Spiga

E se deitassem abaixo o Grand Canyon?


Notícia do jornal Público de hoje, na excelente secção "Ecosfera":




Comentários de alguns leitores:

As Belezas naturais
Por MA - Lx
Não são as praias que estão em risco. O que está em risco é as próprias falésias em desaparecer. Uma das belezas naturais que os turistas estrangeiros gostam, é precisamente das falésias. só que a troco de se colocarem mais umas cadeiras e uns toldos, há que alargar as praias. Para alargar estas há que cortar as bases das falésias e sem bases as falésias caiem! esta é a prática feita todos os anos pelos ignorantes dos concessionários. As autoridades coniventes ou não lá vao permitindo. Conclusão perde-se mais uma das belezas naturais do Algarve. Veja-se o que tem sido feito na praia da Falésia e Alfamar, em Albufeira. É triste a ignorância de um povo. imaginem se se deitasse a baixo o Grande Canyon

Os riscos múltiplos
Por Francisco Lemos - Lisboa
Com é óbvio a possibilidade de ocorreram derrocadas nas falésias do Algarve existe, tal como é perigoso caminhar pelos trilhos da Serra do Gerês (onde além de penhascos quase verticais também há víboras cujo veneno obriga a tratamento hospitalar urgente) ou visitar as arribas do Douro Internacional. Também é perigoso circular de automóvel, moto, bicicleta ou mesmo a pé, nas estradas de Portugal e nas ruas das cidades. A queda das falésias nas praias do Algarve adquiriu o estatuto de tema preferido da Imprensa. No entanto basta que os concessionários das praias recomendem aos utentes que não escolham a base das arribas para descansar para que a percentagem de risco diminua muito. A probabilidade matemática de um bloco atingir um veraneante em movimento é escassa.

Zé de Olhão...
Por Amigo da Natureza - Portugal
As falésias estão em risco porque os automobilistas estacionam à beira delas, porque há maníacos que vão arrancar toda a vegetação que as guarnece (e fixa), e porque o entulho das obras é atirado por ali abaixo. Mais uma grande oportunidade de negócio para câmaras e empreteiros, a "consolidação das falésias".

A estes comentários eu chamo cultura, cidadania, inteligência. À abordagem das autoridades oficiais e da Imprensa generalista... não.


(E até me faz lembrar do presidente George Bush filho e da sua proposta anti incêndios, que consistia alegadamente em abater as florestas).

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