Spiga

As nossas "esquisitices"

As "esquisitices"

Recebemos na nossa caixa de comentários a seguinte mensagem:

"olá a todos por vezes os v/comentários quando dizem que os espiritas não levam dinheiro, fazem-me rir. E oa presentinhos que recebem não é dinheiro? televisões, computadores, máquinas de toda a espécie, etc. etc. O que é mais honesto? A (...) eu conheço, sigo os seus cursos , já fui a espiritas, só um não aceitava nada (mas a esposa, sim)quanto aos que conheci ficavam mais caros finalmente que a (...)."


Quem assim comentou, provavelmente nem voltará aqui. Muita gente há que com um olhar superficial e de relance pensa sempre saber tudo, e a esses, que formam opinião superficialmente, não há quem convença.

Ainda recentemente, o Francisco escreveu um post intitulado "O espírita da Columbano Bordalo Pinheiro".


Desde há 10 anos que o site da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal contém uma série de esclarecimentos (ver aqui) e uma advertência com grande destaque:

Espiritismo desmascara charlatães


A doutrina espírita defende o princípio cristão de que se deve dar de graça o que de graça se recebeu. No Espiritismo não há lugar para o comércio da mediunidade ou de qualquer forma de auxílio espiritual. Os espíritas não cobram nem aceitam nenhum tipo de pagamentos, não colocam anúncios nem prometem a resolução dos problemas alheios. Qualquer pessoa que diga ser espírita, ou que diga pertencer a alguma instituição espírita, e peça algum tipo de remuneração está a fazer-se passar por aquilo que não é.


Não só a ADEP, mas a Federação Espírita Portuguesa e todas as instituições espíritas, desde há 150 anos que incansavelmente lembram que Espiritismo é Cultura, que nada tem a ver com comércio de mediunidade ou de qualquer outro serviço, cumprindo as indicações de Jesus de Nazaré: "Dai de graça o que de graça recebestes".


Quando insistimos que é ponto de honra a gratuitidade dos serviços, e que o Espiritismo não deve ser confundido com mediunismo, com outras filosofias ou religiões, não falta quem diga que fazemos demasiada questão em delimitar as coisas, por "e
squisitice".


Quando aparecem confusões como a do senhor que se anuncia como "espírita" no anúncio acima, também não falta quem sentencie que devemos esclarecer as pessoas.

Pois é precisamente o que tentamos fazer desde há 150 anos...


As "tortas"


Há pessoas são induzidas em erro porque frequentam médiuns-comerciantes que se designam equivocadamente como "espíritas".

Mas também há grupos religiosos que adoptam erradamente a designação de espíritas. Ainda recentemente uma senhora dirigiu um email ao Blog de Espiritismo pedindo que lhe indicássemos uma associação espírita. Mas - dizia a senhora - uma associação que não fosse muito exigente com "as tortas"!


Ficámos curiosos, naturalmente. O que seriam as tais "tortas"? Esclareceu-nos a senhora que tinha frequentado um grupo que se denominava "espírita", e que fazia questão de que todas as semanas os frequentadores levassem tortas (das de comer) para serem leiloadas e o dinheiro reverter para a casa. Não era, obviamente, uma associação espírita. Podem incluir a designação espírita, como podem chamar-se a si mesmos o que entenderem, mas não são espíritas os que aceitem dinheiro, favores ou prendas em troca dos seus serviços.

Sejam tortas ou sejam as tais "televisões, computadores e máquinas de toda a espécie" de que fala o autor da mensagem acima transcrita, qualquer tipo de retribuição por serviços não tem lugar no Espiritismo.

São os sócios das associações espíritas que pagam, quotizando-se, as despesas com renda dos centros, água, luz, cadeiras para as pessoas se sentarem, etc..

A quem tenha dúvidas, aconselhamos que visite uma associação espírita: ver aqui.

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