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José Reis Chaves - RELIGIÃO SEMPRE FOI, É E SERÁ A BOLA DA VEZ DE TODOS NÓS



RELIGIÃO SEMPRE FOI, É E SERÁ A BOLA DA VEZ DE TODOS NÓS
O tema religião é um prato cheio para a grande maioria das pessoas, inclusive para os próprios ateus, entre os quais, aliás, é difícil encontrar-se um fanático.
Os verdadeiros religiosos são equilibrados, humildes e sensatos, pois eles não se desarmornizam com ninguém por causa de religião. Já o oposto desses é aquele que é radical, fundamentalista ou fanático com a sua religião. E é notório que nas suas doutrinas essenciais, as religiões se entendem. Suas divergências estão nas doutrinas secundárias.
E há pessoas que, dentro duma mesma religião, estão décadas, séculos e até milênios à frente de seus colegas de mesma crença. Por isso elas acabam sendo discriminadas por seus líderes religiosos e demais membros da sua religião ou igreja. Por exemplo, os católicos, protestantes e evangélicos mais cultos e inteligentes são, hoje, geralmente, reencarnacionistas, sendo criticados pelos que ainda não o são. No cristianismo da Idade Média, os reencarnacionistas eram denominados de hereges e morriam na fogueira.
Fazer sectarismo duma religião, ainda vá lá, pois todos têm o direito de divulgar a sua religião, já que se trata de uma questão que envolve a filosofia de vida das pessoas. O que é complicado é as pessoas serem religiosas exclusivistas, ou seja, aquelas a que já nos referimos e que são chamadas de religiosos fundamentalistas, radicais e fanáticos. Vale tudo para esse tipo de religioso. E no fundo ele não passa dum grande egoísta e orgulhoso, pois não admite, por orgulho, que seu modo de pensar do ponto de vista religioso possa estar errado. E o fato desse tipo de religioso achar que só ele e os elementos de seu grupo religioso estão certos e que só eles, pois, vão salvar-se, pouco se importando eles com a condenação dos outros, entre os quais, às vezes, estão seus próprios pais, filhos, esposa ou esposo, irmãos e avós, por isso só já fica demonstrado que eles não são nada cristãos. É que lhes falta o amor para com até seus próprios familiares e consanguíneos. Se nem esses eles amam, como vão amar os seus outros semelhantes, como recomenda a essência do Evangelho do Nazareno? “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.” (João 13:35).
Os dirigentes da Igreja Batista da Lagoinha, de Belo Horizonte, estão certos em querer divulgar a doutrina da sua corrente religiosa, por sua TV Super, nos presídios. Mas podem estar errados, se quiserem incutir na cabeça dos prisioneiros que só a sua Igreja é verdadeira e que só ela salva. E, se esse direito de pregar religião para os presos for uma exclusividade da citada Igreja, estamos diante duma afronta à Constituição, pois os direitos de divulgação religiosa são iguais para todas as religiões, principalmente em setores pertencentes à administração pública, pois o Brasil é um Estado laico.E aqui lembro que, para ser um cristão autêntico, não basta o indivíduo estar sempre presente nas igrejas, templos e centros espíritas!
O tema religião é mesmo, como se diz, a bola da vez de todas as pessoas, haja vista a grande reação do público na mídia mineira, principalmente em O TEMPO, e mesmo na nacional, sobre esse episódio envolvendo a Igreja Batista da Lagoinha.
E até mesmo os ateus estão opinando sobre esse fato, muitos dos quais ouso chamar de cristãos, também, pois, como vimos, eles, geralmente, não são fanáticos e respeitam as religiões de todos, sem o que ninguém pode se denominar de um verdadeiro cristão!






Esta coluna, de José Reis Chaves, às segundas-feiras, no diário de Belo Horizonte, O TEMPO, pode ser lida também no site http://www.otempo.com.br/ Ela está liberada para publicações. José Reis Chavez é autor de “A Face Oculta das Religiões”, “A Reencarnação na Bíblia e na Ciência” Ed. EBM (SP) e “A Bíblia e o Espiritismo”, Ed. Espaço Literarium, Belo Horizonte (MG) – http://www.literarium.com.br/.


Os livros de José Reis Chaves podem ser adquiridos também por e-mail: jreischaves@gmail.com ou contato@editorachicoxavier.com.br, e por telefone: 0800-283-7147.

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