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Descobrindo Chico Xavier (53)


Foi por volta de 1935, quando Chico tinha 25 anos, que se lança o seu segundo trabalho mediúnico; Cartas de uma Morta, ditado por Maria João de Deus.
No prefácio lê-se:

“As páginas que vão ler são de autoria daquela que foi, na Terra, a minha mãe muito querida. Minha genitora chamava-se Maria João de Deus e desencarnou nesta cidade, em 29 de Setembro de 1915. Filha de uma lavandeira humilde, de Santa Luzia do Rio das Velhas, ela não pôde receber uma educação esmerada; mas, todos os que a conheceram, afirmam que os sentimentos do seu coração substituíram a cultura que lhe faltava.”

Cartas de uma morta, está constituído por 124 pequenos capítulos contendo inúmeras informações sobre o Mundo Espiritual. Antecipa-se, inclusive, a temas que mais tarde, em 1943, seriam desenvolvidos por André Luiz em Nosso Lar.

No capítulo intitulado Três Sóis de Cores Diversas, Maria João faz a revelação que, no ano de 2005, a Ciência confirma.

“Penetramos numa atmosfera rosada, plena de luz, mas de claridade suave, que se irradiava espalhando sons dentro da mais harmoniosa das cadências que os meus ouvidos escutaram nas condições de minha nova vida. Sobre as nossas frontes, contemplávamos, então, um sol magnífico, cor-de-rosa quase enrubescido, emprestando ao ambiente, em que nos movíamos, as mais estranhas cambiantes. Todavia não ficou aí a novidade. A seguir, percebemos que uma estrela esverdeada brilhava no infinito dos céus, misturando as suas claridades esmeraldinas com as tonalidades róseas, que se estampavam em todas as coisas e, de repente, enquanto uma dessas estrelas se encontrava no zénite e a outra prestes a desaparecer nos horizontes desse planeta maravilhoso, outro sol surgia, amarelo, cor de laranja amadurecida, tonalizando como um elemento novo as paisagens.”

Na Folha On-Line-Ciência de 13 de Julho de 2005 lê-se:

“A constelação de Cygnus, a aproximadamente 150 anos-luz da Terra, abriga um planeta ligeiramente maior do que Júpiter e que orbita ao redor de três sóis, segundo reportagem que será publicada amanha, quinta-feira, pela revista Nature. O autor da descoberta é o pesquisador do Instituto de Tecnologia da California (CALTECH), Maciej Konacki, que estudou os dados obtidos pelo telescópio de 10 metros Keck-1, que fica no Havai (EUA). (…) O planeta demora três dias e meio para dar a volta em seu sol, que é amarelo, ou seja, muito similar ao Sol. O maior dos dois sóis seria laranja, e o menor, vermelho.”

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Foi por meio de Cartas de uma Morta que Maria João de Deus transmitira ao seu filho a materna recomendação que ele seguiria o resto da vida:

“Exerce o teu ministério, confiando na Providência Divina. Seja a tua mediunidade como harpa melodiosa; porem, no dia em que receberes os favores do mundo como se estivesses vendo os seus acordes, ela se enferrujara para sempre. O dinheiro e o interesse seriam azinhavres nas suas cordas.

Sê pobre, pensando n´Aquele que não tinha uma pedra onde repousar a cabeça dolorida e, quando à vaidade, não guardes a sua peçonha no coração. Na sua taça envenenada muitos têm perdido a existência feliz no Plano Espiritual como se estivessem embriagados com um vinho sinistro.”

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Sobre Maria João de Deus, conta-nos Maria Xavier Pena, irmã do Chico o seguinte:

(…)“ nasceu em Santa Luzia, em 1881, no Hospital João de Deus, o que deu origem ao seu nome. Esse hospital ainda existe nessa cidade. Era filha única e só conheceu a mãe, que se chamava Francelina.

Eu não conheci a minha avó materna, mas minhas irmãs sempre contavam que ela ouvia vozes e discutia muito, falando sozinha; brigava com alguém invisível e custava muito a dormir à noite, vigiando nosso sono. Viveu com mamãe até desencarnar.

(…) casou-se aos 13 anos de idade, com João Cândido Xavier. Nessa época ambos trabalhavam na Fábrica de Marzagânica, distrito de Sabará.

(…) Dessa data para cá, mamãe foi adoecendo devagar; ainda viveu muito tempo, porém sempre doente e tristonha. Desencarnou aos 34 anos de idade, no dia 29 de Setembro de 1915, deixando 9 filhos.

(…) O nosso jantar era muito cedo – 4 horas - e mamãe gostava de fazer croché. À tarde, então depois que lavavam os pratos, sentavam-se todos os filhos em volta dela, num passeio que havia na porta da rua. Ali brincávamos com as outras crianças, enquanto ela tecia e de vez em quando passava algum amigo ou amiga, cumprimentava, parava um pouquinho com ela, palestravam, e Maria João de Deus não nos perdia de vista. Não podíamos ir longe; a recordação era sempre a mesma: - brinquem só por perto, daqui a pouco, vamos entrar. E a gente obedecia, porque, senão, entrávamos mais cedo.”

Chico amava imensamente a sua mãe.

Em certa ocasião, partilhando debaixo do abacateiro, entre cumprimentos e cumprimentos de quem por ali passa, disse emocionado a Carlos Baccelli:

- Eu procuro no olhar dessas nossas irmãs - que por aqui passam - o olhar de minha mãe…

Disse Carlos Baccelli, que em certa ocasião Chico lhe confessou que sua mãe lhe tinha aparecido para comunicar-lhe que se estava preparando para reencarnar em breve. Acrescentou ainda que voltaria à Terra e, de novo, seria esposa de João Cândido, recebendo Cidália como um de seus filhos.


- Agradecimento especial ao Pável

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2 comentários:

mentoresdeluz.blogspot.com

21.1.11

UM BOM DIA na paz de Deus a historia
do nosso querido Chico Xavier e
mito linda sofrida muito abençoada
tudo que vem dele ,se transforma em luz em amor,que Jesus te abençoe sempre atenciosamente Marlene

André

24.1.11

Um exemplo de vida, sem dúvida. Tal como Divaldo Franco, por exemplo. São pessoas que exalam amor, carinho, simpatia, humildade.

AA

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