Um artigo do Journal of Medical Ethics está a agitar a opinião pública mundial. E não é para menos. O primeiro dos direitos humanos - o direito à vida - é considerado irrelevante para os autores, que defendem a possibilidade de matar um recém-nascido nos primeiros dias de vida, caso os pais assim o entendam.
Já era encarado com naturalidade pela mentalidade oficial (muito Nietzcshe, muito Marx, muito Schopenauher, muito Sartre) que se "interrompesse a gravidez". Agora põe-se a possibilidade de se "interromper a vida" de bebés. Será que daqui a uns anos a lei será alargada até idades mais avançadas? Será que daqui a uns anos os pais podem decidir mandar "acabar com a vida" dos filhos adolescentes que sejam mal educados e pouco estudiosos, poupando a prole que seja mais "perfeita"? E os maçadores dos cidadãos seniores, que já não trabalham e são um peso para a Economia, com a sua mania de comer e de comprar medicamentos? Será possível eliminá-los para equilibrar a balança comercial e aumentar o PIB?
Decerto que teríamos uma Sociedade economicamente mais próspera, e se usássemos robots em vez de pessoas ainda mais. Mas esta maneira de pensar, muito popular em Berlim nos anos 40, é capaz de estar um bocadinho desactualizada...
Ainda actual tem sido na reacção a este artigo (produzido e apoiado por pessoas doutoradas em Filosofia e especialistas em Bio Ética!!!). Os responsáveis pelo artigo e pela publicação estão ameaçados de morte por militantes pró-vida. Uma certa falta de coerência, bem vistas as coisas.
Quando alguém se prepara para nascer, ninguém sabe se lá vem um génio ou um traste, um ditador maníaco ou um santo, uma pessoa dotada de bom-senso ou um sábio eugenista, um Jesus ou um Adolfo.


2 comentários:
3.3.12
Muito bom, este post, que nos alerta para a tentativa de espalhar ideias neo-nazis. Talvez seja para agradar aos chineses, que ainda há bem pouco tempo faziam isso. Mas, se Deus quiser, estas ideias não hão-de avançar.
VS
8.3.12
Os chamados “grupos pró-vida” são, igualmente, um bando de nazis; expressão da estrema direita cristã; que de “pró-vida” nada possui.
De resto, o artigo, parece-me um absurdo, que ganha grandes proporções com ajuda de quem o combate.
Enviar um comentário