Eu: E o que achas tu de me convidares para irmos ao cinema?
Ele (a sorrir): Queres ir ao cinema?
Eu: Sugestões?
Ele: Sherlock Holmes?
Eu: Parece-me muito bem. Gostava imenso da série com o Jeremy Brett. E havia os livros, claro.
(Entusiasmo-me e bla bla bla…)
Ele: E no meio disso tudo lembras-te do nome do autor?
Eu: Arthur Conan Doyle. Era médico. Holmes foi inspirado num seu professor da faculdade. Para além dos policiais, também escreveu muitas outras coisas. Poesia incluída.
Ele: A menina cuida da sua cultura geral. Agrada-me.
Eu: E ainda foi condecorado com o título de cavaleiro. Sir Arthur Conan Doyle. Escreveu textos de teor político muito interessantes.
Ele (pisca-me o olho): Vejo que sabes algumas coisinhas…
Eu: E sabias que se interessou pelo espiritualismo e que, depois de algum estudo e alguma investigação também, acabou por se tornar adepto do Espiritismo? Escreveu até um livro, A Histó….
Ele (subitamente azedo): E tu já viste como és incrível com esse fanatismo?
Eu (atónita): … pensei que fosse cultura geral….


2 comentários:
8.2.10
É o preço de se querer pensar pela própria cabeça e de assumir uma escolha. Tem a sua graça... contado por ti ;)
8.2.10
Ando a explorar a ironia de alguns diálogos absurdos e ver se lhes acho alguma graça, para não desanimar.
;-)
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