Por causa de haver médiuns comerciantes que usam indevidamente a designação de "espíritas", há quem se deixe induzir em erro e creia que os magos e curandeiros, os vendedores de milagres que se anunciam nos jornais, são... "espíritas".
Recordamos então: as pessoas que colocam anúncios e abrem consultórios, propondo-se falar com os Espíritos a troco de dinheiro, são, quanto muito, médiuns, mas não espíritas.
Médium é o que tem a faculdade da mediunidade. Espírita é o simpatizante da filosofia espírita.
Quase todas as pessoas, ainda que o ignoram, possuem essa faculdade orgânica, a mediunidade. Mas, naturalmente, nem todas as pessoas são espíritas, ou seja, simpatizantes do Espiritismo.
Das actividades espíritas (ver etiqueta "Centro espírita", neste blog), constam palestras públicas, atendimento privado, passe, evangelização infantil e juvenil, acção social, divulgação, estudo, e... prática mediúnica. Não é essencial ao Espiritismo que haja prática mediúnica (há muitos centros que nem têm esse departamento), mas quando a há, destina-se, como inúmeras vezes temos frisado, ao auxílio fraterno a pessoas necessitadas, nos dois planos da vida; à recepção de mensagens edificantes que depois são divulgadas; e eventualmente à pesquisa cientifica, a que os médiuns espíritas nunca se furtam, desde que séria.
Quem vá a um centro espírita na busca de milagres, de magias, de previsões do futuro, de encantamentos ou de talismãs, perde o seu tempo. Nenhum centro espírita se dedica a tais coisas.
Onde houver rituais, rezas, defumadouros, pirâmides, velas, cristais, talismãs, veneração de imagens, sacerdócio, altares, vestes especiais, cânticos sacramentais, administração de sacramentos, não há Espiritismo.
Onde houver práticas médicas, promessas de curas, anúncios, aceitação de dinheiro ou de presentes, não há Espiritismo. os serviços espíritas são rigorosamente gratuitos e sem compromissos para ninguém. O Espiritismo é vivência do Evangelho de Jesus, como o entendemos. É uma proposta de vida cristã, de fé em Deus e de dedicação ao próximo.
Consideramos absolutamente imoral que alguém se faça pagar pela sua mediunidade, pois não se trata de uma capacidade adquirida pelo estudo ou pelo trabalho. Quem hoje possui mediunidade, amanhã pode deixar de a possuir. Consequentemente, não pode vender algo que não é seu, mas que lhe foi dado por Deus. Somos fiéis ao princípio cristã de dar de graça o que de graça se recebeu. Não podemos admitir, também, que um pobre possa ficar privado de bens espirituais e um rico possa deles beneficiar. Seria a negação de tudo o que Jesus de Nazaré ensinou.
Todos os espíritas têm o seu sustento nas suas profissões, dedicando-se a esta filosofia nas horas vagas e sempre, sempre, gratuita e desinteressadamente.
Para não ser induzido em erro, e se procura saber o que é o espiritismo, consulte os sites da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (http://www.adeportugal.org/) e da Federação Espírita Portuguesa (http://www.feportuguesa.pt/).
Nota: O Espiritismo não pratica o proselitismo, ou seja, não faz campanha nem ambiciona fazer adeptos ou cativar o público.
Na imagem: Divaldo Fanco, palestrante, médium e divulgador espírita brasileiro, fundador e trabalhador da obra social "A Mansão do Caminho". Palestra espírita em plena praia, no Brasil para quem queira assistir, seja espírita ou não. esta imagem resume as actividades espíritas. Sem mistérios, com o mais completo despojamento exterior. No Espiritismo, toda a vivência evangélica é interior.


1 comentários:
12.5.10
Amigos portugueses
Sou brasileiro e parabenizo-vos pelo blíssimo trabalho de divulgação da Doutrona Espírita.
Fraterno abraço,
Geraldo Valintim
Fortaleza-Ceará-Brasil
meu blog: valintim.blogspot.com
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