Spiga

'O Diabo Não Existe'

Há mais de século e meio que o Espiritismo o afirma, com base no raciocínio e no estudo da História e da Antropologia, e são cada vez mais os nossos irmãos católicos que também assim pensam. Graças a Deus!

Ver aqui crónica de Fernando Calado no Correio da Manhã.

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O exorcismo de ontem




Olá, houve uma pessoa que me disse que eu tinha o cofre aberto. Desde pequena que presinto qualquer coisa e vejo coisas que depois não consigo explicar e começo a chorar sem motivo, como se algo me estivesse a chamar a atenção para alguma coisa. gostaria de aprofundar mais isto para poder clarificar estas "chamadas de atenção". alguém me pode dizer por onde começar? em Atendimento - o clássico "cofre aberto" - 1


Esta foi a mensagem que uma leitora nos deixou há uns dias e que ainda não tínhamos tido oportunidade de responder. 

Ontem o mundo espantou-se porque o Papa Francisco  impôs as mãos num homem durante a bênção dos doentes, no Vaticano.

Durante milhares de anos as pessoas sentiram incómodos de tipo espiritual, interferências indesejáveis de Espíritos menos evoluídos, que as impedem temporariamente de levar uma vida normal e lhes causam maior ou menor sofrimento ou embaraço. Em todas as culturas isto sucede, e na História de todos os povos há registos destas ocorrências e dos expedientes usados para as combater.

Nos meios populares, nomeadamente aqui em Portugal, ou no Brasil, que tem uma cultura não muito diferente da nossa, fala-se com naturalidade do encosto. Nos meios mais academizados há algum pudor de se falar assim. Oficiosamente, aceita-se que tudo não passa de sugestão, depressão, neurose, psicose, esquizofrenia, etc., e que a Medicina resolve. Mas vai-se aqui e ali, às escondidas...

Que fique bem expresso que a Medicina está sempre primeiro, e que a Ciência é uma bênção preciosa. Mas acontece com frequência a Medicina não resolver. Sobretudo quando os psiquiatras, os neurologistas ou os psicólogos são materialistas ateístas e excluem à partida a possibilidade de interferência espiritual.

Se estes fenómenos não fossem bem reais, não existiriam expressões como o cofre aberto, o encosto, a morada aberta, o corpo aberto, a possessão, etc..

Por via deste conflito de conceitos entre a Religião e a Ciência - conflito que não tem razão de existir! - as pessoas a quem o fenómeno obsessivo apoquenta vêem-se frequentemente numa situação complexa: vão recorrendo a curandeiros populares e a médicos em simultâneo, e vão escondendo de uma e de outra parte que o fazem, pois ambas se reivindicam a exclusividade do «tratamento» do problema. Sem resultados, diga-se!

Não porque os médicos (ou os curandeiros honestos, que também têm o seu valor), não sejam bons. As pessoas não se curam simplesmente porque não estão doentes. 

Quando nos pedem opinião acerca da questão do encosto, ou do cofre aberto, ou do que se queira chamar a este fenómeno, o que aconselhamos é:

1º - Que se certifiquem com a Medicina que o problema não é do foro médico.

2º - Que, caso tenham religião, recorram ao seu director espiritual e com ele se aconselhem.

Não que os rituais obtenham objectivamente algum resultado, mas porque a boa-vontade e a autoridade moral de um digno padre, pastor protestante ou qualquer outro líder religioso, exerce ascendente sobre o Espírito ou Espíritos perturbadores.

3º - Caso as pessoas queiram, o Espiritismo coloca-se gratuitamente, sem compromissos nem promessas de espécie alguma, ao seu serviço.

Para o Espiritismo não existe Diabo nem diabos, como temos explicado exaustivamente e como pode ser melhor entendido através da leitura das obras básicas (download gratuito neste site). O fenómeno a  que chamaos obsessão e que popularmente se chama por exemplo 'encosto', decorre da existência de um mundo paralelo ao nosso, o mundo espiritual, habitado por gente como nós, que já deixou o corpo físico, ou, em linguagem mais clara, já 'morreu'!

Não é caso para alarme. Também no nosso mundo material há pessoas cuja companhia nos é menos agradável. Só que aqui podemos optar por lhes fugir, ou por as afastar. Podemos chamar a Polícia para prender um marginal que nos queira fazer mal, por exemplo. Tratando-se dos Espíritos, esses processos não funcionam, obviamente!

Mas não estamos condenados a ficar indefesos à mercê dos Espíritos que nos causam perturbação, voluntária ou involuntariamente.

Como?
É relativamente simples, e não é preciso água-benta, nem cruzes, nem alho, nem arruda, nem defumadouros de alecrim :-) Muito menos de exorcismos!

