Mais conhecido por todos nós é o sacerdote Padre Oscar González Quevedo. O mesmo atribui os fenómenos mediúnicos à acção do inconsciente. A respeito de suas críticas, Chico Xavier disse certo dia:
-Se a Igreja soubesse que ele está trabalhando contra ela mesma, combatendo a crença na imortalidade da alma, o mandaria silenciar…
No entanto uma coisa é certa; em geral a vida e obra de Chico Xavier sempre mereceram o respeito dos adeptos menos ortodoxos de outras doutrinas e crenças religiosas.
Permita-se-me citar o caso de um dos teólogos da minha simpatia, o Frei Betto, que numa publicação da revista Época, no ano 1990 destacou:
As escrituras registaram que Jesus passou a vida fazendo o bem. O mesmo se aplica a Francisco Cândido Xavier, o mais famoso kardecista brasileiro é um dos autores mais lido do país. Conheci-o nos anos 50, em Minas Gerais. Nos meios católicos contavam-se horrores a seu respeito. Espíritas e protestantes eram queimados na fogueira de nossos preconceitos…
Chico Xavier é cristão na fé e na prática. Famoso fugiu da tribuna. Poderoso, nunca enriqueceu.
Objecto de peregrinações a Uberaba, jamais posou de guru.
Quem dera que nós, católicos, em vez de nos inquietarmos com os mortos que escrevem pela mão de Chico, seguíssemos, com os vivos, seu exemplo de bondade e amor!

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