Spiga

Copo meio cheio


Em certa noite menos colorida, quando o desânimo ameaçou querer tomar conta de mim, quando tudo me pareceu girar mal, muito mal, injustamente mal, terrivelmente mal, e, segurando uma lágrima, senti retinir a tentação de bradar um que mal fiz eu para este castigo de tanta desgraça junta?!...

... olhei-os dormindo, senti o morno doce do seu respirar, afaguei-lhes o cabelo desalinhado, mordisquei a maciez aveludada da pele, curiosa quanto aos mundos ignotos que o seu sono velava e, de lágrima outra já solta em sorriso, ouvi-me em murmúrio grato:

Que tanto bem fiz já eu para a bênção de os ter como filhos hoje, aqui e agora?

Cadela d'água


Olá amigos,

Que tal adoptarem uma cadelinha da raça do famoso cão do Presidente dos EUA?
É da raça cão de água (será uma cadela de água, portanto...) e infelizmente foi abandonada.

Se quiser e puder salvá-la do abate, ganha uma amiguinha que ainda por cima não pode estar mais "in"...

O contacto é 935072047

Arthur Conan Doyle

Certamente terão os benévolos leitores mais paciência que aquele meu amigo do post anterior para as palavras que ficaram por dizer sobre o criador do famoso detective Sherlock Holmes.

Sabemos que foi um escritor prolífero. Interessa-me aqui, porém, explorar a convicção de Arthur Conan Doyle relativamente à existência da realidade espiritual.

Nascido no seio de uma família profundamente católica, Conan Doyle foi enviado, aos nove anos de idade, para um colégio jesuíta. Aos dezasseis anos, e influenciado pelo escritor Thomas Macauly, tornou-se agnóstico.

Prosseguindo os estudos, formou-se em medicina e, muito jovem ainda, obteve o doutoramento com uma tese sobre Tabes dorsalis.

Foi em 1887 que Arthur Conan Doyle começou a colocar o cepticismo em causa, graças ao astrónomo e general Dreyson que o incitou à leitura de obras espiritualistas. Terá sido nessa altura que terá conhecido a Doutrina Espírita. Impressionado com os depoimentos de Frederich Myers, decidiu realizar as suas próprias experiências mediúnicas. Conan Doyle despertou para o espiritualismo e entusiasmou-se com as evidências científicas da sobrevivência do espírito à morte do corpo físico que o século XIX impulsionou.

A sua dedicação ao estudo e à divulgação da realidade espiritual resultou na publicação de algumas obras:

Em Julho de 1887, a revista Light publica uma carta onde Doyle explica as razões que o levaram a abandonar o cepticismo em prol do espiritualismo. Esta carta foi traduzida para português e publicada na Revista Internacional de Espiritismo a 15 de Junho de 1929.

Em 1918 apresenta, em A Nova Revelação, a sua convicção na explicação espírita aos fenómenos sobrenaturais que se disseminavam um pouco por todo o ocidente de então. Doyle associa o Espiritismo à prática dos primeiros cristãos e apresenta-o como não mais uma religião mas sim uma filosofia que consolidaria as religiões já existentes.

Em 1921, A Chegada das Fadas defende a convicção do autor quanto à veracidade das fotografias das fadas de Cottingley. Anos mais tarde, as raparigas responsáveis pelas fotos admitiram o embuste por elas criado.

Na História do Espiritualismo, de 1926, Conan Doyle aborda o movimento espiritualista e espírita na Europa e refere os fenómenos de materialização assim como a mediunidade de efeitos físicos de Mina Margery Crandon e de Eusépia Paladino, tendo sido esta última submetida a rigorosas experiências de cientistas de renome da época: César Lombroso, Alexandre Aksakof e Charles Richet entre outros. O atrevimento de tal publicação custou-lhe a rotulagem de homem dedicado ao ocultismo e, por conseguinte, a proibição de As Aventuras de Sherlock Holmes na União Soviética, em 1929.

Em 1930 é dado à estampa O Limite do Desconhecido. Neste livro, Doyle revela acreditar que o grande Houdini possuía poderes sobrenaturais - crença que abalou a relação entre ambos na medida em que ao ilusionista, absolutamente céptico, repugnava o espiritualismo.

