Spiga

A arte

A arte é o resultado de uma sensibilidade mais desenvolvida.

Colocando de parte os pseudoartistas com as suas pseudoartes, uma peça de música, uma escultura ou uma pintura que sejam verdadeiras obras de arte, conseguem mexer com as nossas emoções de forma ímpar.

A arte assim, quando bem aplicada é uma forma de adorar a Deus, o artista é um cocriador para o bem, ajudando o seu semelhante tocando nas suas fibras interiores.

Nós, nos dias passados no corpo de carne, sempre que tenhamos hipóteses para tal, saibamos escolher as formas de arte a que nos dedicamos. Bons livros, bons filmes, bons quadros ou boas músicas tem bons efeitos sobre nós e quando nenhuma destas nos estejam disponíveis, vangloriemos a nossa sorte pois ficamos com a possibilidade de apreciar a arte do Criador, as paisagens naturais, as estrelas, o cantar dos pássaros, a minúscula flor que cresce encostada à pedra da calçada.

Como já sabem, conhece-se o autor pela sua obra, admirem-na à vossa volta todos os dias.
Serafim

ENL, perto de Alenquer, no dia 29.12.2013
 

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José Lucas lança livro de psicografias


O nosso amigo José Lucas, conhecido divulgador do Espiritismo em Portugal, membro da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal/ADEP, do Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha /CCE-CR e autor do blog Artigos Espíritas, lançou um livro de psicografias com mensagens do Espírito Poeta alegre.

Quem desejar adquirir poderá solicitá-los para à Federação Espírita Portuguesa:

Telefone: 00351- 21 497 57 54 
Email: geral@feportuguesa.pt
Site: http://feportuguesa.pt/ 

(O lucro da venda do livro reverte na totalidade para a FEP investir na divulgação do Espiritismo).

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Entrevista: Cintia Alves da Silva

Já tínhamos falado do trabalho de Cíntia Alves da Silva por exemplo neste post:





Hoje temos uma entrevista com Cíntia, concedida a Flávia Rebouças e Alexandre Filho, e publicada no blog Luzes do Bem.

Entrevistamos: Cíntia Alves da Silva

 

Doutoranda e mestra em Linguística e Língua Portuguesa pela Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), campus de Araraquara (SP), Cíntia Alves da Silva é autora de uma importante dissertação que une ciência e religião: As cartas de Chico Xavier: uma análise semiótica.

 
Seu objeto de estudo – as cartas psicografadas pelo médium mineiro – envolve uma análise criteriosa do processo de construção dos autores espirituais, com base na coerência dos fatos relatados. Atualmente, dedica-se à tese de doutorado intitulada A prática da psicografia: enunciação e memória em relatos de experiência mediúnica, um estudo mais amplo da psicografia como prática semiótica.

Agradecemos pela entrevista, cedida prontamente e pela amizade que se iniciou com a publicação de um outro post sobre sua obra, post que foi utilizado em seu trabalho, junto com outras matérias em que o estudo foi citado.Desejamos sucesso nas novas empreitadas e na divulgação!

Entrevista com Cintia Alves da Silva


Como se deu a escolha do tema para sua dissertação de mestrado, Cintia?

   Escolhi o tema da minha dissertação de mestrado a partir de uma série de eventos que despertaram o meu interesse para a escrita psicográfica de Chico Xavier. Citarei dois dos que considero mais decisivos. Em outubro de 2008, tive a oportunidade de assistir um documentário sobre a vida do médium mineiro, intitulado Chico Xavier Inédito: de Pedro Leopoldo a Uberaba, que continha o depoimento da Dra. Marlene Nobre sobre uma pesquisa estatística realizada pela equipe da AME-SP, sob coordenação de seu irmão, Paulo Rossi Severino, a respeito do grau de precisão das informações presentes em cartas psicografadas pelo médium entre as décadas de 1970 e 1980. Nesse documentário, Dra. Marlene mostrava os resultados do estudo – posteriormente transformado no livro A vida triunfa, nos anos 1990 –, que comparava dados presentes nas comunicações psicografadas com aqueles citados em questionários preenchidos pelas famílias dos mortos, e punha o material à disposição de quem quisesse investigar o assunto. 

   A questão já havia me chamado a atenção meses antes, em maio, quando tomei contato com uma notícia da Folha de São Paulo, acerca da recém-criada Associação Jurídico-Espírita de SP – AJE-SP, a qual propunha uma “espiritualização” do judiciário e defendia, entre outras práticas, o uso de cartas psicografadas nos tribunais. A reportagem comentava, ainda, a existência de quatro casos em que cartas psicografadas foram utilizadas como meios de prova nos tribunais, mas não citava que se tratavam das cartas do médium Chico Xavier e que os casos eram únicos no mundo. O meu espanto com essa informação foi tamanho que cheguei a guardar o recorte de jornal com a notícia. Desde então, comecei a buscar e organizar informações sobre os casos que envolviam a escrita mediúnica de Chico Xavier. Mas não voltei a pensar seriamente sobre o assunto senão no final desse mesmo ano, depois de ter recebido o que considero um “convite” incomum – já que foi feito trinta anos antes! –, através do depoimento da Dra. Marlene. Pesquisar sobre as cartas de Chico Xavier se tornou, assim, um hobby para mim. Queria saber como a ciência poderia explicar aquele fenômeno. Tantas perguntas – de natureza linguística, especialmente – surgiam diante daquele material, reunido em cerca de uma centena de livros, que não foi preciso muito tempo para que tomassem a forma de um projeto acadêmico. Bastaram dois meses para que eu elaborasse a sua primeira versão, que foi aperfeiçoada ao longo de 2009, quando submeti o projeto ao Programa de Pós-Graduação em Linguística e Língua Portuguesa da Unesp de Araraquara. Desse modo, oficialmente, a minha pesquisa teve início em 2010, tendo sido concluída em 2012, sob orientação do Prof. Dr. Jean Cristtus Portela.


Qual foi o objetivo da dissertação?


