Spiga

Cristão Desanimado, Anima-te...


Na Hora do Desânimo

Desânimo em acção espírita-cristã é francamente injustificável.
Vejamos alguns apontamentos, susceptíveis de confirmar-nos o asserto.
Se fomos ludibriados, na expectativa honesta em torno das pessoas e acontecimentos, desânimo nos indicaria o propósito de infalibilidade, condição incompatível com qualquer espírito em evolução; se incorremos em falta e caímos em desalento, isso mostraria que andávamos sustentando juízo excessivamente benévolo, acerca de nós mesmos, quando sabemos que, por agora, somos simples aprendizes na escola da experiência; se esmorecemos na tarefa que nos cabe, tão-só porque outros patenteiam dentro dela competência que ainda estamos longe de alcançar, nossa tristeza destrutiva apenas nos revelaria a reduzida disposição de estudar e trabalhar, a fim de crescer, melhorar-nos e merecer; se nos desnorteamos em amargura pelo fato de algum companheiro nos endereçar advertência determinada, nesse ou naquele passo da vida, tal atitude somente nos evidenciaria o orgulho ferido, inadmissível em criaturas conscientes das próprias imperfeições; se entramos em desencanto porque entes amados estejam tardando em adquirir as virtudes que lhes desejamos, certamente estamos provisoriamente esquecidos de que também nós estagiamos no passado, em longos trechos de incompreensão e rebeldia.
Claramente, ninguém se rejubila com falhas e logros, abusos e desilusões, mas é precioso recordar que, por enquanto, nós, os seres vinculados à Terra, somos alunos do educandário da existência e que espíritos bem-aventurados, em níveis muito superiores ao nosso, ainda caminham encontrando desafios da Vida e do Universo, a preservarem no esforço de aprender.
Regozijemo-nos pela felicidade de já albergar connosco o desejo sadio de educar-nos e, toda vez que o desânimo nos atire ao chão da dificuldade, levantemo-nos, tantas vezes quantas forem necessárias para o serviço do bem, na certeza de que não estamos sozinhos e de que muito antes de nossos desapontamentos e de nossas lágrimas, Deus estava no clima de nossos problemas, providenciando e trabalhando.

Emmanuel /Chico Xavier


Desânimo

"O desânimo é uma falta. Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem." O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO Capítulo 5º - Item 18.

Insidioso, de fácil propagação, tem carácter pandémico.

Grassa com celeridade, entorpecendo sentimentos com força que aniquila a vida.

Inimigo desconsiderado fere em profundidade e se agasalha dominador em todas as criaturas a todo instante, sendo difícil de ser erradicado.

Com poder semelhante às viroses contagia mais do que a grande maioria das enfermidades comuns.

Conduz às dissipações, à loucura, ao crime.

Aqueles que lhe caem nas malhas, invariavelmente derrapam para os vales desesperadores dos estupefacientes, do suicídio.

Suas vítimas apresentam-no reflectido no "fácies" característico, deprimente.

São mórbidas, indiferentes, perigosas.

Grande facção da humanidade sofre-lhe a acção deletéria.

Esse adversário soez e destruidor de multidões é o desânimo.

Companheiros da fé valorosos, desencorajados de prosseguirem, recuam.

Trabalhadores devotados, assinalados pelo sofrimento, estacionam. Serventuários da esperança, desiludidos, fogem. Mantenedores de tarefas socorristas, desajustados, param... sob o império do desânimo.

Prossegue tu!

Todos falam que recolheram, do labor a que se devotaram, espinhos rudes e rudes ingratidões.

Explicam, com argumentos injustificáveis, que a moral evangélica para o momento em que se vive não mais tem aplicação: está ultrapassada.

Crêem que perderam o tempo, aplicado anteriormente na execução do programa divino, apresentado pelo Espiritismo.

São vítimas inertes do desânimo.

Sem explicações para se justificarem a si mesmos a fuga espetacular para com os deveres assumidos espontaneamente, acusam e acusam.

Não lhes dês ouvidos.

Amigos falam que não conseguem perseverar nos ideais fascinantes e severos da Doutrina dos Imortais.

Também tu.

Alguns reconhecem os erros e a inutilidade de lutarem contra as próprias deficiências.

Dá-lhes razão, pois que não é diferente o que ocorre contigo.

Outros esclarecem que tentaram seguir os postulados espiritistas, mas o tributo a oferecer é grande demais, em considerando as incertezas de que se encontram possuídos.

Concordas com eles ao auscultares o imo em tormentos múltiplos.

Eleva o padrão mental de tuas meditações.

Expulsa o tóxico letal que se infiltra subtilmente na tua organização espiritual.

Faze um exame dos que debandaram das fileiras do dever...

O desanimado é alguém que tombou antes do termo da jornada.

Reage com todas as forças e não possibilites "horas vazias" para se encherem de desesperanças nas províncias do teu pensamento.

Homens e mulheres, que lutaram em todos os tempos para construírem o ideal de felicidade humana, experimentaram o miasma pestilento desse sicário do espírito.

Reagindo, porém, e perseverando abrasados pelos empreendimentos começados, elaboraram o clima de esperança que muitos respiram, abençoados pelo sol de amor que os aquece.

Estuda o Evangelho e vive-o, embora não consigas avançar incorruptível. Se tombares no afã da verdade, recomeça. Se despertares ao peso de irrefreável fadiga, recomeça.

Se experimentares desespero porque demora a materialização dos teus anseios, recomeça.

O trabalho de valorização do bem é de recomeço e recomeço, porqüanto cada passo dado na direcção do objectivo é vitória alcançada sobre o terreno a vencer...

Quando o desânimo, investindo contra os teus propósitos superiores, situar o seu quartel na rotina das tuas actividades nobres, modifica o "modus operandi" e prossegue, renovado, combatendo nos painéis da mente essa vibração desagregadora transmitida por outras mentes que perseguem o Evangelho Redentor, desde há muito, e, exaltando a alegria do serviço em cada minuto de acção superior, destroça as armadilhas bem urdidas desse revel inimigo, alcançando a plataforma superior da glória de ajudar com desinteresse e amor.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Espírito e Vida. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Capítulo 28. LEAL Editora.



- Dois trechos recebidos por email na lista de distribuição de Nuno Emanuel. Nestes tempos de desânimo, convidam-nos ao Evangelho de Jesus, lembram-nos o Cristianismo Redivivo e raciocinado de que somos adeptos. Tal como Chico ou Divaldo, também cada um de nós tem um Guia Espiritual, chamado nas religiões tradicionais "Anjo da Guarda". Jamais estamos sozinhos. O nosso Guia ama-nos como filhos.

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1 comentários:

Anónimo

18.1.11

Muito bom e sempre oportuno este tema. Obrigada :)

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