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Elites no Espiritismo?


Acerca da apresentação que constava do post anterior, comentou assim o amigo Agostinho:


Médico e terapeuta transpessoal, com formação em Homeopatia, Dinâmica de Grupos, Terapia Regressiva a Vivências Passadas, Terapia Familiar Sistémica e Programação Neurolingüística (PNL), diretor científico da Associação Médico-Espírita do Pará e bla-bla-bla-bla-bla...

Em nenhum centro ou associação espírita, site ou blog sobre espiritismo, nunca ouvi ou lê o curriculum de dona Maria ou de Zé Pedro, seu João ou dona Catarina Que tristeza! O espiritismo transformado num negócio para dos oportunistas.
Ali foi-se mais uma tentativa de reconstrução do verdadeiro cristianismo.

Agostinho




Amigo Agostinho,

Grato por ter manifestado a sua opinião. Passo a dar-lhe a minha:

Não se trata de satisfazer vaidades, mas de indicar um curriculum. É importante que as pessoas conheçam o curriculum do médico espírita que fala de Medicina e Espiritismo. Ou do engenheiro espírita que fale sobre Transcomunicação Instrumental. Ou do médico veterinário espírita que fale sobre os animais e o Espiritismo. Etc..

Se não o referíssemos, se calhar haveria leitores do blog a perguntar: "E quem deu a esse senhor autoridade para se pronunciar sobre Medicina?".

Em eventos espíritas faz-se referência ao currículo de um palestrante, de um escritor, de alguém que apresenta um trabalho, não para o envaidecer, mas para deixar sempre bem claro que os espíritas têm as sua profissões e se dedicam gratuitamente ao Espiritismo.

Se se tratar de um médico, diz-se que é médico; se se tratar de um calceteiro, diz-se que é calceteiro. Dá-se uma breve perspectiva não só da profissão e formação académica, mas também da cidade de onde a pessoa vem, do grupo espírita que frequenta, etc.. Esses dados não são para os espíritas, mas para as pessoas que estão pela primeira vez, e a quem interessa saber que os espíritas são pessoas normais, que se dedicam à cultura e voluntariado espírita nas horas vagas, não pertencendo a qualquer tipo de elite, sociedade secreta ou mística, e muito menos fazendo negócio com o Espiritismo. É para os que estão pela primeira vez que devemos sempre falar preferencialmente.

Aliás, acerca de médicos e calceteiros, os espíritas sabem bem que os títulos deste mundo de nada valem perante Deus, que todas as profissões são honradas, e que todos temos reencarnações em que somos socialmente mais notados ou mais discretos. O desafio é vivê-las sempre com humildade e dignidade, pois todas essas experiências nos são úteis. Pessoalmente, jamais assisti no meio espírita a qualquer tipo de deferências especiais para com pessoas consideradas socialmente "importantes". Veja por exemplo Francisco Cândido Xavier, modesto escriturário, pobre, e sempre tão considerado entre nós. Conta o que se é, e não o que se tem (seja dinheiro, posição social, títulos, craveira intelectual, ou outras mundanidades).

Pelo contrário, nunca vi noutro lado como no Espiritismo, as chamadas "classes sociais" serem tão magnificamente ignoradas, num ambiente de fraternidade que pulveriza todas essas vãs glórias mundanas.

Também não consigo divisar onde é que alguém pode usar o Espiritismo como "negócio e oportunismo", pois os direitos de livros ou outras obras espíritas revertem sempre para fins humanitários. Se se refere a uma pessoa usar o Espiritismo como trampolim para se tornar conhecida, terei que discordar mais uma vez. Porque alguém afirmar-se espírita ainda exige coragem, devido às ideias erradas sobre a nossa filosofia. E porque se toda a pessoa que dá a cara pelo Espiritismo busca notoriedade, então é simples: acaba-se a divulgação. Ficamos escondidinhos nos centros espíritas, cheios de "humildade"...


Se Fulano quer dar nas vistas ou está de boa-fé a cumprir a sua missão espírita, ninguém melhor que Deus o saberá. Quem faz alguma coisa está sempre exposto a críticas e a ganhar inimigos, e tudo isso evitaria se se deixasse estar quietinho. Já bem basta a hostilidade anti-espírita. Em vez disso concentremos os nossos esforços na vivência do Cristianismo Redivivo.


