Prezados amigos:
Considerando que as luzes não devem ser deixadas sob o alqueire, em nenhuma situação, quero observar a máxima, sugerida por Jesus, para que as coloquemos no velador, a disposição de todos e, por isto, quero colocar as que eu tenho, que é o conhecimento em determinada área, que é a da tecnológica, para o melhor aproveitamento de todos.
Conforme os meus amigos sabem, desde os meus 23 anos de idade estou envolvido com televisão, tendo actuado como director de uma emissora afiliada da Rede Globo, mas também, por opção, não ter ficado apenas metido no paletó e gravata atrás da mesa e sim dedicado a aprender todo o possível da área da televisão que, por algum motivo, fui envolvido.
Fucei tudo quanto é coisa, me meti em tudo quanto é buraco na televisão, até mesmo onde não era chamado e até na Globo, aproveitando-me da condição da “caçulinha” (o director de televisão sua afiliada mais novo do Brasil, de então), que me rendeu uma amizade com a alta direcção global, entrei em coisas, lá, que director nenhum de televisão afiliada tinha acesso, mas, com apoio total e incentivo da direcção.
Ao longo destes anos, como sabem milhares de brasileiros, sobretudo os espíritas, venho fazendo televisão, apanhando, penando, sofrendo problemas inclusive de ordem técnica, que tem aperfeiçoado muito este meu conhecimento. Só para vocês terem uma ideia, nos anos em que eu idealizei e apresentei o “Espiritismo via Satélite”, não ficava apenas na condição de apresentador de programa, esperando que funcionários ou subordinados cuidassem da área técnica não, eu mesmo montava tudo, ligava tudo, testava tudo e até subia nas altas torres da EMBRATEL, para instalar links de micro ondas, tecnologia que pouquíssima gente conhecia, sob ventos fortes, para fazer a divulgação espírita acontecer em abrangência nacional.
Pois bem. Esperando que todos tenham entendido isto, vamos aos assuntos:
Erros, por desconhecimento de coisas básicas
Tenho assistido muitas gravações, feitas em centros espíritas, inclusive alguns que estão sendo mostrados na nossa TV CEI, que, apesar da boa vontade que as pessoas têm, trazem problemas sérios, provenientes da falta de conhecimento de coisas básicas e é isto que quero orientar aqui, para aqueles que fazem gravações, aqueles que entenderam que a gravação de eventos, palestras e ocorrências espíritas em vídeo, ou rádio, é algo muito relevante porque vai fazer com que a mensagem chegue às pessoas, em maior abrangência, não apenas hoje mas também no futuro, haja vista que as pessoas desencarnam, mas as suas mensagens gravadas ficam.
Vamos lá:
Atenção, expositores espíritas
Quando você estiver falando para uma plateia, seja ela de 100, 200, 500 ou até mais de 1000 pessoas, e deparar-se com uma câmara gravando a sua palestra, não faça como tem feito a maioria dos expositores, que ficam se dirigindo apenas para a plateia presente no auditório, fingindo que não está vendo a câmara, ou não lhe dando a importância que ela é merecedora.
Do mesmo jeito que tem hora que você olha para o centro do auditório, olha para as pessoas que estão à direita, olha para as que estão à esquerda, olha para as que estão na frente e as que estão lá atrás, por favor, olhe também para a câmara, porque, certamente, ali estará muito mais gente do que você está vendo, sentado à sua frente.
Se puder colocar “você, que está me vendo pela televisão”, melhor ainda, porque a pessoa se sente valorizada, por você, e percebe que você está falando para ela também.
Não se pode mais admitir, nos dias actuais, expositor espírita se dizendo tímido e desconcertado diante de câmaras de televisão. O treino e o esforço para dominar esta realidade de comunicação é fundamental a indispensável a todos.
Atenção, dirigentes de centos e organizadores de eventos
Colaborem, ajudem, auxiliem e ofereçam as melhores condições da casa, para os que estão filmando.
Na minha experiência, penei muito para convencer os dirigentes espíritas, em Belém, que a filmagem de eventos era coisa importante. Me chamaram a atenção, várias vezes, dizendo que eu estava atrapalhando o evento e as pessoas, com as minhas câmaras e os meus equipamentos de gravação, que eu estava querendo aparecer e até que estava gastando energia eléctrica do centro, que não tinha dinheiro para pagar contas de luz elevadas. Equipamentos de filmagem gastam muito pouco e o valor do que consome uma câmara, destas que as pessoas têm, numa filmagem de duas horas, não chega ao valor de um picolé. Mas não é picolé da Kibon e da Nestlé não, que são caros, é de picolé barato mesmo.
Alguns chegaram a me proibir de botar a câmara no corredor do meio, do auditório, determinando que eu a colocasse de um lado ou até lá atrás, para não incomodar a ninguém.