Deus não desampara ninguém. E ninguém precisa de afastar os maus Espíritos. Basta que se afaste deles. Pelo pensamento, pelo estudo, pela força de vontade, pela perseverança no Bem, na virtude, no perdão.

Na imagem temos o célebre episódio da Transfiguração de Jesus, que fala com os Espíritos de Moisés e Elias no alto do Monte Tabor, uma das muitas passagens da Bíblia em que podemos testemunhar a interacção entre os Espíritos e os Homens. Costumamos associar os Espíritos a coisas menos agradáveis. Os Espíritos ignorantes por vezes incomodam os Homens, mas os Espíritos evoluídos ajudam-nos a todos. As religiões chamam-lhes os «anjos da guarda».

Voltaremos a este tema.

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O exorcismo de hoje





Acabamos de ver uma peça na Correio da Manhã TV acerca de um suposto «exorcismo» que o Papa Francisco terá levado a cabo no Vaticano, se não nos enganamos durante a bênção dos doentes. Vimos o líder dos nossos irmãos católicos a colocar as mãos na  testa de um homem  em cadeira de rodas e este a soltar como que uma longa exclamação. A peça da CM TV passou então a descrever em pormenor os detalhes dos «exorcismos» católicos, que, segundo o jornalista, «terão que ser feitos por um padre que acredite no Diabo». 

Uf! Graças a Deus que já não é segredo que cada vez mais sacerdotes católicos, anglicanos e outros, deixaram de acreditar na hipótese de existirem uma ou mais criaturas sobrenaturais eternamente votadas ao Mal, causando grande  sofrimento aos pobres humanos, e aparentemente felizes da vida!

A descrição só por si, é chocante. Imaginamos como será o ritual e o sofrimento das pobres pessoas a quem é dito que «têm o Diabo no corpo», para citar o jornalista. Respeitamos todas as formas de pensar; contudo, achamos que o Saber não ocupa lugar, e que o conhecimento da tese espírita sobre os demónios só contribuiria para aliviar sofrimentos.

Nestes anos todos que levamos de lida nesta seara, sempre sem cobrar um tostão nem aceitar dinheiro, prendas ou favores, como é basilar no Espiritismo, já vimos muito. Nunca esqueceremos o alívio, a alegria, a esperança que se acende nos olhos das pessoas quando lhes dizemos que não há Diabo nem diabos; que não estão a sofrer nenhuma «possessão»; que o que se passa com elas é de todos os dias, de todas épocas e todos os lugares. 

Foi assim que nós, como tantos outros, conhecemos o Espiritismo. Após termos recorrido a tudo para aliviar o nosso mal-estar que a Medicina não curava, o último recurso foi, como é regra nestas coisas, o centro espírita. E foi lá que ouvimos as palavras de consolo que depois repetimos tantas vezes e com tanta satisfação.

O que o Papa Francisco fez hoje na praça de S. Pedro foi mais ou menos o mesmo, mas sem palavras. Deus sabe os constrangimentos que ele sofrerá e os limites do que pode dizer publicamente. Vimos um homem que por amor fraterno pousou a mão na testa de um sofredor, vimos a descarga de amor que dele brotou e como quem a recebeu sentiu a energia do Amor, a mais poderosa do Universo. Na falta de palavras, diz-se que Deus é Amor. Se o homem tinha algum Espírito a atormentá-lo, não sabemos. Se tinha, é digno de dó, pois é gente como nós.

Entre a negação sistemática da Medicina (que nos merece o maior respeito, mas que só a pouco e pouco vai tentando perceber que algo se passa), e o terror dos rituais de «exorcismo», há ESPERANÇA! Há AMOR!

Voltaremos a este assunto.

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'A Espada'





‘Vim trazer a espada’
Disse o bom Jesus
Mas não veio nada
Se acenderes a luz

A espada da guerra
Não é aqui chamada
Porque cá na Terra
A paz é desejada

As novas visões
Geram divisão
Dão-se convulsões
Avança a razão

ENLSB, 19.5.2013

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José Reis Chaves - '... o maior Lúcifer é Jesus'

José Reis Chaves

Se Lúcifer é porta-luz, ou seja, a inteligência, o maior Lúcifer é Jesus
PUBLICADO EM 20/05/13 - 3h0
Ainda falando de Lúcifer & cia.

A interpretação só literal ou só alegórica de textos da Bíblia levou os cristãos a fazerem uma grande confusão sobre os demônios, os diabos, belzebu, satanás, lúcifer, anjos, inimigo, serpente, dragão etc. E na própria Bíblia isso é confuso.

