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Descobrindo Chico Xavier (16)

José Jacyntho de Alcântara anotou na introdução da obra Chico Xavier em Pedro Leopoldo:

“Há um episódio na biografia do Chico, de meu conhecimento, sobre o qual nunca li nem ouvi comentários de quem quer que seja, excepto da própria testemunha.

O certo é que José Hermínio Perácio era amigo íntimo do médium Paschoal Comanducci, de Belo Horizonte.
Perácio, médium de cura, morava na Fazenda Maquiné, em Curvelo.

Cidadão honesto, de franqueza rude, sempre pronto a ajudar o próximo. Sem medir esforços, viajava constantemente a serviço do semelhante.

Certa vez, achava-se em Belo Horizonte, em visita a Paschoal, que o recebeu alegremente, mas foi logo avisado:

-Hoje, não podemos conversar. Você tem que regressar urgente. Carmem, sua esposa, está muito mal. Gravemente assediada por entidades inimigas, está tomada e, no momento, acha-se debaixo da cama do casal, totalmente imobilizada, embora lúcida. Anote a hora para certificar-se da veracidade do que lhe falo, quando chegar à sua casa."

De facto, ao chegar, indagou da mulher, que confirmou o que Paschoal lhe dissera.

Perácio, médium sem o saber, ficou impressionado com o facto e voltou à procura do amigo Paschoal.

Este deu-lhe algumas informações sobre fenómenos mediúnicos, acrescentando:

-Você é um médium curador. Carmem também o é. Doravante, sua mulher está livre do obsessor. A principal missão de vocês agora é ajudar Chico Xavier. Ele possui recursos mediúnicos múltiplos. Está cercado de falanges tão poderosas como as que assistiam Jesus. Este menino assombrará o mundo. Escreverá mediunicamente centenas de livros e será intransigente defensor e divulgador do Espiritismo... Viverá muito. Desencarnando, não terá substitutos. Da mesma forma que Jesus, Chico é único no Planeta. Só ele, em encarnação posterior, poderá retomar o leme e dar continuidade à obra específica que lhe foi confiada pelo Altíssimo. Poderá ter, em princípio, sucessores. Substitutos, reafirmo: jamais."

Perácio foi, nos primórdios dos trabalhos mediúnicos de Chico, o braço-direito; segundo consta no livro Parnaso de Além Túmulo.

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