Fotografia de Armindo Costa, 1972
«Romaria de São Bartolomeu do Mar
Romaria secular, com testemunhos anteriores ao século XVII, mistura o sagrado e o profano, produzindo um ritual invulgar.
É celebrada principalmente no dia 24 de Agosto porque, diz a crença popular, é a data em que o Diabo anda à solta. Assim, os romeiros começam por se dirigir até à Capela de São Bartolomeu onde, acompanhados pelas crianças, dão três voltas ao templo com galinhas ou galos pretos. Os mais novos são depois encaminhados até à praia e mergulhados três vezes consecutivas nas águas do mar, num Banho Santo que «afasta o mal» e cura as doenças relacionadas com a «possessão demoníaca», como a gaguez, a gota ou a epilepsia.»
Texto retirado daqui.
Hoje no Público online uma reportagem fotográfica da festa deste ano, da autoria de Paulo Pimenta. Para ver aqui.
Damos destaque a este trabalho pela qualidade fotográfica e pelo interesse cultural. Do ponto de vista espírita, é um exemplo daquilo a que chamamos o recuo evolutivo: as novas ideias, a princípio interpretadas fielmente, acabam por incorporar elementos antigos que as desvirtuam. Este é um exemplo de como as práticas mágicas/panteístas/politeístas persistem ainda hoje nas diversas manifestações religiosas do Cristianismo. Sem quaisquer juízos de valor.


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