A pesquisa intitula-se As cartas de Chico Xavier: uma análise semiótica e seu principal objetivo foi o de compreender o processo de construção das autorias espirituais – ou “imagens” de enunciador – nas cartas “familiares” ou “consoladoras” escritas pelo médium. Os objetivos específicos consistiam em constatar se havia coerência na construção das autorias espirituais na obra psicográfica epistolar de Chico Xavier, ao longo de períodos de tempo maiores ou menores, e em que medida elas apresentariam marcas de autonomia ou individualidade que nos permitissem distingui-las umas das outras. 
De modo geral, ao lançarmos o olhar sobre o conjunto das cartas psicografadas por Chico, é comum pensar que todas são muito parecidas entre si. Pretendi, com esse estudo, compreender de que modo os autores espirituais se diferenciavam uns dos outros, isto é, quais eram os traços que poderiam funcionar como uma “digital” autoral para cada um deles. Vale ressaltar que esse foi o primeiro estudo acadêmico sobre as cartas de Chico Xavier.


Em depoimento você diz que gosta da psicografia, que se tornou objetos de seu interesse. Além das psicografias de Chico, chegou a ter contato com as de outros psicógrafos? Quais?


Não cheguei a estudar a psicografia de outros médiuns, mas, como leitora, conheço a produção psicográfica dos principais psicógrafos brasileiros, os que, pelos muitos anos dedicados à mediunidade e à escrita de obras da literatura espírita, consolidaram-se como referências para os adeptos e mesmo para os simpatizantes do espiritismo. Penso que as produções psicográficas de médiuns como Zilda Gama, Yvonne do Amaral Pereira e Divaldo Pereira Franco (que se inserem predominantemente em outros gêneros textuais, como o romance e os textos doutrinários) são impressionantes e, sem dúvida, merecem ser estudadas em profundidade.


Como foi a experiência de escrever um livro pela Unesp no qual aborda as
psicografias de Chico Xavier?


Ter a dissertação transformada em livro foi, para mim, uma grande surpresa, pois não tinha a pretensão de publicar o estudo em outro formato. Queria que o texto chegasse ao máximo de pessoas, de forma gratuita, de modo que todos os que tivessem interesse na temática das cartas psicografadas pudessem ter livre acesso ao estudo, sem serem privados da leitura por questões econômicas – o dificilmente aconteceria se houvesse a publicação do texto por uma editora não acadêmica, já que normalmente o texto integral seria indisponibilizado no banco de teses da universidade e ficaria restrito à publicação impressa. Assim, a proposta da Cultura Acadêmica, selo da Editora Unesp que integra a Coleção PROPG Digital, surgiu como uma alternativa perfeita, que não restringia a circulação do texto, mas a ampliava, por disponibilizar as obras em formato digital, de e-book, e em formato impresso, pelo sistema de impressão sob demanda. Desse modo, quem quisesse ler gratuitamente poderia baixar o e-book e quem desejasse adquirir o livro poderia encomendar a edição impressa pelo site da editora  http://www.culturaacademica.com.br/catalogo-detalhe.asp?ctl_id=299 . 

É, ao meu ver, o sistema ideal para a publicação de pesquisas. A publicação pela Cultura Acadêmica foi feita com a indicação da dissertação através de um edital, em que o Conselho do Programa de Pós-Graduação em Linguística e Língua Portuguesa selecionava as pesquisas mais representativas da produção acadêmica daquele ano. Foi com muita alegria que tive o meu trabalho selecionado para a publicação, entre os dois que foram contemplados com o prêmio de reconhecimento por sua relevância no ano de 2012.


  Qual a sua religião? Tem conhecimento do espiritismo, como Kardec e outros autores? Destacaria algum em especial?


Sou espírita desde a minha adolescência. Além da codificação kardequiana, destacaria a importância da obra psicográfica de Francisco Cândido Xavier, pela diversidade e profundidade que o fazem, certamente, o principal continuador da obra de Kardec.
   

Pelo contato que teve com as cartas chamadas consoladoras, qual ou quais chamou mais sua atenção e por que?

As cartas familiares ou consoladoras chamaram a minha atenção, de modo geral, por serem textos atribuídos a pessoas comuns, gente como a gente. Diferentemente de Parnaso de Além-túmulo e outras obras de Chico Xavier, “assinadas” por grandes poetas e literatos, as cartas familiares eram atribuídas a mães, pais, cônjuges e filhos, das mais diferentes faixas etárias e perfis sociais. De crianças a velhos, do homem anônimo ao notório, a variedade lexical e discursiva presente nas cartas de Chico Xavier é inegável. E, apesar de tantas variações, era impossível não notar algo comum entre todas as cartas, um traço que fazia com que todas parecessem, ao mesmo tempo, tão iguais. Três autores espirituais chamaram a minha atenção de modo especial, por apresentarem, entre si, uma significativa similaridade de estilos e vocabulário, além da faixa etária e perfil social semelhantes: Augusto César Netto, Jair Presente e Laurinho Basile. Foram justamente esses autores espirituais que selecionei para o meu estudo, de modo a compreender as suas formas de constituição como identidades manifestadas na obra epistolar psicográfica do médium Chico Xavier. A análise das cartas desses autores semelhantes nos permitiu identificar uma imagem de enunciador (éthos) dual / ambígua: o éthos doutrinário (vinculado à imagem do médium) em articulação com o éthos do jovem (vinculado à imagem do autor espiritual), cujo efeito de sentido é o de que duas identidades se revezam na tarefa de comunicar, em oscilações discursivas e textuais que se dão ora por alternância, ora por sobreposição de imagens enunciativas. Ao final, foi possível concluir que a projeção dessa dupla imagem nos textos somente se torna plausível dentro do sistema de crenças e valores da doutrina espírita e de sua prática geradora: a psicografia epistolar.


Além do livro publicado, qual outro convite recebeu, como foi a repercussão conquistada com a dissertação?


Para uma pesquisa em semiótica, a repercussão da dissertação foi bastante significativa. Ao todo, foram cerca de vinte matérias e entrevistas, no Brasil e no exterior, em sites e revistas, tanto espíritas como não espíritas. Isso me alegrou e surpreendeu, é claro, principalmente pela oportunidade de colocar um tema tão controverso em pauta. Depois da pesquisa, recebi alguns convites para ministrar palestras e participar de mesas-redondas em congressos especializados. O próximo evento em que participarei como convidada será no 1º ERLIHPE – Encontro Regional da Liga de Pesquisadores do Espiritismo, que acontecerá na Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba (MG), em 17/05/2014. Será uma mesa-redonda sobre Literatura mediúnica, organizada pelo prof. Ozíris Borges Filho, e na qual estará também o prof. Alexandre Caroli Rocha.


