudo parece pequenino.

Na página da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal/ADEP, pode encontrar:


- As obras básicas do Espiritismo, para download (gratuito, como TODOS os serviços espíritas), ou para leitura online.

- O curso básico de Espiritismo (que não é nenhum curso académico, com diploma, mas um estudo livre de O Livro dos Espíritos, a obra basilar da Doutrina Espírita).

- Contactos de associações espíritas no continente e ilhas. Numa associação espírita pode falar dos seus problemas em privado, com a equipa de atendimento; pode assistir a palestras, interessantes e úteis para vida de todos os dias; pode participar em grupos de estudo, conviver, etc..

Muito interessante é também o canal youtube da ADEP.  Esta associação, como todas as associações espíritas, é rigorosamente amadora. O Espiritismo não é profissão, é uma actividade cultural para as horas vagas.


Vá sem receios, que são lugares de cultura, e não de misticismo. Mas certifique-se de que são mesmo associações espíritas. Há por aí quem se intitule espírita sem o ser.

Abraço da equipa do Blog de Espiritismo

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'Polêmicas teológicas e as interpretações de Hebreus 9: 27'

José Reis Chaves

Polêmicas teológicas e as interpretações de Hebreus 9: 27 
 
PUBLICADO EM 14/07/14
O Concílio Ecumênico de Éfeso (431) proclamou o dogma de que Jesus só tem uma pessoa, a divina (monofisismo). Mas temos certeza de que Jesus, o Messias, é uma pessoa! E o grande teólogo Eutiques concluiu que se Jesus só é pessoa divina, sua natureza é só divina. Mas, para o Concílio Ecumênico de Calcedônia (451), Jesus tem duas naturezas: a divina e a humana. Mas se Ele, pelo dogma de Éfeso, é só pessoa divina, como Ele poderia ter natureza humana?

O Concílio de Éfeso (431) criou também o dogma de que Maria, Mãe de Jesus, é Mãe de Deus (“Teotokos”), doutrina que recebeu influência da mitologia, o que o grande teólogo Nestório, patriarca de Constantinopla (século V), não aceitou. O seu grupo defendia a tese de que Jesus tinha duas pessoas, uma divina e outra humana, e que Maria seria mãe apenas da pessoa humana de Jesus. Nestório estava certo, pois, como pode Deus ter mãe? E Jesus ensinou que Deus mesmo é só aquele Espírito que Ele chamou de Pai Dele e de todos nós, que é a causa primeira de todas as coisas, da doutrina espírita, e único Ser incontingente (que não vem de outro ser), da tese de são Tomás de Aquino. De acordo com a teologia de que Jesus é outro Deus, porque Ele é Filho de Deus, todos nós deveríamos ser também outros deuses iguais ao Deus Pai, pois todos nós somos igualmente filhos de Deus. Ou será que Jesus errou, ensinando-nos que Deus é Pai de todos nós? 
 
 

Muitas outras polêmicas surgiram no cristianismo. Uma delas é a interpretação de Hebreus 9: 27. O autor diz uma grande verdade, ou seja, que o homem morre uma vez só, do que conclui que a morte de Jesus na cruz, apesar de ser também uma vez só, foi plenamente eficaz, o que nada, nada mesmo, tem a ver com a reencarnação. Mas muitos líderes religiosos não reencarnacionistas querem escandalosamente interpretar esse texto como sendo contrário a ela. Convém lembrá-los de que nem todos os seus fiéis são como os alunos do jardim da infância! Na verdade, muitos desses líderes religiosos querem mesmo é manter seus fiéis crendo o inferno literal bíblico, quando ele é figurado e mitológico. É que sem esse inferno interpretado literalmente, eles perdem fiéis e, consequentemente, isso diminui os dízimos. E, assim, a reencarnação só poderia mesmo se tornar uma dor de cabeça para esses líderes religiosos. Mas, lendo-se o texto na íntegra, constata-se que ele nada tem mesmo a ver contra a reencarnação. É como se diz muito frequentemente entre os estudiosos da Bíblia: deve-se tomar o contexto, e não um texto isolado.