Lamentavelmente as visões estreitas ainda prevalecem, e muito, em nosso movimento.
Por favor, senhores dirigentes, não façam isto com ninguém.
Disponibilizem o melhor lugar e as melhores condições.
As fitas de vídeo que o “afoito” do Alamar fazia, em Belém do Pará, foram capazes até de fazer com que pistoleiros (matadores de aluguer) deixassem de ser pistoleiros e muitas histórias, maravilhosas, existem para ser contadas, que demandariam em um livro, se eu fosse relatar, só as que aconteceram comigo, imaginem com as outras pessoas que filmam.
Não às paredes brancas
Se quiserem deixar o centro espírita pintado de branco, na velha manutenção da ideia da “mesa branca”, que deixem, mas aquela parede que fica atrás da mesa e do expositor não pode ser deixada pintada de branco, porque o branco prejudica a imagem das câmaras que estão filmando, e muito. Que não apareçam os espíritas "8 ou 80" para afirmarem que o Alamar esteja mandando pintar as paredes de preto, porque não é nada disto, mas que pintem de bege, azul, verde, sépia, cinza, marronzinho claro ou uma cor qualquer, mas que não seja branco.
Quem quiser fazer um teste que faça: Filme uma pessoa com uma parede branca ao fundo e depois filme, a mesma pessoa, com uma parede de cor e olhe as filmagens depois, verifiquem como fica a cara da pessoa, em cada filmagem.
Se puder evitar a camisa branca, o paletó branco, a roupa branca, melhor ainda.
Existem câmaras que têm recursos para corrigir o problema do branco, mas são câmaras bem mais caras, que só existem nas emissoras de televisão e não é o que as pessoas comuns, que filmam palestras, têm.
Outra coisa: Evitar sempre janelas abertas atrás do expositor. Mesmo que fiquem fechadas, não podem ter vidros que tragam a luz externa, porque vai causar o mesmo problema.
Microfones na cara do palestrante
Isto é a coisa mais comum que a gente vê. O microfone não pode cobrir a cara do expositor, ele tem que ficar abaixo do queixo de quem está falando, voltado para cima, porque vai pegar, perfeitamente, a sua voz. Tem gente que comete o absurdo de botar o microfone mais alto, ainda, cobrindo a cara, e virado para baixo.
Observem essa foto aí em cima. Colocaram o microfone tapando a boca do Divaldo, quando deveria ficar abaixo do queixo, voltado para cima. Já o do Lula, ficou bem melhor. O pior, também, é que o microfone perto demais da boca, capta o barulho da pressão do falar, aqueles PUFS, PUFS, PUFS que as vezes a gente escuta. Fica tudo saturado.
As pessoas que estão assistindo querem ver as expressões faciais dos expositores e o microfone mal colocado inibe este detalhe, que é muito importante numa palestra.
Púlpito alto demais
Há filmagens que a gente só consegue ver metade da cara do expositor, do nariz para cima, porque o púlpito cobre toda a parte de baixo, inclusive o queixo e a boca.
Já vi o Divaldo ter que subir em um caixote ou peça de madeira, colocada junto ao púlpito, pra poder falar. E o Divaldo não é baixinho. Por incrível que pareça, eu, que sou alto, certa vez fui fazer uma palestra, onde o púlpito era tão alto que, mesmo com 1,85 metro de altura, por pouco não pedi o caixote, para subir.
É o tipo de coisa besta, sem a menor necessidade, fazer púlpitos tão altos.
É bom ter o caixotezinho ao lado, porque tem expositores que são bem baixinhos, aqueles que tiveram meia reencarnação, e que precisam subir, para serem vistos, mas o exagero é demais.
Observem nas duas fotos: Primeiro, não vemos necessidade de um púlpito tão largo, que parece mais um armário. Na da esquerda só aparece a cara do infeliz do palestrante, já no do alto direito, está bem melhor colocado.
Ainda assim, os operadores de câmaras devem escolher um lugar onde a câmara pode conseguir focar pelo menos o peito do expositor, para cima.
Zoom Digital das câmaras
Os fabricantes de várias marcas de câmaras enganam as pessoas com um tal de “Zoom digital”, que vem nos equipamentos. Não vão na conversa, porque esse tal “zoom digital” não serve para nada, é uma porcaria, faz com que a imagem fique horrorosa.
O zoom que vale é o “Zoom óptico”, porque este é o zoom verdadeiro da lente da câmara.
Se você pretende comprar uma câmara, sugiro que você opte por aquela que tiver o maior número possível de zoom óptico. Se for um zoom de 20 vezes, por exemplo, melhor ainda, ele vai permitir, por exemplo, que você filme lá de trás do auditório, sem problema nenhum, e dê close up (grande plano) do palestrante.
