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Alamar - "O dai de graça o que DE GRAÇA recebestes" - 2

Exageros e absurdos de um espiritismo mal concebido

O dai de graça o que DE GRAÇA recebestes

(continuação)


A gráfica, em sua época, não imprimiu os livros DE GRAÇA para ele, porque ela não conseguiu papel de graça, não conseguiu tinta de graça, não conseguiu profissionais gráficos para trabalhar de graça.

Relembremos Jesus: É para darmos de graça, o que DE GRAÇA recebemos.

Ora, se Kardec PAGOU para ter os livros, e não pagou barato, porque naquele tempo a impressão de livros era bem mais cara que nos dias actuais, o que continha na caixa encefálica dos espíritas da época que foram tão cruéis para com ele, pelo fato dele vender os livros, na divulgação que fazia da doutrina, e não dava de graça?

Tem outro detalhe que faço questão de repetir: Ele pagou com DINHEIRO DELE e não dinheiro do movimento, porque naquele tempo, como ainda nos dias actuais, o movimento não era de ajudar em nada, principalmente na divulgação, preferindo sempre criticar e atacar os que fazem, como fizeram com ele. Se você quiser saber como a coisa foi, leia esse livro da foto aí ao lado, que é o OBRAS PÓSTUMAS, que também faz parte da codificação.

É muito comum você encontrar centros espíritas que obedecem orientações da directoria que diz: “Aqui não é permitido vender nada, não se pode permitir ninguém vir fazer propaganda de nada, falar sobre nada que seja vendido”. No entanto, no mesmo centro, você tem uma livraria VENDENDO livros e uma cantina VENDENDO refrigerantes, bolos e salgadinhos. Os livros não são dados de graça e nem os refrigerantes.

Que diabo de coerência é essa?

Outro dia, conversando com um desses arautos da “moralidade de fachada”, falando sobre este mesmo assunto, eu o coloquei contra a parede, com esta argumentação e ele me disse o seguinte:

- “Ah, Alamar, mas aí é diferente. Nós vendemos os livros e mantemos a cantina, para ajudar nas despesas da casa, que tem conta de luz para pagar, limpeza, papel higiénico e uma funcionária que nós temos, que é remunerada.”

Aí, já que eu não deixo esse tipo de gente sem resposta, questionei, de novo:

- “Por acaso, os outros confrades, que saem divulgando os seus livros e vendendo-os, também não tem as suas instituições espíritas, que também tem contas de luz a pagar e despesas diversas? Ou será que nas cidades deles, as companhias de electricidade os isentam da conta de luz?”

Para variar, ele se aborreceu comigo, disse que eu sou criador de casos e que só gosto de criar problemas com o movimento. Sempre assim, quando a razão deixa de existir, sempre apelam para esse tipo de expediente.

No tempo que eu fazia o “Espiritismo via Satélite”, era muito comum, de vez em quando, eu receber telefonemas, faxes, cartas e até chamadas de atenção pelos centros espíritas, criticando-me e reprovando-me pelo fato de eu fazer propaganda de livros e vender livros no programa, sob a argumentação de que eu estava mercantilizando a doutrina.

Aí, já que gosto de botar o ridículo dessas pessoas bem exposto, pra todos verem, falei para um desses, em voz alta, certa vez, na Federação Espírita da Bahia, já que a pessoa frequentava aquela casa que eu adoro:

- “Que bom, Olhe aqui, gente! Seu Fulano está se propondo a me mandar um cheque, todos os meses, para eu poder pagar a Embratel e pagar as outras despesas para manter o programa no ar. Que Deus lhe abençoe, seu Fulano, vamos começar a fazer os cálculos, aqui: Só de Embratel, a despesa é de 16 mil reais por mês, ainda tem o aluguer do imóvel, os equipamentos, os funcionários...”

Ele ficou danado da vida e outras pessoas, também, me repreenderam sob a alegação de que eu havia faltado com a caridade para com ele.

Medrado faz assim também, e não deixa pra depois.

Falar em Medrado, certa vez um “importante” líder espírita em Salvador, o foi repreender porque ele passou a usar lentes de contactos azuis. Taí a foto dele, com os "zóios" azuis.


- “Medrado, isto não fica bem para você, como médium. Isto depõe contra a doutrina, que tem uma moral a zelar. Acho bom você retirar, para impor respeito”.

Claro que o médium não tirou, já que uma lente de contacto nada mais é que uns óculos sem a tradicional armação e a cor azul simplesmente é uma opção que nada tem a ver com moralidade.

Não demorou muito tempo, num final de semana Medrado foi jantar em um restaurante, conhecido, com amigas trabalhadoras da casa, destes restaurantes que tem também aquelas áreas reservadas, com pouca luz, onde alguns homens levam algumas menininhas para jantar e depois saboreá-las, como sobremesa.

Ao sair da mesa um pouco, para ir ao banheiro, quem é que Medrado vê, sentado numa daquelas mesas, acariciando as mãos de uma bela e jovem garotinha adolescente?

Exactamente o dito cujo, que era casado e também pregava a moralidade e a fidelidade conjugal, na sua instituição espírita.

Já que Medrado, como eu, não dispensa uma oportunidade dessa, foi até ele, com muita caridade e muito fraternalmente:

- “Oi, Fulano, como está você? Como vai Zélia, sua esposa? Como vão os seus filhos?”

- “Medrado, acho que você está enganado... Olha, Medrado, esta aqui é uma amiga...”


A menina ficou danada da vida, deu-lhe uma boa esculhambação e o abandonou no restaurante, tomou um táxi e foi embora. Certamente ele deveria estar dizendo a ela que era separado, viúvo ou solteiro.

