
O Espiritismo teve um início auspicioso em Portugal. As duas Grandes Guerras que marcaram o século XX trouxeram vagas de intolerância e perseguição, que em Portugal culminou com a proibição, ordenada pelo regime de Salazar. Os bens e a sede da Federação Espírita Portuguesa continuam por devolver, sendo por isso o Espiritismo a única instituição portuguesa para quem a Democracia prometida pelo 25 de Abril ainda não chegou. Um estigma que persiste.
Dentre as associações espíritas que meteram mãos à obra e que prosseguem com o seu trabalho apesar de todas as incompreensões, boicotes e 'rasteiras', merece-nos hoje um destaque especial a Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal, que é uma associação espírita diferente. Porque se dedica em exclusivo à divulgação e à investigação científica, e porque usa a Internet como meio privilegiado, por exemplo para facultar o Curso Básico de Espiritismo, que chega assim a todo o mundo, havendo alunos inscritos desde o gélido Alasca aos desertos da Austrália. A par com a Internet, a ADEP edita um jornal bimestral em papel e está presente em programas de TV e Rádio, e em palestras públicas onde quer que a sua presença seja solicitada. Os membros são poucos, e, como todos os espíritas, trabalham gratuitamente, nos seus tempos livres e pagando dos seus bolsos as despesas inerentes.
Têm sido anos de muitas entrevistas, jornais, palestras, jornadas, investigação, cursos, e muito trabalho, que tem dado a conhecer a Doutrina Espírita a muita gente, contribuindo para diminuir a incompreensão que ainda cerca o Espiritismo em Portugal.
Hoje a ADEP apresenta um novo site - http://www.adeportugal.org/adep/
Ninguém diria que é trabalho de horas vagas. Está um mimo!

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