Em posts anteriores fizemos a pergunta: O Espiritismo é pago? A seguir perguntámos: Os livros e os eventos espíritas são pagos?
Deixámos claro, esperamos, que os serviços prestados no âmbito espírita são todos rigorosamente gratuitos. Recordamos que serviços são esses: atendimento privado, palestras públicas, passe espírita, evangelização infantil e juvenil, estudo sistematizado das obras básicas, estudo sistematizado do Espiritismo, curso de estudo e educação da mediunidade, serviços sociais tais como a alfabetização de adultos.
Não podemos, porque não temos dinheiro para tal, oferecer livros e revistas. Como também não podemos, pela mesma razão, oferecer sempre as entradas para congressos e jornadas, sendo de notar, contudo que estes eventos se destinam geralmente a pessoas que já conhecem a Doutrina Espírita, não sendo, por isso, exactamente, um serviço espírita.
Haverá então quem se pergunte como é que as associações espíritas são financiadas, se não cobram nada e as actividades são de entrada livre. A resposta é bem simples: as associações espíritas são financiadas pelas quotas dos seus associados. Entende-se por associado alguém que já frequenta uma associação espírita há algum tempo, que tem afinidade com esta filosofia, ou que é colaborador regular nas actividades. Não seria correcto aceitar-se uma inscrição de sócio a alguém acabado de chegar a uma associação, em busca de esclarecimentos ou apoio espiritual. Seria como que aceitar indirectamente um pagamento.
As despesas regulares de um centro espírita são a renda de casa, a electricidade, a água, bens consumíveis tais como papeis e lápis, e equipamentos tais como as cadeiras, mesas (nada de confusões com mesas de pé-de-galo, que não fazem parte do Espiritismo), computador, aparelho de som, projector, placares, selos, envelopes, e tudo o que é de esperar seja necessário numa associação cultural.
Quando se faz este esclarecimento, há quem duvide. Há quem ache impossível que alguém pague uma quota, e gaste serões e fins-de-semana, que gaste gasolina ou passagens de autocarro, para trabalhar em prol do próximo. Nos moldes em que a Sociedade actual se rege, é natural que se levante essa questão. Mas a quem tiver dúvidas, sugerimos que vá a uma associação espírita. Que vá uma, duas, três, dez vezes, e verifique se alguém lhe pede ou lhe sugere donativos, pagamentos, prendas ou favores de qualquer tipo.
Se porventura em algum lugar aceitarem qualquer tipo de pagamentos em troca de serviços espíritas, não se trata, de certeza, de uma associação espírita, mas de alguém que se faz passar por espírita para conquistar a credibilidade que não possui.
Na imagem: um grupo de pessoas participa numa sessão de estudo. Nos centros espíritas a entrada é livre; não interessa qual a religião, ou a profissão, o género, a cor da pele ou a nacionalidade de cada um. O Espiritismo é para TODOS.
(continua)


3 comentários:
11.6.10
Parabéns pelo post, discorre sobre importante tema que muitas vezes é evitado no movimento espírita, mas que precisamos sempre estar vigilantes.
Certa vez um conhecido meu, não espírita (Rosa Cruz), me confessou que quando queria fazer a caridade material sempre procurava casas espíritas, pois tinha certeza que ali ninguém "vivia de religião" e que todos os recursos doados seriam direcionados a quem necessitava.
fraternais abraços do companheiro das lides espiritistas e blogueiras.
O Espírito
http://oespirito.wordpress.com
11.6.10
Obrigado,
Ainda conto fazer mais um texto nesta série, pois há confusões que se criam e que têm a sua razão de ser, mais concretamente as provocadas pelos médiuns comerciantes.
Mas é nossa obrigação ir sempre esclarecendo.
Abraço,
AA
15.6.10
Parabéns pelo blog!
Excelente conteúdo!
Muita paz e luz
Lú Petroni
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