O Novo Testamento foi escrito em grego, vale, pois, o sentido das palavras gregas, nem sempre corretamente traduzidas. Diabo em grego é “diábolos” (opositor). E Satan e satanás (adversários), ora tidos como espíritos, ora como males. Belzebu é o deus das moscas. Demônio, “daimon” em grego, é alma. Mas de tanto Jesus, os apóstolos, padres e pastores só tirarem demônios maus das pessoas, pois os bons não perturbam ninguém, os demônios passaram a ser entendidos erradamente como sendo apenas espíritos maus.

Mas se demônio é alma, existem também os bons e até os santos demônios. Sócrates dizia: “Meu demônio me ajuda”. E Platão foi chamado de “demônio divino”. E a prova de que demônios é que são seguramente espíritos é que Jesus só tirou demônios das pessoas, e não diabos, satanases, Lúcifer, serpentes e dragões! E há também os anjos maus, que são as mesmas almas ou demônios maus.

O espiritismo trouxe muita luz para o conhecimento dos espíritos, estudando-os cientificamente.

A origem da palavra Lúcifer (porta-luz) vem do latim: “ferre” (transportar) e “lucis” (luz, clarão, aurora). No grego é “eosfóros” (portador da aurora), daí o fósforo. Lúcifer é também a estrela d´alva. E, figuradamente, é o intelecto, a inteligência.

“Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva... Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus, exaltarei meu trono... Subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. Contudo serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo” (Isaías 14: 12 a 15). Aqui Lúcifer parece ser demônio ou alma má. “Ora, se Deus não poupou a anjos quando pecaram, antes os precipitando no inferno (tártaro), os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo” (2 Pedro 2: 4). Aqui cabe também uma interpretação mais literal dos espíritos já angélicos, mas rebeldes e chefiados por Lúcifer. Mas poderia ser também figurada a interpretação, ou seja, a inteligência deles é que dirigiu a rebelião. E se eles foram mandados para baixo, fica a ideia de que eles, realmente, são iguais a nós seres humanos, e que vieram para baixo, o nosso mundo, em encarnações, e que, como nós, serão também submetidos a juízo. Mas não se diz que sua pena é para sempre!

Para muitos teólogos, entre eles o jesuíta Huberto Rohden, Lúcifer (nosso ego ou o joio) é o oposto de Logos (Cristo ou o trigo que está em nós), e o ego é necessário para dar mais valor à vitória do nosso Cristo interno contra o nosso ego luciférico.

Mas se lúcifer significa também inteligência, razão, porta-luz, luz que nos ilumina, o maior Lúcifer é mesmo Jesus Cristo!

- Na Rede Mundo Maior, por parabólica, ou no www.tvmundomaior.com.br, o “Presença Espírita na Bíblia”, com Celina e este colunista, nas quintas-feiras, às 20h, e nos domingos, às 23h.

- Para suas perguntas e sugestões: presenca@tvmundomaior.com.br. E, na Rede TV, o “Transição”, aos domingos, às 16h15 e outros horários da madrugada.
- Parabéns ao O TEMPO pelo seu novo portal, de Primeiro Mundo, e pelos seus 11,4 milhões de visitantes, em março de 2013.

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Esta coluna, de José Reis Chaves, às segundas-feiras, no diário de Belo Horizonte, O TEMPO, pode ser lida também no site http://www.otempo.com.br/ Ela está liberada para publicações. José Reis Chaves é autor dos livros “A Face Oculta das Religiões”, “A Reencarnação na Bíblia e na Ciência” Ed. EBM (SP) e “A Bíblia e o Espiritismo”, Ed. Espaço Literarium, Belo Horizonte (MG). e-mail: jreischaves@gmail.com Os livros de José Reis Chaves podem ser adquiridos também pelo e-mail: contato@editorachicoxavier.com.br e o telefone: 0800-283-7147. Este texto é reproduzido no Blog de Espiritismo com autorização do autor.

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Leitores - Traduções Bíblicas - Conclusão



No final do comentário que motivou esta pequena série de posts, o leitor deixou as seguintes considerações:

"Outra coisa, o espiritismo se declara como ciencia, mais podemos ver quais são os métodos cientificos,e fica claro que nao se aplica ao espiritosmo, por isso é chamado de pseudo-ciência, e como fica os erros cientificos encontrados no livro dos espiritas ? Esta tudo errado de acordo com a ciencia comprovada."

O 'Livro dos Espíritas' não existe. Existe 'O Livro dos Espíritos'. Não chamamos a atenção para o lapso por pedantismo, mas porque há muita gente que nunca leu uma linha de O Livro dos Espíritos nem de nenhuma obra espírita, que apenas lê os argumentos contra o Espiritismo, e resolve tomar partido contra. Estão no seu direito, porque a liberdade de opinião é sagrada, mesmo para as opiniões não fundamentadas, edificadas sobre preconceitos e espírito sectário.

