Um activista dos direitos homossexuais no Uganda, que fora identificado como gay por um jornal local, foi assassinado em casa, perto de Kampala, num crime que se suspeita ter motivos homofóbicos.
Reeditamos o que escrevemos em Outubro de 2010:
'Em 2008, dois tablóides do país já tinham publicado listas de supostas pessoas de orientação sexual gay, o que levou a uma onda de violência, com espancamentos, incêndios de casas, despejos e violação de mulheres homossexuais. Desde há um ano que o Governo pondera a aplicação da pena de morte para quem mantenha relações não heterossexuais.
A iminência da aprovação desta lei está a provocar toda esta onda de insanidade. Já em 2009, o clérigo muçulmano xeque Ramathan Sahban Mubajje, exigiu que as pessoas gay fossem capturadas e deixadas numa ilha do Lago Victoria até morrerem. O pastor evangélico pentecostal Martin Sempa é outro dos animadores da campanha persecutória, liderando uma coligação de igrejas cristãs contra a homossexualidade e organizando manifestações e campanhas contra lésbicas, gays, bissexuais e transexuais em programas de rádio e televisão.
Argumentam os activistas religiosos - que constituem o grupo de pressão por detrás do Governo - que estas pessoas, com o seu exemplo, "atentam contra a família tradicional". E não encontram melhor maneira de viver a sua crença do que pugnando pelo assassínio dos que não partilham dos seus padrões morais. A Santa Inquisição foi extinta, mas não restam dúvidas de que muita gente não hesitaria em reacender fogueiras e queimar os "maus", os que se recusam a aceitar "a verdade".
Não adianta esperar que os promotores destas campanhas tenham algum assomo de sanidade. São pessoas mentalmente e moralmente doentes, cheias de conflitos interiores que não estão dispostas a enfrentar como deviam - com ajuda psiquiátrica. Para prevenir que a ditadura do fanatismo religioso se instale, é fundamental uma vigilância apurada e a defesa intransigente da Democracia e dos Direitos Humanos.'
Reeditamos o que escrevemos em Outubro de 2010:
'Em 2008, dois tablóides do país já tinham publicado listas de supostas pessoas de orientação sexual gay, o que levou a uma onda de violência, com espancamentos, incêndios de casas, despejos e violação de mulheres homossexuais. Desde há um ano que o Governo pondera a aplicação da pena de morte para quem mantenha relações não heterossexuais.
A iminência da aprovação desta lei está a provocar toda esta onda de insanidade. Já em 2009, o clérigo muçulmano xeque Ramathan Sahban Mubajje, exigiu que as pessoas gay fossem capturadas e deixadas numa ilha do Lago Victoria até morrerem. O pastor evangélico pentecostal Martin Sempa é outro dos animadores da campanha persecutória, liderando uma coligação de igrejas cristãs contra a homossexualidade e organizando manifestações e campanhas contra lésbicas, gays, bissexuais e transexuais em programas de rádio e televisão.
Argumentam os activistas religiosos - que constituem o grupo de pressão por detrás do Governo - que estas pessoas, com o seu exemplo, "atentam contra a família tradicional". E não encontram melhor maneira de viver a sua crença do que pugnando pelo assassínio dos que não partilham dos seus padrões morais. A Santa Inquisição foi extinta, mas não restam dúvidas de que muita gente não hesitaria em reacender fogueiras e queimar os "maus", os que se recusam a aceitar "a verdade".
Não adianta esperar que os promotores destas campanhas tenham algum assomo de sanidade. São pessoas mentalmente e moralmente doentes, cheias de conflitos interiores que não estão dispostas a enfrentar como deviam - com ajuda psiquiátrica. Para prevenir que a ditadura do fanatismo religioso se instale, é fundamental uma vigilância apurada e a defesa intransigente da Democracia e dos Direitos Humanos.'
Página do tablóide ugandês em que se apela ao enforcamento de pessoas gay, porque "andam atrás das nossas crianças".



2 comentários:
27.1.11
Assinem esta petição!
https://secure.avaaz.org/en/stop_corrective_rape/?cl=919484565&v=8241
27.1.11
Temos um post agendado sobre esse tema. Não há palavras, realmente, para qualificar tamanha brutalidade.
M
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