Com amizade e consideração,


AA

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14 comentários:

CEDAK.PT Centro Estudos Doutrinários - Allan Kardec, de Portugal

3.2.11

Olá

Estou de acordo com o Sr. Agostinho, pois as pessoas que se apresentam em palestras espíritas, não o fazem no âmbito dos seus títulos académicos.

Efectivamente a ciência não confirma, nem desmente o espiritismo. Simplesmente o ignora.

A maioria dos palestrantes baseia-se em obras mediunicas. Mistura, indevidamente, termos técnicos, palavras caras, a essas obras mediunicas.

O povo espirita que os ouve, atendendo aos títulos académicos, fica com a impressão que se trata de coisas que a ciência diz,como se a ciência convencional abordasse este tipo de assunto.

Os espiritas não necessitam da aprovação da ciência para nada. É o coração que nos leva a procurar as coisas do espirito, servindo a razão para verificar se elas serão coerentes e possiveis com o que já conhecemos.

A mentira tem perna curta. E já diz o povo há muitos séculos: apanha-se mais depressa um mentiroso do que um coxo! O resultado é que a ciência e os verdadeiros cientistas, em vez de se aproximarem, para investigar, Afastam-se.

Os espíritas que se apresentam a falar de espiritismo, na qualidade de cientistas, podem convencer quem não tem instrução, vender uns livrecos, ganhar uns cobres com palestras, mas não convencem a comunidade cientifica, pelo contrário, pois as obras mediunicas não podem ser elemento de prova para quem não acredita na comunicabilidade dos espiritos, que é o primeiro passo que a ciência pode trilhar, para se abrir à busca da espiritualidade.

Os cientistas devem demonstrar os factos aos cientistas, e são os seus pares que podem confirmar as coisas que estão na fronteira entre a ciência e a espiritualidade.

VS

André

3.2.11

Olá VS,

É opinião de Espíritos como Emmanuel, que a pesquisa científica sobre a imortalidade da alma, reencarnação, comunicabilidade dos Espíritos, cabe primordialmente aos cientistas.

E creio ser essa a opinião consensual no Espiritismo. Pelo menos é a minha e a das pessoas que conheço. No entanto, se há cientistas que também são espíritas (como por exemplo o engª Hernâni Guimarães de Andrade), não ficam por isso impedidos de pesquisar! Ou ficam?...

Não me parece aceitável aquela postura esquizofrénica do "Estou aqui como cientista" ou "Estou aqui como espírita", a fazer lembrar os políticos, do tipo "Como cidadão penso isto, mas como político sou obrigado a pensar aquilo, se bem que como praticante de tiro aos pratos pense aqueloutro".

Uma coisa na tua mensagem tenho que sublinhar, espantado:

«vender uns livrecos, ganhar uns cobres com palestras»

Onde é que viste palestrantes espíritas cobrarem por palestras ou ficarem com lucros da venda de livros???

Finalmente, quanto ao cerne da tua mensagem, o texto que escrevi dá a minha opinião. Ao apresentar-se um palestrante, diz-se geralmente: «Este é o Zé Manel Ferreira, é electricista, colabora na associação espírita "Caridade e Oração", vem de Alguidares de Baixo, e está hoje aqui connosco para falar sobre "O Perdão"».

Ora, se o Zé Manel é electricista, toda a gente acha bem. Mas se o Zé Manel for médico, há logo suspeitas de que se esteve a exaltar o grau académico e a profissão, prestigiada socialmente (que o é; queiramos ou não, ser-se médico é estatuto, para as convenções do mundo).

Mas se o Zé Manel Ferreira de Alguidares de Baixo falar de Transcomunicação Instrumental, e, como electricista que é, explicar que fez umas ligações de transistores e válvulas e corrente alterna, e obteve a voz do D. Afonso Henriques, aí o pessoa já torce o nariz e diz que ele está a armar-se em cientista.

Ora isto assim é auto flagelação, pá! Tem lá paciência! :)

No que eu concordo contigo, e o Raúl Teixeira frisou em entrevista a este blogue, é que o Espiritismo não tem que andar atrás da Ciência a pedir batatinhas. O Espiritismo tem que estar atento à evolução da Ciência, para ir confirmando ou não confirmando o que os Espíritos disseram há 150 anos.