Se o leitor se debruçasse sobre a Doutrina Espírita saberia que esta é  um corpo de conhecimentos, como qualquer doutrina. Só que não apareceu pela inteligência de um homem, nem como alegada revelação divina trazida por um homem. O Espiritismo nasceu do método científico, da observação, do raciocínio indutivo e dedutivo. Os conhecimentos que lhe constituem o corpo foram ditados pelos Espíritos Superiores através de médiuns espalhados por todo o mundo, e reunidos por Allan Kardec, o Codificador.

O Espiritismo é uma religião no sentido filosófico (crê em Deus e na imortalidade da alma), mas não no sentido formal, pois prescinde de tudo o que caracteriza as religiões, por exemplo a presunção de infalibidade; a fé cega; a crença no Sobrenatural, em milagres e prodígios; os líderes que determinam aquilo em que se pode e não pode acreditar; os livros considerados sagrados e inquestionáveis; os dogmas inamovíveis; os rituais e sacramentos; a profissionalização; o sacerdócio; as vestes, cânticos,velas, procissões, altares, andores e cerimónias especiais; as bebidas alcoólicas;  as pirâmides, cristais e outros artefactos; a adivinhação; o exclusivismo; o salvacionismo; a crença em criaturas místicas tais como anjos e diabos, etc., etc., etc.. O Espiritismo é CULTURA.

O Espiritismo tem como ideal a moral cristã. É uma filosofia espiritualista porque, crendo na imortalidade da alma e em Deus, propõe uma respostas às questões essenciais sobre quem somos, de onde vimos, para onde vamos, o que é Deus, porque há sofrimento, etc., etc., etc.. E é uma ciência no sentido em que seguiu o método científico acima descrito para chegar às suas conclusões. Não é nem pretende ser uma ciência académica.

Mais: o Espiritismo tem o compromisso de corrigir na Doutrina tudo o que a Ciência demonstre estar errado, em vez de fazer como fazem as religiões, que moldam a realidade à medida dos seus textos «sagrados», ainda que estes estejam em contradição com a Ciência. Até hoje, e que saibamos, a Ciência não desmentiu a existência de Deus, a imortalidade da alma, a comunicabilidade dos Espíritos, a reencarnação e a pluralidade dos mundos habitados.

Negar só por negar, muitos cientistas o fazem, pois os cientistas são seres humanos e padecem dos mesmos preconceitos, manias e vaidades que o comum dos mortais. Contudo, os cientistas que estudaram estes que são os 5 pilares do Espiritismo, só os têm comprovado!

O Espiritismo concilia Ciência e Religião, pois o que é verdadeiro para uma não pode ser falso para a outra e vice-versa. O nosso Deus não é antropomórfico, caprichoso e feito à imagem e semelhança do Homem. Não vemos qualquer contradição entre Religião (no sentido mais elevado do termo) e Ciência. para nós a Ciência é a nobre actividade de desvendar os segredos do Universo, ou da Criação, para quem é crente.

O Espiritismo não pretende ser a única ou a melhor filosofia. pelo contrário, achamos que bem tolo seria quem se achasse dono da Verdade. A Verdade está muito acima do que o homem terreno pode sequer conceber - achamos nós.

Como o leitor não teve a lembrança de se apresentar, em termos de filosofia ou religião que perfilha, vamos partir do princípio de que é religioso. E perguntamos, por exemplo, se a Ciência já comprovou a transmutação do vinho em sangue na Eucaristia, ou os milagres, ou os exorcismos. Claro que não. E não se pede às religiões tais provas, nem elas se preocupam com tal coisa, e estão em seu pleno direito.

O Espiritismo, no seu conjunto e a despeito dos factos que a Ciência vai comprovando, é uma crença, uma opinião, como Allan Kardec explica em Pequena Resposta aos Detractores do Espiritismo e com a qual encerramos esta séria, com o nosso agradecimento ao leitor que nos escreveu:

O direito de exame e de crítica é um direito imprescritível, ao qual o Espiritismo não tem a pretensão de se subtrair, como não tem a de satisfazer todo o mundo. Cada um, pois, está livre para aprová-lo ou rejeitá-lo; mas ainda seria necessário discuti-lo com conhecimento de causa; ora, a crítica não tem senão, muito freqüentemente, provado a sua ignorância de seus princípios mais elementares, fazendo-lhe dizer precisamente ao contrário do que ele diz, atribuindo-lhe o que nega, confundindo-o com as imitações grosseiras e burlescas do charlatanismo, dando, enfim, como a regra de todos, as excentricidades de alguns indivíduos. Muito freqüentemente, também, a malevolência quis torná-lo responsável por atos repreensíveis ou ridículos, onde seu nome foi misturado incidentemente, e disso faz uma arma contra ele.

