Spiga

Gato "Salvador" - quem são os irracionais?!

O Salvador foi vítima de uma das maiores crueldades com que já nos deparámos na Animais de Rua. Todos os dias nos deparamos com animais vítimas de abandono, de negligência e de maus tratos, mas este é o caso mais grave de crueldade deliberada que já nos passou pelas mãos.

Recebemos um apelo desesperado da cuidadora de uma pequena colónia em Leça da Palmeira, dizendo que tinha sido abandonado na colónia um gato com um ferro espetado no dorso. A voluntária Vânia Dias dirigiu-se de imediato ao local e encontrou o Salvador com um ferro espetado e torcido à volta do dorso, esmagando-lhe os orgãos internos. O Salvador tinha tentado desesperadamente tirar o ferro, ferindo-se com gravidade numa das patas. Já se encontrava no local há alguns dias, uma vez que a cuidadora tinha pedido ajuda a várias pessoas e instituições, nomeadamente uma clínica veterinária localizada perto da colónia, mas viu ser-lhe recusada qualquer ajuda.

O Salvador estava tão apavorado que não se deixava tocar, mas felizmente entrou na armadilha de CED que a Vânia trazia consigo.

Foi de imediato levado a uma das clínica veterinária que tem protocolo com a Animais de Rua, onde foi submetido a uma cirurgia para remoção do ferro e da pele necrótica e amputação de dois dedos da pata com que tentou retirar o ferro e que se encontravam completamente desfeitos. Foi-lhe também detectado um chumbo numa das patas. Aproveitou-se a anestesia para o esterilizar.

O Salvador encontra-se agora internado na clínica, onde o espera um pós-operatório longo e difícil. Se tudo correr bem, poderá um dia ser adoptado e levar uma vida normal, mas para já o seu prognóstico é reservado.

Se puder ser padrinho de tratamento do Salvador, contribuindo com o que puder para as despesas veterinárias que ascendem já a 250€, por favor contacte-nos para o geral@animaisderua.org.Qualquer ajuda é bem vinda, por pequena que seja - como já pudemos constatar tantas vezes ao longo da existência da Animais de Rua, a união faz a força e com os pequenos contributos de todos conseguimos grandes vitórias.

O caso do Salvador consternou toda a equipa da Animais de Rua. Todos os dias assistimos a gestos de generosidade das pessoas que nos enchem o coração, mas este caso não pode deixar de nos fazer perder um pouco a fé no Ser Humano.

Agradecemos a divulgação deste apelo.

Obrigada a todos

A equipa da Animais de Rua





Notícias do gato Salvador
Trazemos excelentes notícias sobre o Salvador!

Está a recuperar muito bem, tanto dos danos físicos como psicológicos! Aos poucos começa a confiar novamente nas pessoas e tudo indica que poderá em breve ser adoptado por uma família que o faça esquecer o sofrimento por que passou. Já várias pessoas que se ofereceram para lhe dar um lar! :)

A despesa veterinária está já completamente saldada e muitos padrinhos foram encaminhados para outros animais que, graças ao Salvador, tiveram a oportunidade de serem esterilizados e de terem melhor qualidade de vida! Este pequeno herói foi, literalmente, o salvador de muitos outros gatos e cães que, como ele, tiveram o azar de ter a rua como lar.

Fizemos um pequeno filme em homenagem a todas as pessoas que se sensibilizaram com o caso do Salvador e se ofereceram para o ajudar, e que poderá ser visto aqui: http://www.animaisderua.org/esterilizados/gatos/Salvador (tem som). Esperamos que gostem!!

Agradecemos que enviem estas notícias a todas as pessoas a quem enviaram o apelo do Salvador, para que conheçam o desfecho da história dele. Uma vez mais se prova que, quando várias pessoas se unem por uma causa comum, não há limites para o que podemos alcançar!



Doações de peças de artesanato para venda no nosso Blog

No nosso Blog de Artesanato (http://artesanatoanimaisderua.blogspot.com/) vendemos peças para angariar fundos para esterilizar e tratar animais que não tenham padrinhos. Caso tenha algum jeito para artes manuais esta pode ser mais uma forma de ajudar animais em risco! Se quiser oferecer alguma peça, por favor contacte: blogdeartesanato@animaisderua.org. Em todas as peças é colocada uma menção à pessoa que as ofereceu e, caso o ofertante tenha um blog/site, este é também divulgado em hiperligação.



