(…) Homenageio esses amigos que oraram comigo, que amaram muito as mensagens (Chico chora), que me estimularam a nunca estacionar, que partiram, confiando, prometendo protecção e prometendo preces, que me deram o próprio coração… Homenageio a eles na bondade com que me tratastes sempre…
Observando-vos nesta noite, eu me lembrei de que a maioria de vós outros deveis naturalmente ser aqueles irmãos do arco-íris, aqueles que eu via nos primeiros tempos das mensagens primeiras, que voltaram à Terra, que tomaram o corpo e hoje estão na Vida Física, que se identificaram outra vez com o trabalho espiritual e que sempre me estenderam os corações e as mãos, através de gestos de bondade que eu não saberia enumerar. Sois os irmãos do arco-íris, aqueles que me têm dado tudo, aqueles que os amigos das primeiras horas me prometeram, aqueles que me deram tanto amor, tanta esperança e paz… E aqui estou agradecendo a vós, pela magnanimidade com que sempre me recebestes, com que sempre me tolerastes, com que sempre me ensinastes o caminho do bem, amparando-me em muitas dificuldades, em meus desacertos, em minhas lutas, em minhas aspirações…
(…) Eu me lembrei de que sou apenas o companheiro caído na estrada a quem socorreis. Companheiro ferido não por assaltantes, mas por meus próprios adversários interiores: as imperfeições que ainda carrego, mas sempre estivestes com a bondade na flor do vosso coração e do vosso verbo, amparando-me, hospedando-me no refúgio abençoado de vossos corações para que eu pudesse sobreviver…
Eu quero dizer que sou grato (Chico chora) pelas horas de bondade que me destes através do caminho, pela tolerância com que relevastes as minhas inibições diante, muitas vezes, do meu desejo de contactar convosco sem possibilidades para isto…
Eu vos agradeço o trabalho que tendes tido para que esses livros fossem conservados, para que os Espíritos Amigos não se desapontassem com a minha presença, porque sempre me escorastes com a vossa bondade, compreendendo as minhas dificuldades de criatura humana com o trabalho que pertence aos Bons Espíritos e não a mim…
Amados companheiros do arco-íris, eu vos peço perdão por todas as dificuldades de que eu tenha sido objecto em vossos estudos e agradeço-vos todo o carinho com que até hoje continuais o carinho daquelas almas benditas que se despediram de mim com preces, com votos de amor, com palavras do Evangelho, segundo a nossa Doutrina, aqueles que me abraçaram, que toleraram os meus grande defeitos e que marcaram em minha alma a certeza de que eu não estaria só.
Muito obrigado por tudo, pelo muito que me destes, por tudo aquilo que me proporcionais.
(Continua)

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