Antes de imputar a uma doutrina a incitação a um ato repreensível qualquer, a razão e a eqüidade querem que se examine se essa doutrina contém as máximas próprias para justificarem esse ato.
Para conhecer a parte de responsabilidade que incumbe ao Espiritismo numa dada circunstância, há um meio muito simples, que é o de inquirir de boa fé, não entre os adversários, mas na própria fonte, o que ele aprova e o que ele condena. A coisa é tanto mais fácil que nada tem de secreto; seus ensinos são públicos, e cada um pode controlá-los.

Se, pois, os livros da Doutrina Espírita condenam de maneira explícita e formal um ato justamente reprovado; se não encerram, ao contrário, senão instruções de natureza a levar ao bem, é que o indivíduo culpado da má ação nele não hauriu suas inspirações, tivesse mesmo esses livros em seu poder.

O Espiritismo não é mais solidário com aqueles que se comprazem em dizer-se espíritas, do que a medicina não o é com os charlatães que a exploram, nem a sã religião com os abusos, ou mesmo crimes, cometidos em seu nome. Não reconhece por seus adeptos senão aqueles que colocam em prática os seus ensinos, quer dizer, que trabalham para o seu próprio adiantamento moral, esforçando-se por vencer as suas más inclinações, serem menos egoístas e menos orgulhosos, mais dóceis, mais humildes, mais pacientes, mais benevolentes, mais caridosos para com o próximo, mais moderados em todas as coisas, porque são os sinais característicos do verdadeiro espírita.

O objeto desta curta notícia não é o de refutar todas as falsas alegações dirigidas contra o Espiritismo, nem de desenvolvê-lo ou provar-lhe todos os princípios, e ainda menos procurar converter, às suas idéias, aqueles que professam opiniões contrárias, mas de dizer, em algumas palavras, o que é e o que não é, o que admite e o que reprova.

Suas crenças, suas tendências e seu objetivo se resumem nas proposições seguintes:

1º O elemento espiritual e o elemento material são os dois princípios, as duas forças vivas da Natureza se completando uma pela outra, e reagindo incessantemente uma sobre a outra, ambas indispensáveis ao funcionamento do mecanismo do Universo.
Da ação recíproca desses dois princípios nascem fenômenos que, cada um deles, isoladamente é incapaz de se explicar.

A ciência, propriamente dita, tem por missão especial o estudo das leis da matéria.
O Espiritismo tem por objeto o estudo do elemento espiritual em suas relações com o elemento material, e encontra, na união desses dois princípios, a razão de uma multidão de fatos até então inexplicados.

O Espiritismo caminha de acordo com a ciência no terreno da matéria: admite todas as verdades que ela constata; mas onde se detêm as investigações desta, prossegue as suas no terreno da espiritualidade.
2º Sendo o elemento espiritual um estado ativo da Natureza, os fenômenos que se ligam a ele estão submetido a leis, e, por isso mesmo, tão naturais quanto aqueles que têm sua fonte na matéria neutra.
Certos fenômenos foram reputados sobrenaturais pela ignorância das leis que os regem. Em conseqüência desse princípio, o Espiritismo não admite o caráter maravilhoso atribuído a certos fatos, de tudo constatando a realidade ou a possibilidade. Para ele não há milagre, enquanto derrogação das leis naturais; de onde se segue que os espíritas não fazem, milagres, e que a qualificação de taumaturgos, que alguns lhe dão, é imprópria.

O conhecimento das leis que regem o princípio espiritual, se liga, de maneira direta, à questão do passado e do futuro do homem. Sua vida é limitada à existência atual? Entrando neste mundo, saiu do nada, e em que se torna deixando-o? Já viveu e viverá ainda? Como viverá e em que condições? Em uma palavra, de onde vem e para onde vai? Por que está sobre a Terra e por que nela sofre? Tais são as perguntas que cada um se coloca, porque são para todos de um interesse capital, e que nenhuma doutrina não lhe deu ainda solução racional. A que o Espiritismo lhe dá, se apóia sobre fatos, satisfazendo às exigências da lógica e da justiça mais rigorosa, é uma das principais causas da rapidez de sua propagação.
O Espiritismo não é nem uma concepção pessoal, nem o resultado de um sistema preconcebido. É a resultante de milhares de observações feitas em todos os pontos do globo, e que convergiram para o centro que as coligiu e coordenou. Todos esses princípios constituintes, sem exceção, são deduzidos da experiência. A experiência sempre precedeu a teoria.

