Spiga

A entrevista da TV Guia




A entrevista à TV Guia era maiorzinha, mas decerto que por condicionantes de espaço, aparece um excerto, na página 112, com o título "O telefone só toca do lado de lá". Não é um regra absoluta, esta do 'telefone', mas como princípio geral será verdade. Transcrevemos a entrevista:



1-É muito comum existirem pessoas com vontade/necessidade de contactar familiares que já tenham falecido, através de médiuns?

Não é dos motivos que mais trazem pessoas a conhecer a filosofia espírita. No Espiritismo não se contacta o mundo espiritual a não ser para satisfazer as seguintes finalidades: ajuda a sofredores (vulgo reunião de desobssessão); recepção de comunicações edificantes, que são posteriormente publicadas; e pesquisa científica. No entanto, se ocorrem comunicações espontâneas, os "recados" dos que partiram são entregues aos seus entes queridos, que confirmarão, ou não, a sua pertinência. Jamais, contudo, se prometem comunicações - nem tal seria honesto, ainda que todos os serviços espíritas sejam gratuitos. No entanto, pode-se eventualmente solicitar aos amigos espirituais alguma informação acerca desta ou daquela pessoa e se for oportuno eles trá-la-ão. Mas o Espiritismo não é essa prática, é algo muito mais profundo.

2-Pode dar-se o caso de sentirmos que existe alguém, que já faleceu, e agora quer falar connosco? De que forma é que essa situação se pode manifestar?

Sim. Mesmo pessoas que jamais ouviram falar de filosofia espiritualista, que nem têm opinião formada sobre a imortalidade da alma e a comunicabilidade dos Espíritos, podem sentir que alguém "do lado de lá" lhes quer falar. Pode ser uma ideia que se repete, sonhos recorrentes com a pessoa que partiu, ou mesmo a sensação da presença do Espírito em questão.

3-E esse contacto é possível? De que forma?

Quando pensamos com carinho num familiar ou amigo que partiu, já estamos a estabelecer uma salutar comunicação telepática com esse Espírito. Os Espíritos são pessoas como nós, que apenas deixaram o corpo material. Estão tão vivos como nós, partilham as nossas alegrias e tristezas, e ficam felizes com a nossa estima. O que não devemos é exigir deles que se comuniquem, pois tal nem sempre lhes é permitido ou possível. Por outro lado, dentro de algumas condicionantes, pode ser possível, através de um médium experimentado e honesto, esse contacto. De realçar que os espíritas nunca cobram ou aceitam dinheiro pelas suas actividades. Infelizmente existem muitos charlatães que aproveitam-se da dor alheia para usurpar o seu dinheiro. Onde houver comércio ou aceitação de dinheiro, é de fugir daí.

4-Quais são as condições ou os pré-requisitos necessários para se contactar com um ente querido que já partiu?

Costuma dizer-se que "o telefone só toca do lado de lá". Se um Espírito quer e tem autorização de Deus para se comunicar, terá que haver um médium compatível capaz de lhe servir de porta-voz - pela escrita, pela fala, ou por outro meio. Não é habitual, nem é necessário, evocar-se este ou aquele Espírito.

Às vezes, o próprio Espírito encarrega-se de contactar directamente o seu ente querido, desde que encontre condições mediúnicas para tal, e sempre e só com a permissão de Deus - como de resto acontece com tudo no Universo. Nesse sentido, sugerimos às pessoas que se dirijam a um Centro Espírita idóneo (que não cobre nem aceite dinheiro em troca dos seus serviços) e peça ajuda, orientação. Poderão encontrar endereços de Centros Espíritas no site da ADEP em http://www.adeportugal.org/


5-Que situações é que podem impedir ou dificultar esse contacto? Uma pessoa que eventualmente esteja a ser alvo de uma pressão mediática forte pode ver essa situação dificultar-se?


Os Espíritos, sendo pessoas como nós, dotadas de querer e livre-arbítrio, podem não estar na disposição de estabelecer esses contactos. Além disso, o mundo espiritual é ainda mais complexo que o nosso, e os Espíritos também têm as suas ocupações, não estando permanentemente disponíveis para responder a quem indiscriminadamente os queira contactar. Sendo os médiuns o "aparelho" para essa comunicação, temos ainda que nem todo o médium serve para todo o Espírito. A comunicação entre o mundo espiritual e o mundo material é da ordem natural das coisas. É uma lei da Natureza, e ocorre desde as épocas mais remotas. Creiam os homens ou não no mundo espiritual, sejam de que religião forem, pensem como pensarem, factos são factos. E são iguais para o príncipe e para o mendigo, para o crente e para o descrente, para o ignorante e para o estudioso. No caso da pressão mediática, isso pode perturbar o Espírito, mas se ele tiver mérito, tal não acontecerá. qualquer comunicação só existe com consentimento espiritual superior, de modo que ninguém pode garantir que vai conseguir esta ou aquela comunicação.



