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Cartas da ADEP ao Destak, DN e Público



Cartas da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal dirigidas a diversas publicações que têm albergado ataques ao Espiritismo nas suas páginas. Disponíveis no respectivo site.


Esclarecimento ao jornal Destak - Espiritismo é coisa séria


Exmº Sr. Director do Jornal Destak

As nossas mais cordiais saudações.
Foi com espanto e até incredulidade que lemos na vossa edição de 24 de Março de 2010, pag. 16 e 17, uma peça intitulada "Será que os espíritos das trevas nos podem perseguir?", da autoria do Arcebispo Dom Armando Monteiro, que faz ali a apologia do exorcismo, e identificando a Doutrina Espírita (ou Espiritismo) com algo que não tem a ver com a realidade.
Nesse sentido, e certos de que dentro da deontologia profissional que vos caracteriza, pugnam pela correcta informação, e pelo respeito pelos vossos leitores, vimos solicitar o seguinte esclarecimento, com o mesmo destaque que a referida peça teve:

1 - Nesse artigo, Armando Monteiro refere "As diversas condenações ao espiritismo na Sagrada Escritura".
Tal afirmação denota falta de conhecimento, pois a Doutrina Espírita (ou Espiritismo) aparece em 1857, como uma doutrina de tríplice aspecto (ciência, filosofia e moral), logo não poderia estar referida nas "Sagradas Escrituras".
2 - O Espiritismo nada tem a ver com superstições, crendices, magias, bruxarias, adivinhações, feitiçarias.
O Espiritismo é um amplo movimento cultural. Como ciência, investiga os factos espíritas, como filosofia explica-os, como moral aponta ao homem um roteiro ético-moral para a sua espiritualização, assente nos ensinamentos de Jesus de Nazaré.
3 - Armando Monteiro refere que "O demónio é o pai da gnose, fundamento do Espiritismo, sendo o autor da religião gnóstica (fundamento do Espiritismo)".
Qualquer pessoa que pesquise na Internet a palavra espiritismo, rapidamente percebe que é precisamente o oposto.
O espiritismo não é mais uma religião, nem mais uma seita, mas sim um amplo movimento cultural, universal, procurando contribuir para a implementação do Reino de Deus na Terra, baseado na fraternidade, respeito mútuo, tendo como lema "Fora da caridade não há salvação".
4 - Qualquer pessoa minimamente honesta, pode saber o que é o Espiritismo, já que existe bastante e boa bibliografia acerca do mesmo, podendo inclusive efectuar cursos básicos de espiritismo, gratuitos, online, em www.adeportugal.org (Ass. de Divulgadores de Espiritismo de Portugal - ADEP).
5 - Numa altura em que existem em Portugal 3 associações de médicos espíritas, é no mínimo medieval a abordagem que foi feita acerca da Doutrina Espírita.


Ficamos desde já ao vosso dispor para qualquer esclarecimento adicional,

P'la ADEP

José Lucas
secretário






DIÁRIO DE NOTÍCIAS calunia Espíritas


Exmº Sr. Director do Diário de Notícias,

As nossas mais cordiais saudações.
Na V. edição de 31 de Maio de 2010, o V. colaborador João César das Neves, no seu artigo "Apoteose do narcisismo", tece comentários em relação à classe política portuguesa, bem como aos deputados que aprovaram a lei que permite o casamento entre homossexuais.
Não nos cabe criticar ou aplaudir a opinião do V. colaborador, pois cada um tem o direito à livre opinião, desde que não desrespeite os demais.
Qual não é o nosso espanto, quando a meio do artigo aparece:
"Por detrás de leis como o aborto, divórcio, procriação artificial, educação sexual e outras está o totalitarismo do orgasmo. Parece que o deboche agora se chama "modernidade". Mas se um dia, em vez de uma maioria porcalhona, tivermos um parlamento nihilista, espírita, xenófobo ou iberista, o que salva a identidade nacional?"
Ficamos sem perceber porque é que o V. colaborador insere os Espíritas no meio de "...uma maioria porcalhona, um parlamento xenófobo..." entre outros epítetos que se pressupõe denegrirem uma imagem.