O Espiritismo encontrou, assim, desde o início, raízes por toda a parte; a história não oferece nenhum exemplo de uma doutrina filosófica ou religiosa que haja, em dez anos, reunido um tão grande número de adeptos; entretanto não empregou, para se fazer conhecer, nenhum dos meios vulgarmente em uso; propaga-se por si mesmo, pelas simpatias que encontrou.

Um fato não menos constante é que, em nenhum país, a Doutrina não nasceu na camada baixa da sociedade; por toda a parte, ela se propagou de alto a baixo da escala social; é nas classes esclarecidas que está ainda quase exclusivamente difundida, e as pessoas iletradas nela estão em ínfima minoria.
Está ainda averiguado que a propagação do Espiritismo seguiu, desde a origem, uma marcha constantemente ascendente, apesar de tudo o que se fez para entravá-la e desnaturar-lhe o caráter, tendo em vista desacreditá-lo na opinião pública. Há mesmo a se anotar que, tudo o que se fez com esse objetivo, favoreceu-lhe a difusão; o ruído que se fez a seu propósito levou-o ao conhecimento de pessoas que dele jamais ouviram falar; quanto mais o difamaram ou ridicularizaram, mais as invectivas foram violentas, mais estimulou a curiosidade; e como não pode senão ganhar ao exame, disso resultou que os seus adversários dele se fizeram, sem o querer, os ardentes propagadores; se as diatribes não lhe trouxeram nenhum prejuízo, foi porque estudando-o em sua fonte verdadeira, o encontraram diferente do que havia sido representado.

Nas lutas que teve de sustentar, as pessoas imparciais se deram conta de sua moderação; jamais usou de represálias contra os seus adversários, nem restituiu injúria por injúria.

O Espiritismo é uma doutrina filosófica que tem conseqüências religiosas, como toda doutrina espiritualista; por isso mesmo toca forçosamente às bases fundamentais de todas as religiões: Deus, a alma e a vida futura; mas não é, uma religião constituída, tendo em vista que não tem nem culto, nem rito, nem templo, e que, entre os seus adeptos, nenhum tomou ou recebeu o título de sacerdote ou de sumo-sacerdote. Essas qualificações são pura invenção da crítica.

É-se espírita somente porque se simpatiza com os princípios da doutrina, e que com ela se conforma a sua conduta. É uma opinião como uma outra, que cada um deve ter o direito de professar, como se tem o de ser judeu, católico, protestante, fourieísta, sansimonista, voltairiano, cartesiano, deísta e mesmo materialista.

O Espiritismo proclama a liberdade de consciência como um direito natural: reclama-a para os seus, como para todo o mundo. Respeita todas as convicções sinceras, e pede para si a reciprocidade.

Da liberdade de consciência decorre o direito de livre exame em matéria de fé. O Espiritismo combate o princípio da fé cega, como impondo ao homem a abdicação de seu próprio julgamento; diz que toda fé imposta é sem fundamento. Por isso inscreveu, entre as suas máximas: "Não há fé inabalável senão aquela que pode encarar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade."

Conseqüente com os seus princípios, o Espiritismo não se impõe a ninguém; quer ser aceito livremente e por convicção. Expõe suas doutrinas e recebe aqueles que vêm a ele voluntariamente.

Não procura desviar ninguém de suas convicções religiosas; não se dirige àqueles que têm uma fé, e a quem essa fé basta, mas àqueles que, não estando satisfeitos com aquilo que se lhe deu, procuram alguma coisa melhor.

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Revista 'O Consolador' - 312


O Consolador
Revista Semanal de Divulgação Espírita 

Destaques desta edição

  


  



 

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Leitores - Traduções Bíblicas - 3



Continuação deste post:

A Bíblia, como muitas outras obras, é passível de várias abordagens. Um ateu lerá a Bíblia  exclusivamente sob o ponto de vista histórico. E há muitos que o fazem. José Saramago foi um bom exemplo.

Tanto ateus como crentes apreciam o conteúdo moral da Bíblia. Há até ateus-cristãos, por muito confuso que possa parecer - mas não é, basta que se tenha em atenção a dimensão moral da mensagem de Jesus, que serve a qualquer pessoa, de qualquer religião, ou sem religião. 

E por falarmos nisso, qual o cerne da mensagem moral de Jesus?

Resposta: Amar o próximo como a nós mesmos!

Quem pode negar que é da mais elementar justiça que devemos tratar os outros como gostaríamos de ser tratados?

A Bíblia tem ainda uma outra dimensão principal, que é de fulcral importância para quem é de opinião de que a realidade não é apenas a matéria e as percepções dos sentidos. Falamos da dimensão espiritual.

