“Certa feita, eram mais ou menos as 6 horas da tarde, quando eu ouvi aquele barulho no meio das folhas e vi a minha mãe ali comigo.
Não havia dúvida nenhuma, porque eu não tinha ainda esse impacto da filosofia humana quanto a crer ou não na vida imortal; eu acreditava em Deus e a minha mãe disse que iria voltar. Revê-la, para mim, era a coisa mais natural.
Não contive a exclamação:
-Minha mãe, a senhora voltou! Mas que alegria tão boa! Então a senhora vai-me levar para casa?
Ela disse-me assim:
-Ainda não posso… Saí do hospital para vir ver você. Não posso levá-lo agora, mas você tenha calma.
-Mas a senhora não sabe o que está acontecendo comigo?
-Sim, eu sei, eu sei que você está tomando muitas surras, mas deve ter paciência porque isso é para seu bem. Isso é para o seu benefício; você deve apanhar com muita calma.
Quando essa senhora com quem passei a residir voltou do passeio, eu disse, todo eufórico, depois do primeiro contacto espiritual com minha mãe, que ela havia voltado… Minha tutora admitiu que eu havia enlouquecido; sofri ainda mais pancadas; de modo que eu comecei a mentir. Mentia, porque a verdade chocava a todos os que me ouviam.
Então, tinha de viver assim na incompreensão familiar, até que os padres me socorressem. Muito me socorreram – sou obrigado a confessar isto publicamente.”
Chico refere-se a Dona Maria Rita de Cássia, que todos chamavam Ritinha.
No livro intitulado “Lindos Casos de Chico Xavier”, Ramiro Gama relata ainda que a tal senhora espetava pontas de garfos no ventre do pequeno Francisco.

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