Spiga

Toda a gente gosta do Freddie



O jornal Público lembra-nos que Freddie Mercury faria hoje 65 anos se ainda estivesse do lado de cá da Vida.

Nos anos setenta não havia bandas pré fabricadas como agora. Tudo era originalidade e nascia da inspiração pura. Cá em Portugal a cena rock'n'roll dividia-se pelos sectores prog rock (com os emblemáticos Pink Floyd, seguidos de perto pelos Genesis e mais uma legião que incluía nomes como os franceses Pulsar, os germânicos Triunvirat, muitos britânicos, tais como Van der Gaaf Generator, Camel,Tangerine Dream, Yes, e portugueses como os Tantra, Perspectiva ou Beatnicks). O hard rock era outra família musical com muitos adeptos (pontuavam Deep Purple, Led Zeppelin, Uriah Heep, Black Sabbath, Nazareth, e muitos outros, em que se incluíam os portugueses Hossana). O chamado afro rock tinha nos Santana uma banda popularíssima, também. Os extintos Beatles, os Rolling Stones, os The Who já eram clássicos. Outros pesados muito originais, tais como os Queen, eram os Jethro Tull, que também se mantêm em actividade e em plena pujança.

Os Queen também estão em actividade, continuam a ser uma banda de culto, mas Freddie Mercury resolveu partir sem aviso prévio. Deixou na banda um espaço impossível de colmatar, apesar do excelente trabalho de Paul Rodgers, que o substituiu.

Freedie, tal como Mick Jagger, Roger Daltrey, Robert Plant, Ozzy Osborne, e outros famosos front men da época, era um turbilhão de energia, talento, reinventava-se constantemente, dava asas à liberdade criativa, fazia de cada espectáculo uma intensa celebração de liberdade, exuberância e alegria. A extravagância da indumentária tinha intencionalidade. O fato de arlequim combinado com o blusão negro de rocker é talvez a mais emblemática combinação.

O nome artístico 'Mercury' não podia ser mais apropriado para esta personagem volátil, intensamente mercuriana, que sobrevoava com gaiatice e atrevimento rock'n'rollesco sonoridades que iam da ópera à música tribal, e o que mais passasse pela sua cabeça sonhadora.

Até os ouvidos mais recalcitrantes à música de "malucos" que é o rock'n'roll admitem uma excepçãozinha para a banda do rapaz dentuço nascido em Zanzibar. Um certo palestrante espírita meu amigo, certa vez, pegou-se comigo, em animada polémica acerca do hard rock ser ou não uma música "violenta". Eu, que não sou particularmente adepto do género, dizia que não. E citei os Queen. Ele disse de pronto: "Mas dos Queen toda a gente gosta!".

Temos aqui neste blog um fã incondicional dos Queen, a quem dedico este post singelo. Dizem as más línguas que ele tem em casa uma divisão especialmente dedicada aos Queen
;-)

Todo ele é boa onda, como a sua banda preferida. Toda a gente gosta dele, como dos Queen e do Freddie Mercury.

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2 comentários:

Marcelo Pereira

5.9.11

Poucos dias depois da morte de Mercury, tive a felicidade de ver a imagem de seu espirito por alguns segundos.

Eu sou espírita e não me considero fã do Queen, mas admirava o modo como ele agia com a plateia. Era um grande artista, com um carisma poderoso como só ele tinha. Um mestre em se comunicar com o público. Ele faz falta.

António Luís

5.9.11

Freddie sempre.
Tal como ele dizia, "não quero ser recordado como uma estrela do rock, mas sim como uma lenda".

Abraço

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