Porque o Espiritismo é filosofia e moral, é vivência do Evangelho de Jesus, mas se os seus pilares não forem verdadeiros, de pouco valerá. E nós não queremos uma crença-placebo. Fé raciocinada, é a nossa.

Abraço,

AA

Anónimo

3.2.11

Excerto de uma carta aberta de Alamar Régis à Imprensa:

«A sua relação com a Ciência

Faz parte da formação espírita a seguinte recomendação: "Se algum dia a Ciência comprovar que o Espiritismo está errado em algum ponto, cumpre aos espíritas abandonarem imediatamente o ponto equivocado e seguirem a orientação da Ciência".
Mas isto não quer dizer que o que afirma determinadas criaturas, como o padre Quevedo, que se apresenta presunçosamente como cientista, deva ser entendido como Ciência, já que ele não é unanimidade e nem ao menos aceito pela maioria dos cientistas coisa nenhuma. Ele é padre, nada mais do que padre, com um tipo de postura que não aceita nem pela maioria do seio católico, quanto mais pelo científico.
Não é à pseudo-ciência ou a opiniões pessoais de um ou outro elemento, que se diz de Ciência, que o Espiritismo se submete, com esta recomendação, é a Ciência, como um todo, em descobertas inquestionáveis.
Até agora a Ciência não conseguiu apontar e muito menos comprovar erro em um ensinamento espírita, sequer.
Se alguém exige, por exemplo, querer provas por parte dos que afirmam que existe vida fora da Terra, por questão de bom senso deve ter também provas de que não existe. Será que tem?

Medicina e Espiritualidade

Alguns médicos, tradicionalmente, sempre afirmaram que os problemas de saúde das pessoas nada tem a ver com problemas espirituais, porque estes se resumem a crendices. Hoje existe um curso de "Medicina e Espiritualidade", oficial, dentro da USP (Universidade de São Paulo), a maior Universidade do País, onde são estudados estes questionamentos que alguns continuam a dizer que são crendices. Em nível de informação, sugerimos que os jornalistas se interessem em reportar sobre este assunto, sem que vá aqui a menor intenção de querer converter ninguém. Não se trata de questão religiosa, trata-se de questão científica. Para melhor informação, as aulas deste curso podem ser vistas no site: http://www.redevisao.net/. O telefone da Pineal Mind, onde são ministradas as aulas, é (11) 3209-5531 e o e-mail é faleconosco@uniespirito.com.br onde poderão ser obtidas maiores informações sobre o curso. Toda sexta-feira, às 19 horas, tem aula ao vivo, pelo site, numa webtv.»

Guilherme de Andrade

Anónimo

4.2.11

“...ficarem com lucros da venda de livros???”
Eu conheço, não um, vários médicos das AME´s a fazer isso e a vender “cursos de espiritualidade”.

Não sejam hipócritas.

Entre os espíritas há gente boa e daquela que não presta. Como há entre os católicos, os evangélicos, os muçulmanos e os ateus.

Ser espírita não é sinónimo de ser bonzinho, honesto, humilde, desinteressado, amoroso e sei lá quantas maravilhas.

Agostinho.

André

4.2.11

Agostinho,

Para começar, agradeço que não me chame hipócrita. Não é por mim, que não me ofende, mas pela higiene desta caixa de comentários e deste blog. Para insultos já bastam os dos fanáticos religiosos que aqui vêm numa base diária ameaçar-nos com as chamas do Inferno. Tratei-o com sincera cordialidade, sem pressupor nas suas palavras nenhuma intenção oculta, e agradeço que faça o mesmo comigo, pois se afirmei o que afirmei, é porque não tenho absolutamente conhecimento de que qualquer serviço espírita seja pago.

Relativamente à sua afirmação, suponho que se refira a seminários, jornadas ou congressos sobre Medicina e Espiritualidade, sujeitos ao pagamento de uma inscrição. É isso?

Ok, dou-lhe um exemplo: as Jornadas de Medicina e Espiritualidade, que se realizam anualmente em Lisboa, no Auditório da Faculdade de Medicina Dentária. Paga-se uma taxa no acto da inscrição.

Mas como queria que se pagasse o aluguer do espaço, as viagens e estadas dos congressistas, os prospectos do evento, a divulgação do mesmo pelo Correio?

