
Martins tinha dores nos rins
Nem o deixavam dormir
Qual madeira com cupins
Já nem sabia sorrir
- Mas que mal fiz eu a Deus?
É de ficar revoltado!
Acaso os pecados meus
Merecem tal resultado?
Bom homem, trabalhador
Amigo do seu amigo
Ao próximo tinha amor
E a todos dava abrigo
Certo dia, num café
Poisado sobre uma mesa
Estava um jornal que até
Lhe causou certa surpresa
Pôs-se e lê-lo pressuroso
E então compreendeu
Que quer a dor, quer o gozo
Não foi Deus que no-los deu
Somos nós que os forjamos
Nas voltas de cada dia
Se aos outros maus tratos damos
Voltam para nós um dia
Será que em vida anterior
Fora ele um mau capataz
E aos outros causasse a dor
Que a vida agora lhe traz?
Com o novo pensamento
Ficou mais aliviado
Encontrou um novo alento
Talvez seu padecimento
Se encontre justificado
Psicografia recebida em Julho de 2008 por M.E.C.
Poeta alegre
Caldas da Rainha

2 comentários:
14.4.10
Olá André, eu sou o Nuno da Denise.
Este poema está muito giro mas há uma parte que eu acho que não está muito bem porque quando se faz mal a alguém essa maldade pode não voltar. a pessoa que fez isso pode ter mais outras oportunidades.
Um beijinho!
14.4.10
Olá Amigão,
Acho que o Poeta alegre queria dizer que em certos casos as pessoas colhem numa vida o que semearam na anterior.
O Martins, por exemplo, talvez por ter abusado das costas dos outros, voltou com problemas nas dele.
É uma maneira que Deus tem de nos avisar quando faltamos ao respeito que devemos aos outros.
Mas também é verdade que temos muitas oportunidades. O Martins ainda sente as dores que causou aos outros, para o fazer pensar e não cair nos mesmos erros. Mas repara que ele voltou "amigo do seu amigo, bom homem e trabalhador", o que mostra que já aprendeu a respeitar os outros e tratá-los bem.
Se não fosse isso, as dores seriam talvez maiores...
Abraço amigo,
André
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