O espírito ou o homem interior jamais morre. O que morre é o homem material ou exterior (2 Coríntios 4: 16). “(...) Aquele que desce à sepultura, jamais tornará a subir” (Jó 7: 9). O que desce à sepultura é o corpo, o homem exterior, e não o espírito, o homem interior, que só sai do corpo e volta para Deus (Eclesiastes 7: 12). E é o espírito que reencarna e em muitos homens, que morrerão uma vez só em cada reencarnação, até que o espírito deles pague tudo, até o último centavo (Mateus 5: 26). 
Sim, o que o espírito não paga nesta vida, paga na outra, mas pago o último centavo do seu carma, não vai pagar mais nada. E isso derruba por terra, totalmente, as penas eternas infernais!

Está na rede nacional de cinemas o novo filme espírita “Causa e Efeito”, da Fundação Espírita André Luiz (Feal), de Guarulhos (SP), dirigido pelo experiente cineasta André Marouco, diretor de vários outros filmes e da TV Mundo Maior.
 
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Obs.: Esta coluna, de José Reis Chaves, às segundas-feiras, no diário de Belo Horizonte, O TEMPO, pode ser lida também no site http://www.otempo.com.br/. Ela está liberada para publicações. José Reis Chaves é autor dos livros “A Face Oculta das Religiões”, “A Reencarnação na Bíblia e na Ciência” Ed. EBM (SP) e “A Bíblia e o Espiritismo”. Email jreischaves@gmail.com Os livros de José Reis Chaves podem ser adquiridos também pelo e-mail: contato@editorachicoxavier.com.br e pelo telefone: 0800-283-7147. Este texto é reproduzido no Blog de Espiritismo com autorização do autor.

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O «jogo de copo», de jogo, nada tem...



 Saibamos separar realidade e ficção, divertimento e imprudência...

O chamado «jogo do copo» é uma verdadeira praga. Quem lida com gente nova está a par da atracção irresistível que a suposta brincadeira exerce. A dada altura, recebíamos tantas perguntas sobre o tema, que criámos esta secção:


A iniciativa não foi nossa, sublinhamos. Estamos bem cientes do efeito «Ainda bem que me lembras!», e não queríamos de modo algum dar ideias às pessoas.

Continuam, embora já com menos frequência, a chegar aqui pessoas (jovens, sobretudo, mas muitos são iniciados nestas «brincadeiras» pelos pais!), que não têm muita paciência para ler os nossos artiguinhos, e nos apresentam as mais diversas perguntas. Estas duas são recentes:

Anónimo 13.7.14
Olhe eu tenho amigas minhas que já fizeram o jogo do copo e eu também gostava muito de o fazer. Eu vou ser sincera a minha fé por deusa esta muito abalada por situações pessoais, mas eu acho que se fizer o jogo do copo e o copo se move-se de realidade a minha fé por deus aumentava pois se os espíritos existem deus também. Eu tenho muito receio quebra o espirito que nos contactar seja das trevas como por exemplo lucifer. Eu ate tem certas coisas que eu acredito que sejam reais pois eu vejo series como o " sobrenatural" e a coisas que tem a sua logicamente.
Tudo de bom para o vosso blog.



Anónimo 13.7.14
Tenho uma questão, por exemplo no final do jogo do copo se nos partir o copo e queimar-mos tudo acontence-nos algo de mal? Bjs



A nossa resposta, em versão condensada:



Amigos ou amigas,

- O «jogo do copo» não é uma prática espírita. É uma «brincadeira» tão desaconselhável como alguém andar a guiar sem carta de condução.

- Não brinquem com o lado de «lá» da vida. O mundo dos Espíritos é uma outra dimensão. Quando o nosso corpo morre, é para lá que vamos, os bons, os maus e os indiferentes.

- O «jogo do copo» é um abrir a porta a quem queira entrar. E, como os bons Espíritos não são dados a esse tipo de brincadeiras, aparecem os Espíritos que não têm escrúpulos de se aproveitar do vosso desconhecimento, e se divertem a assustar-vos, manipulando a vossa boa fé e inexperiência.

