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José Reis Chaves - "As aparições na Bíblia de Maria e outros fenômenos mediúnicos"

Obs.: Esta coluna, de José Reis Chaves, às segundas-feiras, no diário de Belo Horizonte, O TEMPO, pode ser lida também no site http://www.otempo.com.br/. Ela está liberada para publicações. José Reis Chaves é autor dos livros “A Face Oculta das Religiões”, “A Reencarnação na Bíblia e na Ciência” Ed. EBM (SP) e “A Bíblia e o Espiritismo”, Ed. Espaço Literarium, Belo Horizonte (MG) – http://www.literarium.com.br/. e-mail: jreischaves@gmail.com

Os livros de José Reis Chaves podem ser adquiridos também pelo e-mail: contato@editorachicoxavier.com.br e o telefone: 0800-283-7147.

Este texto é reproduzido no Blog de Espiritismo com autorização do autor.


José Reis Chaves

NÃO SE TRATA DE FENÓMENO DIABÓLICO, COMO SE PODERIA PENSAR
Publicado no Jornal OTEMPO em 19/09/2011


AS APARIÇÕES NA BÍBLIA DE MARIA E OUTROS FENÓMENOS MEDIÚNICOS
As aparições bíblicas, e as de Lourdes, Fátima e demais pessoas mortas e vivas, são fenômenos naturais mediúnicos. Nada, pois, de sobrenatural e, menos ainda, de diabólico!

Os teólogos de hoje dizem que o católico não precisa acreditar nessas aparições, em mais uma atitude que prefere dar as mãos aos materialistas a reconhecer oficialmente os fenômenos espíritas.

Por essa sua atitude e outras, o catolicismo vê diminuir o seu número de fiéis no Primeiro Mundo e na América Latina, redutos tradicionais da Igreja. E por que será que o número de católicos, atualmente, só cresce entre as tribos e povos atrasados da África?

E como ser cristão católico sem crer na verdade das aparições que são também bíblicas? Sem os fenômenos mediúnicos, a Bíblia perderia sua importância como livro sagrado. Sem a mediunidade, o que seria da Bíblia?

Na Estrada de Damasco, com o apóstolo das gentes, aconteceu o primeiro fenômeno mediúnico registrado no Novo Testamento. Jesus, depois de sua morte, manifesta-se em espírito e na forma de luz ofuscante, com uma voz retumbante, que diz ao grande médium: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" (Atos 22: 6 e 7). Mais de uma vez, Jesus apareceu a Paulo. Querendo ele ir a Bitínia, o espírito de Jesus não lhe permitiu (Atos 16:7).

E não foi só Jesus que lhe apareceu. Ele teve também a visão de um homem macedônio, que lhe pediu ajuda para a Macedônia (Atos 16:9). Essa visão de um homem macedônio anula o argumento dos que dizem que Jesus apareceu a Paulo, porque é Deus. Aliás, se fosse Deus, não poderia aparecer a Paulo, pois ninguém jamais viu Deus, a não ser Jesus (João 1:18).

O Eclesiastes é psicografia ou pneumatografia (escrita de um espírito pela mão de um médium). O Eclesiastes (o pregador) é atribuído a Salomão, mas foi escrito por Coélet, em cerca de 280 A.C., isto é, muitos séculos depois da morte de Salomão, filho de Davi. Coélet se identifica no início do Eclesiastes como o próprio Salomão, ou seja, o espírito de Salomão. As traduções dessa parte são truncadas para encobrir o fenômeno mediúnico de psicografia. Uma delas, mais certa, é: "Palavra do Pregador, filho de Davi, que fui rei em Jerusalém" (Eclesiastes 1:1).

A psicografia e a psicofonia (com médium psicofônico ou falante) são muito comuns na Bíblia. Por exemplo, Samuel (Siracides ou Eclesiástico 46:20) profetizou até depois de morto - no caso, o seu espírito, por meio de um médium psicógrafo ou psicofônico.

Existe a psicografia comum chamada de escrita mecânica e a denominada direta, quando o espírito não se vale da mão do médium, mas escreve diretamente num papel ou em alguma superfície. Mas as duas não dispensam a presença próxima de um médium especial. Por exemplo, coloca-se em uma gaveta um papel, e nele aparece uma mensagem. Isso foi pesquisado, com o máximo de rigor científico à saciedade, por cientistas renomados, inclusive por alguns que, antes de suas pesquisas, eram materialistas.

Na Bíblia, temos um exemplo muito conhecido de psicografia direta (Daniel 5:5). Durante um banquete de Belsazar, filho de Nabucodonosor, os dedos de uma mão de homem apareceram escrevendo numa parede do palácio.

Não se trata de um fenômeno diabólico, como alguém poderia dizer, mas de um autêntico fenômeno mediúnico de psicografia de escrita direta!

PS: No dia 23 de setembro, de 10 às 11h, estarei na TV Mundo Maior, em cadeia com a Rádio Boa Nova

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1 comentários:

palavra luz

20.9.11

Com a percepção que alguma experiência me permite dos apaixonados e exaltados fenómenos do chamado "culto mariano", tenho sempre a tendência de formular a mim mesmo algumas perguntas.

É por isso que aqui trago a seguinte dúvida:

Haverá de facto algum conhecimento particular, substancial (mediúnico?...) de que as celebradas aparições da Virgem Maria foram realmente momentos específicos de revelação iluminada?

É que os fenómenos decorrentes da exaltação claramente alienatória que essa outra face das "peregrinações" nos oferece, semeiam no meu coração as mais acentuadas dúvidas!...

Quem tenha uma ideia mínima da história de algumas igrejas, sabe perfeitamente que os santuários, as oferendas, os sacrifícios, as longas marchas, foram exercícios de poder puro e duro e maquinações para angariação de meios destinados a consolidar o domínio sobre crentes e a sua instrumentalização, e não uma desejável emancipação da crença em consciência de espírito.

Santiago (mata-mouros, sem aspas!...) foi apenas um dos muitos expoentes dessa metodologia que durou séculos de uma visão negra da fé, habilmente recuperada para vivências entusiásticas em que o encantamento de companheirismo das marchas paisagisticas operam "um outro" e novíssimo milagre.

A Virgem Maria, perfil mais doce e encantador mediante o caractar maternal que se lhe associa, atingiu muitas das mesmíssimas finalidades "úteis" e "convenientes". Não me obriguem a contar a história, por favor.

Em mim, algumas amáveis versões da superioridade do espírito de Maria, abrem clareiras de sonho.
A realidade real é chocantemente diferente.

(NOTA: uma outra notícia que também aqui foi publicada, com entrevistas de vidente e tudo, já me tinha sugerido um outro comentário deste tipo).

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