Livro "Os Animais Têm Direitos?"
No mês de Janeiro foi lançado o livro "Os Animais Têm Direitos?", da colecção Filosofia Pública, da editora Dinalivro. Traduzida e organizada por Pedro Galvão, esta obra contém ensaios claros e concisos de autores paradigmáticos como Peter Singer, autor do livro Libertação Animal, que é considerado mundialmente como a bíblia do activismo animal e que temos à disposição na nossa Loja Virtual. Saudamos a publicação em português de mais uma obra de qualidade sobre a temática da protecção animal, que se impõe cada vez mais como um tema premente para a sociedade portuguesa.



A Animais de Rua celebra 5000 esterilizações!

Não podemos também deixar de partilhar com todas as pessoas que nos têm apoiado ao longo destes anos de existência da Animais de Rua, este marco tão importante para a história da associação: logo no primeiro mês de 2011 o nosso contador chegou às 5000 esterilizações! São 5000 animais carenciados em todo o país que vivem agora uma existência mais feliz graças a si, que acredita no nosso trabalho e nos ajuda a levá-lo adiante!



Entrevista ao Jornal Pegadas
original aqui: http://jornalpegadas.blogspot.com/2011/01/capturar-esterilizar-devolver.html

Foi com base neste método que, em 2005, Maria Pinto Teixeira arrancou com o seu “Projecto informal”, dando início a uma nova visão sobre o problema dos animais de rua. Ciente do ineficaz método, ainda hoje realizado pelos canis municipais (capturar – eutanasiar) e do louvável, mas insuficiente trabalho levado a cabo pelas associações de animais, com planos de adopções, Maria Pinto Teixeira decide “atacar definitivamente o problema pela raiz”. Mais de um milhão de animais. Este é o número estimado de animais que vive precariamente nas ruas, na sua maioria sem acesso a alimento e água suficiente, agravando assim o risco de problemas de saúde e da contracção de doenças infecto-contagiosas. Com uma taxa de adopção muito reduzida, face à superpopulação de animais, era imperativo avançar com a sua esterilização, minimizando assim as consequências de uma vida negligenciada.

JP - Maria Pinto Teixeira, o que é que fez despoletar em si a necessidade de criar este projecto?

MPT – Um dia, estava a passear no Parque da Cidade do Porto com um grupo de amigas, quando nos deparámos com uma colónia de cerca de 60 gatos a viver em condições miseráveis. Quase todos estavam doentes, adultos e crias, alguns com os olhos tão cobertos de pus que já não os conseguiam abrir. Ficámos horrorizadas com aquele cenário e queríamos fazer alguma coisa para ajudar aqueles animais, mas não sabíamos como. Os gatos adultos eram silvestres, por isso não se deixavam apanhar para os podermos levar ao veterinário, nem poderiam ser adoptados por famílias que lhes quisessem dar um lar. Por outro lado, percebemos que, mesmo que conseguíssemos tratar aqueles, muitos outros iriam nascer na colónia nas mesmas condições. Resolvi investigar o que estava a ser feito noutros países para ajudar animais em situação semelhante e tomei conhecimento do método CED (Capturar-Esterilizar-Devolver) ou TNR (Trap-Neuter-Return), que já era usado nos EUA, RU e muitos outros países como sistema de controle populacional de animais errantes. Percebemos que era exactamente este o único método eficaz de ajudar colónias de gatos silvestres e colocámo-lo imediatamente em prática na Colónia do Parque da Cidade. Conseguimos uma armadilha emprestada, uma clínica que aceitou fazer as esterilizações e tratamentos a preços reduzidos, fizemos um apelo na Internet a pedir donativos para as despesas veterinárias e metemos mãos à obra! Todos os gatos foram tratados, esterilizados e desparasitados e as crias foram encaminhadas para adopção.
A diferença na qualidade de vida daqueles animais após a nossa intervenção era tão evidente (como se pode ver aqui: http://www.animaisderua.org/esterilizados/gatos/parque_cidade) que decidimos começar a aplicar o CED noutras colónias da cidade. A pouco e pouco o nosso trabalho foi ficando conhecido e chegavam-nos pedidos de ajuda para esterilização de animais de rua um pouco por todo o país. Foi aí que decidimos criar o Projecto Animais de Rua que, já em 2008, se transformou em associação legalmente constituída.

JP – Já são muitas as pegadas a nível nacional que a Animais de Rua tem deixado ao longo destes 6 anos. Quantos voluntários existem neste momento a trabalhar neste projecto?

MPT – Neste momento temos Núcleos a funcionar no Porto, Lisboa, Lagos e Viseu e contamos com a ajuda de cerca de 100 voluntários.

JP – Muito se tem falado dos protocolos estabelecidos com as Autarquias. De que forma se processa o vosso trabalho junto destas entidades? Podemos dizer que ambos os trabalhos se complementam?

