
FRATERNIDADE ESPÍRITA CRISTÃ ANTONIO DE AQUINO
EVOCAÇÃO DOS MORTOS
Os teus mortos liberaram-se do corpo, mas não se evadiram da vida.
Aniqüilou-se a matéria de que se utilizam para a jornada redentora, durante a vilegiatura carnal, não, porém, havendo-se acabado o ministério evolutivo.
A desconectação das moléculas orgânicas de forma alguma destruiu neles a realidade eterna.
Espíritos imortais transitaram da vestimenta física para a realidade causal donde vieram.
A morte os separou das imposições sensoriais, jamais os afastando das vinculações afetivas ou dos compromissos morais.
Não te ates pelo pensamento em desalinho aos que partiram da Terra, nem te vincules, em descontrole, as reminiscências infelizes que te assinalaram a convivência com eles.
Já cumpriram as determinações a que se encontravam submetidos, necessitando, agora, de tempo para a revisão de conceitos e de atitudes, a fim de prosseguirem, vida afora, nos rumos da Eternidade.
Se foram bons e amigos, afetuosos e nobres, concede-lhes a dita de seguirem adiante, sem o teu egoísmo, desejando escravizá-los a ti.
Se deixaram um legado de penas entre dores e lembranças perniciosas, já padecem na consciência em despertamento inelutável a conseqüência da leviandade e da teimosia que se permitiram.
Não sejas, porém, quem os atormenta mais.
Considerando a irrefragável transcendência da morte, que é cirurgiã da vida, cultua a memória dos teus queridos desencarnados mediante ações de que eles se alegrem, de que possam participar inspirando-te, protegendo-te ou aprendendo contigo, agora, o que não souberam ou não quiseram aproveitar antes...
A vida, em qualquer expressão em que se nos apresente – através do corpo ou fora dele – é benção de Deus, com inestimável significação para o processo iluminativo da consciência.
Não digas ou interrogues antes os que desencarnaram:
Deixaram-me! E agora? Que será de mim?
Estes conceitos, profundamente egoístas, atestam desamor, antes que devotamento.
Nem, te entregues ao desejo de partir, também, sob a falsa alegação de que não podes continuar sem eles.
Esta atitude fá-los á sofrer
Põe-te no lugar deles.
Como te sentirias do lado de cá, acompanhando o ser amado que se resolvesse complicar a própria situação, justificando seres tu o responsável?
Imagina-te impossibilitado por leis soberanas de socorrer ao amor da retaguarda que, em desalinho caprichoso, chamasse e imprecasse por ti, e verificarás quanto te seria doloroso.
Assim, também, eles sofrem em razão da atitude contundente, quanto se alegram em face da resignação, da saudade dúlcida e das preces gentis que os afetos lhes devotam.
Morrer, nem é mergulhar no caos do nada, como tão pouco é desferir vôo para os altiplanos da felicidade ou os vulcões do horror... Simplesmente representa mudar de lugar vibratório; instrinsecamente cada um prosseguindo conforme era, com conquistas e os débitos transferidos de lugar, porém presentes na consciência individual.
Envolve, assim, os entes queridos que desencarnaram, nas vibrações de carinho e de esperança, não os convocando antes do tempo, a injustificável intercâmbio mediúnico, com que os constrangerias, impondo-lhes inecessários padecimentos...
Não penses em evocá-los, curioso ou atormentado.
Reencontrá-los-ás, logo mais, quando também fores convocado ao retorno.
Tem paciência hoje, e organiza-te, a fim de os reabraçar ditoso, mais tarde, em condição de os ajudar, caso estejam bem, ou receber-lhes a ajuda, se te encontrares em situação menos feliz.
Por enquanto, confia na vida e de tua parte entrega a Deus, o Excelso Pai de todos nós, que a ninguém deixa sem o seu sublime auxilio.
Vivem os que morreram, prosseguindo na jornada adiante!
JOANNA DE ANGELIS
DO LIVRO RUMOS LIBERTADORES CAP. 13
Agradecimento a Jorge Luiz.
Não sejas, porém, quem os atormenta mais.
Considerando a irrefragável transcendência da morte, que é cirurgiã da vida, cultua a memória dos teus queridos desencarnados mediante ações de que eles se alegrem, de que possam participar inspirando-te, protegendo-te ou aprendendo contigo, agora, o que não souberam ou não quiseram aproveitar antes...