- Em vez disso, porque não aderem a a uma associação espírita, onde podem juntar-se a um grupo juvenil, estudar Espiritismo, conviver, participar em actividades sadias como a música, a protecção da natureza, etc.?

 - É correcto o vosso raciocínio de que se os Espíritos existem, Deus existe.

- Lúcifer não existe. Aparece na Bíblia, em diversos contextos, como designação de alguém que é «portador de luz». Diabo também não existe, é um adjectivo que significa «opositor», e não uma criatura ou uma «força» qualquer.

- Cuidado para não levarem as séries de TV à letra. Há algumas bem interessantes. O «Em Contacto», com a Jennifer Love Hewitt (na imagem, em cima), é uma série que tem muito de verdadeiro. Mas com as séries de terror é diferente: são concebidas para meter medo. Cuidado, portanto, para não estragarem as vossas boas noites de sono por causa de truques Hollywodescos :-)

- Com o «jogo do copo» não vem o Lúcifer, porque não existe, mas pode bem vir algum engraçadinho a dizer que é isto e aquilo, e vocês ficam em pânico.

- Sobre a «desilusão com Deus»: estudem Espiritismo, que vão perceber muita coisa: www.adeportugal.org/cbe


Abraço,

A.A.

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Revista 'O Consolador' - 371


O Consolador
Revista Semanal de Divulgação Espírita 

 Destaques desta edição


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'O que é um fantasma?'



Olá,

Podem explicar-me o que é um fantasma?

Obrigado,

João Carlos 

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Olá amigo,

A palavra 'fantasma' vem do Gego,  'phantasma', que significa 'brilhar' ou 'tornar visível'. A palavra é usada em diferentes contextos. Atribui-se o nome de fantasmas às aparições dos 'mortos', mas também se pode aplicar a palavra a outro tipo de aparições no âmbito da paranormalidade. Há casos registados de cenas passadas (batalhas, mortes violentas, etc.) que são revistas por algumas pessoas, nos lugares onde ocorreram. Há também casos como o das aparições de pessoas vivas. O termo 'fantasma' é aplicado, na linguagem comum, a todo o tipo de aparições. ou imagens que sugiram sonho, fantasia ou desolação.



"Cidade Fantasma", uma canção dos Specials

Há outros âmbitos em que a palavra é usada. Na psicanálise, por exemplo, usa-se o termo 'fantasma' para designar efabiulações, ideias fixas de cenários imaginados ou reais, que acompanham o paciente a ponto de interferirem negativamente com a sua vida normal.

A novelística, o cinema, a poesia, o teatro, a banda desenhada, os desenhos animados, têm tratado o tema dos fantasmas de formas diversas - umas dramáticas outras cómicas:

Os criadores conseguem efeitos admiráveis, na forma de tratar esta realidade, tão velha como o Homem, registada pela Antropologia em todas as culturas do Mundo.

 
Tom e Jerry... e os Fantasmas!

Pela primeira vez na História, o Espiritismo trouxe a chave para se compreender tais fenómenos. Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec compilou as comunicações do Mundo Espiritual, que, na época prevista por Deus e anunciada por Jesus, se aproximou da Humanidade terrena, já madura para compreender que a morte é apenas a passagem do estado de "encarnados" - dentro do corpo de carne, para o estado de "desencarnados" - fora do corpo de carne, como uma borboleta que sai do casulo e se lança na beleza do Espaço e da Luz.

Em O Livro dos Médiuns, Allan Kardec faz uma notável sistematização dos fenómenos mediúnicos (manifestações dos Espíritos no mundo material). 


O que as pessoas designam geralmente por "o fantasma de Fulano", é o que no Espiritismo chamamos o perispírito. O perispírito é como que o "invólucro" diáfano, semi material, do Espírito. Tem tido diversos nomes ao longo da História. Há quem lhe chame, por exemplo, o "corpo espiritual".

Somos Espíritos no mundo material. É um facto. Não é um 'fantasma' :-)


  
The Police - Spirits in the Material World

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