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'IGUALDADE E DESIGUALDADE SOCIAL DO PONTO DE VISTA REENCARNACIONISTA'

Acompanhamos pela Internet, através das redes sociais, os legítimos clamores populares em face do atual cenário político brasileiro. Observa-se pujante manifesto de reproche da massa, considerando os caminhos obscuros que representam para o futuro da Pátria do Evangelho o presumível hasteamento da bandeira afogueada do ideário extremista. O inconsciente coletivo está provido de fatos históricos contemporâneos em cuja ribalta a “universal” flâmula rubra do absolutismo materialista foi desfraldada sobre os entulhos cadavéricos de milhões de cidadãos chineses , soviéticos, cubanos, norte-coreanos, trucidados nos últimos 50 anos.

Nos dois últimos séculos a violência ideológica engendrou o cenário vastíssimo de lutas inglórias. Todas as ciências sociais têm sido solicitadas para os grandes debates sobre o capitalismo e o comunismo. O Espiritismo se apresenta na discussão a fim de encorajar a luta pela paz, a fim de que não se perca os bons frutos dos que trabalharam e padeceram no esforço penoso da harmonia de todos. Com as comprovações da sobrevivência, o Espiritismo vem reabilitar o Evangelho, esparzindo, igualmente, os perenes preceitos do Mestre de Nazaré na intimidade do coração humano.

Sob o pilar da reencarnação, a Doutrina dos Espíritos elucida a incoerência das teorias do igualitarismo [comunismo], coopera no reparo do adequado caminho da evolução social. Emoldurando o socialismo nos apelos cristãos, não se deslumbra com as reformas exteriores, para rematar que a excepcional renovação considerável é a do homem interior, célula viva do organismo social de todos os tempos, pugnando pela ativação dos movimentos educativos da criatura, à luz eterna do Evangelho do Cristo.

O Espiritismo anuncia o regime da responsabilidade, em que cada Espírito deve enriquecer a catalogação dos seus próprios valores. “Não se engana com as utopias da igualdade absoluta [comunismo], em vista dos conhecimentos da lei do esforço e do trabalho individual, e não se transforma em instrumento de opressão dos magnatas da economia e do poder [capitalismo], por consciente dos imperativos da solidariedade humana”. 1

Não adota o princípio das revoluções por questões menores, porque exclusivamente a evolução é o seu anfiteatro de atividade e de experiência, afastado de todas as guerras pela compreensão dos laços fraternos que reúnem a comunidade universal, “ensina a fraternidade legítima dos homens e das pátrias, das famílias e dos grupos, alargando as concepções da justiça econômica e corrigindo o espírito exaltado das ideologias extremistas”. 2

Indagado sobre a desigualdade verificada entre as classes sociais, o Espírito Emmanuel esclareceu que “a desigualdade social é o mais elevado testemunho da verdade da reencarnação, mediante a qual cada espírito tem sua posição definida de regeneração e resgate. Nesse caso, consideramos que a pobreza, a miséria, a guerra, a ignorância, como outras calamidades coletivas, são enfermidades do organismo social, devido à situação de prova da quase generalidade dos seus membros. Cessada a causa patogênica com a iluminação espiritual de todos em Jesus Cristo; a moléstia coletiva estará eliminada dos ambientes humanos”.3

Refletindo sobre o ideário comunista, o mentor de Chico Xavier elucida o seguinte: “a concepção igualitária absoluta [comunismo] é um erro grave em qualquer departamento da vida. A tirania política poderá tentar uma imposição nesse sentido, mas não passará das espetaculosas uniformizações simbólicas para efeitos exteriores, porquanto o verdadeiro valor de um homem está no seu íntimo, onde cada espírito tem sua posição definida pelo próprio esforço”. 4

Allan Kardec pronuncia que “a desigualdade das riquezas é um dos problemas que em vão se procuram resolver, quando se considera apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é a seguinte: Por que todos os homens não são igualmente ricos? Por uma razão muito simples: é que não são igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar”.5 Para o Codificador “a pobreza é para uns a prova da paciência e da resignação; a riqueza é para outros a prova da caridade e da abnegação. Razão pela qual o pobre não tem, portanto, motivo para acusar a Providência, nem para invejar os ricos, e estes não o têm para se vangloriarem do que possuem. Se, por outro lado, estes abusam da fortuna, não será através de decretos, nem de leis suntuárias, que se poderá remediar o mal”. 6

