Spiga

O Consolador Já Veio?


"Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, para que fique eternamente convosco, o Espírito da Verdade, a quem o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Mas vós o conhecereis, porque ele ficará convosco e estará em vós. - Mas o Consolador, que é o
Espírito_Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito".

(João XIV: 15 a 17; 26)


Estas palavras foram proferidas por Jesus de Nazaré, pela ocasião da Última Ceia, poucas horas antes de ser entregue aos que o haviam de crucificar.
Meditando na profundidade desta promessa, é manifesto que Jesus não revelou tudo, que não disse a última palavra sobre a Espiritualidade. Tal como Moisés não disse. E, assim como Jesus não veio destruir a Lei de Moisés, também o Consolador anunciado por Jesus poderá, alguma vez, destruir a Lei de Jesus, expressa no mandamento maior:

Amar a Deus acima de todas as coisas, e ao próximo como a nós mesmos.

Alguns textos bíblicos referem o Consolador com o nome de Paráclito, ou Paracleto:

PARÁCLITO - Um advogado, intercessor, que faz petições. No Cristianismo significa o Espírito Santo, considerado como confortador, intercessor ou advogado. (Etmologia: paracletus ou parakletos - parakalein, chamar, confortar, atrair; para + kalein, chamar - clamar)

O sentido é exactamente o mesmo. A questão das traduções, aos mais incautos, faz supor às vezes que se trata de coisas diferentes. As Escrituras foram traduzidas do Hebraico para o Grego, do Grego para o Latim, e do Latim para todas as Línguas.

Mais importante que questões de palavras:

O Consolador já veio? Se veio, como e quando veio? Se não veio, como e quando virá?

Acham alguns que o Consolador foram as línguas de fogo que apareceram sobre as cabeças dos Apóstolos no Dia de Pentecostes, quando estes "ficaram cheios do Espírito-Santo e começaram a falar em Línguas".

Tal ocorrência, é, para o Espiritismo, um fenómeno mediúnico, um entre tantos episódios de comunicação entre Espíritos e Homens. O Espírito-Santo, na nossa interpretação, não é uma pomba ou uma espécie de fluido imponderável que enche as pessoas de fé e entusiasmo. O Espírito-santo, para nós, é uma designação para o conjunto dos Bons Espíritos, agindo no Bem e infundindo Fé e Amor à Humanidade.

Foi o que aconteceu no Dia de Pentecostes. Os Apóstolos eram pessoas dotadas de mediunidade, ou percepção extra-sensorial. Faziam curas, doutrinavam os Espíritos ignorantes, contactavam os Bons Espíritos, nos chamados "cultos pneumáticos", que tinham lugar cativo nas suas primeiras reuniões, cujos relatos podemos ler nos Actos dos Apóstolos.

No Dia de Pentecostes, contudo, não se cumpriu a promessa de Jesus, de que " O Espírito-Santo vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito".

O Pentecostes foi uma bela e eloquente manifestação da Espiritualidade junto dos Primeiros Cristãos, mas não foi ainda o Consolador, pois não ensinou "todas as coisas".


(continua)

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2 comentários:

Anónimo

13.3.10

O Espirito-Santo é o espirito de Jesus. Trata-se do propio Cristo.

Anónimo

15.10.10

O CONSOLADOR É DE TUDO BOM QUE SE POSSA FAZER AOS OUTROS,É A BONDADE,A JUSTIÇA.

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