Cintia, com uma dissertação de mestrado aprovada e uma tese de doutorado em andamento, envolvendo o estudo da prática da psicografia  que, por  si só, é um tema polêmico por lidar diretamente com a concepção existencial do ser humano e contrariar interesses, perguntamos: você sofreu algum tipo de preconceito ou resistência no meio acadêmico, quando tornou público o tema da sua tese ?


Jamais sofri qualquer resistência no meio acadêmico pela temática que escolhi estudar, nem na universidade onde desenvolvo as minhas pesquisas, a Unesp de Araraquara, nem em outras instituições de ensino superior, nos diversos congressos em que as apresentei. Pelo contrário: percebi, desde o início, muita receptividade e interesse das pessoas pelo tema. A psicografia já é reconhecida como uma prática religiosa de grande impacto no contexto brasileiro, por suas evidentes implicações culturais e editoriais. Os meus estudos sobre a psicografia são exclusivamente voltados à compreensão dos seus mecanismos linguísticos e discursivos, à organização da prática psicográfica e aos enunciados que ela gera, aos sentidos produzidos dentro dela, enfim. Nunca pretendi estudar a religião e se a tomo como referencial, por vezes, faço-o unicamente com a finalidade de melhor descrever o horizonte discursivo sobre o qual se desdobra o discurso espírita. Acho importante que o pesquisador tenha clareza sobre o seu objeto, em suas potencialidades e limitações. Creio que boa parte das reações positivas que recebi da academia ao meu trabalho se deva ao tratamento dado ao meu objeto de estudo.


Sabemos que o Materialismo Científico e Filosófico possuem uma influência significativa no meio acadêmico. Acredita que a aprovação de trabalhos acadêmicos como o seu reflete uma evolução nesse sentido?


Creio que a aprovação e o reconhecimento da qualidade de trabalhos acadêmicos de temática espírita possam ser interpretados não como uma “evolução” do paradigma materialista, mas, sim, de uma mudança de mentalidade, que vem ocorrendo de uma forma mais ampla, mais global, no meio acadêmico, para acolher como objetos de estudo aqueles fenômenos antes desprezados pela ciência tradicional: os fenômenos subjetivos. Como analisar fenômenos subjetivos unicamente por meio de referenciais objetivos? É preciso desenvolver métodos que deem conta de descrever e analisar esses fenômenos – métodos que levem em consideração essa subjetividade. Não basta dizer que não são mensuráveis e reproduzíveis em laboratório e, por isso, devam ser prontamente descartados ou mesmo negados. Isso não resolve o problema. É por essa razão que se faz necessário a busca por novos paradigmas para o estudo de fenômenos como a psicografia, a mediunidade, entre outros. É preciso que haja o desenvolvimento de novos métodos descritivos e analíticos, simplesmente porque os objetos – mesmo que sempre tenham acompanhado o ser humano – precisam começar a existir para a ciência. O que precisa ocorrer não é a destruição do paradigma materialista, mas, sim, a construção de um novo paradigma, que possa dar conta desses “novos” objetos. Essa é uma busca recente, mas que já vem ocorrendo no meio acadêmico, especialmente ao longo das duas últimas décadas, o que pode ser observado pelo número crescente de pesquisas de temática espírita.


Como vê, de acordo com a linguística e a semiótica, os fenômenos de Xenoglossia psicográfica ou psicofônica, onde médiuns falam e escrevem em línguas desconhecidas por eles? Como analisar uma pessoa que expressa conhecimentos que efetivamente não os adquiriu, em pelo menos 3 aspectos: o não conhecimento da linguagem por ele expressa, o não conhecimento do conteúdo da mensagem e as propriedades psicológicas completamente diferentes do médium expressas na comunicação ?


A linguística e a semiótica não oferecem explicações para esses fenômenos, especialmente porque a compreensão das formas de obtenção de informações (seja por vias normais ou anômalas) por parte de um médium não faz parte das preocupações dessas duas ciências. O que interessa saber à linguística é se o idioma em que se expressou o médium – e que ele jura desconhecer – existe e, se existe, como ele funciona, bem como a forma como ele está ali representado. A menos que se tratasse de um estudo de linguística aplicada ao ensino de línguas, não haveria relevância alguma em saber sobre as formas pelo qual o médium aprendeu ou fez uso de um idioma desconhecido. Em relação à semiótica, interessa compreender como os efeitos de sentido de verdade, realidade e autenticidade da mensagem (seja ela oral ou escrita) foram produzidos, isto é, de quais estratégias textuais/discursivas o médium lança mão para persuadir a sua audiência – especialmente se ele afirma desconhecer o idioma em que se expressa –, entre outros aspectos. Enfim, tanto a linguística quanto a semiótica oferecem instrumentos conceituais bastante ricos e eficientes para a descrição e análise, considerando o objeto privilegiado de cada uma – a saber, a língua é o objeto privilegiado da linguística, enquanto o sentido é o da semiótica. Diante das nossas perguntas, devemos nos lembrar quais são os objetos e os propósitos de cada disciplina. É precisamente a natureza das perguntas que nos orienta na escolha do referencial teórico que embasará nossas reflexões.
  
  
Considerou ou considera submeter seus trabalhos a Society for Psychical Research(SPR) de Londres e/ou a American Society for Psychical Research(ASPR) ?


Tanto a Society for Psychical Research quanto a American Society for Psychical Research são associações renomadas e dedicadas há longo tempo aos estudos psíquicos e paranormais. Certamente, se houver oportunidade, pretendo submeter algum artigo que esteja dentro do escopo de interesses das associações, e me sentiria muito honrada se qualquer uma delas acolhesse a minha proposta.

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CMTV - Contou-nos um passarinho...


Contou-nos "um pequeno passarinho do mundo editorial" que a Correio da Manhã TV, que noutro dia passou uma reportagem em que se apresentavam práticas mediúnicas e mágicas como "Espiritismo", é muito bem capaz de vir a fazer um programa sobre Espiritismo. Propriamente dito. Obrigado, CMTV!

