Em certa noite menos colorida, quando o desânimo ameaçou querer tomar conta de mim, quando tudo me pareceu girar mal, muito mal, injustamente mal, terrivelmente mal, e, segurando uma lágrima, senti retinir a tentação de bradar um que mal fiz eu para este castigo de tanta desgraça junta?!...
... olhei-os dormindo, senti o morno doce do seu respirar, afaguei-lhes o cabelo desalinhado, mordisquei a maciez aveludada da pele, curiosa quanto aos mundos ignotos que o seu sono velava e, de lágrima outra já solta em sorriso, ouvi-me em murmúrio grato:
Que tanto bem fiz já eu para a bênção de os ter como filhos hoje, aqui e agora?


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