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Noutro dia ouvi a um dos colaboradores do programa da manhã do Manuel Luís Goucha na TVI , uma observação muitíssimo pertinente. Era um advogado, cujo nome não fixei mas que vou tentar ouvir mais vezes. Falava-se do clima de violência que se instalou na sociedade portuguesa, com assaltos, roubos, raptos, agressões, violações, assassínios, que diariamente ocupam os noticiários, para grande choque das gerações que, como a minha, se habituaram a viver num cantinho pacífico, o tal país de brandos costumes.
O advogado falava em linguagem arejada, sem recorrer aos lugares-comuns cansativos dos comentadores-de-tudo-e-mais-alguma-coisa, sem martelar aqueles chavões das "problemáticas estruturais" e outros que tais...
Dizia ele que quem devia dar exemplos de paz, respeito, concórdia, as pessoas que ocupam cargos de destaque e a quem o cidadão comum toma como modelo , são os primeiros a ter um discurso público de "bota abaixo", uma postura agressiva. E dava como exemplo o actual bastonário da Ordem dos Advogados. O apresentador do programa lembrou que o bastonário provavelmente até tem muitas vezes razão para o seu discurso indignado e inflamado.
Ao que o advogado em questão respondeu qualquer coisa como:
- Não nego que ele tenha razão quando diz mal. O problema é que nunca o ouvi dizer bem de nada.
Pois eu, na minha pequenez e ignorância, também não sei se esse e outros senhores e senhoras têm razão, e se porventura até têm sempre razão. Mas não posso deixar de concordar que não basta denunciar problemas. É preciso também apontar soluções e exaltar os bons exemplos.
E dito isto, resta-me lembrar o verbo pazear, que o nosso amigo Alamar Régis já tem sugerido que volte a fazer parte do dia a dia. Não é esconder os problemas. É salientar o bem em proporções honestas. É promover a paz. Esse o significado de pazear.
pazear à
v. intr.
1. Jogar à paz.
2. Desempatar.
3. Estabelecer paz ou harmonia.

1 comentários:
9.11.11
Concordo plenamente com o advogado mencionado neste post. Denunciar o que está mal é necessário, mas elogiar o que está bem é muito mais necessário e mais útil.
Contudo, partindo do principio que os níveis de audiência são os critérios dos meios de comunicação de massa, chego à conclusão que os espectadores gostam mais das más noticias e dos maldizentes.
Estamos num mundo de provas e expiações e as más noticias e más acções são muitas, não há dúvida, mas, graças a Deus, há muitas boas noticias a difundir. Há muita gente boa a fazer boas acções e a compensar ou atenuar as más acções.
Um dia a Terra será melhor. Assim tenhamos fé na infinita bondade de Deus e, claro está, assim façamos todos por isso!
VS
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