ADEP responde à CMTV

CMTV - Arrotos e "Espiritismo"

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Chaves - '...Jesus divinizado levou ao Deus antropomorfizado'

  

José Reis Chaves

A criação de Jesus divinizado levou ao Deus antropomorfizado

A nossa visão de Deus está sempre avançando, à proporção que vamos evoluindo. E muitas coisas que nos foram ensinadas sobre as religiões não cristãs não são verdadeiras. Por exemplo: é uma meia verdade a afirmação de que o politeísmo é uma religião de vários deuses, já que ele não deixa de ser também, de algum modo, monoteísta, pois ele crê que há um chefe supremo dos seus deuses, o Brâman, que equivale ao Deus verdadeiro e único do monoteísmo (1 Timóteo 2: 5). “Deus é o Pai dos espíritos” (Hebreus 12: 9), quer dizer, o chefão dos espíritos.

Os politeístas até superam o monoteísmo dos teólogos cristãos, que pregam um único Deus verdadeiro, o Pai, mas eles complicaram as coisas, pois criaram três pessoas para Deus, quando uma só já seria demais! E os próprios teólogos reconhecem que a doutrina cristã trinitária de três pessoas divinas é mesmo um mistério. E eles julgaram que é Deus o responsável por esse mistério, como se fosse Ele que o criou e ensinou, quando, na verdade, tal mistério foi imaginado e criado pelos teólogos. Assim, esse mistério é dos teólogos, e não de Deus! E os teólogos ainda divinizaram Jesus, no Concílio Ecumênico de Niceia (325), e, depois, o Espírito Santo, ensinando que os dois são iguais ao Deus Único em onipotência, onisciência, onipresença, onividência etc. Isso deixa o cristianismo com uma característica de politeísmo, que não iguala nenhum dos seus vários deuses com o seu Deus Único e chefe de todos os demais deuses, o qual é denominado pelo bramanismo de Brâman, que não deve ser confundido com Brama.


O Deus verdadeiro e Único, para o qual Jesus orava e nos ensinou a orar, e que o mesmo Jesus chamou de Pai Dele e de todos nós, é maior do que Ele, segundo o próprio Jesus (João 14: 28). Ora, se o Deus Pai é maior do que Jesus Cristo, o Deus Filho não pode ser tão onipotente, tão onisciente etc. tal qual o Deus Único e verdadeiro (1 Timóteo 2: 5). Sobre a doutrina do Espírito Santo, que respeito, nem vou falar nada, a não ser que, na Bíblia, o Espírito Santo é uma espécie de coletivo de todos os espíritos humanos (Daniel 13: 45 da Bíblia Católica). E “Nosso corpo é santuário ‘de um’ Espírito Santo”, como está no original em grego, e não “do” Espírito Santo (1 Coríntios 6: 19).

Você, que me honra com a leitura desta coluna, pode discordar de mim, e eu respeito o seu ponto de vista e o de todos os que pensam diferente de mim. Mas numa coisa eu creio que todos nós concordamos: os teólogos complicaram mesmo as coisas, criando ideias mitológicas a respeito de Deus, as quais constituem os maiores erros que eles cometeram.

O judaísmo do Antigo Testamento antropomorfizou Deus, O confundindo com os espíritos manifestantes. Isso influenciou os teólogos do recém-criado cristianismo, os quais antropomorfizaram também Deus. E o que mais pesou nisso foi a divinização de Jesus, o qual temos certeza de que é um homem. E foi realmente com essa divinização que os teólogos abriram as portas para que o Deus cristão se antropomorfizasse de vez. Além disso, o cristianismo tornou-se realmente uma religião de características meio politeístas, embora os seus teólogos sempre tenham ensinado com insistência que Deus é um só!

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Obs.: Esta coluna, de José Reis Chaves, às segundas-feiras, no diário de Belo Horizonte, O TEMPO, pode ser lida também no site http://www.otempo.com.br/. Ela está liberada para publicações. José Reis Chaves é autor dos livros “A Face Oculta das Religiões”, “A Reencarnação na Bíblia e na Ciência” Ed. EBM (SP) e “A Bíblia e o Espiritismo”, Ed. Espaço Literarium, Belo Horizonte (MG) – http://www.literarium.com.br/. e-mail: jreischaves@gmail.com Os livros de José Reis Chaves podem ser adquiridos também pelo e-mail: contato@editorachicoxavier.com.br e o telefone: 0800-283-7147. Este texto é reproduzido no Blog de Espiritismo com autorização do autor.

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O "papão" da obsessão




É um grande amigo meu. Não vou aqui descrever as suas muitas qualidades. Uma delas é que é bem educado, e, como tal, sabe respeitar as crenças alheias. Ele não é espírita, eu sou, mas nunca me discriminou por causa disso, nem tentou converter-me. E vice-versa.

Um destes dias, cruzou-se comigo e confidenciou-me que tem uma pessoa de família com mais sensibilidade mediúnica, que tem episódios de mal-estar provocados pela aproximação de Espíritos menos bons, ou infelizes.

Na altura estava com alguma pressa e  prometi que lhe mandava um email. Foi o que fiz, hoje, e que compartilho convosco, para que a obsessão seja cada vez menos um "papão":

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Olá amigo,

Como combinado, aqui estou a escrever-te acerca do assunto de que falámos.

Há muito mais gente do que se pensa que sofre com os "apertos" provocados pelos Espíritos menos bons.

Passo a explicar o conceito espírita sobre o assunto:

No mundo espiritual não há Céu, Inferno ou Purgatório - como as religiões os imaginam. Também não há anjos nem há diabos - como as religiões os imaginam.


Céu: é a condição feliz em que vivem os que nesta vida se comportaram bem. Colhem o bem que semearam.

Purgatório: Está a meio caminho entre o "Céu" e o "Inferno".

Inferno: é a condição infeliz em que vivem os que nesta vida se comportaram menos bem. Colhem o mal que semearam.

Os "anjos" não são criaturas já perfeitas, diferentes de nós. São apenas os Espíritos felizes.

Os "diabos" não são criaturas eternamente imperfeitas e más, diferentes de nós. São apenas os Espíritos infelizes.

TODOS caminham(os) para a Felicidade completa, no seio de Deus.

Ou seja: no mundo espiritual existe DEUS, e existem os Espíritos, que são pessoas como nós, que estão temporariamente por lá, e que voltam ao mundo material periodicamente, através do fenómeno natural da reencarnação.

Ora acontece que, tal como neste mundo, também no mundo espiritual há gente infeliz que gosta de tornar os outros infelizes, de fazer mal, de embirrar, de provocar problemas aos outros. A esse fenómeno damos o nome de obsessão.

