
Pode parecer que o mundo não evolui. Mas evolui. Se compararmos, por exemplo, o número dos países que vão abolindo a pena de morte, verificamos que se caminha constantemente para um mundo melhor.
Os Estados Unidos, país que muito se orgulha da sua democracia e da sua matriz cultural cristã, continua a permitir esta forma mais que duvidosa de justiça. Há três milénios e meio, na época de Moisés, matava-se por coisas tão triviais como traições conjugais, segundo reza a História.
A famosa máxima de "olho por olho e dente por dente" continua a ser amplamente citada em defesa da pena capital. Mas os países que se orgulham da sua tradição cristã e mantêm este castigo cruel, esquecem que Jesus de Nazaré, a figura máxima do Cristianismo, veio pregar o amor e o perdão.
Dentro de alguns anos (esperemos que poucos) repugnará a todos os habitantes do nosso planeta a ideia de "vingar o sangue com o sangue". Quanto mais não seja pela quantidade de inocentes que são executados - e este aspecto só por si deveria levar à abolição imediata da pena de morte.
Hoje, conforme notícia do jornal Público, o Governador do Estado Norte-Americano do Oregon, deu esse importante passo civilizacional.
Esperemos que o exemplo frutifique.
Na opinião da Doutrina Espírita, só a Deus cabe dispor da nossa vida. Nem o próprio nem terceiros devem tirar a vida a um ser humano. Mas não cremos que seja necessário crer em Deus para entender que a pena de morte é uma forma de homicídio,e, como tal, condenável.
(A foto que ilustra este post é a que ilustra a notícia do Público, da autoria de Tami Chappell/Reuters.)

0 comentários:
Enviar um comentário