"olá a todos por vezes os v/comentários quando dizem que os espiritas não levam dinheiro, fazem-me rir. E oa presentinhos que recebem não é dinheiro? televisões, computadores, máquinas de toda a espécie, etc. etc. O que é mais honesto? A (...) eu conheço, sigo os seus cursos , já fui a espiritas, só um não aceitava nada (mas a esposa, sim)quanto aos que conheci ficavam mais caros finalmente que a (...)."
Quem assim comentou, provavelmente nem voltará aqui. Muita gente há que com um olhar superficial e de relance pensa sempre saber tudo, e a esses, que formam opinião superficialmente, não há quem convença.
Espiritismo desmascara charlatães
A doutrina espírita defende o princípio cristão de que se deve dar de graça o que de graça se recebeu. No Espiritismo não há lugar para o comércio da mediunidade ou de qualquer forma de auxílio espiritual. Os espíritas não cobram nem aceitam nenhum tipo de pagamentos, não colocam anúncios nem prometem a resolução dos problemas alheios. Qualquer pessoa que diga ser espírita, ou que diga pertencer a alguma instituição espírita, e peça algum tipo de remuneração está a fazer-se passar por aquilo que não é.
Não só a ADEP, mas a Federação Espírita Portuguesa e todas as instituições espíritas, desde há 150 anos que incansavelmente lembram que Espiritismo é Cultura, que nada tem a ver com comércio de mediunidade ou de qualquer outro serviço, cumprindo as indicações de Jesus de Nazaré: "Dai de graça o que de graça recebestes".
Quando insistimos que é ponto de honra a gratuitidade dos serviços, e que o Espiritismo não deve ser confundido com mediunismo, com outras filosofias ou religiões, não falta quem diga que fazemos demasiada questão em delimitar as coisas, por "esquisitice".
Quando aparecem confusões como a do senhor que se anuncia como "espírita" no anúncio acima, também não falta quem sentencie que devemos esclarecer as pessoas.
Pois é precisamente o que tentamos fazer desde há 150 anos...
As "tortas"
Há pessoas são induzidas em erro porque frequentam médiuns-comerciantes que se designam equivocadamente como "espíritas".
Mas também há grupos religiosos que adoptam erradamente a designação de espíritas. Ainda recentemente uma senhora dirigiu um email ao Blog de Espiritismo pedindo que lhe indicássemos uma associação espírita. Mas - dizia a senhora - uma associação que não fosse muito exigente com "as tortas"!
Ficámos curiosos, naturalmente. O que seriam as tais "tortas"? Esclareceu-nos a senhora que tinha frequentado um grupo que se denominava "espírita", e que fazia questão de que todas as semanas os frequentadores levassem tortas (das de comer) para serem leiloadas e o dinheiro reverter para a casa. Não era, obviamente, uma associação espírita. Podem incluir a designação espírita, como podem chamar-se a si mesmos o que entenderem, mas não são espíritas os que aceitem dinheiro, favores ou prendas em troca dos seus serviços.
São os sócios das associações espíritas que pagam, quotizando-se, as despesas com renda dos centros, água, luz, cadeiras para as pessoas se sentarem, etc..


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