O que não fazer em caso de obsessão?

Ir a médiuns comerciantes, ir a exorcismos, ir a religiões duvidosas, que prometam "milagres" através de rituais duvidosos, com práticas extravagantes e contrárias ao senso-comum.

Para mais informação ler, no Blog de Espiritismo, em que colaboro:

Médiuns Comerciantes - 1
Médiuns Comerciantes - 2

O que fazer em caso de obsessão?

- Antes de mais, verificar se há causa clínica nos distúrbios.

- Ignorar todos os medos, os temores injustificados, as ideias estapafúrdias que os Espíritos ignorantes ou infelizes por vezes nos insuflam.

- Qualquer que seja a religião ou filosofia de cada um, prosseguir no caminho do Bem, orar (com palavras simples que saiam do coração), e vigiar os nossos pensamentos, actos e omissões, para que erremos cada vez menos no plano moral e cumpramos mais o que Deus espera de nós: basicamente, que tratemos os outros como gostamos de ser tratados.

O que mais propõe o Espiritismo?

Não que as pessoas se tornem espíritas, mas que se informem. Se a pessoa que está a ser alvo do assédio de Espíritos menos bons (todos o somos, com a mesma naturalidade com que todos os dias nos cruzamos com pessoas que nos aborrecem), a informação vai tranquilizá-la e terá o efeito secundário de esclarecer os Espíritos ignorantes que eventualmente a cerquem (não há Espíritos verdadeiramente maus, há Espíritos ignorantes, que ainda se comprazem no mal, porque não despertaram ainda para o bem).

E como poderemos ter informação?

- Estudando Espiritismo (Curso Básico de Espiritismo online em www.adeportugal.org/cbe).

- Lendo as obras básicas do Espiritismo (http://www.adeportugal.org/adep/index.php/downloads/livros-pdf/codificacao-espirita)

- Frequentando uma associação espírita, onde se pode assistir a palestras públicas, conversar em privado e pedir ajuda espiritual. Aqui vai a lista das que conheço em Portugal:


É claro que todos os serviços prestados no Espiritismo são gratuitos e sem compromissos. 

O Espiritismo é filosofia e cultura. Não tem nada de assustador - antes pelo contrário. Infelizmente, ainda há muitas pessoas que pensam que Espiritismo é falar com os "mortos", que são pessoas a arrotar e a rebolarem-se pelo chão, e outras absurdidades parecidas. 

Abraço amigo, e dispõe sempre,

A.A.

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Chaves - 'Jesus é um homem divinizado...'


José Reis Chaves


Jesus é um homem divinizado, e não um deus humanizado 

PUBLICADO EM 31/03/14
Respeitemos o dogma de Niceia (325), que proclamou que Jesus é outro Deus, mas pela Bíblia, Ele é Filho de Deus.

O Enviado de Deus é um homem tão perfeito, que os teólogos, ainda na infância da teologia, viram Nele outro Deus! “Mas entre Deus e Jesus há um abismo” (Ário). Aliás, o próprio Jesus ensinou o monoteísmo, ou a crença num Deus único.

O dogma fala que as pessoas trinitárias é que são três, mas que Deus é um só. Porém é um ensino contraditório, pois afirma também que Jesus é Deus, e até diz que quem não aceita que Jesus é Deus, não é cristão. Mas é Jesus mesmo que diz que seus discípulos são aqueles que se amam uns aos outros, não sendo, pois, os que creem em algumas doutrinas criadas e impostas pelos teólogos pela força, e não expostas pela razão.





E eis alguns exemplos bíblicos de que Jesus não é Deus, mas como nós é filho de Deus, e, consequentemente, Ele é também nosso irmão: “Ao jovem rico, que O chamou bom Mestre, Ele diz: Por que me chamas bom? Bom só Deus o é” (Mateus 19: 17). Sem comentários.

Na Ressurreição ou aparição a Maria Madalena, Jesus lhe ordena: “Vai ter com meus irmãos e dize-lhes que eu subo a meu Pai e vosso Pai, a meu Deus e vosso Deus” (João 20: 17). Se Jesus é nosso irmão, Ele não pode ser Deus.

“Há um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos” (Efésios 4: 6). Dispensa-se comentário.

“A vida eterna consiste, oh meu Pai, em te conhecer a ti, o único Deus verdadeiro, e em conhecer a Jesus Cristo, a quem tu enviaste” (João 17: 3). Sem comentários.

“O Pai é maior do que eu” (João 14: 28). Se Jesus fosse Deus mesmo, Ele seria igual ao Deus Pai, e não inferior a Ele.

Sobre quando será o fim dos tempos, não do mundo, Jesus disse: “Quanto a esse dia e essa hora, ninguém o sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho; só o Pai o sabe” (Marcos 13: 32). Se Jesus fosse também Deus, Ele o saberia.

“Meu Pai, que me enviou, é quem, por seu mandamento, me prescreveu o que devo dizer e o que devo anunciar” (João 12: 49). Quem envia é superior ao enviado, que é, pois, subordinado ao “enviador”. Se Jesus fosse Deus verdadeiro, Ele viria por sua própria decisão. Ademais, o que Ele ensina não é Dele.

“Eu e o Pai somos um” (João 10: 30), ou seja, Jesus está em sintonia com a vontade do Pai. Mas é Ele próprio quem diz que nós também devemos ser um com Ele e o Pai: “A fim de que, Pai, assim como tu estás em mim e eu em ti, eles sejam do mesmo modo um em nós” (João 17: 21).

As nossas reencarnações são para nós divinizarmo-nos, tornando-nos, pois, cada vez mais semelhantes a Deus em perfeição. E Jesus e todos nós somos deuses (João 10: 34; e Salmo 82: 6), mas relativos. Deus absoluto é só o Pai.

Deus, por ser imutável, não evolui e menos ainda regride. E, se Ele se humanizasse, Ele regrediria e poderia até estar sujeito ao pecado! Jesus, pois, é um homem que se divinizou, aperfeiçoando-se (Hebreus 5: 9) e, portanto, é nosso modelo para a nossa busca evolutiva e a nossa consequente divinização, à proporção que nós nos vamos tornando realmente semelhantes a Deus pelo nosso aperfeiçoamento.