A vida, em qualquer expressão em que se nos apresente – através do corpo ou fora dele – é benção de Deus, com inestimável significação para o processo iluminativo da consciência.
Não digas ou interrogues antes os que desencarnaram:
Deixaram-me! E agora? Que será de mim?
Estes conceitos, profundamente egoístas, atestam desamor, antes que devotamento.
Nem, te entregues ao desejo de partir, também, sob a falsa alegação de que não podes continuar sem eles.
Esta atitude fá-los á sofrer
Põe-te no lugar deles.
Como te sentirias do lado de cá, acompanhando o ser amado que se resolvesse complicar a própria situação, justificando seres tu o responsável?
Imagina-te impossibilitado por leis soberanas de socorrer ao amor da retaguarda que, em desalinho caprichoso, chamasse e imprecasse por ti, e verificarás quanto te seria doloroso.
Assim, também, eles sofrem em razão da atitude contundente, quanto se alegram em face da resignação, da saudade dúlcida e das preces gentis que os afetos lhes devotam.
Morrer, nem é mergulhar no caos do nada, como tão pouco é desferir vôo para os altiplanos da felicidade ou os vulcões do horror... Simplesmente representa mudar de lugar vibratório; instrinsecamente cada um prosseguindo conforme era, com conquistas e os débitos transferidos de lugar, porém presentes na consciência individual.
Envolve, assim, os entes queridos que desencarnaram, nas vibrações de carinho e de esperança, não os convocando antes do tempo, a injustificável intercâmbio mediúnico, com que os constrangerias, impondo-lhes inecessários padecimentos...
Não penses em evocá-los, curioso ou atormentado.
Reencontrá-los-ás, logo mais, quando também fores convocado ao retorno.
Tem paciência hoje, e organiza-te, a fim de os reabraçar ditoso, mais tarde, em condição de os ajudar, caso estejam bem, ou receber-lhes a ajuda, se te encontrares em situação menos feliz.
Por enquanto, confia na vida e de tua parte entrega a Deus, o Excelso Pai de todos nós, que a ninguém deixa sem o seu sublime auxilio.
Vivem os que morreram, prosseguindo na jornada adiante!
JOANNA DE ANGELIS
DO LIVRO RUMOS LIBERTADORES CAP. 13
Agradecimento a Jorge Luiz.

3 comentários:
1.11.11
Tendo falecido muito recentemente minha Mãe alegrei-me, por isso, de forma terna e recolhida porque convicto de todas as amplificantes projecções do Espírito!...
Alegrei-me por imaginar que estaria muito certamente acalentada e protegida pelo acolhimento caloroso e delicado da presença saudosa de meu querido Pai, há muitos anos falecido.
Alegrei-me também de forma consciente, por senti-la finalmente liberta de um sofrimento e de uma anulação do corpo de que há muito tempo padeciamos profundamente, ela, eu e todos os que a amavam.
Alegrei-me por senti-la rodeada pelos espíritos meus amigos, conhecidos e familiares, que usualmente evoco nas preces que vou fazendo com todos eles, de mão dada e em coro de agradecimento e louvor da Luz.
Uma poderosa comoção desfila por mim, caudalosa como um largo rio de serenas águas.
Se digo Pai Nosso, coloco maiúsculas no meu pensamento, e dou as mãos a toda essa gente que não me falta nunca e que eu sinto substancialmente viva e praticamente actuante.
Lindo e expressivo e esclarecedor e ELEVADO este magnífico texto psicografado.
Traz-nos o clima tranquilo, benfasejo e lúcido de quem convive de perto e em intimidade com as projecções evidentes da presença fortificante de DEUS!...
A prova absoluta de que estas palavras vêm do Além não necessita da chancela abonatória de presenças "independentes, idóneas e credíveis".
A prova absoluta está na sua preciosa leveza, no seu conteúdo rarefeito de luzes pálidas, de cores suaves e do profundo horizonte que abrem seus "rumos libertadores".
1.11.11
Textos esclarecedores, assim como este, auxiliam muito a nós outros que ainda conhecemos conhecemos pouco do mundo espiritual.
Um abraço, amigo bloguista.
1.11.11
Seja Bendito Jesus de Nazaré, nosso irmão maior, nosso farol nas tempestades desta vida, sejam benditos o seu exemplo de mansidão e a certeza de que somos Espíritos imortais.
AA
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