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O Filme dos Espíritos

Nesta última sexta-feira tive a oportunidade de ir ver O Filme dos Espíritos e fui num misto de curiosidade e medo!

Explico-me melhor:

Quando soube que iriam fazer um filme baseado no livro O Livro dos Espíritos, fiquei cheio de curiosidade, afinal de contas como é que se consegue adaptar esse livro ao cinema?

Mais recentemente quando procurei na Internet informações sobre o filme, fiquei com algum receio pelo elevado numero de criticas negativas que li (ou então andei nos sites errados hehehehehe).

Agora que já o vi, não posso deixar de escrever sobre o tema!

Gostei imenso do filme, a forma como a história gira em torno de O Livro dos Espíritos é excelente e embora não seja um cinéfilo, nem tão pouco um critico de cinema, penso que as criticas que li na Internet são um pouco injustas... por outro lado, talvez o que eu busque num filme espírita não seja exactamente aquilo a que um critico de cinema esteja atento.

A mensagem que o filme passa é muito boa, faz pensar, dá animo e consolo, em resumo, sugiro que o vejam pois vale a pena.

A história gira em volta do impacto que O Livro dos Espíritos tem sobre um psiquiatra que perdeu a mulher, o emprego, está viciado no álcool, perdeu completamente o norte e a melhor solução parece ser o suicídio.

Está muito bem conseguido, mas se estiverem à procura de um filme cheio de efeitos especiais, onde o cérebro não tenha que pensar em nada a não ser mastigar pipocas... talvez este não seja o filme ideal :)

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3 comentários:

Orações Rezas Preces

29.1.12

Caríssimo,

O filme se inicia de uma forma completamente correta, mostrando as angústias e medos das personagens. Pela metade, me parece que o diretor cansou e seguiu uma linha aleatória que nada tem a ver com o livro.
Enfim, como tudo nesta vida, gosto não se discute. O que importa é se alguma mensagem benéfica fica.

Abraços fraternos.

Francisco

29.1.12

É isso amigo... e na minha opinião fica uma mensagem boa.

:)

Abraço.

André

30.1.12

Eu sou um ignorante em Cinema, mas achei o filme um encanto. Muito simples, eu diria que retrata a vida tal com o ela é, sem filtros artísticos ou ideológicos. O filme conta uma história da vida real, e poderia ter sido feito por pessoas de qualquer religião ou filosofia. O espectador que julgue se o que viu faz sentido ou não.

Outro aspecto de que gostei foi o modo como o filme mostra o Brasil. Nunca fui ao Brasil, e tal como todas as pessoas que nunca foram a determinado lugar, tenho do Brasil as imagens que vou colhendo na TV, no Cinema, nas fotografias, nos relatos, na convívio com brasileiros.

Os filmes e novelas costumam mostrar facetas do Brasil, como por exemplo as favelas e o crime associado; as metrópoles imensas como São Paulo; o interior Nordestino com as suas tradições, lendas, o seu sabor rural; a imensa e lindíssima costa; o paraíso/fantasia tropical a la Carmen Miranda; o ambiente de classe média com apartamentos de cobertura e fins de semana na fazenda, o carnaval do Rio; o misticismo da Bahía; etc., etc., etc.. Este filme andou sem barreiras por todos os ambientes, como uma pessoa que passeasse e fosse atravessando as coisas que raramente aparecem no Cinema, os lugares onde se desenrola a vida real.

Conversando com algumas pessoas, a frase que mais se ouvia era 'isto parece que foi feito a pensar em mim'. Porque realmente há ali uma quantidade de situações que marcam a vida de todos nós.

Há filmes que nos levam para um mundo de fantasia, e até custa regressar á realidade. Há outros que nos esmagam, deixando-nos deprimidos. Há outros, como este, que nos dão um alento extraordinário para a vida.

Esclarecer e consolar - este filme atingiu plenamente os objectivos da filosofia espírita. os meus votos são de que muita gente o possa ver.

E como sempre lamento que por ser uma obra espírita seja logo barrada em estações de TV e em salas de cinema. Não acho bem que se ponha uma obra de parte por estar associada a uma filosofia ou religião.

Não me consta que alguma vez tenham sido postos entraves à exibição de 'Sete anos no Tibete', por ter como tema central o Budismo. Ou ao filme sobre a vida de Albino Luciani, o líder católico Papa João Paulo I, conhecido como 'O papa do sorriso'.

AA

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