Acha que o dinheiro cai do céu? Alguma vez esteve na organização de um evento destes? Imagina quanto se paga nos Correios quando se envia, por exemplo, 250 cartas, com desdobráveis e folhetos, para associações espíritas e particulares?

Eu já participei na organização de eventos desses. Desde mandar as cartas, até afixar cartazes, montar um palanque, tratar do sistema áudio, mil e um pormenores organizativos, são muitas semanas de trabalho árduo, após um dia de trabalho igual ao das outras pessoas, pois somos obviamente amadores (não há profissionais do Espiritismo).

É fácil criticar, para quem não sabe o que é. Pretende então que as pessoas que fazem parte de uma organização dessas paguem do seu bolso, em vez de cobrarem 5 ou 10 euros para ajudar a custear as despesas?

Note que não se trata de um serviço espírita, mas sim de um evento. Por serviço entendo o passe, as palestras, os cursos, a alfabetização de adultos, a assistência social, a evangelização infanto-juvenil, a desobssessão, o passe ao domícílio, etc., etc..

As equipas de passe ao domicílio, por exemplo, pagam do seu bolso as deslocações, às vezes de muitos quilómetros, para irem dar passe a um acamado.

Mais ainda: ninguém deixa de comparecer a um evento desses por falta de 5 ou 10 euros para pagar as entradas. Basta que alguém se dirija à Organização em particular e diga que gostava de ir, mas que não dispõe da quantia, e naturalmente que não fica à porta.

Espero ter esclarecido. Se por acaso não é a isto que se refere e conhece alguma coisa de escabroso, refira-o, sff.

Peço-lhe que não seja inconsequente. Criticar, apontar o dedo, é fácil. Fazer é mais difícil. É como fazer um modesto blog de Espiritismo como este. Naturalmente que haverá muitas críticas ao nosso trabalho.
Mas será que os críticos pensam assim: "Eles fazem o seu melhor, são poucos e dedicados, deixa-me cá oferecer-me para a equipa e ajudá-los a fazer melhor"?

É que nesta singela resposta, eu, que sou lento no teclado, perdi metade da minha pausa para almoço. Troquei um almoço pelo serviço de lhe responder. Como uma sandes. Mas fiz o meu melhor. Se não agrado, paciência...

Abraço fraterno,

AA

Anónimo

4.2.11

Eu não insultei o senhor.

Falei no geral (movimento espírita)

Até Jesus chamou de hipócrita aos fariseus.

E também já fui um activo participe (eventos, palestras, passes, etc.)

Obrigado por seu tempo.

E desculpe qualquer incómodo.

Dr. Agostinho Fernandes Menta

CEDAK.PT Centro Estudos Doutrinários - Allan Kardec, de Portugal

4.2.11

Olá André

Há pessoas que fazem questão que os tratem pelos títulos académicos. Eu não sinto essa necessidade, mas nada tenho contra que as pessoas que a sentem. Não se trata de criticar ninguém, em termos pessoais.

O problema é que, caso se trate de alguém que se apresenta com o titulo de médico (inscrito na Ordem dos médicos), por exemplo, deve estabelecer uma linha divisória muito clara entre o que diz, baseado em psicografias, e o que diz baseado na medicina convencional.

O que acontece é que essa separação, muitas vezes não existe, ou não é suficientemente clara. Isso leva as pessoas a pensar que a ciência convencional adoptou como verdades cientificas as coisas do espírito, e nós sabemos que assim não é - antes fosse, pois queria dizer que havia investigação a sério, nesta área).

Mentir, ou induzir em erro, não é, de forma nenhuma, uma postura espirita nem cristã.

O cientista espirita, é um cientista como todos os outros. Também tem de demonstrar as suas descobertas aos seus pares, para que elas possam ser consideradas verdades cientificas (pelo menos até nova descoberta que as venha contrariar). Isto, se quiser falar no papel de cientista.

Só a ciência convencional é que dá títulos académicos válidos. Não há títulos académicos espíritas.

Como dizia Jesus, não basta dizer Senhor, Senhor. É preciso interiorizar as palavras de Jesus e de Kardec, e mostrar, na prática das nossas vidas, que assim é. O único grau de avaliação do espirita deve ser o seu grau da elevação moral. E a maior recompensa de assim proceder virá após o túmulo, pois até os missionários encarnados sofrem, nesta vida terrestre (embora tenham uma capacidade muito maior para enfrentar o sofrimento e para ultrapassar o que o motiva).

