Um assunto recorrente na nossa caixa de correio electrónico está relacionado com a encomenda de psicografias, compreendemos a dor e busca dessas pessoas que nos escrevem, no entanto alertamos para as impossibilidades e/ou perigos desses pedidos.
Como dizia Chico Xavier, a mediúnidade é como se fosse um telefone, só que o telefone mediúnico não faz chamadas, só recebe!
Chamamos a atenção que quando passamos para o lado de lá da vida continuamos com as nossas virtudes e defeitos, continuamos com o nível intelectual que tínhamos enquanto no corpo de carne, com a nossa personalidade, aliado a estes factos estamos a viver (muitas vezes a aprender a viver) num outro plano, muitos de nós não percebem o que está a ocorrer, outros devidamente integrados na nova condição terão muito que fazer (lá também se trabalha, estuda e muito) … ou seja, a pessoa de quem desejamos receber uma mensagem, poderá não o fazer por inúmeras razões, ou pode pura e simplesmente não querer e a sua vontade tem de ser respeitada.
Concluída a parte sobre possíveis impossibilidades, alertamos também para os perigos, repare o leitor que a prática mediúnica acarreta bastante responsabilidade, num centro espírita idóneo é levada a cabo com propósitos nobres, os espíritos evoluídos responsáveis pela organização dessas reuniões sentem-se atraídos por grupos onde a futilidade, o orgulho, desejo de fama ou objectivos menos próprios não tenham lugar, caso contrário afastam-se pois tem muito que fazer e pouco tempo a perder (mais detalhes nos livros da obra básica do espiritismo), ao afastarem-se deixam espaço livre para espíritos menos esclarecidos, zombeteiros, com propósitos fascinadores... nesse caso as comunicações mediúnicas continuam a ocorrer, mas o seu valor é nulo.
Daí o perigo das evocações (mencionado já nos antigo testamento), queremos muito receber mensagem da pessoa “XPTO”, por vezes com as melhores das intenções, mas se por acaso essa comunicação não for possível, existe sempre alguém sem escrúpulos que diz ser essa pessoas e desata a dar mensagens.
No Livro dos Médiuns essa problemática é amplamente abordada, com os métodos ao nosso alcance para se aferir mensagens, reduzir ao mínimo os perigos, etc.
É também porque esse conhecimento é importante que somos uns chatos e desaconselhamos as práticas mediúnicas por brincadeira (onde se inclui o jogo do copo), visto que sem conhecimento sobre o que estão a fazer as coisas podem correr mal e tornarem-se mesmo perigosas.
Obviamente que mensagens de familiares ou amigos podem sempre aparecer e acontecem por todo o mundo com bastante regularidade, mas noutras condições.


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