O áudio vindo da mesa de som
As câmaras possuem microfones nelas mesmas, mas, por melhores que sejam, não aconselho que sejam usados, para gravar palestras e programa nenhum. O som fica ruim, porque ela pega todo o ruído do ambiente. Já que você está na plateia, com a câmara, ao lado de muita gente sentada, o microfone vai captar o som de pessoas tossindo, espirrando, gente abrindo cadernos e até alguém soltando algum ar que possa vir acompanhado de algum barulho (ainda bem que as câmaras não captam cheiros).
O ideal é retirar o áudio da mesa de som da casa, porque aí vem directo do microfone do expositor, de forma bem clara.
É sempre bom que o centro espírita mande fazer um ou mais de um cabos de áudio, e o tenha disponível sempre, que deve ser o sinal da sua mesa de som, onde quer que ela esteja, até os locais onde normalmente ficam as pessoas que estão filmando.
É coisa barata que qualquer centro espírita, que sempre é pobre, pode ter.
É muito chato que o som de uma palestra fique prejudicado porque não tem como o filmador sair para fazer um cabo, numa oficina de electrónica, num domingo de manhã, quando realiza um evento.
Ah, mas a pessoa que vai filmar já deve ter esses cabos.
Seria o ideal, eu mesmo sempre tive. Mas se o centro já pode ter o cabo, que é barato, instalado no ambiente, já colocado no lugar, afixado pela parede ou por alguma tubulação (o que ficaria bem melhor), sem ficar esticado pelo chão, onde as pessoas até tropeçam, não é bem melhor?
É uma questão de bom senso e de boa vontade, dos dirigentes.
Iluminação
Apesar de as câmaras modernas operarem com as luzes ambientes, o ideal é que o centro espírita, que sabe que têm muitos eventos que as pessoas costumam filmar, se equipem e deixem os ambientes preparados para isto. Posso garantir que não é caro.
Hoje já não necessitamos mais daquelas lâmpadas incandescentes, quentes, que eram necessárias há alguns anos atrás, que geravam calor no ambiente, gastavam muita energia eléctrica e até disparavam o disjuntor, apagando tudo. Já existem lâmpadas frias, excelentes, que iluminam perfeitamente bem, não geram calor elevado, não gastam tanta energia, não disparam disjuntor nenhum e tem duração muito maior. Esta iluminação, da foto, é uma beleza.
Que sejam colocadas as lâmpadas, no tecto, formando um ângulo de 45º em relação ao local onde fica o expositor. O ideal é colocar lâmpadas para iluminar a mesma também, porque geralmente nos eventos as pessoas da mesa também são filmadas.
Lâmpada de fundo, é o nome que se dá a uma lâmpada que deve iluminar a cabeça do expositor.
- “Mas, Alamar, a mente do expositor é iluminada por outro tipo de luz, será que você não sabe disto?”
Não é disto que eu estou falando não, diabo, é de outra luz, é de lâmpada mesmo.
Quando você coloca uma lâmpada no tecto, em cima do lugar onde fica o expositor, ela o ilumina, obviamente, de cima para baixo, ou seja, a sua cabeça e o seu ombro. Isto vai fazer um efeito bonito, que é “descolar” o expositor do fundo. Se quiser saber o que é isto, preste bem atenção no William Bonner e na Fátima Bernardes, quando estão apresentando o Jornal Nacional. Você vai perceber que as cabeças e os ombros deles, parece que tem um contorno, que os distinguem bem do fundo.
Em Junho do ano passado, 2009, eu fiz uma palestra na Sociedade Colatinense de Estudos Espíritas, em Colatina, no Espírito Santo, muito bem dirigida pelo ilustre Dr. Virgílio Knupp, espíritas desses também "malucos" pela divulgação, homem de bom gosto, que preparou o ambiente da melhor maneira possível, quanto a isto. Ele botou a tal lâmpada em cima da cabeça do expositor e as filmagens feitas lá sempre ficam com óptima qualidade. Falar nisto, estarei voltando, novamente, este ano, para outras palestras lá e em outras cidades do Espírito Santo.
Programas para a TV CEI
Àquelas pessoas que, com muito boa vontade, estão enviando gravações para a TV CEI, eu peço a gentileza de olharem para essa emissora com todo carinho e como uma verdadeira e autêntica emissora de televisão, que ela é.
Procurem fazer gravações para televisão, onde o expositor esteja falando para a TV, para o público telespectador, o que é diferente de uma palestra gravada, onde ele está falando para a plateia do auditório.
