Hoje o jornal Público dá a feliz notícia da reabilitação do militar Barros Bastos, afastado do Exército Português em 1937, por motivos “político-religiosos”. A conversão ao Judaísmo terá sido o motivo da sanção, por parte do regime que tinha como divisa Deus-Pátria-Família, mas que só admitia o seu conceito de Deus, Pátria e Família.
Infelizmente ainda há muitos "Barros Bastos" à espera que a Democracia lhes faça justiça. Aqui vão dois exemplos:
Na linha da aproximação do regime do Estado Novo ao Vaticano (que culminaria com a assinatura da Concordata de 1940), a Federação Espírita Portuguesa foi ilegalizada, os seus bens confiscados, e os espíritas passaram a ser perseguidos pelo regime e acossados pela P.I.D.E., a polícia política do regime autoritário de António de Oliveira Salazar. Creio que ficaria bem ao presente regime democrático a devolução dos bens confiscados.
Fernando de Lacerda era chefe da Polícia, foi fundador dos Bombeiros Voluntários de Loures, e industrial por herança. Após um período de agnosticismo tornou-se espírita, e foi tenazmente perseguido pelo regime vigente nos primeiros anos da República em Portugal. Creio que ficaria bem algum tipo de reabilitação deste excelente português.
Para mais informações consulte sff a secção "Da História do Espiritismo em Portugal", neste blogue.
E os nossos renovados votos de regozijo por este acto de justiça em relação a Barros Bastos e de reconhecimento aos políticos que o viabilizaram.


2 comentários:
1.3.12
O próprio movimento espirita português dá pouco ênfase aos primeiros espíritas portugueses e às suas obras.
VS
1.3.12
Há uma excelente obra de Manuela de Vasconcellos, 'Fernando de Lacerda, o Médium Português'
brilhante trabalho de pesquisa, que faz justiça ao biografado. No ano passado a União Espírita da Região de Lisboa levou a cabo um seminário, a 27 de Março, dedicado ao mesmo.
As obras de Lacerda estão editadas pela FEB e são vendidas em Portugal nas associações espíritas.
Podia fazer-se mais, concordo, mas o carácter voluntário do Espiritismo não permite que nos lancemos em maiores vôos, como seria possível se fôssemos uma religião tradicional, com profissionalismo.
Aqui no Blog temos gizada uma secção modesta mas bem intencionada, intitulada "Da História do Espiritismo em Portugal", que é das mais procuradas.
Abç.
AA
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