Spiga

Tal e Qual!


BRINCADEIRAS

Um amigo contou-me hoje das anedotas mais brilhantes que já ouvi. Passo a contar-vos (com vernáculo e tudo):

Um gajo que foi pela primeira vez a uma bruxa muito boa que lhe recomendaram.

O gajo andava lixado da vida, bate à porta da BRUXA e do lado de lá ouve: QUEM É?”

Mau! - diz o gajo. Começamos mal!!!!!



COISAS SÉRIAS

Um pouco à semelhança desta anedota, o jornal Tal&Qual (infelizmente desaparecido), numa das duas acutilantes e imaginativas reportagens, resolveu um belo dia enviar uma jornalista sua a diversos magos-videntes-especialistas do oculto (o famoso Professor Karamba era um deles).

A jornalista levava uma história de casamento, divórcio, alegada infidelidade do marido, completamente inventada. A jornalista era solteira, não namorava, e todos os dados que forneceu aos vendedores de milagres foram inventados.

Como seria de esperar, saiu de lá com os "diagnósticos" mais disparatados e diferentes uns dos outros. Mas todos os "professores" e "doutoras" consultados estiveram de acordo no essencial: o marido (inventado) da senhora andava de facto com outra mulher!

O que era diferente eram as "receitas". Uns prescreviam velas, outros aconselhavam rituais, um deles propunha-se ir à feira da Malveira comprar um rebanho de cabras para sacrificar!!!


COISAS TRISTES


Dar-se-ão conta, os afamados "videntes", das catástrofes que causam na vida das pessoas que os procuram, umas por desespero, outras por ingenuidade, outras por curiosidade? Para ficarmos só no campo das supostas infidelidades conjugais, quantos casamentos felizes um destes "profissionais" destrói durante a sua carreira?


Certamente que se dão conta, mas valores mais altos se alevantam, nomeadamente os números que lhes adornam as respectivas contas bancárias, limpinhos de impostos, angariados na "árdua" tarefa de semear a desconfiança e espoliar os incautos!


As autoridades parecem ter dificuldade em acudir a estes casos (nomeadamente porque os burlados não se queixam, por vergonha). Mas os clientes podem sempre fazer como a jornalista do Tal&Qual. Ou mesmo como o "gajo" da anedota!

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