Não é a 1ª vez que solicitamos ao DN, rectificação relativamente a este V. colaborador que, desrespeitosamente, ataca os Espíritas, sem motivo aparente. Provavelmente, na sua ignorância, confunde Espíritas (pessoas de bem, que, tal como ele, são professores universitários, professores de outros níveis, médicos, militares, jornalistas, entre as mais variadas profissões) com médiuns charlatães, superstição, crendice, bruxarias, magias etc.
Não nos parece, no entanto, que seja o caso, em virtude de, em ataque anterior aos espíritas, no mesmo espaço do V. jornal, nós termos alertado para o facto, para além de que bastaria um simples clique no google, digitando a palavra espiritismo, para facilmente encontrar a página da Ass. de Divulgadores de Espiritismo de Portugal, entre outras, onde poderia verificar o seu erro em termos de cultura geral.
O curioso é que, a direcção do DN recusou-se a esclarecer os leitores do DN, a nosso pedido e de tantos outros espíritas, que reclamaram junto do DN, invocando que se tratava de um artigo de opinião, como se tal estatuto desse o direito aos articulistas de grafarem as maiores aleivosias que lhe venham à mente.

Vimos solicitar a V. Exª, se digne informar os leitores do DN que a Doutrina Espírita (que não é mais uma seita nem mais uma religião), assenta numa vertente científica, filosófica e moral, e contribui para a pacificação social, auxílio desinteressado e fraterno entre todas as pessoas, independentemente das suas convicções de qualquer natureza.
A filosofia espírita ensina o ser humano a não ser xenófobo, a não ser racista, a não distinguir os seres humanos pela sua condição social, a não fazer diferenças entre as pessoas por questões de género, e é uma filosofia que defende a Natureza, tendo como máxima "Fora da caridade não há salvação", procurando colocar em prática os ensinamentos ético-morais que Jesus de Nazaré deixou como legado à humanidade.

Manda a postura espírita (cristã), não pensar mal do Sr. João César das Neves, não o julgar, mas também manda a rectidão corrigir o erro e informar com isenção.

Respeitosamente, ao V. dispor para eventuais esclarecimentos adicionais,




P'la Ass. de Divulgadores de Espiritismo de Portugal

José Carlos Miranda Lucas
(secretário)


Nota - Com conhecimento à Entidade Reguladora para a Comunicação Social, e ao Sr. Provedor de Justiça.





JORNAL PÚBLICO: A DOUTRINA ESPÍRITA MERECE RESPEITO


Exmª Srª Bárbara Reis,
Directora do Jornal «Público»
cartasdirector@publico.pt
Lisboa - Portugal


As nossas mais cordiais saudações.
Na V. edição de 27 de Maio de 2010, a V. colaboradora Helena Matos, no seu artigo "Ou mudamos de vida ou a vida nos muda", ao abordar a situação social portuguesa, tece comentários em relação ao Espiritismo (ou Doutrina Espírita) de uma forma completamente despropositada:

«...Exemplos não faltam. Basta ir procurá-los a http://transparencia-pt.org/. Meia hora de pesquisa é suficiente para concluir que ou conseguimos que a administração pública ganhe juízo ou então só nos resta dedicarmos-nos ao espiritismo.»

