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Saramago


Decorrem hoje as homenagens fúnebres do escritor português José Saramago. Não é por se tratar de alguém famoso, não é por ter sido galardoado com um Prémio Nobel, não é por ser um ateu, que alguém hoje nos dirigiu um email a lembrar que devemos orar por este nosso irmão.

Uma oração pode ser muita coisa. Pode ser, neste caso, um abraço mental que enviamos a José Saramago, que, segundo a nossa crença, regressa ao mundo espiritual. Por se tratar de uma figura famosa e controversa, tem neste momento muitos milhares de pessoas que o mentalizam, com pensamentos de saudade (uns), com pensamentos de ressentimento (outros). Por se tratar de um ateu, a realidade da continuidade da vida vai talvez colhê-lo de surpresa.

Como qualquer pessoa, Saramago teve defeitos e virtudes. Acima das opiniões que cada um tenha sobre o homem e sobre a obra, para quem é cristão, é um irmão que terminou hoje mais uma jornada evolutiva no planeta. Que possa ter um feliz regresso à Pátria Espiritual.

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16 comentários:

Anónimo

19.6.10

Ri-me. E muito...

«a realidade da continuidade da vida vai talvez colhê-lo de surpresa.»

Francisco

19.6.10

O "Santo Oficio Ateu" na ingenuidade de pensar tudo saber, tem dessas reacções, rir dos "parvos" que andam aí a apregoar que a vida continua.

"E no entanto ela move-se"...

:)

Pável

19.6.10

Para mim, um dos melhores escritores dos últimos tempos. Desfrutei e desfruto imenso da leitura dos seus livros. Vivaz, directo, transparente, um homem como poucos.
Concordando ou discordando o que Saramago nunca foi é ser hipócrita, mascarado ou falsário. Sendo ateu foi muito mais cristão do que muitos ditos crentes.
No seu coração deve estar a certeza da missão cumprida, para além do mais alegrar-se-á quando acordar e constatar a continuidade da vida.
Boa viaje de retorno Zé e obrigado.

Anónimo

19.6.10

Francisco: eu também gosto de poesia... não espero é escrevê-la em papéis à noite e acordar nela no dia seguinte...

Poéticos à pressão, haja paciência... e pena.

Francisco

19.6.10

Anónimo(a): nós não acreditamos na vida após a morte numa óptica poética, aqui a malta baseia-se em evidencias e na investigação.

Obviamente não estamos à espera que acredite, mas já que você não se vai dar ao esforço de tentar perceber o que estudamos ou em que nos baseamos (e não, não nos baseamos numa fé cega)... ao menos não atire essas tiradas em tom paternalista, com peninha e tal...

Grande abraço.

Denise

20.6.10

Eu acho que na próxima reencarnação, Saramago escreverá um romance com o título de «Abel» ;-)

Anónimo

20.6.10

Amiguinho, paternalista é você e todos os da sua mente (mais um, que até está no conteúdo do post: http://www.publico.pt/Cultura/jornal-do-vaticano-define-saramago-como-populista-e-extremista_1442720)... basta ver o post que foi escrito: colocam-se «acima» e com afirmações medíocres, baseadas em pseudo-ciência, deste género:

«a realidade da continuidade da vida vai talvez colhê-lo de surpresa.»

«Que possa ter um feliz regresso à Pátria Espiritual.»

«Grande abraço.»

Um abraço pequeno chega...

Já para não falar na «filosofia» espírita, que é prepotente e pretensiosa, por querer ser um tripé entre ciência, ética e filosofia. Vós sois os desvendadores da consciência! ah ah ah... Eu digo que sois só uns parvalhões pseudo-analíticos...

Francisco

20.6.10

!!

Pável

20.6.10

Até concordo com o Anónimo em alguns aspectos.
É verdade, muitas vezes “pecamos” de pretensiosos e prepotentes.
Obrigado.

Anónimo

20.6.10

Que vos resta?

Infantis...

Denise

20.6.10

:-o

André

20.6.10

Olá Anónimo,

No post incluí a premissa "segundo a nossa crença".

Como deve calcular, seria fastidioso iniciar cada frase pelo estribilho "segundo a nossa crença...".

Até porque, pelo seu raciocínio, toda a gente que se digne ter uma crença será "prepotente e pretenciosa". Incluindo o Anónimo, por maioria de razão...

Quanto à "pseudo ciência" a que faz referência, faço-lhe notar que nem uma revelação dos Espíritos que criaram esta "filosofia" foi ainda desmentida pela Ciência. A começar pela imortalidade da alma, sobejamente comprovada, inclusive por um Prémio Nobel da Medicina, Charles Richet. Mas há copiosa quantidade e qualidade de cientistas que concluem nesse sentido.

Ainda assim, resta-nos a consciência tranquila de não o termos ido chamar. O Anónimo veio aqui ter, de livre vontade, a um antro de "paternalistas", "parvalhões pseudo-analíticos", "prepotentes", pretensiosos", "medíocres", "desvendadores da consciência" e "poéticos à pressão". É obra, hein?... :)

Somos cidadãos identificados e identificamos a filosofia que nos fala ao coração. Com a sua permissão (apesar de se esconder no anonimato e não revelar a cor da sua camisola), vamos continuar. Pode ser? Caso não autorize, faça o favor de no-lo comunicar, que encerraremos de imediato o blogue e voltaremos à clandestinidade que o fascismo nos impôs.

Pequeno abraço para si,

AA

Anónimo

20.6.10

Pode ser, ninguém disse o contrário... não esmaltem é Senhores como o Saramago nas vossas inocuidades de anjo. Orai por uma escova de dentes ou assim...

«Revelações» (!) é uma cena simbólica muito ao paladar policial..., prefiro tropeçar no lixo cibernético.

Um abraço aqui do Gulag. :-)

Rogers Sampaio

20.6.10

É indignante e ultrajante. O que mais adoro é ver como se mascara a brutalidade com a língua e a boa escrita.

Gulag ou Anónimo, no testamento, deixou Saramago explícito que você é o seu defensor entre os vivos? Parabéns, que papel hein?

André

21.6.10

É verdade...

Como aventado pelo Francisco, diz que é uma espécie de Santo Ofício :)

Procuramos ser bem educados e não desejar directamente a um ateu "que Deus o abençôe", ou outra expressão susceptível de ser tomada como ofensiva e paternalista.

Não vemos, no entanto, qualquer obstáculo ético em estimarmos um ateu como estimamos um crente. Não cremos que seja precisa uma autorização para abraçarmos mentalmente um ateu e lhe desejarmos tudo de bom.

Ao Anónimo (o estilo é-me familiar, parece-me alguém chamado D.), também desejamos tudo de bom e o abraçamos fraternalmente, só para o contrariar ;)

AA

Diogo Oliveira

27.6.10

Sem dúvida um grande nome da literatura portuguesa, um ídolo.

Não posso deixar de referenciar que adorei a citação relativa à religião.

Cumprimentos!

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