Concordamos que é bom a gente ouvir palestras, pela TV CEI, naquele mesmo formato que estamos acostumados a ver com o expositor falando para plateias. Elas valem, pelo conteúdo, mas como programa de televisão é preciso muita paciência por parte do telespectador. Na didáctica da televisão não funciona bem, para o público leigo, que está acostumado com outro formato de televisão. Para o espírita, que está acostumado a ver palestra, daquele jeito, no centro e nos eventos, funciona, mas uma emissora de TV, como a TV CEI, não se propõe a falar exclusivamente para espíritas, posto que o seu objectivo maior é levar a doutrina para o grande público.
Não queremos que ninguém veja a nossa TV só por caridade e por “amor” à doutrina, as pessoas têm que vê-la como opção de televisão, coisa boa de se assistir.
Peço que vocês, que estão assistindo a TV CEI, observem por exemplo o nosso querido Divaldo Franco.
Palestras feitas por ele, voltadas aos públicos de auditórios, estão sendo mostradas, sem dúvida, mas ele, por ser consciente de que deve, também, fazer programas de televisão, para televisão, providenciou a montagem de um estúdio na Mansão do Caminho, em Salvador, com câmaras, iluminação, cenário e tudo, e está fazendo vários programas de televisão, voltados ao telespectador, com boa qualidade, boa imagem e bom som, obviamente surtindo um efeito maravilhoso. É bom a gente escutar uma sua palestra com uma hora e dez de duração, directa, mas na televisão, vocês vão observar, que ele faz os programas, como televisão, com os seus blocos normais de dez, quinze ou vinte minutos, separando os espaços normais dos comerciais.
Vale lembrar que a TV CEI, como toda emissora de TV, precisa ter os seus intervalos comerciais, porque precisará veicular as mensagens dos seus anunciantes, posto que se ela for contar com apoio do movimento espírita, ela sairá do ar. Pouquíssimos, mas pouquíssimos mesmo, são os espíritas que têm consciência de que a divulgação da doutrina precisa ser apoiada e ajudada, inclusive financeiramente, já que prece, apenas, não é o suficiente.
Mas não é só o Di que está fazendo programa de televisão com cara de televisão não, vários outros programas estão sendo feitos assim, por vários outros confrades. Quem está vendo a TV CEI, está vendo quanta coisa boa está sendo levada ao ar.
Fica aí, então, a matéria para que todos analisem e verifiquem se vale a pena modificar algumas coisas.
Para a apreciação de todos.
Carinhosamente.
Alamar Régis Carvalho
alamar@redevisao.net
http://www.redevisao.net/








3 comentários:
10.3.10
Parabéns. Uma verdadeiro tutorial de como se fazer uma boa filmagem. Devia ser material distribuido nas casas espiritas. Quem sabe uma cartilha apartir desse texto.
Precisamos parar de achar que as pessoas só desejam a informação e que se "lixe" como ela está. É como video de UFO, todo mundo quer ver, mais na maioria dos casos fica a sensação de ter visto algo que não tem nada a ver com o UFO.
Precisamos nos qualificar mais ou melhor, ser como nosso querido codificador, organizado para não deixarmos duvidas.
Abraços
Ferdinando
5.12.10
OLA ME CHAMO AMAURY
OLHA aconteceU algo diferente eu quando durmo minha alma sai do corpo vejo tudo em minha volta com nitedez o que sera isso?
ah tem mas no mes passado aminha alma saiu do meu corpo eu vi tres espiritos bem estava escuro eu sinti sua presença e eles puseram a MAO em meu peito onde estava o enfermo e eu vi tudo,mesmo escuro na sala pois sala estava com aluz apaga que eu apaguei .DEPOIS DISSSO QUANDO ACORDEI FIQUEI CURADO ,AGORA ME EXPLICA QUEM SAO ESSAS TRES ESPIRITOS ,SE PUDESSE ME AJUDAR EU AGRADECERIA
FIKA COM DEUS
MUITA PAZ E MUITO
LUZ..
ABRAÇAO
6.12.10
Olá Amaury,
Não fique assustado. Algumas vezes guardamos memória das nossas actividades nocturnas, enquanto o corpo dorme. É que nós não somos apenas corpo físico. Somos também Espírito; e enquanto o corpo descansa, o Espírito vai até ao mundo espiritual, desempenhar as mais diversas actividades. Esses três amigos eram certamente Benfeitores Espirituais, que deram uma mãozinha na sua saúde, como acontece tantas vezes.
Se quiser saber mais sobre estes assuntos, basta fazer o download de O Livro dos Espíritos, aqui mesmo, neste blogue. Também pode fazer o Curso Básico de Espiritismo, num centro espírita ou pela Internet (www.adeportugal.org). As actividades espíritas são gratuitas e sem compromissos.
Fica com Deus,
AA
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