O Espiritismo é um amplo movimento cultural. Não é mais uma seita nem mais uma religião, nem se compadece com crendices, superstições, magias, bruxarias, negócios e / ou negociatas.
O Espiritismo, como ciência de observação investiga os factos espíritas, como filosofia explica-os, como moral aponta ao homem um roteiro ético-moral para a sua espiritualização.
Os espíritas são cidadão normais (jornalistas, médicos, professores, militares, administrativos, agricultores, etc.), que se dedicam, gratuitamente, nas suas horas vagas, ao estudo, prática e divulgação da Doutrina Espírita, com o único salário de tentar ser útil ao próximo, de forma completamente desinteressada.
O Espiritismo ensina ao ser humano a não ser xenófobo, não ser racista, não distinguir os seres humanos pela sua condição social, não fazer diferenças entre as pessoas por questões de género, é uma filosofia que defende a Natureza, tendo como máxima "Fora da caridade não há salvação", procurando colocar em prática os ensinamentos ético-morais que Jesus de Nazaré deixou como legado à humanidade.
Nesse sentido, contribui para a pacificação social, auxílio desinteressado e fraterno entre todas as pessoas, independentemente das suas convicções de qualquer natureza.
Vimos solicitar a V. Exª, a devida correcção, em abono da verdade, e pelo respeito que os leitores do "Público" merecem, onde nos incluímos.


Respeitosamente, ao V. dispor para eventuais esclarecimentos adicionais,



P'la Ass. de Divulgadores de Espiritismo de Portugal
José Carlos Miranda Lucas
(secretário)

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5 comentários:

Ursinho de peluche

7.6.10

Só uma coisa... deviam ter mais cuidado quando escrevem o seguinte; " Vimos solicitar a V. Exª, se digne informar os leitores do DN que a Doutrina Espírita (que não é mais uma seita nem mais uma religião), assenta numa vertente científica, ..." Deveriam ter mais cuidado com o que dizem, quando põe a questão científica ao barulho, pois Espiritismo, nada tem a ver com Ciência, bem pelo contrário, tem a ver com fé e pela própria definição fé é algo em que se acredita sem provas.
E isso digo-lhe eu, um homem da ciência.

Francisco

8.6.10

Exmo. Ursinho de Peluche,

Embora a Wickipédia esteja longe de ser a verdade absoluta, penso que concordará com a definição de ciência que aí se encontra:

"No seu sentido mais amplo, ciência (do Latim scientia, significando "conhecimento") refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemático. Num sentido mais restrito, ciência refere-se a um sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico, assim como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tal pesquisa. Este artigo foca o sentido mais restrito da palavra. A ciência tal como é discutida neste artigo é muitas vezes referida como ciência experimental para diferencia-la da ciência aplicada, que é a aplicação da pesquisa científica a necessidades humanas específicas, embora as duas estejam regularmente interconectadas.

A ciência é o esforço para descobrir e aumentar o conhecimento humano de como a realidade funciona.

Ciência refere-se tanto a:

* Investigação racional ou estudo da natureza, direccionado à descoberta da verdade. Tal investigação é normalmente metódica, ou de acordo com o método científico – um processo de avaliar o conhecimento empírico;
* O corpo organizado de conhecimentos adquiridos por estudos e pesquisas.

A Ciência é o conhecimento ou um sistema de conhecimentos que abarca verdades gerais ou a operação de leis gerais especialmente obtidas e testadas através do método científico."

E aqui entra uma questão, onde é que o espiritismo choca de frente com esta definição?

Respeitando o facto de o Ursinho de Peluche se apresentar no seu comentário como homem de ciência, devo alertar que está equivocado na ideia que faz sobre o espiritismo, pois se gastar algum tempo a obter informação sobre o tema, percebe facilmente que ao contrário do que julga, espiritismo não se funda na fé!

Para nós, fé terá de ser uma fé racional, não foi à toa que Allan Kardec o primeiro e estudioso da matéria, afirmou que no dia em que a ciência encontrar algo incorrecto num ponto defendido pela filosofia espírita, que os espíritas sigam a ciência, no entanto já passaram mais de 150 anos e até ao momento isso nunca aconteceu.

Agradecemos a sua sugestão para termos cuidado ao empregar a palavra ciência, mas temos esperança que perceba que temos esse cuidado, por exemplo no menu deste blogue encontra uma categoria com evidências cientificas (repare, evidências ainda não provas...).

