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Raptos e Espiritismo - 1


A propósito do tema pessoas desaparecidas, o nosso companheiro Winston levantou a questão do porquê desse tipo de sofrimentos.

A revelação espírita, recebida do plano espiritual Superior, ensina-nos que todo o sofrimento tem uma causa actual ou anterior a esta vida. Assim, uma pessoa pode ser raptada porque nesta vida deu aso a esse tipo de represália, ou porque em vida anterior pode ter sido captor de gente inocente.

Pode ainda ser vítima acidental de uma situação dessas, e aí, tal constituirá uma prova evolutiva, dependendo de como a encare. É legítimo fugir de captores, denunciá-los, entregá-los à Justiça, neutralizá-los, se possível; mas não é lícito o ódio ou a vingança.

No Oriente, devido ao conceito de karma e de dharma, existe alguma indiferença em relação aos sofrimentos alheios, sendo os causadores dos sofrimentos muitas vezes encarados como agentes de cumprimento das Leis Universais. Conquanto respeitável, não é o conceito cristão, e em particular o conceito espírita, pois tal representaria o abolir da caridade, a virtude maior.

Perante um rapto, como perante outra situação criminosa, a Sociedade conta com as forças policiais e com os cidadãos, que, além de serem moral e legalmente obrigados a colaborar com a Polícia, podem dar voz de prisão a qualquer criminoso.

Nestes casos, como em outras situações da vida, cumpre-se a Lei Divina de justiça, amor e caridade.

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