Deus nos outorga a todos uma oportunidade idêntica ante a dinâmica do tempo. Todos temos os direito de conquistar a sabedoria e o amor pelo cumprimento do dever e do entusiasmo individual. Impregnamos o próprio mapa de méritos nas lutas do dia a dia. Sobre as questões proletárias, obviamente elas podem ser resolvidas sem violências, sobretudo quando forem categoricamente aceitos e aplicados os princípios abençoados do Evangelho. “Os regulamentos apaixonados, as greves, os decretos unilaterais, as ideologias revolucionárias, são cataplasmas inexpressivas, complicando a chaga da coletividade. Todos os homens são proletários da evolução e nenhum esforço de boa realização na Terra é indigno do espírito encarnado. Cada máquina exige uma direção especial, e o mecanismo do mundo requer o infinito de aptidões e de conhecimentos”. 7

A harmonia da sociedade não virá por decretos, nem de parlamentos que caracterizam sua ação por uma força excessivamente passageira. É desnecessário desviarmos o tempo com debates inócuos a fim de identificarmos o desengano das teses de Karl Marx. Reafirmamos que seus seguidores (sequer creem em Deus) “sonham com a igualdade irrestrita das criaturas, sem compreender que, recebendo os mesmos direitos de trabalho e de aquisição perante Deus [acreditem ou não!], os homens, por suas próprias ações, são profundamente desiguais entre si, em inteligências, virtude, compreensão e moralidade”. 8

Com magna acuidade o notável Leon Denis proferiu: “O Espiritismo é, ninguém se engane, um dos maiores acontecimentos da história do mundo. Assim hoje, em face das doutrinas religiosas enfraquecidas, petrificadas pelo interesse material, impotentes para esclarecer o Espírito humano, ergueu-se uma filosofia racional, trazendo em si o germe de uma transformação social, um meio de regenerar a Humanidade, de libertá-la dos elementos de decomposição que a esterilizam e enodoam”. 9

Jorge Hessen

Referências bibliográficas:

1 Xavier, Francisco Cândido. A Caminho da Luz, ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1977
2 Idem
3 Xavier, Francisco Cândido. O Consolador, ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1999, questão 55
4 Idem, questão 56
5 Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XVI, item 8, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1990
6 Idem
7 Xavier, Francisco Cândido. O Consolador, ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1999, questão 57
8 Idem, questão 234
9 Denis, Leon. Depois da Morte, capitulo 24, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1998


- Artigo de Jorge Hessen, publicado originalmente no site  A LUZ NA MENTE, e aqui reproduzido com autorização do autor.

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TVI - Experiências do Além 26.08.2014 - Vídeos


Na 3ª feira, dia 26 de Agosto de 2014, pelas 16H00, no programa "A Tarde é Sua", com Fátima Lopes, na TVI, foi debatido um tema em torno da mediunidade e, esteve presente em estúdio para comentar, José Lucas, membro da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP).

Para quem não pode acompanhar em directo o programa, deixamos em baixo links para os vídeos do programa dividido em 4 partes:


TVI - Experiências do Além 26.08.2014 parte 1de4


TVI - Experiências do Além 26.08.2014 parte 2de4


TVI - Experiências do Além 26.08.2014 parte 3de4


TVI - Experiências do Além 26.08.2014 parte 4de4

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'Templo da consciência'



Meritório é o arrebatamento d'alma, o calor que irradia do coração tocado pela palavra Divina. Porém, ao contacto das impurezas do mundo, as melhores resoluções se protelam, erodem e se dissolvem no descaso. Ao saíres do templo onde aprendes e te edificas, transporta-o no templo da tua consciência e não o deixes macular-se. Ao regressares, alegra-te. A casa limpa que encontras reflecte o teu estado interior.

Ernesto, 24.8.14

Publicado originalmente em 'Minhas Psicografias'

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'O Dilema do Amaral'

 
 
 
António do Amaral
Era um homem mediano
Nunca fez nem bem nem mal
Nem santo, nem causou dano

E quando chegou a hora
P'ra todos inexorável
De o António ir embora...
Que situação lamentável!

Nem mau para o Inferno
Nem bom para o Paraíso
Fica o António em eterno
Confuso e indeciso?