Arthur Conan Doyle foi Presidente Honorário da Federação Espiritualista Internacional, entre 1925 e 1930. Presidente da Aliança Espiritualista de Londres e Presidente do Colégio Britânico de Ciências Psíquicas.

Poderia ter recebido o título de Par do Reino Britânico, se renunciasse às suas convicções.
Não cedeu.

Elementar, meu caro...


Eu: E o que achas tu de me convidares para irmos ao cinema?

Ele (a sorrir): Queres ir ao cinema?

Eu: Sugestões?

Ele: Sherlock Holmes?

Eu: Parece-me muito bem. Gostava imenso da série com o Jeremy Brett. E havia os livros, claro.

(Entusiasmo-me e bla bla bla…)

Ele: E no meio disso tudo lembras-te do nome do autor?

Eu: Arthur Conan Doyle. Era médico. Holmes foi inspirado num seu professor da faculdade. Para além dos policiais, também escreveu muitas outras coisas. Poesia incluída.

Ele: A menina cuida da sua cultura geral. Agrada-me.

Eu: E ainda foi condecorado com o título de cavaleiro. Sir Arthur Conan Doyle. Escreveu textos de teor político muito interessantes.

Ele (pisca-me o olho): Vejo que sabes algumas coisinhas…

Eu: E sabias que se interessou pelo espiritualismo e que, depois de algum estudo e alguma investigação também, acabou por se tornar adepto do Espiritismo? Escreveu até um livro, A Histó….

Ele (subitamente azedo): E tu já viste como és incrível com esse fanatismo?

Eu (atónita): … pensei que fosse cultura geral….

ADEP disponibiliza contactos de Centros Espíritas

"Devido ao imenso afluxo de contactos a pedirem endereços de centros espíritas em Portugal, decidimos colocar na nossa página na Internet, todos os contactos de centros espíritas que conhecemos em Portugal, embora não conheçamos todos.

Gostaríamos no entanto de realçar que uma das características que destaca um centro espírita idóneo é a gratuitidade dos seus serviços, o altruísmo, bem como o seguimento da doutrina espírita codificada por Allan Kardec.

Temos assim duas realidades distintas e naturais: uma é a doutrina espírita, bem estruturada, com alicerces sólidos e muito actual. Outra, é o movimento espírita, que em virtude de funcionar com grupos no sentido sociológico não deixa de carregar as idiossincrasias próprias da condição humana.

Assim é natural que, embora objectivando o mesmo fim, cada centro espírita possa ter metodologias diferenciadas e daí que quem procura um centro espírita possa sentir maior afinidade com um ou outro centro e nenhuma afinidade com um outro centro.

Se assim for, não desanime, continue a sua procura.

Bons estudos!
"

A página da ADEP que contém os endereços das associações espíritas é esta. O texto acima fala por si.

CONFERÊNCIA: MEDICINA E ESPIRITISMO

Na sexta-feira, dia 12 de Fevereiro de 2009, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência subordinada ao tema MEDICINA E ESPIRITISMO.
Sendo cada vez mais a Doutrina Espírita um precioso auxiliar da medicina, foi convidado o Dr. Paulo Mourinha, médico homeopata, que abordará a saúde integral, na óptica espírita.

O evento terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.
Este centro tem página na Internet em www.ccespirita.org e e-mail cce@caldasrainha.net

As entradas são livres e gratuitas.

O Fim do Mundo - 4


Seria fastidioso enumerar todos os "mensageiros do fim do mundo" que já existiram. Dos mais ilustres salientamos por exemplo o alemão Johannes Stoeffler (1552-1531), um conselheiro da Corte, astrólogo e catedrático que previu o Apocalipse para 20 de Fevereiro de 1524.

Von Iggleheim, um conde adepto das previsões de Stoeffler, construiu uma "arca de Noé" com três andares.

No dia anunciado, começou a chover logo de manhã. Uma multidão acorreu, em pânico, de tal forma que acabaram por se chacinar mutuamente, a arca foi destruída, e o mundo... não acabou!


(continua)