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Quando respondemos a estas questões, não sabíamos que seriam para inserir num artigo sobre o jovem actor e cantor Angélico Vieira - o que absolutamente nada nos melindrou, diga-se de passagem. Curiosamente, quando se deu o acidente que motivou a partida de Angélico e dos amigos que seguiam com ele de automóvel, publicámos aqui no Blog de Espiritismo uma psicografia gentilmente cedida por um médium e espírita nosso conhecido, a propósito da consternação que por esses dias invadiu o nosso país:


Chegar e Partir

Um jovem partiu
O Povo perguntou:
"Porque é que morreu?"
Mas ninguém lembrou:
"E porque nasceu?"

A vida é assim
Quando corre bem
Quem já indagou
"De onde é que vim?"
Ou "p'ra onde é que vou"?

Eu que já fui filho
Agora sou pai
E serei avô
Gente vem e vai
E eu... também vou

Porque chora o Povo?
Partir é chegar
Chegar é partir
Chega-se a chorar
Parte-se a sorrir
Jeremias

Julho de 2011

(A propósito da desencarnação recente de jovens, um deles figura pública, em acidente de viação)



http://blog-espiritismo.blogspot.com/2011/07/chegar-e-partir.html


http://minhaspsicografias.blogspot.com/2011/07/chegar-e-partir.html

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O que lamentamos profundamente é a confusão que a revista Tv Guia fez entre "médium" e "espírita".


A revista refere que a mãe de Angélico "pediu ajuda a um espírita para contactar Angélico".

Como não nos cansamos de esclarecer, espírita é uma pessoa que gosta do Espiritismo, da filosofia espírita. Médium é quem possui a faculdade orgânica da mediunidade, que consiste na capacidade de percepcionar, em algum grau e de alguma forma, o mundo espiritual que nos envolve.

Quando acedemos a dar a referida entrevista, a nossa intenção era dignificar o Espiritismo e esclarecer o público. Ao amputar as nossas declarações e confundir mediunidade com Espiritismo, o resultado foi o oposto. Lamento. E ficou-me de emenda.

Há jornalistas que escrevem inexactidões sobre Espiritismo, e que depois, quando corrigidos, referem que a culpa foi dos espíritas, que não lhes concederam entrevistas e esclarecimentos. Pois se invariavelmente a Imprensa escrita mistura as nossas declarações com conceitos errados, não admira que haja quem não esteja para alimentar a desinformação.

Entendemos que o Espiritismo não é um assunto fácil, que os prazos para os fechos das edições apertam, que o público compra sensacionalismo, e que o conceito geral sobre o Espiritismo é o de que este consiste em "ir a uma senhora" falar com os familiares que já partiram. Mas a acção ininterrupta de divulgação e esclarecimento de grupos espíritas como o que faz este blogue, talvez já merecesse um pouco mais de cuidado na divulgação de informações erradas. Afinal de contas, nós, espíritas, é que somos amadores. Os jornalistas são profissionais. E as mais das vezes nem são os autores das peças os responsáveis pelos equívocos, mas outros responsáveis que lhes truncam os artigos.

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7 comentários:

palavra luz

13.12.11

Caro Mário,

A minha solidariedade na sua legítima (mas previsível...) desilusão no desvirtuamento da entrevista.
Quem compra "publicações" desse tipo mergulha num báratro (precipício, inferno) das mais lamentáveis sugestões, império de modas e trivialidades sem nexo nem norte.

A passagem pelos escaparates e um relance de olhos pelas capas respectivas, revela a lástima moral e intelectual em que navegam.
Desde a inflacção de tais publicações tem-se observado uma degradação sempre crescente no tipo de barbaridades que são chamadas para títulos de capa.

As "propostas" e "modelos" de comportamento que são evidenciados, transformam-nas, mesmo para quem não compre, num elemento fortemente negativo.

A sua presença multiplica-se por uma imensidade de locais, todos eles de grande circulação de pessoas, antenas e radares propagandísticos do famigerado "Star System" e de seus magos, pitonisas e grão-mestres de influência indeterminada em todo o tecido social.
É crescente a sua abundância em consultórios, cabeleireiros, cafés e muitos outros locais, onde são pasto de uma curiosidade ocasional, mas insidiosa. A vida dos "famosos" escalpelizada, radiografada e revelada no seu pior, com ênfase para o lado preverso, desregrado, escandaloso e lascivo.

Não sei por que carga de água, esses estabelecimentos e seus respectivos donos, terão de ser tão inconscientemente cúmplices do "lixo" noticioso dessa jaez. SERÁ QUE JULGAM TODOS OS SEUS CLIENTES PELA MESMA BITOLA ? Para evitar tal descalabro, quando vou a um sítio desses levo sempre um livro debaixo do braço!...