As pessoas costumam confundir religião com espiritualidade. Jesus, como tantos outros seres invulgares de elevada craveira moral, foi um líder espiritual, mas não um líder religioso. Jesus não fundou qualquer religião, não estabeleceu hierarquias nem preceitos, nem proclamou ser adorado como Deus. Sendo de religião, etnia e nacionalidade hebraica, Jesus filho de José, de seu nome original Yeshua Ben Yosef, trouxe ensinamentos que podem servir para todo o homem, em todas as épocas. O mesmo poderíamos dizer dos 10 Mandamentos de Moisés, das Nobre Verdades do Buda, o Príncipe Sidharta Gautama, de Confúcio, e de tantos outros, que por se destacarem do vulgo, foram elevados à condição de quase deuses, e motivaram o despontar de cultos religiosos.

A Bíblia não é UM livro. A Bíblia é uma colecção de livros de vários autores. Nela se podem encontrar passagens da mais sublime espiritualidade, como trivialidades da época em que os diferentes livros foram escritos.

Se no Eclesiastes, salvo erro, nos é dito que aos homens é ordenado morrer uma vez, em muitas outras passagens, do Livro de Job ao próprio diálogo de Jesus com Nicodemos (na imagem), é-nos dito o contrário.

Um exemplo clássico de contradição bíblica é o «Não matarás» da Lei Moisaica, que é tantas vezes contrariado por inúmeras recomendações de pena de morte prescritas no Antigo Testamento. Contradição flagrante, mas que não retira o valor aos escritos bíblicos, se os soubermos ler sem tresler, com bom-senso e sem fanatismo:

O «Não matarás» será de origem divina para quem é crente ortodoxo, será da Espiritualidade Superior para quem tem uma visão menos restritiva, será simplesmente um avanço civilizacional para o descrente.

E o que fazer às recomendações de matar, por exemplo, quem apanhe lenha ao sábado? Terão de ser encaradas como escritos que foram enfeixados na enorme colecção de escritos bíblicos, reflexo dos costumes bárbaros de povos rudes. Esses costumes estão ultrapassados. Onde persistem, o Homem de hoje não os pode tolerar. Na época faziam sentido, por razão que oportunamente referiremos.

Já há 2000 anos as recomendações da lei civil (não da lei moral) Moisaica eram obsoletas.  Jesus não veio destruir a lei moral. Veio pulverizar pacificamente e com a pedagogia do exemplo, a lei civil, que nessa altura já contava mais de milénio e meio!

E quantas vezes se morre? Não é a Bíblia que vai ter a palavra final, mas a Ciência, quando comprovar ou considerar improcedente a hipótese da reencarnação.

(continua)

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Leitores - Traduções Bíblicas - 2



 Jesus ensinado na Sinagoga, cena do filme de 'Jesus de Nazaré', de Franco Zeffirelli


Continuação do post anterior:

Quando falamos de Espiritismo é bom que tenhamos desde logo ideias assentes sobre o que é o Espiritismo. Muitas pessoas acham que o Espiritismo é uma religião no sentido tradicional do termo. No sentido tradicional do termo, as religiões são interpretações do mundo apoiadas na palavra dos seus supostos fundadores, registadas em livros tidos como sagrados e infalíveis, literalmente a Palavra de Deus. E cada religião costuma considerar-se necessária e suficiente, definitiva e completa na interpretação da realidade e no caminho para a «salvação». Nos casos mais radicais, as religiões ou os líderes religiosos asseguram até que todos os adeptos de outras religiões serão «destruídos» por Deus e só os da religião «certa» serão salvos e eternamente bem-aventurados.

Daí que muitas pessoas coloquem as coisas em termos de «a minha religião contra a tua», «o meu livro sagrado contra o teu». Daí que muitas pessoas fiquem ofendidas por o Espiritismo apontar Jesus como exemplo moral ideal. Entendem, cada uma das mais de 40 mil religiões cristãs, que Jesus é sua propriedade e que são, cada uma delas, as legítimas representantes do mestre de Nazaré.

Não é esta a visão espírita. Para nós, e a análise racional assim o sanciona, Jesus não fundou nenhuma religião. Jesus era etnicamente judeu e cumpria as tradições do seu povo, nomeadamente as religiosas. Jesus veio para TODOS, não apenas para os judeus, não apenas para os que futuramente o elegeram como fundador de uma corrente religiosa e, como nos, se consideram cristãos.

Jesus, em muitos casos, afastou-se da ortodoxia religiosa vigente naquele tempo e naquele lugar do mundo. Começou a ser visto com desconfiança pelos sectores clericais e políticos, ao mesmo tempo que arrastava multidões cativadas pela sua mensagem, e pouco interessadas nas tramitações do poder espiritual e temporal.