Vou p'ra baixo? - perguntou
Não, que está muito calor
P'ra cima também não vou
Porque não tenho valor

Pensou ir p'ró Purgatório
Mas p'ra seu grande tormento
O teológico cartório
Fechou o departamento

Estas coisas do Além
Não são como imagina
Aqui nesta Terra quem
Pensa que tudo domina

A história do Amaral
Mostra com simplicidade
Que a teologia actual
Carece seriedade

Paulo
 
 30.MAR.14
 
 
Publicado originalmente em 'Minhas Psicografias'

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ESPIRITISMO NA TVI - 3ª FEIRA, 26 AGOSTO - 16H00


Na 3ª feira, dia 26 de Agosto de 2014, pelas 16H00, no programa "A Tarde é Sua", com Fátima Lopes, na TVI, será debatida um tema em torno da mediunidade e, estará presente em estúdio para comentar, José Lucas, membro da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP).

Fonte: ADEP (Braga)

O programa incluirá uma reportagem na Associação Cultural Espírita de Alcobaça, de que já falámos neste blog. A ACEA, entre outras actividades, oferece palestras públicas, todos os sábados, às 16.00 horas, o Curso Básico de Espiritismo, Evangelização Infanto-Juvenil, um blog todo catita (cortesia do fundador deste blog), já tem página no Facebook, já dá entrevistas na Rádio, e agora vai aparecer na TV :-)

Associação Cultural Espírita de Alcobaça

Sonho de Uma Tarde de Outono - 1

Sonho de Uma Tarde de Outono - Conclusão

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'Quem tem medo de assombração, crê no espiritismo, mesmo negando


José Reis Chaves


Quem tem medo de assombração, crê no espiritismo, mesmo negando



Assombração é um fenômeno comum em todo o mundo, desde o homem das cavernas. Por superstição, ele é chamado de “sobrenatural”, mas é natural. Sobrenatural é só aquilo que tem participação direta de Deus, o que, na verdade, nunca acontece, pois Deus atua em nós e na Natureza por meio de seus espíritos encarnados e desencarnados. (Hebreus 1: 14). Os milagres da Igreja têm diminuído, exatamente porque a Ciência, principalmente a espírita, os vêm explicando.

Nos fenômenos de assombração verdadeiros, há o envolvimento de um ou mais espíritos. E eles podem ser de efeitos físicos (vozes ou ruídos), de efeitos inteligentes (orais ou escritos, com frases, discursos ou sermões, livros etc.). E, nesses últimos exemplos citados, os fenômenos nem são mais conhecidos como “de assombração”, mas de “mediunidade”. São os casos de psicografia e psicofonia (quando o espírito fala usando a boca do médium ou o fenômeno de voz direta). Há também os de composições de músicas e os de pinturas mediúnicas (psicopictografia). Os artistas sabem dessas coisas! E muitos santos da Igreja, entre eles são Tomás de Aquino, tinham contatos com anjos, e anjos são espíritos evoluídos humanos enviados (mensageiros). Apenas a cultura judaico-cristã tenta explicá-los de outro modo, mas não convence mais.

E por que uns creem e outros dizem que não creem em assombração e em fenômenos mediúnicos? Há dois tipos de incrédulos desse gênero: os materialistas e os que não estudam o assunto. 

Os materialistas não creem nem em Deus. Eles acham que a vida termina na sepultura. E a crença do materialista é a mais fraca, pois a todo instante ele encontra fatos e ideias que o deixam em dúvidas. Daí que o materialista é a pessoa mais atormentada por dúvidas existenciais.

Outro tipo de incrédulo desses fenômenos de assombração é o da grande maioria dos que não são médiuns e dos que não estudam o assunto. Então, é pequena a porcentagem da população que crê nesses fenômenos, e grande a dos que não creem. E a essa grande maioria juntam-se os cristãos e judeus que seguem uma lei mosaica (não divina), que proíbe o contato com os espíritos (Deuteronômio, capítulo 18). É que os seguidores dessa lei mosaica confundem, ou fingem que confundem, essa proibição dos contatos com os espíritos com a não existência desses contatos. Ora, se Moisés os proibiu, é porque eles existem! E ele os proibiu de um modo geral, porque as pessoas nada entendiam de mediunidade. A prova disso é que, em outra parte, ele não só os permite, mas os elogia (Números, capítulo 11). E Jesus, Tiago, Pedro e João, na Transfiguração, se comunicaram com os espíritos de Elias e Moisés, mortos já havia séculos!

