OS 'MILAGRES'
Entretanto a Páscoa passou e não terminámos a série a que chamámos "Dias de Páscoa", e que pretende dar a visão espírita sobre Jesus de Nazaré.
Com todo o respeito por quem pensa diferentemente, a tónica do artigo tem girado á volta da questão da divindade ou não divindade de Jesus de Nazaré. para além da palavra do próprio Jesus, que jamais se igualou a Deus, para além da palavra dos que o precederam e anunciaram, que nunca o tomaram por Deus, para além da opinião dos apóstolos, que nunca o consideraram Deus, que encontramos então que possa sustentar a opinião de que Jesus é Deus feito homem?
Os milagres?
Não nos parece que os chamados milagres possam sustentar a suposta divindade de Jesus. Na Igreja Católica têm existido os chamados santos milagreiros, que nem por isso gozam de estatuto divino. Nas Igrejas Protestantes, sobretudo nas Neopentecostais, há relatos constantes de milagres, e nem por isso os dignos pastores têm a veleidade de se suporem divinos, primando pela humildade. Em todas as religiões tem havido pessoas capazes de operar curas ditas milagrosas, pelo que essa característica não é atestado de divindade.
Para o Espiritismo não existem milagres. O termo milagre designa algo de espantoso, mas com o tempo tomou a feição de algo que é operado fora das leis da Natureza. Ora se Deus criou leis perfeitas - pois Deus é perfeito - não é de crer que as altere.
Na opinião do Espiritismo, os chamados milagres são apenas fenómenos que espantam, por não se lhes conhecer os mecanismos. Há escassos 200 anos, quem se atrevesse a prever um aparelho de controlo remoto de abertura de portas, seria chamado louco. Se o fabricasse e fizesse uma demonstração, provavelmente teria que se haver com a Santa Inquisição, que ainda vigorou em Portugal até ao século XIX. Por operarem "milagres", muitas pessoas foram imoladas nas fogueiras, e outras elevadas aos altares, consoante a disposição da ignorância humana.
O próprio Jesus de Nazaré foi executado sob a acusação de que operava milagres com a conivência dos diabos, os Espíritos malignos.
Com todo o respeito por quem pensa diferentemente, a tónica do artigo tem girado á volta da questão da divindade ou não divindade de Jesus de Nazaré. para além da palavra do próprio Jesus, que jamais se igualou a Deus, para além da palavra dos que o precederam e anunciaram, que nunca o tomaram por Deus, para além da opinião dos apóstolos, que nunca o consideraram Deus, que encontramos então que possa sustentar a opinião de que Jesus é Deus feito homem?
Os milagres?
Não nos parece que os chamados milagres possam sustentar a suposta divindade de Jesus. Na Igreja Católica têm existido os chamados santos milagreiros, que nem por isso gozam de estatuto divino. Nas Igrejas Protestantes, sobretudo nas Neopentecostais, há relatos constantes de milagres, e nem por isso os dignos pastores têm a veleidade de se suporem divinos, primando pela humildade. Em todas as religiões tem havido pessoas capazes de operar curas ditas milagrosas, pelo que essa característica não é atestado de divindade.
Para o Espiritismo não existem milagres. O termo milagre designa algo de espantoso, mas com o tempo tomou a feição de algo que é operado fora das leis da Natureza. Ora se Deus criou leis perfeitas - pois Deus é perfeito - não é de crer que as altere.
Na opinião do Espiritismo, os chamados milagres são apenas fenómenos que espantam, por não se lhes conhecer os mecanismos. Há escassos 200 anos, quem se atrevesse a prever um aparelho de controlo remoto de abertura de portas, seria chamado louco. Se o fabricasse e fizesse uma demonstração, provavelmente teria que se haver com a Santa Inquisição, que ainda vigorou em Portugal até ao século XIX. Por operarem "milagres", muitas pessoas foram imoladas nas fogueiras, e outras elevadas aos altares, consoante a disposição da ignorância humana.
O próprio Jesus de Nazaré foi executado sob a acusação de que operava milagres com a conivência dos diabos, os Espíritos malignos.
Uma das razões para que a religião Judaica não aceite Jesus de Nazaré como o Messias prometido pelos antigos Profetas, é precisamente o facto de os chamados milagres, e a própria ressurreição (de que mais à frente falaremos), serem até relativamente comuns.
Nos centros espíritas, embora não se faça alarde disso, são relativamente comuns as curas físicas e espirituais. Não faltam exemplos de pessoas favorecidas pelo passe espírita na cura de diversas doenças, e o trabalho de desobsessão (razão primeira do intercâmbio com o mundo espiritual), liberta incontável número de sofredores da influência dos maus Espíritos. Tal como Jesus fez. Por mérito do doente e com a permissão de Deus, sem o qual nada se faz. Não somos nós, espíritas, que curamos. Tal como Jesus, fazemos questão de esclarecer, passe a nossa pequenez e imperfeição : "Foi a tua fé que te curou".


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