VS

André

5.2.11

Olá VS,

Era bom que no movimento espírita fosse toda a gente perfeita. A gente entrava para simpatizantes do Espiritismo e ficávamos logo uns tipos sem defeitos, sem manias, sem falhas de carácter. Era uma maravilha :)

É claro que não é assim, bom amigo. No movimento espírita somos tão imperfeitos como quaisquer outros. Aliás, é dos princípios espíritas mais assentes, que o que conta não é ser-se espírita, ou ser-se cristão, ou ser-se sequer crente. Entre crentes das mais variadas religiões e filosofias, bem como entre ateus e agnósticos, encontramos pessoas da mais fina moral e do mais apurado intelecto. Estarão mais perto de Deus os que melhor saibam esquecer-se de si mesmos e amar o próximo.

Se há "doutorice" no movimento espírita? Acredito que sim. Pessoalmente não conheço. Nunca vi nem ouvi falar. Se calhar, no Espiritismo como em tudo na vida, haverá quem goste de ser tratado por doutor, general, comendador, embaixador, desembargador, sei lá... Se assim for, só mostra que somos humanos, como os outros, e ainda agarrados a infantilidades, como os outros.

Sobre médicos espíritas: Todos os médicos espíritas que vi abordarem o tema das relações da Medicina com a Espiritualidade, a meu ver, sempre deixaram claro e bem delimitado:

a)o que é a sua crença

e

b) o que encontram de objectivo nas suas pesquisas.


Naturalmente que não entram na tal esquizofrenia do "agora falo como médico" e "agora falo como espírita". Quando um médico espírita apresenta um trabalho, partimos do princípio de que ele tem como crença o Espiritismo (como diria La Palice, eh, eh...), mas vem mostrar objectivamente o fruto da sua experiência e das suas pesquisas, que muito frequentemente corroboram as teses espíritas. E olha que fazem um trabalho excelente, tanto na pesquisa como na missão maior que têm, a de auxiliar quem sofre.

Abração,

AA

CEDAK.PT Centro Estudos Doutrinários - Allan Kardec, de Portugal

6.2.11

Olá André

Não conheço nenhumas pesquisas de cientistas espíritas, aceites por uma parte significativa da comunidade cientifica convencional.

Se existem essas pesquisas, é uma pena não serem dadas a conhecer. Será mesmo uma caridade dar a conhecer esses estudos.

Se se trata de trabalhos particulares, não demonstrados pela via cientifica, a um número significativo de elementos da comunidade cientifica mundial, têm apenas o valor de opiniões pessoais, venham de quem vierem.

Os cientistas, em regra, são pessoas normais. A actividade cientifica não é céptica nem crente. Os cientistas baseiam-se em factos validados e não em crenças. Tudo é possível até prova em contrário.

Não há equipamentos para analisar o perispirito e, muito menos,para analisar o espírito. O que leio a esse respeito, sobretudo o vindo de pessoas das AME´s, é darem explicações com base em psicografias, obtidas pelo Chico Xavier. Sejam verdades ou não, nada têm é de cientifico.

Como espirita adorava ter meios concretos de prova, demonstráveis a outras pessoas, à luz da tecnologia actual. Mas, por enquanto...

O meu sonho é que a doutrina dos Espíritos seja compreendida e interiorizada pelo maior número de pessoas possível, pois este mundo, dessa forma, seria bem melhor.

O meu coração diz-me que a doutrina espirita é a verdade (embora inacabada). A razão confirma-o, pois a ciência nunca a desmentiu, como também não a confirmou, simplesmente a ignorou. Se um dia a ciência me provar que os fenómenos espíritas têm outra explicação, deixarei de ser espirita.

Conclusão:

Não reconheço a ninguém a capacidade para falar, em termos científicos, do espiritismo, porque, por enquanto, a ciência convencional e contemporânea nada tem a haver com ele. O conhecimento que dá os títulos académicos da Terra, nada tem a haver com espiritismo.

Um abraço
VS

André

6.2.11

Olá VS,

Tens ido às Jornadas de Medicina e Espiritualidade? Não é preciso ser-se médico para reconhecer o valor da pesquisa daqueles profissionais, que são unânimes, contudo, em afirmar que se está ainda no início.