MPT – Sem dúvida! É tempo de terminar de vez com a dicotomia entre entidades camarárias de controle animal enquanto corredores de morte onde os animais são maltratados e por fim abatidos vs associações de protecção animal fundamentalistas e desligadas da realidade. É possível autarquias e associações de protecção animal realizarem um trabalho conjunto e unirem esforços para a prossecução do seu objectivo comum de encontrar uma solução para o flagelo das centenas de milhares de animais que vivem e se reproduzem continuamente no domínio público, e para as graves questões de bem estar animal e de saúde pública que esta situação levanta. O método usado pela esmagadora maioria dos municípios portugueses para o controle populacional de animais errantes, ao longo dos últimos 30 anos, é a sua captura e abate. Ora, este método, para além de ser cruel e desumano, tem demonstrado ser completamente ineficaz pelos motivos que expomos aqui: http://www.animaisderua.org/informacoes/alternativas_falhadas_ao_ced e deve, por isso, ser abandonado.Através destes protocolos (temos até ao momento protocolos com as Câmaras Municipais de Sintra e Cascais e com a Junta de Freguesia de Leça da Palmeira), aplicamos o método CED e esterilizamos animais que vivem com pessoas sem recursos económicos, nas respectivas localidades. As esterilizações tanto podem ser feitas nas próprias instalações do canil municipal, se tiver condições para isso, como em regime de outsourcing nas clínicas veterinárias privadas que têm protocolo com a Animais de Rua.

JP – Foram realizadas 4862 esterilizações até à data. A colaboração das Clínicas Veterinárias é crucial para a realização da vossa actividade. De que forma funciona esta parceria?

MPT – O trabalho da Animais de Rua não seria possível sem o apoio dos médicos veterinários que acreditam neste projecto e cedem o seu tempo para esterilizar e tratar os animais submetidos ao nosso programa CED. Neste momento, temos protocolos com 29 clínicas veterinárias a nível nacional, através dos quais conseguimos esterilizar os animais a valores muitíssimo mais reduzidos do que os valores comerciais.

JP – Relembrando o problema ocorrido em Loures no ano de 2008, em que cerca de 60 cães viviam no meio de ossadas em condições terríveis, considera que existe muita burocracia na resolução dos problemas dos animais em Portugal? Ou estaremos perante a indiferença, face a uma sociedade que só agora parece despertar para a sensibilização Ambiental e consequentemente Animal?

MPT – Penso que a mentalidade da população portuguesa relativamente à temática da protecção animal tem vindo a evoluir de forma muito significativa ao longo da última década. Um estudo Metris/ISCTE realizado em 2007 revelou que 69,5% dos portugueses entende que as Câmaras Municipais devem proteger os animais nos canis municipais e investir na sua adopção e responsabilização das pessoas que os abandonaram. Apenas 4% dos portugueses pensa que as Câmaras devem matar esses animais e 78,2% entende que as Câmaras deveriam promover e investir na esterilização dos animais errantes.Infelizmente, os poderes públicos só agora começam a responder às exigências que os cidadãos portugueses fazem nesta área e há ainda muito a fazer para que Portugal seja um país exemplar no que toca à protecção dos seus animais. Isto é revelador dos problemas que o nosso país enfrenta em muitas outras áreas, já que, como dizia Ghandi, “o progresso de uma civilização pode medir-se pela forma como trata os seus animais”.

JP – Vitimas de abandono e sucessivos maus-tratos, falta de acesso a cuidados de saúde primários, esta é a realidade em que vivem os animais no nosso País. Na sua opinião e tendo em conta a sua formação como Advogada, acha que deve ser revista a Declaração dos Direitos dos Animais em Portugal? Que Leis seriam prioritárias criar/reformular?

MPT
– Penso que o fundamental seria alterar o estatuto jurídico dos animais, que neste momento são considerados pelo nosso ordenamento jurídico como “coisas”, meros objectos do direito de propriedade. Os animais deveriam ter um estatuto próprio, como acontece na maioria dos países desenvolvidos, que lhes reconhecesse os direitos que a sua qualidade de seres sencientes naturalmente lhes confere. É de salientar que, segundo o estudo Metris/ISCTE que referi acima, 82,6% dos portugueses acredita que seria muito urgente a criação de uma nova lei de protecção animal em Portugal.Paralelamente a isso, acredito que seria muito importante existir maior vontade política em aplicar e fazer aplicar a legislação de protecção animal que já existe em Portugal. Esta legislação está muito longe de ser perfeita mas existe, e não é aplicada, ou é aplicada de forma muito deficiente, pelos orgãos encarregues de a fazer cumprir. A esmagadora maioria dos casos de abandono e maus tratos a animais ficam impunes por serem considerados “pouco importantes” pelas autoridades que recebem e processam as respectivas queixas e denúncias.

