Fonte: ADEP (Braga)
Este tema, "O aparecer da mediunidade", não está chegar às Televisões por acaso. Cada vez há mais pessoas que se deparam com o fenómeno mediúnico, e que não têm qualquer preparação para o entender e gerir, pois a mediunidade ainda está envolta em densa bruma de preconceito e e superstição.
Dentro das reduzidas possibilidades dos simpatizantes da filosofia espírita, que têm as suas profissões e as suas obrigações familiares e sociais, o trabalho de divulgação e esclarecimento está a ser muito proveitoso. Muitas têm sido as pessoas a quem estas intervenções na TV, Rádio e Imprensa escrita, têm ajudado. Quem está deste lado do computador, quem lida com pessoas nas associações espíritas, sente grande satisfação em ouvir coisas como:
"Obrigado por terem falado destas coisas publicamente. Durante muitos anos não me atrevi a contar a ninguém, com medo que me achassem louco. Agora sei que o que se passa comigo é normal e que não tem que ser um problema".
Não somos "iluminados" ou "bonzinhos". Somos pessoas rigorosamente como as outras, com algumas qualidades já adquiridas e muitos defeitos para corrigir. Como toda a gente. O que nos move é o gosto de fazer pelos outros o que um dia fizeram por nós.
Léon Denis, o grande filósofo/poeta do Espiritismo, escreveu que "as pessoas felizes são egoístas". Quem já passou por problemas graves, regra geral sente o impulso de auxiliar os que passam pelos mesmos problemas. Quem passou por problemas por não saber lidar com a sua mediunidade sente gosto e dever moral de apontar caminhos. Há cada vez mais médicos e psicólogos a interessarem-se pela Psicologia Transpessoal e pelo fenómeno da mediunidade (já há três associações de médicos espíritas em Portugal) e há cada vez mais gente a não se deixar envolver na teia dos que exploram o fenómeno mediúnico para proveito próprio, vendendo talismãs e outras quinquilharias sem valor, e espoliando os incautos do dinheiro que lhes custou a ganhar.


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