Jesus de Nazaré, quando interrogado sobre questões de política corrente - mais precisamente sobre o pagamento de impostos - opinou que se desse a Deus o que é de Deus e a César o que é de César.
Israel era então parte do Império Romano - e Portugal também, éramos compatriotas de Jesus :-) Jesus viera pregar a Boa Nova, o seu campo era da Espiritualidade, mas não deixou de se pronunciar a favor do cumprimento das obrigações mundanas. Por isso entre cristãos se diz vulgarmente de assuntos correntes, que são "de César".
E "de César" é também a Política. A Política, na sua essência, é uma área nobre da actividade humana. Diz respeito aos aspectos teóricos e práticos da administração e organização das sociedades. Nos regimes democráticos, os cidadãos são chamados a participar na Política através do voto e através da candidatura a cargos públicos, caso se sintam vocacionados para tal. Estranhamente, nas sociedades em que tal é permitido, apossou-se dos cidadãos aquilo a que os especialistas chamam a "nostalgia democrática". O sonho da Democracia parece esboroar-se, ante a evidência de que, uma vez chegados ao Poder, os políticos se deixam corromper. Assim sendo, o cidadão conclui que não vale a pena votar, "para não ajudar a eleger malandros". E que não vale a pena candidatar-se, porque seria remar sozinho contra a maré.
O resultado são taxas de abstenção elevadíssimas. Em Portugal rondam os 60%.
E assim é pior a emenda que o soneto. O cidadão que se abstém não impede a eleição dos "malandros". O cidadão que não se candidata, por desencanto, priva o seu semlhante da oportunidade de eleger um político honesto. E deixa os cargos cada vez mais nas mãos dos profissionais da Política, empregados diligentes das máquinas partidárias.
"Político honesto" - parece contradição. E qualquer dia é, se desistirmos de intervir com consciência na Política: votando, concorrendo, opinando, fiscalizando.
Dito isto, aqui vai um exemplo de intervenção política consciente: o blog Espiritismo e Política.


1 comentários:
27.10.10
Olá
Completamente de acordo, André!
Se o povo não votar falta à sua própria obrigação. É um péssimo exemplo, que damos aos políticos, não irmos votar.
Cada um tem de fazer a sua parte. E quem não a fizer que depois não se queixe, pois não tem moral para tal.
A lição que estamos a viver é uma abre-olhos. O meu desejo é que o povo a aproveite (a começar por mim mesmo), para que o nosso futuro colectivo, aqui na Terra, possa ser melhor do que o presente.
O egoísmo leva à desunião. E é a união que faz a força! Jesus bem avisou: amai-vos uns aos outros!
O problema não está na politica, mas no coração dos homens, tanto nos que governam como nos que são governados!
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