É lamentável que parte da poderosa corrente espiritualista judaico-cristã tenha se unido aos materialistas para combater esses fenômenos que mais podem neutralizar o materialismo! E, como já vimos, é justamente por eles envolverem espíritos, que sua existência foi muito combatida e negada. Mas é o que ensinou o excelso Mestre: “Nada ficará oculto”!

E quem crê nesses fenômenos de assombrações verdadeiros e mediúnicos ou com voz direta, de algum modo, é espírita, mesmo que negue sê-lo, pois eles envolvem espíritos! 

Na TV Kardec do Transição e da Fraternidade Francisco de Assis, Vila Prudente, São Paulo (SP): www.kardec.tv, às 17h das quintas-feiras, o programa: “O Espiritismo está na Bíblia”, com este colunista. Perguntas: faleconosco@fraternidadeassis.com.br


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- Publicado no jornal O TEMPO, e reproduzido com autorização do autor: www.otempo.com.br Sites:  www.josereischaves.com.br  e www.facebook.com/jreischaves

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Revista 'O Consolador' - 377


O Consolador
Revista Semanal de Divulgação Espírita 

 Destaques desta edição






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"Desconfiai dos falsos profetas!"


Expor um falso profeta
É obra de Caridade
Evita-se que cometa
Muita aldrabice e maldade

Se avisas o teu irmão
De que vem lá tempestade
Avisa-o do charlatão
Que explora a credulidade

Demonstrarás caridade
Sentindo dó do tratante
Mas o amor à verdade
É muito mais importante

Um falava, o outro ouvia
Um roubado, outro ladrão
Está descansado que um dia
Ambos de agradecerão

Fernando, 17.8.14

ENLSB


Publicado originalmente em "Minhas Psicografias".


"Desconfiai dos falsos profetas! Esta recomendação é útil em todos os tempos, mas sobretudo nos momentos de transição, em que, como neste, se elabora uma transformação da humanidade. Porque nesses momentos uma multidão de ambiciosos e farsantes se arvoram em reformadores e messias. É contra esses impostores que se deve estar em guarda, e o dever de todo homem honesto é desmascará-los".


Excerto da comunicação do Espírito Erasto (Paris, 1862), em  "O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO", Cap. 21 – FALSOS CRISTOS E FALSOS PROFETAS, INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS, II – Caracteres do Verdadeiro Profeta.

Nota: A psicografia, e a citação, referem-se não a quem tem crenças e opiniões diferentes das do Espiritismo, mas a toda a pessoa ou instituição que sejam manifestamente e conscientemente fradulentas, explorando as dificuldades alheias em seu benefício. Não faltam, infelizmente, oportunistas que se aproveitam do desconhecimento dos outros para lhes venderem promessas de alívio de problemas espirituais. O que é do âmbito da Espiritualidade, não se deve comercializar. Jesus nunca cobrou, mas há, infelizmente, quem se diga seu discípulo, e cobre. Ainda por cima e só por promessas vãs. Quem explore materialmente os seus semelhantes e se apresente como autor de prodígios e eleito de Deus.

Existem outras acepções da expressão "falsos profetas". Um bom exemplo é o dos líderes políticos que tudo prometem, que se apresentam como verdadeiros messias, mas que obedecem aos interesses pessoais ou outros, em vez de servirem o povo. Cabe a cada um estar alerta e agir em conformidade. A obra "O Evangelho Segundo o Espiritismo" pode ser descarregada neste mesmo blog. É muito útil, qualquer que seja a religião de cada um, ou mesmo a quem não tenha religião, porque o seu enfoque é o ensinamento moral de Jesus de Nazaré, e não os dogmas religiosos inerentes às diversas interpretações teológicas dos Evangelhos.

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'A ortografia e a sintaxe e as leis humanas e as divinas'

José Reis Chaves

A ortografia e a sintaxe e as leis humanas e as divinas
 
Esta coluna não é para justificar um erro ortográfico meu, mas apenas fui inspirado por ele a fazer este texto. Foi com a coluna “Aborto é sinônimo de assassinato de um filho pela sua própria mãe”, em O TEMPO de 4.8.2014.

Estava eu tão concentrado no conteúdo da matéria, que digitei a palavra “frase” com a letra “z”, que, por coincidência, é também a inicial de zebra! E foi realmente uma zebra “muito zebra mesmo”, pois foi um erro que se repetiu! Mas paciência, errar é humano! Só tenho mesmo é que pedir desculpas aos leitores de O TEMPO, os quais não têm culpa nenhuma, pois minhas colunas, há vários anos, não são submetidas à correção da redação.

