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"Linha da Frente" - programa completo


O Programa "Linha da Frente" prometia: "decifrar a realidade, com o rigor e a seriedade que a RTP já habituou os seus telespectadores. É um espaço de compromisso com o inconformismo, com a reportagem, com a notícia, com a verdade. Um espaço que não pode perder. Aqui, as respostas serão dadas".

A qualidade da informação da RTP, e da sua programação em geral (com pouco espaço para sensacionalismos ou audiências fáceis) fazia prever bem melhor. O site da RTP anunciava: “Quem és tu?” levanta muitas questões sobre o que existe para além da morte; sobre a interação entre aqueles que já partiram e aqueles que ainda vivem.

Estiveram presentes Manuel Mendes de Almeida, padre e médico; Mário Simões, psiquiatra; Hugo dos Santos, psicólogo; Moisés Espírito Santo, sociólogo; e Humberto Gama, padre e exorcista.

Nada a obstar. É salutar que haja várias perspectivas. Mas faltou a perspectiva da Doutrina Espírita, (ou Espiritismo, é a mesma coisa). Já passaram quase 37 anos sobre o fim da proibição das actividades espíritas em Portugal, mas dá ideia que o 25 de Abril ainda não chegou ao Espiritismo, a avaliar pela forma como esta filosofia cristã continua a ser ignorada e incompreendida pelos media.

O Espiritismo não pretende "aparecer", ganhar fama, arranjar seguidores, alimentar desejos de popularidade dos seus simpatizantes. Bem pelo contrário - ser-se espírita, em Portugal, ainda é uma carga de trabalhos, atendendo aos preconceitos arreigados, apesar do fim da perseguição Salazarista. O Espiritismo só pretende "lucrar" o dever cumprido. Se pretendêssemos aparecer, faríamos publicidade dos serviços que prestamos, desde o esclarecimento à acção social. Se tivéssemos objectivos materialistas não pagaríamos do nosso bolso para manter as associações espíritas abertas (pagando renda de casa, água, luz, telefones, equipamentos, etc.), pois todos os serviços espíritas são rigorosamente gratuitos.

O programa (e quem diz o programa diz os seus destinatários), ficou a perder bastante por não ter convidado algum representante do Espiritismo, visto que os fenómenos que foram abordados já são conhecidos, estudados, e explicados pela Doutrina Espírita há mais de 150 anos. A RTP não pode alegar desconhecimento, pois de todos os congressos, jornadas, seminários, que têm lugar em Portugal, é dado conhecimento aos órgãos de Informação, que primam sistematicamente pela ausência.

- existem em Portugal mais de 200 associações espíritas

- a Federação Espírita Portuguesa (
http://www.feportuguesa.pt/)

- a Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (http://www.adeportugal.org/)

- a Associação Médico-Espírita da Região Metropolitana do Porto (http://www.ameporto.org/)

- a Associação Médico-Espírita Portuguesa (http://www.ameportugal.org/)

- a Associação Portuguesa de Pedagogia Espírita (http://www.apedagogiaespirita.org/)

Entre este universo considerável, que integra pessoas de todas as profissões, com as formações académicas mais diversas, a RTP considera não haver ninguém digno de contribuir para a informação do público? Fica a pergunta.

Email do programa para o caso de, como eu, pretender dar a sua opinião:

linhadafrente@rtp.pt

Página do Provedor do Telespectador:

http://ww1.rtp.pt/wportal/grupo/provedor_tv/enviarmensagem.php

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1 comentários:

Anónimo

29.1.11

Caríssimos,

Sou adepto da Doutrina Espírita ou Espiritismo, e gostava que tivessem convidado alguém da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal - www.adeportugal.org.

Assim, o vosso programa não esclareceu. Pelo contrário, acentuou o medo e os conceitos medievais que ainda afligem a mente da maioría da população.

Os fenómenos que foram apresentados são de sempre, desde as origens do Homem. O Espiritismo foi pioneiro a estudá-los racionalmente, arrancando-os ao domínio do místico, da superstição, do sobrenatural.

Os "mortos" estão tão vivos como nós. Julgo que o público tem direito a saber o nosso ponto de vista. No entanto, os jornalistas são os senhores., é a vós que cabe a decisão, e a responsabilidade pela mesma.

C/ os melhores cumprimentos,

Ricardo

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