Digo isto porque me parece que há uma imensidade de gente que continua apenas atento aos vectores da governação, da administração e dos poderes constituídos, sem dar a devida importância a estes outros centros de influência difusa e pertinaz.

Quanto tempo de tais assaltos irão aguentar as antigas e respeitáveis "qualidades do BOM POVO PORTUGUÊS"?

Será útil "divulgar" o espiritismo mediante este tipo de órgãos de "comunicação"? Francamente, não sei...

Anónimo

15.12.11

Prezado Senhor
Na resposta 4, é dito: "não é habitual, nem é necessário, evocar-se este ou aquele Espírito".
Porém, na Revista Espírita do tempo de Kardec e que está disponível neste blog para download aparecem frequentemente evocações feitas a determinado espírito que logo aparece a dar respostas às perguntas dos assistentes.
Parece haver aqui uma contradição. Gostaria de saber se essa contradição é real ou aparente.

Mário

15.12.11

Olá 'palavra luz',

Subscrevo tudo o que diz. Não se trata de querer promover apenas o que na nossa óptica terá mais valor cultural e elevação moral. Tão pouco se trata de querer de alguma forma condicionar a informação, e estabelecer regras para o que é 'bom' e 'mau'. Sempre houve espaço para a literatura de cordel. Antes dos tablóides repletos de sangue e escândalo, havia os cantores de rua que cantavam e contavam as estórias de faca e alguidar que empolgavam o pior que nós, seres humanos, temos. O gosto pelo mórbido, pela devassa da vida alheia, pelas tragédias grandes e pequenas, são de sempre.

O que se questiona é a possibilidade que todos temos de regular o nosso consumo. E as vendas de tablóides e as audiências de programas televisivos desse jaez indicam que a balança estará um tanto desequilibrada.

Neste caso da TV Guia, o jornalista citou-me correctamente, mas o texto, que não teve apenas mão dele, misturou conceitos. Na capa diz-se que a senhora em questão recorreu aos serviços de um médium, (o que será correcto), ao passo que nas 'gordas' do artigo e no corpo do mesmo se fala de um 'espírita', como sinónimo de médium. O que não é correcto.

Sem que tenha ficado de algum modo 'zangado' com o jornalista ou com a publicação, também me questionei sobre a vantagem de se prestar declarações a este tipo de publicações.

Há uns anos foi a revista 'Happy' que se saiu com um artigo que fazia a mesma confusão de palavras, lançando assim a confusão entre os seus leitores. Contactei a directora, que me disse que as associações espíritas que contactou se negaram a prestar declarações, e que a isso se devia a confusão. Mas, bem vistas as coisas, e se assim foi, quem pode censurá-las?

Estas publicações são feitas a uma velocidade vertiginosa, os jornalistas não têm tempo de pesquisar sobre a diversidade de temas que afloram nos seus artigos, e a asneira acontece.

De outras vezes, os jornalistas fazem o trabalho de casa muito bem feito (sabe Deus a que custo, pois é uma profissão deveras exigente) e depois os directores põem a sua mãozinha sensacionalista.

Ainda recentemente vimos isso, no artigo do Correio da Manhã sobre Espiritismo, bem redigido pela jornalista, mas comprometido pela montagem, imagens, legendas e subtítulos, tudo a puxar ao sensacionalismo que vende. Deve ser duro para os jornalistas terem que suportar a adulteração das suas peças.

Enfim, pela minha parte, e passe a minha insignificância, decidi de imediato não contribuir mais para este tipo de equívocos, que não favorecem a imagem da doutrimna.

Grato pela sua contribuição sempre rica de conteúdo, que sempre nos convida a pensar.

Mário

Mário

15.12.11

Escreve o caro Anónimo:

«Na resposta 4, é dito: "não é habitual, nem é necessário, evocar-se este ou aquele Espírito".
Porém, na Revista Espírita do tempo de Kardec e que está disponível neste blog para download aparecem frequentemente evocações feitas a determinado espírito que logo aparece a dar respostas às perguntas dos assistentes.
Parece haver aqui uma contradição. Gostaria de saber se essa contradição é real ou aparente.»

Passo a responder:

- Não se trata de contradição. Não é habitual nem necessário evocar-se este ou aquele Espírito no âmbito do tema do questionário do jornalista: a recepção de notícias dos entes queridos que partiram deste mundo.

Vamos imaginar a seguinte situação: o senhor Manuel da Silva sente saudades do seu irmão falecido, começa a andar preocupado com o estado dele no Além-Túmulo, sente que pode haver qualquer coisa que esteja menos bem com ele.

O senhor Manuel da Silva dirige-se a uma associação espírita, vai ao atendimento privado e fala da suas preocupação.