Na TV Mundo Maior, por parabólica e www.tvmundomaior.com.br, o “Presença Espírita na Bíblia”, com Celina Sobral e este colunista, às quintas-feiras, às 20h, com reprises (ver a grade de programação). Perguntas e sugestões: presenca@tvmundomaior.com.br


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Obs.: Esta coluna, de José Reis Chaves, às segundas-feiras, no diário de Belo Horizonte, O TEMPO, pode ser lida também no site http://www.otempo.com.br/. Ela está liberada para publicações. José Reis Chaves é autor dos livros “A Face Oculta das Religiões”, “A Reencarnação na Bíblia e na Ciência” Ed. EBM (SP) e “A Bíblia e o Espiritismo”, Ed. Espaço Literarium, Belo Horizonte (MG) – http://www.literarium.com.br/. e-mail: jreischaves@gmail.com Os livros de José Reis Chaves podem ser adquiridos também pelo e-mail: contato@editorachicoxavier.com.br e o telefone: 0800-283-7147. Este texto é reproduzido no Blog de Espiritismo com autorização do autor.

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ADEP responde à CMTV


Na sequência da desastrada reportagem que a CMTV ontem exibiu, chamando "Espiritismo" a práticas que nada têm a ver com a nossa Doutrina, a ADEP/Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal, fez chegar à CMTV a carta que a seguir reproduzimos. Há mais de uma década que esta associação prossegue incansavelmente o seu trabalho de esclarecimento, para que os portugueses tenham do Espiritismo um entendimento correcto. A expensas próprias, nas horas vagas das respectivas profissões e dos compromissos familiares e sociais, o pequeno grupo de membros da ADEP edita um jornal, organiza conferências públicas e as Jornadas de Cultura Espírita, e está regularmente presente nos media, como se pode confirmar no canal da associação no youtube. Uma simples visita a este canal de youtube, pode dar uma ideia sobre o que o Espiritismo de facto é. E NÃO É, absolutamente, pessoas a arrotar!

À CMTV recomendamos também, caso esteja a ler este post, a nossa série "Da História do Espiritismo em Portugal". Como tudo o que consta deste modesto blog, é um trabalho rigorosamente amador (como é todo o trabalho espírita), mas sério e dedicado, que nos leva a sacrificar muitas horas de descanso, lazer e convívio, tendo em mente unicamente esclarecer e servir, de forma totalmente desinteressada, o nosso semelhante.

Aqui vai, então, a transcrição da missiva da ADEP:


Exmº Sr. Director de Programas da CM-TV,


1 - A Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal tem sido repetidamente contactada por simpatizantes da Doutrina Espírita, que ficaram chocados com a forma como a CM-TV usou o termo Espiritismo, na reportagem «ESPECIAL CM»  que emitiram no passado dia 29 de Março de 1014, pelas 23H00.


2 - Na peça, identifica-se sempre como "espírita" pessoas que nada têm a ver com o Espiritismo, práticas que nada têm a ver com o Espiritismo, crendices, médiuns deseducados, enfim, nada do que a CM-TV passou na peça tem a ver com a Doutrina Espírita (ou Espiritismo).


a) - A Doutrina Espírita (ou Espiritismo) é uma ciência filosófica de consequências morais. Como ciência investiga os factos espíritas, como filosofia explica-os, e como moral aponta à humanidade um roteiro para a sua espiritualidade assente nos ensinamentos de Jesus de Nazaré. 

b) - A Doutrina Espírita nada tem a ver com magias, bruxarias, crendices e práticas esquisitas. O Espiritismo é um amplo movimento cultural, não tendo chefias, rituais, paramentos, hierarquias, não sendo por isso, mais uma religião nem mais uma seita.

c) - Os espíritas são pessoas normais, com as suas famílias, as suas profissões e obrigações sociais, e juntam-se em associações no afã de auxiliar o próximo, desinteressadamente, sem cobrança ou aceitação de dinheiro em troca das suas actividades culturais e espirituais.

d) - Provavelmente o que o jornalista quereria referir-se era a médiuns que dizem falar com os espíritos, o que não siginifca que sejam espíritas (mediunidade é uma faculdade neutra que todos possuímos, em diversos graus).

e) - O Espírita é o adepto da ideia espírita, sendo médium (faculdade que permite percepcionar o mundo espiritual) ou não. O médium é a pessoa que possui essa característica, sendo que a grande maioria das pessoas que possuem esta faculdade nem conhece a Doutrina Espírita.

f) - O jornalista caiu num erro que era suposto não acontecer, tamanha é a informação existente na Internet (bastaria aceder ao site da ADEP em www.adeportugal.org), confundindo práticas estranhas com Espiritismo (que tem a ver com a cultura, a arte, onde as faculdades espirituais são utilizadas de maneira séria, criteriosa).

A CM-TV induziu em erro os seus telespectadores, onde nos incluímos, pelo que vimos solicitar em abono da verdade, e pelo respeito que os espíritas (tão perseguidos pelo Estado Novo, por defenderem a liberdade de expressão) nos merecem, que a CM-TV efectue um esclarecimento sobre o assunto.
 


A Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP) disponibiliza-se para eventuais esclarecimentos e / ou entrevistas, se for o caso.  
Certos da idoneidade moral e da deontologia profissional dos jornalistas da CM-TV, 
 
Com os melhores cumprimentos,

P'la ADEP
Ulisses Lopes
presidente
www.adeportugal.org
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Envie também a sua reclamação para:

geral@cmjornal.pt
cartas@cmjornal.pt


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A RTP dedicou uma emissão da sua "Voz do Cidadão" 
a esclarecer equívocos sobre o Espiritismo. Uma emissão
que primou pelo profissionalismo e isenção:

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CMTV - Arrotos e "Espiritismo"


Não é o caso do simpático Barney Gumble dos Simpsons, mas o arrotar constante costuma ser um sintoma do despontar da faculdade orgânica da mediunidade. Mas arrotar, não é, definitivamente, Espiritismo!


A CMTV é o canal de Televisão do jornal CORREIO DA MANHÃ - segundo cremos, o jornal mais vendido em Portugal. Ambos os meios de comunicação caracterizam-se por uma linguagem acessível, e por abordarem temas populares de grande audiência (actualidade política e social, crime, futebol, a vida das celebridades, raparigas em trajes reduzidos, tourada, erotismo, escândalos, etc.).

