Obs.: Esta coluna, de José Reis Chaves, às segundas-feiras, no diário de Belo Horizonte, O TEMPO, pode ser lida também no site http://www.otempo.com.br/. Ela está liberada para publicações. José Reis Chaves é autor dos livros “A Face Oculta das Religiões”, “A Reencarnação na Bíblia e na Ciência” Ed. EBM (SP) e “A Bíblia e o Espiritismo”, Ed. Espaço Literarium, Belo Horizonte (MG) – http://www.literarium.com.br/. e-mail: jreischaves@gmail.com
Os livros de José Reis Chaves podem ser adquiridos também pelo e-mail: contato@editorachicoxavier.com.br e o telefone: 0800-283-7147.
José Reis Chaves
É até comum o indivíduo ter hoje mais de uma religião
Publicado no Jornal OTEMPO em 08/08/2011
Os livros de José Reis Chaves podem ser adquiridos também pelo e-mail: contato@editorachicoxavier.com.br e o telefone: 0800-283-7147.
José Reis Chaves
É até comum o indivíduo ter hoje mais de uma religião
Publicado no Jornal OTEMPO em 08/08/2011
A mistura de crenças de hoje deve-se à evolução cultural
A lei da evolução é como a da gravidade e outras da natureza: ninguém a segura.
No passado, apenas os líderes religiosos sabiam ler. E pegou a moda de que apenas eles sabiam e podiam ensinar a religião. Com o crescimento da população alfabetizada, eles, para manterem seu status quo de únicos donos das verdades religiosas, acabaram proibindo os leigos de ler a Bíblia. E a Igreja tinha razão para isso, pois, por ignorância, as pessoas interpretavam a Bíblia apenas literalmente, quando seus textos são geralmente simbólicos. E, hoje, é o grande abuso dessas interpretações literais, mas também metafóricas, da Bíblia que mais divide os cristãos.
Porém, graças à evolução cultural das pessoas, o cristianismo caminha para uma nova realidade. Não são apenas padres, bispos e pastores que entendem de questões bíblicas e teológicas. E há até leigos que sabem mais desses assuntos do que eles, tanto por sua inteligência como pela dedicação ao estudo dessa área. E quem estuda um assunto por interesse sabe mais. Com a aceleração da evolução cultural, as polêmicas religiosas vão se multiplicar. Daí, vamos ter muitos católicos e evangélicos que vão dizer, como já acontece muito, que creem na reencarnação e outras doutrinas que, oficialmente, o cristianismo condena. É até comum o indivíduo ter hoje mais de uma religião, embora isso irrite os líderes religiosos. E nada lhe vai acontecer, desde que ele não seja membro duma hierarquia religiosa. E os padres e os pastores vão parar de pregar certas doutrinas, que eles sabem que seus fiéis não aceitam mais, principalmente, como já acontece, nas comunidades religiosas de melhor nível cultural. Mas isso é e será feito discretamente, pois eles não querem complicações com a sua hierarquia religiosa. Um padre ou pastor, já que crê na reencarnação, não pode defendê-la em qualquer ambiente, e menos ainda na mídia.
Em 1904, num exemplo da mistura de crenças oriundas da evolução cultural do mundo moderno, o italiano Dr. José Lapponi, antropólogo e médico dos papas Leão XIII e são Pio X, lançou a famosa obra científica e espírita "Hipnotismo e Espiritismo", a qual foi apoiada pelo Papa Leão XIII. Estudioso profundo dos fenômenos espíritas e com o aval de famosos corifeus da ciência de sua época, Lapponi defende o espiritismo, demonstrando de modo convincente e contundente que ele é uma realidade objetiva histórica, bíblica e científica. E eu afirmo aqui que o católico que ler essa obra, no mínimo se tornará simpatizante do espiritismo. Não foi, pois, à toa que a Federação Espírita Brasileira (FEB) a traduziu para o português.
Mas, chegando às partes finais do livro, o autor assusta o leitor, dizendo que o espiritismo é imoral e deve ser evitado, embora não negue a realidade dos fenômenos espíritas de cuja autenticidade, como vimos, faz uma brilhante apologia, no desenrolar de toda a sua obra.