Nos chamados médiuns comerciantes (que por vezes até são gente boa e honesta), nem se discute a pertinência ou legitimidade de tal contacto, que é logo ali tentado. E por norma, logo aparece o irmão do senhor Manuel da Silva. Ou alguém por ele, a dar notícias. Ou algum Espírito mistificador, a fazer-se passar por ele. Ou ainda, caso o médium seja um falso médium, uma pura fraude, em que este finge 'incorporar' o Espírito em questão.

Não é assim que as coisas se passam numa associação espírita.

(continua)

Mário

15.12.11

(continuação)

Numa associação espírita, o objectivo é esclarecer e consolar. Se se tratar de uma associação espírita bem orientada, e portanto digna desse nome, evita-se todo o tipo de actividade que possa ter laivos de espectáculo, ou que possa acender falsas esperanças, e explica-se ao hipotético senhor Manuel da Silva qual é a concepção espírita do Universo e da Vida.

Explica-se que o mundo espiritual é análogo ao nosso e que do lado de lá há ocupações como deste lado, que os Espíritos são pessoas como nós, e que, por este ou aquele motivo nem sempre podem comunicar-se.

Mas, a par com o esclarecimento, há o consolo, e ainda que sem qualquer tipo de compromisso, o senhor Manuel da Silva pode deixar registado o seu pedido, e caso o irmão se comunique, a mensagem ser-lhe-á entregue. Ainda que com as devidas reservas, pois no Espiritismo a mediunidade não é isenta de possíveis equívocos ou mistificações. Se assim não fosse é que seria de admirar, pois tal significaria que no Espiritismo éramos perfeitos...

Médiuns experientes e já muito 'tarimbados', como era o caso do querido Chico Xavier, não se negavam a transmitir notícias dos Espíritos queridos das pessoas que a ele recorriam. Ajudou a secar muitas lágrimas com essa actividade.

O que ele não fez, nem poderia honestamente fazer, era prometer comunicações. Mas receber uma mensagem e não a entregar ao seu destinatário, isso seria imoral.

Se formos ao estrangeiro e uma pessoa nos pedir: "Leva esta mensagem ao meu irmão, se fizeres favor", qualquer pessoa terá gosto em ser prestável e entregará a mensagem. relativamente ao mundo espiritual e aos médiuns, passa-se o mesmo. Porque não entregar-se a mensagem, se esta vai dar alívio a quem a recebe?

(continua)

Mário

16.12.11

(conclusão)

No caso de obras como O Livro dos Espíritos e de outras obras total ou parcialmente mediúnicas, o caso é diferente. Tomemos como exemplo ainda Chico Xavier. Ele psicografava diariamente durante umas quantas horas (seria um exagero para um médium, digamos, comum). Recebia mensagens, textos completos, poemas, capítulos de livros, por via mediúnica.

Nesse caso, a sua disposição para psicografar, constituía, de certa forma, uma evocação. feita, contudo, e sempre, com um objectivo particular: o da instrução moral e edificação de quantos depois o liam. Não se tratava portanto de nenhum exercício ocioso ou de ânsia de satisfação de curiosidade. os objectivos da mediunidade, no Espiritismo (está nas respostas ao inquérito) são o auxílio a sofredores, a instrução moral e a pesquisa científica.

Aliás, os próprios Evangelhos são psicografia, e os Evangelistas médiuns psicógrafos. A sua disposição para os escrever pode constituir, se virmos as coisas por esse prisma, uma evocação.

No caso de obras como O Livro dos Espíritos aliava-se o cunho moral à pesquisa. Allan Kardece enviava perguntas iguais para diferentes partes do mundo, e na volta do Correio recebia as respostas, estudava-as e compilava-as. Sem essas evocações dos espíritos que se apresentavam sob a designação colectiva de Espírito de Verdade, a Codificação Espírita não teria existido.

Não estamos já em época de redigir a Codificação, os Espíritos que tenham mensagens edificantes a dar apresentam-se de livre iniciativa, e os Espíritos sofredores ou os que vêm dar notícias aos seus familiares, são trazidos, se Deus o permite, pela equipa espiritual, pelos Guias de cada centro.

Espero ter sido claro. Muito melhor que eu, a obra 'O Livro dos Médiuns' explica as nuances da prática mediúnica na Doutrina Espírita.

Receba um abraço amigo,

Mário

Anónimo

19.12.11

Senhor Mário
Agradeço-lhe a sua resposta que foi muito esclarecedora. Aliás, eu estou a reler "O Livro dos Médiuns" mas dado tratar-se de uma obra escrita há 150 anos não pode, naturalmente, reflectir a experiência de médiuns posteriores como, por exemplo, Chico Xavier ou certos médiuns ingleses ou norte-americanos que foram exaustivamente investigados por pesquisadores.

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