Tal não invalida, contudo, que esse estado incipiente das pesquisas não esteja quilómetros à frente do que os médicos materialistas julgam ser a verdade acabada.

O que os médicos espíritas já sabem, permite-lhes tratar com êxito situações em que os médicos materialistas se limitam a receitar calmantes.

No Brasil há hospitais espíritas. Como cá há hospitais católicos, nos EUA há hospitais metodistas, etc.. A ligação da Medicina com a Espiritualidade, contudo, não é em lado algum feita de forma tão completa do que no âmbito espírita.

Sobre a comprovação dos pressupostos espíritas: a imortalidade da alma foi comprovada já por tantos investigadores... Charles Richet, que nem era espírita, foi Prémio Nobel da Medicina, estudou médiuns notáveis como Eusápia Paladino, escreveu o Tratado de Metapsíquica e mostrou ali que só por pirraça se pode negar a existência do Espírito e sua sobrevivência à morte do corpo.

Ian Stevenson, outro não espírita, estudou casos sugestivos de reencarnação durante mais de 40 anos. Se não provou a reencarnação, pelo menos somou uns milhares de "evidências", como os cientistas gostam de cautelosamente chamar às provas.

A lista poderia continuar. O DR. raymond Moody Jr., por exemplo, é Protestante, e faz palestras públicas com o nosso Divaldo Franco.

Abç

AA

CEDAK.PT Centro Estudos Doutrinários - Allan Kardec, de Portugal

7.2.11

Olá André

Infelizmente não conheço essas tais pesquisas, aceites por parte significativa da comunidade cientifica mundial actual. Se souberes das mesmas, será caridade publicá-las no Blog de Espiritismo.

Os casos de que falas, embora muito interessantes e dignos de menção, nunca foram confirmados pela comunidade cientifica. Para além do facto de alguns serem demasiado antigos, podendo eventualmente sucumbir à instrumentação dos dias de hoje.

Sou espirita, para mim o espiritismo é credível em si mesmo. Tenho provas suficientes, mas trata-se de uma experiência subjectiva.

O espiritismo não necessita de confirmação da ciência. Se essa confirmação vier, vem por acréscimo. Mas só interessa se for informação aceite pelos cientistas e não apenas por um ou outro cientista em particular. Opiniões pessoais já cá há muitas (começando pela minha, ehehehe!).

O que eu não farei, enquanto estiver em pleno juízo, é assentar a credibilidade da doutrina espirita em dados ditos científicos pouco seguros, que a ciência venha amanhã facilmente desmontar, levando inevitavelmente na enxurrada a credibilidade da doutrina que amo.

Provas cientificas apresentam-se previamente aos outros cientistas, para serem validadas, e não em jornadas de Medicina ou equivalentes de outras ciências.

Um abraço
VS

André

7.2.11

O Espiritismo é uma doutrina filosófica, moral e científica; e nenhuma dessas componentes lhe pode ser retirada (os nossos irmãos brasileiros substituem o termo "moral" por "religião", mas sobre isso já temos aqui falado bastante, e é basicamente uma questão de palavras).

No âmbito científico, o Espiritismo está atento ao evoluir das descobertas e vai registando as que comprovam os seus princípios. Igualmente está disposto a abdicar dos seus princípios onde cientificamente se prove que estão errados:

Se alguém provar por A + B que é impossível a vida inteligente fora da Terra, por exemplo, esse princípio desaparece das nossas crenças. Porque é, ainda, uma crença. Não há provas materiais.

Em Jornadas Médico- Espíritas, os profissionais de Saúde espíritas compartilham o resultado das suas pesquisas, que são regularmente divulgadas fora do âmbito espírita.

Tens aqui um exemplo entre muitos:

http://www.ameporto.org/pt/reportagens/tratamentoespiritual.htm

Nesta tese de doutoramento, um psiquiatra espírita demonstrou segundo os métodos actuais de validação científica, que se registam melhoras em pacientes mentais através de tratamento espiritual.

É claro que a chamada comunidade científica não tem uma chancela, um carimbo, para se declarar oficialmente interessada no assunto.