 
Diretor Octávio Ribeiro Dir.-adj. Carlos Rodrigues, Armando Esteves Pereira, Eduardo Dâmaso, José Carlos Castro Dir.-adj. de Programação Francisco Penim Exclusivo canal 8 login | registo

Ler mais em: http://cmtv.sapo.pt/reportagem.html

Não temos nada contra o  CM, ainda que não apoiemos algumas das suas causas (a tourada é um exemplo disso). O CM é que parece ter alguma coisa contra nós, porque após tantas e tantas reclamações em relação ao mau uso do termo "ESPIRITISMO", e de tantos louvores quando o jornal emenda a mão, periodicamente, lá vem asneira...

Uma amostra do nosso acompanhamento das referências indevidas ao Espiritismo no CM:


Ontem, sábado, 29 de Março de 2014, pelas 23 horas, a CMTV passou uma reportagem que foi anunciada como sendo acerca de "espiritismo, médiuns, rituais, ocultismo", e mais umas quantas designações que passarem a correr no ecrã, naquelas letrinhas que anunciam "Não perca, esta noite...", etc.... 

Logo aí, temos asneira, porque Espiritismo NADA tem a ver com Ocultismo. Pelo contrário, o Espiritismo é a antítese do Ocultismo. Temos o programa gravado e contamos vê-lo com a devida atenção logo que possível, mas, do que nos foi dado assistir, passamos a dar-vos conta:

Até onde vimos, boa fatia do programa foi ocupada por várias reportagens num terreiro de Candomblé, detalhando os rituais que lá se praticam, comentados pelo seu responsável, o chamado 'Pai de Santo'. Até aí, tudo bem. Há um mundo de divergências de opinião entre nós, espíritas, e os candomblecistas, como há entre nós e os católicos, por exemplo. Como há divergências de opinião entre tantas e tantas concepções filosóficas, religiosas, políticas, económicas, estéticas, etc., etc.. É natural que existam formas diferentes de pensar, e só os fanáticos pretendem impor a sua aos outros.

Respeitamos todas as religiões, cujos profitentes têm tanto direito às suas crenças como nós às nossas. O respeito pela liberdade de pensamento alheia é dos mais elementares valores, faz parte da educação básica de qualquer pessoa. Cabe aqui também relembrar que o Espiritismo não é uma religião no sentido tradicional do termo (rituais, cerimónias, sacramentos, dogmas inquestionáveis, crença em anjos e outros seres privilegiados, sacerdócio, profissionalismo, altares, imagens, defumadouros, procissões, bebidas alcoólicas, vestes ou cânticos especiais, etc.). O Espiritismo é uma doutrina filosófica e moral, que defende a fé raciocinada e a compatibilidade entre Ciência e Religião. O Espiritismo e Cultura!

Mas o que não foi cultura foi o que apareceu a seguir. Com a palavra "ESPIRITISMO", em maiúsculas, no rodapé, o programa exibe a seguir uma reportagem num consultório de uma senhora, uma médium comerciante. A cliente arrotava e arrotava sem parar. A médium dava-lhe os conselhos que entendia, sobre um fundo de imagens de anjos e santos católicos, e no final, declarava que "não cobrava nada, mas que cada um deixava o que queria".

A médium, ou presumível médium, em questão, é livre de montar o seu consultório e de fazer o seu negócio. Não é da nossa conta, não somos entendidos em leis, não somos da Polícia, não sabemos nem nos cabe avaliar da legalidade ou ilegalidade dessa actividade. Tão pouco pretendemos impor a nossa visão a ninguém. Consideramos que a exploração comercial da mediunidade é moralmente errada, bem como o uso da mediunidade para actividades do tipo da adivinhação, aconselhamento financeiro, amoroso ou outro. Consideramos que se trata de um abuso da faculdade mediúnica. Mas, repetimos, não nos cabe fazer julgamentos morais nem legais. É esse o princípio que NÓS adoptamos, mas cada qual sabe de si!

O que está ERRADO é apresentar-se a actividade da exploração comercial da mediunidade, como tratando-se de Espiritismo!




Perdemos a conta já, das centenas de vezes que esclarecemos, neste blog e em cartas aos diversos meios de comunicação, que:

Médium é a pessoa supostamente dotada da faculdade orgânica designada por mediunidade, percepção extra-sensorial, paranormalidade, etc.. Se a faculdade é real, se é sugestão, se há (e há!) vulgares charalatães que se fingem médiuns, se há quem comercialize a sua mediunidade (e há!), isso é, neste contexto, secundário.

Espírita é a pessoa que simpatiza com a Doutrina Espírita, uma filosofia que adopta a moral cristã, e que, como todas as filosofias, apresenta o seu modelo explicativo da realidade (quem somos, de onde vimos, para onde vamos, o que é Deus, porque existe sofrimento, o que é o Bem e o mal, etc., etc.).

Consequentemente, há médiuns ostensivos que não são espíritas (a maior parte deles), e há espíritas que não são médiuns ostensivos (a maior parte deles). É uma pena que certa Imprensa continue a designar as coisas erradamente. Fica beliscada a imagem do Espiritismo, que é uma doutrina filosófica riquíssima de conteúdo, verdadeiramente sublime. Ficam a perder muitas pessoas que, após verem uma reportagem como esta, nunca na vida quererão ouvir falar de Espiritismo. E quantas pessoas, em situação de obsessão, em padecimentos difíceis de imaginar para quem não os experimenta, não ganhariam em procurar a ajuda de uma associação espírita, e ficam assim com uma má impressão, absolutamente injusta!...

Nestes dois posts focámos a  questão dos médiuns comerciantes e dos processos obsessivos:




Depois, há uma questão que mancha o bom nome de quem, como nós, se dedica ao Espiritismo. É a questão financeira. Os médiuns comerciantes, pela parte que nos toca, são absolutamente livres de cobrarem pelos seus serviços. Discordamos, mas respeitamos. O que não podemos tolerar é que passe para o público esse tipo de confusão. Nós, espíritas (simpatizantes do Espiritismo), pagamos do nosso bolso as despesas das nossas associações, e dedicamo-nos ao estudo, prática e divulgação do Espiritismo nas horas vagas. Não cobramos pelos nossos serviços, nem aceitamos dinheiro ou favores pelos mesmos.