JP – Tendo em conta o objectivo principal da vossa actividade - pois também promovem a adopção de animais não silvestres, com recurso a FAT’s – que conselhos pode deixar às pessoas sobre os benefícios da castração?

MPT – A esterilização traz inúmeras vantagens, não só ao nível do controle da população animal mas também para os animais individualmente considerados. Os machos tornam-se mais calmos, menos territoriais e com menor tendência a fugir de casa em perseguição de fêmeas em cio, para além de ser eliminada a possibilidade de virem a desenvolver tumores testiculares. Nas fêmeas, a esterilização elimina a possibilidade de virem a desenvolver tumores no útero e ovários, e reduz drasticamente a probabilidade de desenvolvimento de tumores mamários. Para além disso, elimina o stress e angústia associados aos cios.Qualquer pessoa que adopte um animal de companhia deve informar-se junto do seu veterinário e considerar seriamente a hipótese de o esterilizar.

JP – Existe ainda um longo caminho pela frente e espera-nos um ano particularmente difícil devido à crise generalizada que enfrentamos. Acha que os animais sofrerão mais consequências do que até agora têm enfrentado? Quais as metas da Animais de Rua para 2011?

MPT – Infelizmente, os animais estão já a ser vítimas da crise económica. Todos os dias recebemos contactos de pessoas que deixaram de poder adquirir alimentação de qualidade para os seus animais, ou de suportar os custos de tratamentos veterinários, e por isso querem entregá-los para adopção. Muitas nem chegam a procurar encaminhar os animais para adopção e simplesmente abandonam-nos à sua sorte. Os padrinhos de esterilização também têm sido menos, o que limita a nossa capacidade de resposta aos inúmeros pedidos de ajuda que recebemos. Em 2011, trabalharemos para aumentar a nossa taxa de esterilizações em 30%, para estabelecer mais protocolos de cooperação com autarquias e para levar o nosso programa educativo a um maior número de escolas. O nosso desejo é que cada ano que passe nos aproxime mais da nossa meta final, que atingiremos no dia em que não existirem mais animais a viver nas ruas do nosso país, sem alimentação, sem cuidados de saúde básicos e sem afecto. Até lá, continuaremos sempre a lutar, o melhor que sabemos e podemos, pelos animais.



Já sabem: a Animais de Rua está presente em Portugal para apoiar todos aqueles que queiram ajudar a conter a população de gatos e cães em qualquer parte do País. Para isso, apenas precisa da sua colaboração. Através de um método indolor, captura os animais, esteriliza-os, efectua uma avaliação do estado geral de saúde do animal e 24h após boa recuperação, o animal é devolvido ao seu meio ambiente onde poderá viver, desta vez, com uma muito melhor qualidade de vida.Colabore! Apadrinhe os animais para adopção. Patrocine as Esterilizações! Ajude a Animais de Rua a continuar a marcar a sua pegada em Portugal.
Site Animais de Rua – http://www.animaisderua.org/

E-mail Animais de Rua – geral@animaisderua.org

Número Solidário - 760 300 161 (€ 0,60 + IVA)



Muito obrigada a todos!

A equipa da Animais de Rua

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4 comentários:

Marcelo

3.2.11

Sabemos que ainda não temos muito conteúdo para estudo doutrinário sobre os animais, mas mesmo assim gostaria de recomendar um livro que li e achei muito interessante: "Os Animais têm Alma?".

Se interessar a alguém, comprei na Vitrine Espírita , na verdade eu não ganho nada com essa divulgação, mas pode ser que essa informação ajude alguém... eu sempre compro livros espíritas lá mais barato.

Vamos aprender a amar nossos irmãozinhos!

Sinopse do livro:
A leitura deste livro é fundamental para se responder a uma das perguntas mais intrigantes: os animais têm alma? Estruturando a sua pesquisa em duas grandes diretrizes - a atividade paranormal dos animais e casos de aparição post-mortem de fantasmasde animais -, Bozzano comprova a existência e a argumentação rigorosamente científica. Uma obra insuperável.

Abs,

André

4.2.11

Vamos dar o devido destaque em futuro post. Gratíssimos, amigo!

AA

mentoresdeluz.blogspot.com

4.2.11

Aque ponto chega a maldade humana
fazer isto,a um bichinho que não faz mal a ninguem,realmente,é uma coisa muito,triste é deve ser sempre divulgada,para talvez estas pessoas possam,se consientizar,da estupidez
que cometem,sem razão sem motivos,
desejo sorte e boa recuperação ao salvador ,,,,bjs ,marlene

Gilberto Ferreira

7.2.11

Nunca os tormentos de um "Salvador" tinham mexido tanto comigo confesso...
Parabéns pela denúncia.

Abraço fraterno,
Gilberto Ferreira

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