No entanto existem muitos espíritas que fazem investigação nas mais diversas áreas da ciência, e como deve compreender não fazem as suas pesquisas cientificas através da fé.

Ao longo da história, muitos outros deram o seu contributo (espiritistas e não espiritistas) e muitos deles acharam bases muito sólidas no que o espiritismo defende (a titulo de exemplo: Charles Richet nunca foi espírita e ganhou um Prémio Nobel em Medicina, Ernesto Bozzano e Cesare Lombroso... etc etc).

Talvez se o amigo Ursinho de Peluche colocar de parte os seus preconceitos e visitar o site da Associação de Médicos Espíritas da Área Metropolitana do Porto, onde encontra alguns excerto de magníficos trabalhos académicos, ou ficar atento e ir às Jornadas de Medicina e Espiritualidade que costumam decorrer todos os anos no auditório da Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa, onde encontrará muitos colegas seus das mais diversas áreas da ciência e investigação, perceba que talvez o preconceito que tem por espiritismo não corresponda nem um pouco à realidade.

Abraço.
Francisco

Ursinho de peluche

8.6.10

Caro francisco, até um prémio Nobel tem medo que isto só seja mesmo isto. Isto é, que depois da morte não haja nada. Acreditar no espírito, é a mesma coisa que acreditar em Deus, isto é, num conto de fadas. E só mais uma coisa. Allan Kardec disse que não devemos entregar o espiritismo à ciência, pois ela não poderá responder com números o que lhe transcende ( o espiritismo.), mas basta um médico dizer que sim, acredita e consegue provar, e v. já se acham no direito de utilizar esse argumento para corroborar as v. ideias. Não tenhamos dúvidas de uma coisa. E=mc^2, quer isto dizer que com uma pequena massa podemos criar muita energia, mas sem massa a energia desaparece. Portanto não há médico que lhe valha, quando se trada de Einstein. Logo quando o corpo acaba, mesmo que tenhamos espírito ele de nada servirá.

P.s - Se isso fosse mesmo provado por A+B, já estaria nos manuais escolares...

Um abraço,

André

8.6.10

Olá de novo, caro Ursinho,

Para ateu, V. está muito preocupado com a imortalidade da alma, e, como muito bem diz, com a consequente existência de Deus. Creio que há aí um espírita a querer sair dessa casca de incredulidade e negativismo... :)

Não só médicos, mas também físicos e outros profissionais da Ciência, consideram uma realidade provada que somos mais que matéria.
Esse seu argumento dos manuais escolares é curioso, pois como muito bem saberá, ainda não é consensual que a Terra não seja o centro do Universo. Ainda há até quem defenda da que a Terra é plana! Há universidades islâmicas que pregam essas teorias, veja bem...

Charles Richet, um Prémio Nobel, passou muitos anos a estudar o assunto, e concluiu que a alma existe. E não era crente. O amigo, contudo, que nunca estudou nem tem experiência pessoal sobre o assunto, afirma a pés juntos que quem crê na imortalidade o faz por fraqueza de espírito.

Está enganado. Muitos dos que crêem na imortalidade da alma, até desejariam que assim não fosse. Mas a experiência da vida, mais até do que as investigações científicas, mostram que a explicação mais palusível para tantos fenómenos, é mesmo essa: a alma existe.

A escolha é sua, mas para ter uma opinião formada, há que investigar. O preconceito não é argumento. Pode aparentemente derrogar as leis da Termodinâmica. No entanto, também derroga as leis da Física (as conhecidas), que haja pessoas que levitem. No entanto, São Cupertino levitava. Daniel Dougals Home também. E contra factos... não há argumentos, por muito que se queira meter tudo nos estafados sacos da alucinação e da fraude.

Note, contudo, que ninguém lhe está a querer impingir Espiritismo. V. é que aqui aportou. E é muito bem-vindo :)

Abraço amigo,

AA

Pável

9.6.10

Ursinho:sugiro-lhe que com espírito científico, isto é sem preconceitos, estude a Doutrina Espírita.

Abraço.

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