Mas, graças a Deus, não foi um erro de sintaxe ou de gramática, que seria pior. Sim, pois ouso dizer que a ortografia está para a sintaxe como as leis humanas estão para as divinas ou naturais. As humanas, aperfeiçoando-se, passam periodicamente por inovações, o que acontece também com as regras ortográficas.

As leis divinas ou naturais, por serem perfeitas, são imutáveis e valem também para o direito natural. Elas são sempre as mesmas em todas as épocas, em todos os cantos do mundo e em todas as religiões. Já a moral humana, chamada também de “moral positiva” (positiva porque é acrescentada à moral divina ou natural) é variável. Por exemplo: nossas avós andavam com seus vestidos quase que se arrastando no chão. É que era imoral os tornozelos ficarem à vista.



As regras de sintaxe, se não são perfeitas e imutáveis, são pelo menos semelhantes às leis divinas ou naturais, pois são duradouras, passando de geração para geração. Quando elas se modificam, é muito lentamente. Realmente, a gramática só evolui com a evolução da linguagem aprimorada pelos escritores e poetas renomados. E é a gramática que se baseia na literatura, e não essa naquela. De fato, é comum os gramáticos usarem frases de escritores e poetas famosos para defenderem como certas as construções gramaticais ensinadas por eles. E podemos até dizer que os poetas têm mais autoridade do que os escritores para inovarem a gramática. É o que já dizia a antiga frase latina: “Omnia poetis et pictoribus licent” (“Tudo é permitido aos poetas e pintores”).

Na primeira metade do século XX, era considerado um erro crasso de português uma frase ser iniciada com um pronome oblíquo. Mas Raquel de Queiroz, conscientemente, passou por cima dessa regra dos gramáticos. E, hoje, se considera correto esse modo de construir uma frase.
Dom Helvécio Gomes Pimenta, primeiro arcebispo de Mariana (MG), demonstrando a sua rebeldia contra as oscilações das regras ortográficas, dizia que não as adotava, porque o que era considerado errado, no futuro poderia ser correto!

Creio ter demonstrado que as regras ortográficas são importantes para os profissionais da escrita, mas não tanto como o são as gramaticais, que, para serem mesmo entendidas e dominadas por eles, é necessário que eles dediquem uma boa parte de sua vida ao seu estudo.

Fiquei triste com meu cochilo, não bem literário, mas ortográfico, na mencionada coluna que deu origem a esta, mas tive também com ela uma grande alegria, pois ela teve 112 curtidas dos leitores que me honram com a sua leitura!

Na TV Kardec do Transição e da Fraternidade Francisco de Assis, Vila Prudente, São Paulo (SP): www.kardec.tv, às 17h das quintas-feiras, o programa: “O Espiritismo está na Bíblia”, com este colunista. Perguntas: faleconosco @fraternidadeassis.com.br



Publicado em O TEMPO: www.otempo.com.br
aqui reproduzido com autorização do autor.
Sites: www.josereischaves.com.br  e www.facebook.com/jreischaves. 
 
Escritor, prof. de português pela PUC-Minas, jornalista, biblista, teósofo, 
pesquisador de parapsicologia e do Espiritismo na Bíblia,radialista, 
palestrante no Brasil e exterior, estudou para padre Redentorista, 
tradutor de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", editado pela Editora Chico Xavier, 
e  colunista do diário O TEMPO, de Belo Horizonte, 
às segundas-feiras. www.otempo.com.br
 
Na TV Mundo Maior, por parabólica e www.tvmundomaior.com.br, 
o programa "Presença Espírita na Bíblia", com Celina Sobral e este
colunista, às 20h das quintas-feiras, com reprise às 16h das sextas-feiras; 
às 23h dos domingos; e às às 4h30 das segundas-feiras.

Perguntas e sugestões: presenca@tvmundomaior.com.br
Chaves recomenda o programa "Transição" pela Rede TV, à 1h35 da 
madrugada das quintas-feiras.
 
Pode acompanhar José Reis Chaves também pela internet, 
às quintas-feiras, às 17h, na KARDEC.TV, no  programa "O Espiritismo está na Bíblia".

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Revista 'O Consolador' - 376

 
O Consolador
Revista Semanal de Divulgação Espírita 

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