É aí que perguntamos: Que tipo de moral esse pessoal prega? E que tipo vivencia?

Não sou contra ninguém namorar, mas quando prega moralidade de fachada, é terrível.

Meu amigo e minha amiga: Recentemente eu tive um debate pesado, pela Internet, com um desses hipócritas, de marca maior, lá de Belo Horizonte, que se diz espírita há mais de 40 anos, é articulista de um jornal espírita editado por um querido amigo meu, mas tem um certa raiva (ou inveja) do Divaldo Franco e resolveu disparar um montão de mísseis contra a TV CEI e contra a FEB, falando um monte de bobagens, expelindo conteúdo fecal em seus escritos, de tudo quanto era jeito.


Ele, assim como outros da sua espécie, critica o Divaldo porque o nosso maior orador sempre faz os seus seminários, ou “workshops”, em diversas cidades, eventos esses que são pagos pelas pessoas que desejam assistir.

Raciocine, comigo, sobre esses seminários:

Eles não são palestras que têm duração de apenas pouco mais de uma hora. São eventos que, geralmente, duram de 3 a 4 horas, no horário da manhã e mais esse tempo no horário da tarde. Alguns desses eventos são realizados no sábado e no domingo.

Daí resulta a necessidade da pessoa, participante, ficar sentada durante longos tempos. São aulas, são cursos, são instruções que convidam, inclusive, as pessoas a tomarem notas de coisas. Para isto, se faz necessário um ambiente com um certo conforto, o que leva a coordenação dos eventos a alugarem bons ambientes, auditórios com poltronas e centrais de ar condicionado, principalmente em época de calor.

Eu já fiz vários eventos desses em Belém e tinha que pagar adiantado, com dinheiro do meu bolso, obviamente. Custam caros, esses auditórios, e um dia, num final de semana, está na faixa de mais de 10 mil reais.



(continua)

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4 comentários:

VS

22.11.09

Olá

A doutrina espirita foi-me entregue pelos livros que Kardec escreveu sob instruções dos espíritos.

Nunca esperei que os livros fossem gratuitos, mas fiquei espantado quando vi que eram baratinhos. O que eu recebi foi de graça, pois os preços daqueles livros era decerto apenas o custo de produção dos mesmos.

Mais espantado fiquei quando percebi que as Associações Espiritas prestam serviços gratuitos. Que havia pessoas que doavam assim o seu tempo e até o seu dinheiro (através de quotas).

Num mundo em que quase tudo tem por base o interesse material, encontrei uma ilha diferente, o espiritismo.

Não espero que as pessoas possam suportar tudo do seu bolso, e penso que ninguém espera. O que espero é que não hajam margens de lucro, ou margens para pagar mão de obra dos trabalhadores espiritas.

Não porque me preocupe se alguém lucra ou não, mas porque estou certo de quem sem cobrar serviços a doutrina espirita nos faz lembrar os primeiros cristãos e Jesus.

Porque a caridade de tantos espiritas nos abre o coração e é um tocante exemplo. E porque tornamos a doutrina mais credivel.

O que cada um faz nas horas livres ninguém tem nada a ver com isso, mas quando servimos em nome do movimento espirita não nos devemos transformar em vendilhões do templo, pois penso que prejudicamos a doutrina que amamos.

Todo o espirita que tem a possibilidade de se dar, e se possivel, ajudar a financiar a causa espirita, dá um grande exemplo aos outros. Pois sabe que progride espiritualmente e que o investimento realizado produz frutos permanentes para o futuro. E ver que o nosso trabalho ajuda os irmãos a progredir também, pode ser uma grande felicidade ainda na terra.

Mas não é possível fazer filhoses de água. Eu sei.

Aproveito para agradecer a todos aqueles que me têm ajudado a aprender esta doutrina, que com o seu exemplo de caridade, com a sua doação pessoal, são os trabalhadores da Seara do nosso Pai, S.Paulos do nosso tempo, a quem muito será dado, por mérito próprio.

bem hajam

André

23.11.09

E somos dois, caro VS :)

Anónimo

23.11.09

Bom dia,

ando aqui com uma dúvida e peço a vossa ajuda.
O centro que frequento não cobra absolutamente nada pelo atendimento fraterno, mas penso que como todos os centros espíritas, tem a sua livraria, o seu bar e vai organizando alguns eventos para angariar recursos para o novo centro. Até aqui tudo bem, eu tenho colaborado sempre que posso.

Fiquei há pouco tempo a saber que a filha da dirigente do centro que casou recentemente, está a projectar fazer a sua casa de família no terreno do novo centro e penso que isto não é muito correcto.
Não estarão a misturar as coisas, a tirar partido daquilo que foi conseguido com a ajuda de todos?

VS

24.11.09

Olá Anónimo

Amigo, não nos cabem julgamentos morais a ninguém em particular.

Como espiritas, apenas procuramos não fazer nós aquilo que achamos reprovável em outrém.

O caso que apresenta pode ter muitas respostas, pois há variáveis por definir.

Se o centro espirita é uma associação legalizada, proprietária do terreno, ou detentora do direito do usufruto do mesmo, por contrato de arrendamento, então poderá eventualmente estar a haver uma injustiça e até uma ilegalidade. E cabe aos outros associados reclamar.

Contudo se se trata de um contrato de comodato ou se é uma propriedade pessoal do dirigente do centro de espirita e ele a a cede gratuitamente, não só é um direito dele construir no terreno, como é um mérito ceder as instalações do centro espirita.

bem haja
Vitor Santos

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