Spiga

Alamar - "O dai de graça o que DE GRAÇA recebestes" - 3

Exageros e absurdos de um espiritismo mal concebido

O dai de graça o que DE GRAÇA recebestes


(conclusão)

De repente eu fico pensando: Será que esses patrulhadores gostariam que esses eventos fossem realizados em praça pública, ou ao ar livre, como a foto em baixo, com as pessoas sentadas no chão, inclusive senhoras e senhores idosos, pegando sol ou talvez chuva, só para atender ao deturpado entendimento do "dai de graça" que eles têm?


Se o auditório não é de graça, porque a energia gasta com as centrais de ar condicionado não é de graça, como os funcionários do ambiente também não trabalham de graça, como é que esses “arautos” da “moralidade” espírita querem que o evento seja de graça?

Tem outros detalhes que você precisa saber:

As pessoas que se inscrevem nesses eventos, nunca reclamam do valor da inscrição e, muito pelo contrário, sempre acham que valeu a pena o dinheiro investido, tamanho o conteúdo obtido e já se dispõem a participar, novamente, na próxima vez que o Divaldo, ou outro expositor, fizer o evento em sua cidade.


De repente aparecem umas pragas, que não tem nada a ver com o evento, que não contribuíram com nada, que não foram chamados para advogar em favor de nenhum participante, a quererem dar opiniões e estabelecerem julgamentos?

Dá vontade de mandá-los para onde, meu caro leitor? Pode ficar com vontade de mandar, porque eu mando, apesar de sermos espíritas. Não somos adeptos da hipocrisia.

O outro detalhe é que, geralmente quando o Divaldo faz um evento deste, em alguma cidade, assim como o Medrado, com suas pinturas mediúnicas, onde os quadros são leiloados, são deixados bons percentuais da renda para a instituição espírita local que promove o evento, o que se constitui como ajuda bastante significativa para a manutenção dessas casas.

E tem outra coisa: A Mansão do Caminho, obra criada e orientada pelo Divaldo, tem mais de 3000 bocas a serem alimentadas, diariamente, tem que ter dinheiro, de qualquer jeito, todos os dias, e invariavelmente esses críticos não fazem parte do universo dos que colaboram com aquela instituição como, certamente, não devem colaborar com instituição nenhuma, porque os seus bolsos não são movidos nunca, haja vista que o único órgão dos seus corpos que tem muito movimento é a língua.

Raciocinemos, todos, portanto, em relação a essa equivocada conceituação que muitos espíritas dão ao “dai de graça o que DE GRAÇA recebestes” e é bom não dar a menor bola para essas pragas, que geralmente não produzem coisa nenhuma, a não ser infernizar a vida dos outros espíritas que fazem.

Cobrar pela aplicação de um passe é, sim, um absurdo e não podemos admitir. A energia que transmitimos a alguém, na aplicação do passe, nos é dada DE GRAÇA.

Cobrar por uma mensagem espiritual recebida através da mediunidade é, sim, um absurdo e não podemos admitir, porque o dom mediúnico nos é dado DE GRAÇA.


Não podemos cobrar por um atendimento espiritual, em um centro, por participação de pessoas em reuniões mediúnicas, pelas palestras espíritas, etc...

É preciso que o bom senso prevaleça, entre todos os espíritas, visando acabar com essa intolerância histórica, com esse equívoco estúpido que gera tanta inimizade, tanta perseguição, tanta má vontade e tanta falta de respeito ao trabalho dos outros.

Temos que evitar que espíritas continuem a fazer com outros espíritas aquilo que estupidamente, friamente, desumanamente e burramente fizeram com Kardec, no seu tempo. É preferível que façamos aquilo que pregamos EM TEORIA nas tribunas dos centros.

Abração,


Alamar Régis Carvalho

alamar@redevisao.net

http://www.redevisao.net/

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2 comentários:

VS

24.11.09

Olá

Na minha opinião as obras de caridade são muito importantes e têm, de facto, de ser financiadas de alguma forma. Não há milagres.

Não contesto de forma nenhuma que as despesas de viagem ou relativas a auditórios, pois trata-se de eventos em que as pessoas acorrem voluntariamente. Eu já assisti a Palestras do amigo Divaldo e gostei muito.

Mas em tudo o que tem uma componente que é para a caridade, essa componente deve ser indicada de forma clara, se queremos dar uma imagem correcta da doutrina. Sejam livros, sejam conferências, palestras, seja lá o que for.

O problema não são as pessoas que compram os livros ou que pagam para assistir a uma palestra, pois esses fazem-no voluntariamente e não choram o dinheiro que pagam, o problema é a imagem que deixamos da doutrina. E dizer apenas que é para obras de caridade não chega, é necessário dizer qual a componente do preço que vai para essas meritórias obras.

No fim de contas aqueles evangélicos que têm grandes carros e grandes casas à custa da exploração comercial da religião também dizem que o dizimo é para sustentar as obras de caridade. E algum dinheiro até é, porque elas existem. Mas grande parte é lucro pessoal. Eles vendem a salvação às pessoas, como isso se vendesse...

Não digo que é o caso do amigo Divaldo, ou seja, que ele explore os espiritas em proveito próprio, de forma nenhuma, por amor de Deus. Pelo contrário, estou convencido que ele dá muito à doutrina espirita, de uma forma incansável, positiva, jovial, dinâmica. Quem me dera chegar aos calcanhares desse grande espirita.

mas penso que não custa nada mencionar nos preços a componente que vai para a caridade, pois isso ajuda a dissipar dúvidas. Não basta ser, é preciso parecer que as nossas actividades no âmbito da doutrina não visam o lucro pessoal. Para além disso, penso que aqueles que pagam se sentirão ainda mais satisfeitos, por estar a contribuir para obras humanitárias, de caridade.

Profissionalização do espiritismo, isso não! Se isso acontecer continuo espirita, mas desligo-me do movimento espirita.

Isso não é por inveja ou desconfiança, que são más inclinações, não é fazer critica moral, pois isso não é de espirita, e se houver alguém que viola a boa fé dos outros e que enriquece à custa da doutrina, não é comigo, o mal, se existir, fica para quem o pratica.

É porque a gratuitidade (não retirar lucro pessoal), é um dos pilares em que assenta a credibilidade da doutrina espirita.

Isso faz lembrar a fé e a abnegação dos primeiros cristãos, inspirados pelo próprio Jesus, que morriam nas arenas a louvar o nosso Pai. Porque as suas almas já estavam semi-livres. Graças a Deus isso já passou. Hoje é a doação pessoal, o tempo que damos à doutrina e às outras pessoas, a demonstração de abnegação e gratidão a Deus.

Todos o serviços que nos pagam na terra, são para usar na terra, a recompensa ou, pelo menos, parte da recompensa fica por cá. Os méritos que a caridade de nos doarmos aos outros dá, é um tesouro que levamos connosco quando partirmos.

bem hajam

pp

2.12.09

Meu comentario, e a felicidade de reencontrar nosso amigo Alamar, que assistia seu programa sistematicamente, e ele aiu do Ar, gosto demais do seu modo livre de se reportar a nossa Doutrina maravilhsa. Se fosse possvel gostaria de ontatoonde poderia assistir se Ele estiver no ar em algum canal televisivo.

Um

Abraco

Pedro Paulo

Esperanca-Paraiba











E-mail P.Paulo.filho@gmail.com

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