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"Depois da Vida" - a distinção essencial


Algo que nos agradou no programa "Depois da Vida", foi que não se caiu na confusão habitual entre Espiritismo e mediunidade. Espírita é uma pessoa que simpatiza com a filosofia espírita. Médium é alguém com percepção extra-sensorial, i.e.: toda a gente!

A confusão deriva do facto de que a filosofia espírita admite o contacto entre os dois planos: o nosso, o dos "vivos"; e o mundo espiritual, o mundo "dos mortos", mas que estão tão vivos quanto nós.

Os romances, o cinema, o teatro, popularizaram para sempre as famosas sessões de "mesa de pé-de-galo", que estiveram em moda há século e meio, por todo o mundo. Muitas pessoas imaginam que a filosofia espírita consiste em se sentar um grupo de pessoas à volta de uma mesa, pelo prazer de "desafiar o perigo" e de fazer perguntas aos Espíritos.

Na verdade, nas associações espíritas, o contacto com o Além, quando existe, é apenas uma mais entre outras actividades, todas de cunho cultural e humanitário. Nos centros espíritas, antes de mais, estuda-se e divulga-se Espiritismo. Esclarece-se e consola-se.

O contacto com o Além, quando ocorre, pauta-se precisamente por esses dois objectivos: esclarecer e consolar. A prática mediúnica, no Espiritismo, não é espectáculo, nem curiosidade vã. Destina-se a aliviar sofrimentos, de pessoas deste e do outro lado da Vida. Mensagens dos Espíritos, quando as há, são entregues aos seus destinatários.

Mensagens recebidas por via mediúnica são publicadas, muitas vezes em forma de livro, para benefício de todos os interessados.

Perguntas aos Espíritos, não se fazem. Chamar os Espíritos, não se chama. Os médiuns espíritas dispõem-se a facilitar a comunicação, falada, escrita, visual, sensitiva, entre os dois lados da Vida. Se ela ocorre, com a devida permissão de Deus, é com fins humanitários e científicos.

E é, naturalmente, uma actividade gratuita, como todos os serviços espíritas.


Na imagem, o brasileiro Divaldo Pereira Franco. Professor de formação, trabalhou na administração pública, e, depois de se ter reformado, dedica-se a tempo inteiro ao Espiritismo, proferindo palestras por todo o mundo. Ocupa-se da instituição de caridade de que é co-fundador (a Mansão do Caminho).


É médium, de psicografia, psicofonia e vidência. Os livros que escreveu sob inspiração de diversos Espíritos, são bem conhecidos em Portugal.


Divaldo possui diversos doutoramentos honoris causa e outras homenagens, e já representou a Doutrina Espírita na ONU. As honras oficiais não o envaidecem, nem a nós, espíritas, mas são justa expressão de reconhecimento e carinho. Divaldo é uma figura querida de espíritas e não espíritas, pela sua dedicação ao Próximo. Há que lhe chame um "Paulo de Tarso dos nossos dias".

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