Acerca do advento do Consolador prometido por Jesus, cumpre se faça a seguinte chamada de atenção: Moisés foi o portador da mensagem a que se convencionou chamar a Primeira Revelação. Os Judeus ainda esperam o Messias, anunciado no Antigo Testamento por vários profetas. Os Judeus não reconheceram nem reconhecem Jesus de Nazaré como o Messias, o Profeta. E estão no seu inteiro direito, de resto. Cada um deve crer no que sua consciência lhe dite, e não seremos nos, apesar de cristãos, a considerar a nossa crença "superior" à dos Judeus...
No entanto, assim como os Judeus não aceitaram Jesus como o Messias prometido, será que os cristãos aceitarão todos a vinda do Consolador que Jesus prometeu?
E, para mais, como saberemos que o Consolador chegou?
Será uma pessoa?
Como seria aceite quem quer que aparecesse depois de um ser tão perfeito como Jesus, e se afirmasse o Consolador prometido?
E se não se afirmasse como tal, como seria reconhecido?
Que mensagens traria?
Mais ainda: será que o Consolador já veio?
Existem actualmente mais de 35 mil religiões que se afirmam, todas e cada uma, herdeiras únicas de Jesus... Estarão elas de acordo em reconhecer a vinda do Consolador prometido?...
Há quem diga que o Consolador está para vir, que será Jesus que regressará... Mas Jesus foi claro na promessa que fez:
E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, para que fique eternamente convosco, o Espírito da Verdade, a quem o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Mas vós o conhecereis, porque ele ficará convosco e estará em vós. - Mas o Consolador, que é o Espírito-Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito".
(João XIV: 15 a 17; 26)
Parece-nos que resulta claro destas palavras que o Consolador não é Jesus, ou Jesus teria dito que voltaria, em pessoa, materializado, ao nosso convívio.
(João XIV: 15 a 17; 26)
Parece-nos que resulta claro destas palavras que o Consolador não é Jesus, ou Jesus teria dito que voltaria, em pessoa, materializado, ao nosso convívio.
Para o Espiritismo, Jesus já cumpriu a sua promessa, e o Consolador já veio e está entre nos. Não foi uma pessoa encarnada, um ser humano, que veio. Não foi Allan Kardec, nem Allan Kardec alguma vez se colocou em tal posição, muito menos se quis comparar a Jesus, pelo que não existe qualquer fundamento para afirmações bombásticas dos detractores do Espiritismo, que declaram "preferir Jesus a Kardec"...
Lamennais (na imagem), famoso filósofo e teólogo francês da primeira metade do século XIX, um católico liberal e pioneiro das causas sociais na Igreja Católica, declarava que a "praga do século XIX" era "a indiferença em matéria de religião".
O filosofo suíço Charles Secretan, na mesma época, falava desse "século de tempestade e de enfraquecimento, que se faz devorar pelo cepticismo e maldiz seu mal, sem querer curá-lo".
Nessa era de desalento, de descrença em Deus, de repulsa pela Religião (muito em razão dos abusos do clero e dos crimes da Inquisição, diga-se), começou a chegar, em vagas sucessivas, o Consolador prometido. Não agradou a todos, como Jesus não agradou a todos. Foi perseguido, injuriado e caluniado, como Jesus o foi. Mas veio para ficar...
(continua)


0 comentários:
Enviar um comentário