Mas há casos em que a ciência actual - profundamente materialista e hostil a qualquer sugestão de imortalidade da alma e existência de algo maior que o Homem - dá o braço a torcer e publica artigos de investigadores espíritas em revistas especializadas. O psicólogo clínico Júlio Prieto Peres é um bom exemplo disso. Ele tem estudado as localizações cerebrais, e concluiu, por exemplo, que a área do cérebro activada durante a regressão de memória não é a do sonho ou da fantasia, mas a das experiências concretas.

O que é engraçado é que uma coisa não pede licença para existir aos editores de revistas científicas. Quando Edison foi mostrar o fenómeno à Academia Francesa de Ciências, as mesmas cabeças pensantes levantaram-se aos gritos de "Fraude! Fraude! Esse homem é um ventríloquo!" :)

Dizes que as provas tangíveis da imortalidade da alma (por exemplo a materialização de Espíritos) se deram há muito tempo. O Charles Richet, por ter feito os seus estudos há muito tempo, não será digno de crédito? Aliás, as materializações continuam a ocorrer. Mas como bem dizes, os espíritas não andam a correr atrás dos cientistas a implorar-lhes que as venham ver. O cientista não espírita britânco Favid Fontana, tem-se dedicado a isso, sem conhecer patavina de Espiritismo.

As provas da imortalidade da alma não são apenas subjectivas. Há-as tão objectivas como a materialização, mas também como a Transcomunicação Instrumental.

E não são apenas os pesquisadores espíritas que se dedicam a elas. O padre francês François Brune é um exemplo de pesquisador de TCI com muito trabalho feito. E isso é importante. Não para a satisfação do nosso ego ou para "homologação" das nossas crenças, mas pela revolução que pode trazer à Humanidade.

Divaldo Franco já vi eu lamentar que há décadas que está à disposição dos investigadores para que lhe estudem a mediunidade. Em vão. Acho muito bem, desde que se trate de gente séria a fazê-lo e não qualquer golpista publicitário.

O Espiritismo (disse-o Allan Kardec em "Obras Póstumas", artigo Ligeira Resposta aos Detractores do Espiritismo) é uma crença. Como qualquer outra. Tem o mesmo direito de existir que o Catolicismo ou o Budismo, o Ateísmo ou o Agnosticismo, o Martinismo ou o Hermetismo, a Umbanda ou o Judaísmo.

O Espiritismo é uma crença porque é uma opinião. Nós cremos que seguir os ensinamentos de Jesus e amar o próximo é um bom caminho. Nós cremos que Deus existe e é infinitamente perfeito. Nós cremos que somos Espíritos imortais. Etc..

Mas temos o compromisso moral de abandonar qualquer ponto da nossa crença que se prove estar errado. Não me parece mal, por isso, a recíproca.

Abraço amigo,

AA

CEDAK.PT Centro Estudos Doutrinários - Allan Kardec, de Portugal

8.2.11

Olá André

Estamos finalmente de acordo. O espiritismo é uma crença, embora coerente, do ponto de vista racional. Nunca refutada, nem confirmada, com base no método cientifico, pela ciência convencional.

A observação e o registo dos fenómenos espíritas existe, realizada pelos espíritas, começando por Kardec, e é nesse sentido que se diz que o espiritismo tem a sua vertente de ciência. Mas essa "ciência de observação", não gera títulos académicos, nem necessita dos mesmos para nada.

Kardec não confiava em si mesmo, nem em espírito algum, admitindo que tudo está sujeito a erro, e submeteu tudo aquilo que ele achou importante a confirmação. Sabemos que ele tinha correspondentes em Portugal.

Quando Deus quiser, a ciência convencional poderá dedicar-se a investigar, como Kardec investigou. Ou melhor, não precisa de ir tão longe. Basta que registe os factos espíritas como factos não explicados pela ciência material. Se Deus ainda o não ordenou, neste mundo, é porque ainda não é o tipo de mundo adequado para tal, por enquanto.

um abraço
VS

André

8.2.11

Eu creio que não estivemos sequer desacordo.

Há factos registados, fidedignos, que provam (uns) e indiciam (outros) a veracidade das assertivas espíritas - mesmo que haja "sábios" que não os queiram sequer considerar por serem "impossíveis".

E há a Revelação Espírita no seu todo, que ainda não foi globalmente comprovada, e tão pouco foi desmentida.

A crença é nossa, ainda que fosse absurda teríamos direito a ela. Os factos, estão aí, para quem os queira estudar. Hoje como desde o início do mundo :)

Abraço,

AA

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