Ficou em mim uma dúvida: se Lapponi foi totalmente sincero ou se ele teve que, na última hora, sacrificar parte da sua verdade, para poder contar com a valiosa aprovação citada do seu trabalho literário pelo Papa Leão XIII, precavendo-se, assim, contra prováveis condenações dessa sua monumental obra, em defesa da realidade dos fenômenos espíritas!
PS: 1) Divaldo Franco no Minascentro, em 12.8.2011, contato: UEM (31) 3201-3038.
2) Parabéns pelas suas bodas de ouro sacerdotais ao padre jesuíta João Batista Libanio, maior teólogo católico da América Latina, escritor e colunista de O TEMPO, aos domingos.
No passado, apenas os líderes religiosos sabiam ler. E pegou a moda de que apenas eles sabiam e podiam ensinar a religião. Com o crescimento da população alfabetizada, eles, para manterem seu status quo de únicos donos das verdades religiosas, acabaram proibindo os leigos de ler a Bíblia. E a Igreja tinha razão para isso, pois, por ignorância, as pessoas interpretavam a Bíblia apenas literalmente, quando seus textos são geralmente simbólicos. E, hoje, é o grande abuso dessas interpretações literais, mas também metafóricas, da Bíblia que mais divide os cristãos.
Porém, graças à evolução cultural das pessoas, o cristianismo caminha para uma nova realidade. Não são apenas padres, bispos e pastores que entendem de questões bíblicas e teológicas. E há até leigos que sabem mais desses assuntos do que eles, tanto por sua inteligência como pela dedicação ao estudo dessa área. E quem estuda um assunto por interesse sabe mais. Com a aceleração da evolução cultural, as polêmicas religiosas vão se multiplicar. Daí, vamos ter muitos católicos e evangélicos que vão dizer, como já acontece muito, que creem na reencarnação e outras doutrinas que, oficialmente, o cristianismo condena. É até comum o indivíduo ter hoje mais de uma religião, embora isso irrite os líderes religiosos. E nada lhe vai acontecer, desde que ele não seja membro duma hierarquia religiosa. E os padres e os pastores vão parar de pregar certas doutrinas, que eles sabem que seus fiéis não aceitam mais, principalmente, como já acontece, nas comunidades religiosas de melhor nível cultural. Mas isso é e será feito discretamente, pois eles não querem complicações com a sua hierarquia religiosa. Um padre ou pastor, já que crê na reencarnação, não pode defendê-la em qualquer ambiente, e menos ainda na mídia.
Em 1904, num exemplo da mistura de crenças oriundas da evolução cultural do mundo moderno, o italiano Dr. José Lapponi, antropólogo e médico dos papas Leão XIII e são Pio X, lançou a famosa obra científica e espírita "Hipnotismo e Espiritismo", a qual foi apoiada pelo Papa Leão XIII. Estudioso profundo dos fenômenos espíritas e com o aval de famosos corifeus da ciência de sua época, Lapponi defende o espiritismo, demonstrando de modo convincente e contundente que ele é uma realidade objetiva histórica, bíblica e científica. E eu afirmo aqui que o católico que ler essa obra, no mínimo se tornará simpatizante do espiritismo. Não foi, pois, à toa que a Federação Espírita Brasileira (FEB) a traduziu para o português.
Mas, chegando às partes finais do livro, o autor assusta o leitor, dizendo que o espiritismo é imoral e deve ser evitado, embora não negue a realidade dos fenômenos espíritas de cuja autenticidade, como vimos, faz uma brilhante apologia, no desenrolar de toda a sua obra.
Ficou em mim uma dúvida: se Lapponi foi totalmente sincero ou se ele teve que, na última hora, sacrificar parte da sua verdade, para poder contar com a valiosa aprovação citada do seu trabalho literário pelo Papa Leão XIII, precavendo-se, assim, contra prováveis condenações dessa sua monumental obra, em defesa da realidade dos fenômenos espíritas!
PS: 1) Divaldo Franco no Minascentro, em 12.8.2011, contato: UEM (31) 3201-3038.
2) Parabéns pelas suas bodas de ouro sacerdotais ao padre jesuíta João Batista Libanio, maior teólogo católico da América Latina, escritor e colunista de O TEMPO, aos domingos.


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