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José Reis Chaves - O não à reencarnação é um não à misericórdia infinita de Deus

Esta coluna, de José Reis Chaves, às segundas-feiras, no diário de Belo Horizonte, O TEMPO, pode ser lida também no site
http://www.otempo.com.br/
Ela está liberada para publicações. José Reis Chaves é autor dos livros “A Face Oculta das Religiões”, “A Reencarnação na Bíblia e na Ciência” Ed. EBM (SP) e “A Bíblia e o Espiritismo”, Ed. Espaço Literarium, Belo Horizonte (MG).
e-mail: jreischaves@gmail.com

Os livros de José Reis Chaves podem ser adquiridos também pelo e-mail: contato@editorachicoxavier.com.br e o telefone: 0800-283-7147.

Este texto é reproduzido no Blog de Espiritismo com autorização do autor
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José Reis Chaves

Ninguém é tão bom a ponto de merecer a salvação



Publicado no Jornal OTEMPO em 14/11/2011

O não à reencarnação é um não à misericórdia infinita de Deus

Na fase atual da humanidade, quase ninguém é perfeito e tão bom a ponto de poder dizer que já merece a salvação ou passar pela porta estreita. Segundo o Nazareno, muitos querem passar por ela e não conseguem. E eu acrescento a essa verdade que há também aqueles que ainda nem querem passar por ela. Ensina-nos o espiritismo que o nosso mundo é de provas e expiações, caminhando para o de regeneração. A Terra é, pois, um vale de lágrimas, como reza a "Salve-Rainha" da Igreja. E "Sete vezes cairá o justo, e se levantará" (Provérbios 24:16). O sete é um número imensurável. E diz mais a Bíblia: "Não há homem justo sobre a Terra" (Eclesiastes 7:20).

Uma das grandes verdades ensinadas por Kardec é: "Fora da caridade não há salvação". Embora seja um procedimento cristão louvável, ninguém é obrigado a fazer caridade. Quanto a sermos justos, todos somos obrigados a sê-lo. Se alguém deixa de dar uma esmola, pode cometer uma falta contra a caridade. Mas se deixa de pagar o salário de quem para ele trabalhou, comete uma falta grave, pois se trata duma injustiça. E, assim, podemos dizer que sermos justos é uma obrigação nossa. Aliás, é o mínimo que podemos fazer como bons cristãos e bons cidadãos, o que não nos traz, pois, grandes méritos. Já sermos caridosos, justamente porque ninguém é obrigado a sê-lo, traz grandes méritos para nós. O amor ou uma boa ação cobre multidão de pecados (1 Pedro 4:8; são Tiago 5:20; e Provérbios 10:12). E disso se conclui que, para ser salvo, não basta o indivíduo ser justo, é preciso mais, ou seja, é indispensável que seja um praticante da caridade.

Ora, se o justo está sempre caindo, embora se levante, e se não há homem justo sobre a Terra, menos ainda haverá um praticante verdadeiro da caridade, sem a qual, como vimos, não há salvação. Isso é confirmado também pelo apóstolo dos gentios que, entre outras coisas, diz: "Eu posso falar a língua dos homens e dos anjos; eu posso ter uma fé que remove montanhas, mas se eu não tiver amor (caridade), eu nada serei" (1 Coríntios 13:1-3).

Diante dessas elucubrações, ressalta aos nossos olhos a necessidade da reencarnação, sem a qual a misericórdia divina deixaria de ser infinita. De fato, a reencarnação é necessária a fim de que o indivíduo possa caminhar do seu atual nível evolutivo de não ser ainda nem sequer justo, para aquele em que se torne, um dia, praticante verdadeiro da caridade. Como diz ainda o apóstolo das gentes: "Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo" (Efésios 4:13). Realmente, por sermos espíritos imortais, vamos evoluindo. E uma encarnação só não dá nem para começarmos a nossa caminhada até que cheguemos à semelhança da perfeição de Deus, e possamos, assim, conseguir passar pela porta estreita ou da salvação.

Não está com nada, pois, os que dizem que quem crê em reencarnação, não aceita a misericórdia infinita de Deus. Pelo contrário, quem crê na reencarnação é que crê de fato nessa misericórdia infinita de Deus, a qual jamais pode cessar, sob pena de deixar de ser infinita.

E o único meio de ela continuar intocável pelas eternidades afora é justamente a existência da reencarnação. Se houvesse apenas uma encarnação, sem novas oportunidades de regeneração do indivíduo, com ela terminaria também a misericórdia de Deus.

Quem nega a reencarnação, não acredita mesmo na misericórdia infinita de Deus, pois a limita!

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2 comentários:

Raquel P.

15.11.11

http://videos.sapo.pt/932bJZWZBaZ06ISynBST

e

http://videos.sapo.pt/rGn7ZDqKfwwztyvZT63t

liks dos videos do programa da Sic de este mês em que a ADEP esteve presente... caso esteja interessado em colocar os videos no seu blog.

Anónimo

15.11.11

Não há não nem sim à reencarnação da parte de ninguém. Se ela existe, existe, senão existe não existe, independentemente do que nós homens dizemos. A compreensão dos desígnios de Deus transcende a inteligência do homem terrestre.

Não haja confusão: eu acredito plenamente na reencarnação e acho que ela é um indicio da justiça divina, na medida em que também acredito que todos nós, espiritos, fomos criados simples e ignorantes, com as mesmas possibilidades à partida, e que todos chegaremos a espiritos puros, a seu tempo, ao longo da eternidade. Os espiritos, criaturas de Deus, são todas igualmente importantes, apenas diferem na fase de desenvolvimento em que se encontram.

A crença que Deus é infinitamente Bom e Justo, seja lá como for que essa bondade e justiça se manifestem, é o que interessa. Quem acredita que Deus é Bom é positivo, em principio tem esperança no futuro. É essa fé (na infinita bondade de Deus) que eu rogo aos bons espiritos me ajudem a tornar cada vez maior no meu coração.
VS

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