Daí que Jesus tenha esclarecido que não veio destruir a Lei (a Lei de Moisés), mas sim cumpri-la. Em espírito e verdade, ou seja, no que ela encerrava de princípios morais e caminhos de Espiritualidade, e não em questões mundanas, em leis civis e transitórias. Essa intenção é patente em episódios célebres como o da mulher adúltera, que Jesus, rabi itinerante, perdoou, quando os populares a pretendiam apedrejar, segundo leis bárbaras e já então caducas de mais de 1500 anos. Quem se gabe de cumprir a Bíblia à letra terá que apedrejar mulheres adúlteras, ou matar quem apanhe lenha aos sábado, entre outras recomendações que constam da narrativa bíblica, e que de forma alguma são dignas do Deus de Amor que nos prezamos de adorar, e consequentemente não podem ter tido origem nEle. Logo a Bíblia não pode ser na sua totalidade a palavra de Deus, nem inerrante, como alguns teólogos pretendem. O próprio Jesus de Nazaré o exemplificou, de forma magistral.


(continua)

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Leitores - Traduções Bíblicas - 1




Eu tenho uma duvida, andei lendo sobre como funciona a traducao da bíblia, e percebi que as traduções ocorrem primeiramente pra exposição em todas as linguas conhecidas, e que realmente existem palavras que nao foram escritas no original. Isso pra mim é meio obvio, uma vez que nao existe palavra com mesmo sentido se procura uma que melhor se aproxima, tanto é fato que o proprio idioma ingles se traduzido pra portugues, existem erros. Entao é obvio que pra toda tradução se encontra a palavra que melhor se assemelha ao original, ate titulos de filme em ingles aqui no brasil nao levam o nome original. Outra coisa, no Livro dos Espiritos, questao 625, é perguntado qual seria o perfeito exemplo pra seguirmos, e é responsido Jesus, com isso, se entende que tudo que Jesus fez ou disse tem que ser seguido, se ele era o exemplo perfeito. E na bíblia diz que Jesus veio pra nao anular a antiga lei, e sim aplica-la, que o homem morre uma so vez, que tudo que for contra o que Jesus diz esta errado, que a salvação vem por Jesus, e nao por obra, e varios outros questionamentos. Outra coisa, o espiritismo se declara como ciencia, mais podemos ver quais são os métodos cientificos,e fica claro que nao se aplica ao espiritosmo, por isso é chamado de pseudo-ciência, e como fica os erros cientificos encontrados no livro dos espiritas ? Esta tudo errado de acordo com a ciencia comprovada.


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Olá amigo Leitor,

O equívoco recorrente em relação à Bíblia é o de que esta seja integralmente um Livro sagrado, intocável, envolto numa aura de Sobrenatural, inquestionável e temível.

A Bíblia, tal como outras obras e outros corpos de conhecimentos, foi usada através dos séculos como meio de exercer poder sobre as massas incultas. Hoje o mundo democratizou-se, pelo menos no que toca ao Conhecimento, e as pessoas passaram a questionar o que antes aceitavam reverentemente. Perderam o medo, e fizeram muito bem. O tempo do «Deves temer o teu Deus», já passou. Já Jesus de Nazaré anunciou o 'amar a Deus' em substituição do 'temer a Deus'.

Ainda não há muitos anos os serviços religiosos de algumas religiões cristãs realizavam-se em Latim. O povo tinha que temer, não tinha que entender. Houve pessoas condenadas à morte por traduzirem a Bíblia para o seu idioma. É este peso cultural que ainda paira sobre a Bíblia e impede que se tenha da mesma uma visão racional, isenta de temores e preconceitos atávicos.

A tradução da Bíblia, como a tradução de qualquer livro, apresenta problemas. O tradutor é sempre, de certa forma, um 'traidor'. Pode é ser um traidor consciente, que na falta de palavras que retratem perfeitamente o original, opta pelas mais aproximadas. Ou pode ser um traidor inconsciente, que por desconhecimento permite que os seus preconceitos e insuficiências culturais prejudiquem o seu trabalho. E pode, finalmente, ser um traidor de má-fé, que aproveita para manipular a tradução de modo a fazer valer os seus interesses de seita. 

É o caso clássico da tradução de evocação dos mortos como sendo «espiritismo». O Espiritismo não é sinónimo de evocação dos mortos. O Espiritismo é uma doutrina filosófica, científica e moral. O termo foi cunhado com o lançammento de O Livro dos Espíritos, em 1857, e como tal é ridículo pretender-se que Moisés proibiu uma filosofia que apareceria três milénios e meio depois!

Quem usa tais argumentos, ou pretende, por interesses de seita, difamar o Espiritismo, ou padece de ignorância, não apenas em relação ao Espiritismo, como à História e à Bíblia. 

- Este tema é interessante, pelo que vamos fazer a resposta em fases, para que o texto não se torne longo e fastidioso.

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