Blog de Espiritismo - Quase 8 anos a escrever cartas ao media, explicando o que é e o que não é o Espiritismo. E a suportar a perseguição de fanáticos religiosos, para quem o Espiritismo é "o Diabo". Haja paciência :-)


Esta é uma corrida de fundo, uma ultra-mega-maratona. Nem daqui a 100 anos a generalidade do público vai ainda compreender que Espiritismo é uma Ideia, uma filosofia, uma opinião; que a mediunidade é uma faculdade orgânica; e que a actividade dos médiuns comerciantes, a quem as pessoas recorrem para falar com os Espíritos, NADA tem a ver com Espiritismo.

Centenas de vezes já explicámos que no Espiritismo existe intercâmbio entre o mundo material e o mundo espiritual. Como sempre houve, na tradição judaica, cristã e e outras. Sempre e apenas para finalidades de auxílio ao próximo, instrução moral e pesquisa científica. No Espiritismo não há consultas, cobranças, nem práticas exdrúxulas ou comerciais da mediunidade.

Mas estas coisas dão audiência... E o público gosta de temas do "sobrenatural". Gosta de zombies, de vampiros, de fantasmas, de espíritos... e onde a palavra "espírito" aparece, as pessoas desinformadas inferem "espiritismo". Mas a Imprensa, perguntamos nós, não tem um código de ética? Não deve informar em vez de desinformar?

Existindo em Portugal a Federação Espírita Portuguesa e a Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal, a Associação de Médicos Espíritas Portugueses, e tantas outras associações, não seria do mais elementar bom-senso os jornalistas informarem-se nas devidas FONTES?

Quer dar uma palavra ao CM - sempre de forma cordata, claro? Aqui vão os contactos. E perdoe-lhes, porque eles possivelmente não sabem o que fazem...

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Chaves - 'As manifestações do Espírito Santo e a confusão de interpretações'


José Reis Chaves

As manifestações do Espírito Santo e a confusão de interpretações 
 
 
 
 
Os dogmas cristãos, que respeito, são doutrinas polêmicas justamente porque não têm fundamento bíblico. E o trinitário é um dos mais complicados. Ele foi criado a partir do Concílio Ecumênico de Niceia (325), quando os teólogos divinizaram Jesus. Daí que eles mesmos acrescentaram-lhe que se trata de um mistério de Deus. Mas, na verdade, esse mistério é dos teólogos, e não de Deus!

E os dogmas mais antigos foram introduzidos no Credo (profissão de fé) denominado Símbolo da Fé Cristã niceno-constantinopolitano. É niceno porque tem sua origem no citado concílio de Niceia (325), e constantinopolitano porque ele teve continuação no de Constantinopla (381).

E eis, na Bíblia, os vários significados do Espírito Santo. O espírito de Moisés é um Espírito Santo.

Eles (o povo) contristaram o Espírito Santo de Moisés. “Onde está o que pôs nele seu Espírito Santo?” (Isaías 63: 10 e 11). Nela, realmente, nós somos o Espírito Santo. E mesmo quando ele aparece com o artigo definido “o”, individualizando o espírito, ele é humano. O espírito de Daniel é um Espírito Santo (Daniel 13: 45, da Bíblia Católica). Mas, nos originais bíblicos, o Espírito Santo aparece mesmo é com o artigo indefinido “um” designando um espírito humano. Nosso corpo é santuário do Espírito Santo. (Nos originais, não se diz “do”, mas “dum” Espírito Santo) (1 Coríntios 6: 19). Como se vê, nós somos, de fato, o Espírito Santo. Também Jesus, um espírito humano, é um Espírito Santo (Atos 20: 28). O Consolador, o Espírito de Verdade, o Paracleto prometido por Jesus são também o Espírito Santo. Nos meios cristãos, ele é tido também como sendo o próprio Deus. Mas os teólogos sempre ensinaram erroneamente que o Espírito Santo é só aquele da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. E, por isso, adaptaram os textos bíblicos a esse dogma.

Eu estou com os originais bíblicos e o espiritismo, que nos ensinam que “o Espírito Santo”, na verdade, é “um espírito santo”. E, também, com a Vulgata Latina de são Jerônimo, em que se lê “espírito bom” (“spiritus bônus”), e não o Espírito Santo. Os teólogos trocaram o adjetivo “bom” pelo “Santo”, e com a inicial maiúscula, para se entender que é o trinitário.

Para esclarecimento melhor desse assunto, examinemos outros exemplos bíblicos: “Irmãos, não deem crédito a qualquer espírito, antes, provai os espíritos se procedem de Deus, pois muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1 João 4: 1). Realmente, se fosse o Espírito Santo trinitário que se manifestasse, não haveria sentido nenhum para esse ensino do evangelista João.

E atentemos para o fato de que as profecias são feitas por espíritos através dos profetas (hoje chamados de médiuns). Veja-se também que Heldade e Medade recebiam espíritos e profetizavam (Números 11: 24 a 30). “Para que o Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda um espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele” (Efésios 1: 17).
Teólogos e autoridades religiosas cristãs, o povo do século XXI já não é mais tão simples.

Reformem, pois, enquanto é tempo, as doutrinas cristãs, responsáveis pela crise de pouca fé da maioria dos cristãos e de muita expansão do materialismo!

Com Celina Sobral e este colunista, o “Presença Espírita na Bíblia”, na TV Mundo Maior, por parabólica e internet, nas quintas-feiras, às 20h, e outros horários (grade da programação). Perguntas e sugestões: presenca@tvmundo maior.com.br.
 
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Obs.: Esta coluna, de José Reis Chaves, às segundas-feiras, no diário de Belo Horizonte, O TEMPO, pode ser lida também no site http://www.otempo.com.br/. Ela está liberada para publicações. José Reis Chaves é autor dos livros “A Face Oculta das Religiões”, “A Reencarnação na Bíblia e na Ciência” Ed. EBM (SP) e “A Bíblia e o Espiritismo”, Ed. Espaço Literarium, Belo Horizonte (MG) – http://www.literarium.com.br/. e-mail: jreischaves@gmail.com Os livros de José Reis Chaves podem ser adquiridos também pelo e-mail: contato@editorachicoxavier.com.br e o telefone: 0800-283-7147. Este texto é reproduzido no Blog de Espiritismo com autorização do autor.

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