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Alamar - "O bem perseguido e o mal protegido" - 1

O bem perseguido e o mal protegido

A inversão de valores praticada pela humanidade é algo que chega a impressionar, pelo nível elevado de burrice que ela é.

Imaginemos se em algum planeta, de nível superior, um cidadão, que está acostumado a vir aqui à Terra, (na condição de “extra terrestre”, que tem aos montes aqui, mas a cabeça da maioria das pessoas é incapaz de conceber), em um bate-papo com um seu filhinho resolve contar a ele como são as coisas aqui em nosso planeta. Certamente o garoto vai dizer, a ele, mais ou menos assim:

- “Pai. Fale sério, eu quero saber mesmo sobre a Terra, porque pretendo ir lá um dia qualquer. Pare de brincadeira, o que você está dizendo não faz o menor sentido... Vamos, comece a falar sério agora.”

Só que o pai não estava de brincadeira não, ele estava falando sério, relatando a mais pura verdade acerca do comportamento das criaturas humanas.

O bem é sempre perseguido na Terra e todas as dificuldades são impostas à sua prática, enquanto o mal é protegido de todas as formas e todos, principalmente as autoridades, fazem o possível para mantê-lo, conservando-o, embora teoricamente digam o contrário.

Vejamos os exemplos disto, primeiro em relação ao bem:

Desde a nossa infância e adolescência, nos colégios, os bons alunos sempre são perseguidos e até agredidos. Os que são estudiosos e, por conta disto, tiram notas boas, são chamados de CDF; os que são educados e tratam os professores com carinho e respeito, são chamados de puxa-sacos; os que se apresentam bem, com roupas limpas e passadas, cabelos bem cuidados e penteados são chamados de “mauricinhos” ou “patricinhas”. Invariavelmente alguns colegas procuram motivos para brigarem com esses, provocam, instigam e ofendem.

Ao completar os seus 18 anos, o rapaz, quando chega à experiência militar, além de sofrer as ridículas torturas que inexplicavelmente o meio militar ainda impõe ao soldado e aluno de escola, em pleno terceiro milénio, sob a estúpida argumentação de que é preparação para a guerra, ele sofre uma outra tortura e muita pressão, quando não fuma e não usa bebidas alcoólicas. Até a sua masculinidade é colocada em questão, por ter optado por não ser viciado pelo fumo e pelo álcool.

A pessoa, homem ou mulher, quando começa a namorar, mas não sofre da doença do ciúme, porque a sua dignidade, a sua honestidade e o seu carácter não admitem fazer de um ser humano propriedade particular sua, objecto seu e coisa sua, automaticamente é qualificada como pessoa fria, que não tem sentimento e que não ama. No mundo desequilibrado, as pessoas acham que para alguém amar alguém tem que desconfiar, agredir, patrulhar, submetê-la a ser coisa sua e praticar todas as atitudes ridículas promovidas pela paixão e pelo ciúme.


O médico que procura exercer a sua profissão, priorizando o compromisso com a missão de curar e tratar dos doentes, dentro da ética que a medicina recomenda, geralmente não é bem visto por aqueles que priorizam o comércio com a saúde e as jogadas com laboratórios e planos de saúde.

O magistrado que se dispõe a fazer uma JUSTIÇA decente e imparcial, e não se submete, jamais, a praticar a JU$TI$$A sem vergonha e descarada, que favorece bancos, grandes empresas e quem tem dinheiro, invariavelmente não é bem olhado dentro do fórum e até a corregedoria lhe cria problemas, quando essa deveria ser rígida exactamente contra os bandidos da magistratura.

As pessoas que estudam mais, que se empenham em trabalhar com honestidade, eficiência e dedicação, que por consequência produzem e ganham bem, podendo ter um bom padrão de vida, são punidas pelos governos que lhes subtraem, com os impostos e taxas, percentuais elevados, porque o sucesso de uns sempre incomodam a outros. É como se dissessem:

“Acho bom você não estudar, não fazer cursos, não ser honesto, não ser produtivo e não ser disposto em condições de ganhar bem, porque nós, governo, vamos lhe tirar o máximo que pudermos e até vamos legislar para criar mais impostos, a fim de lhe roubar, sem direito de defesa. Recomendamos que você não estude, não trabalhe, não seja produtivo, seja preguiçoso e de preferência viciado, porque aí não lhe cobraremos imposto nenhum, lhe daremos bolsa família, bolsa de tudo quanto é tipo e estamos bolando até um meio de lhe dar bolsa celular”.

Não existe comissão de direitos humanos para pessoas honestas, boas, dignas e íntegras.

O padre e a freira dignos e comprometidos fielmente com Jesus, invariavelmente são perseguidos pela própria igreja. Procurem ler a história e veja o que sofreu Dom Hélder Câmara, a Irmão Dulce e todos que viveram com dignidade e verdadeiro amor, como eles.


A igreja Evangélica, que é conduzida por uma filosofia de pastores íntegros, decentes, honrados, como o Pastor Luther King, da foto abaixo, que também priorizam JESUS, acima de tudo, mesmo se conduzindo à luz da própria Bíblia, geralmente não são as mais escolhidas pelo público que opta por ser evangélico, já que esse prefere mais aquelas denominações conduzidas por pastores mercenários, pilantras e sem vergonhas, envolvidos em safadezas, que ficam milionários à custa dos dízimos e das ofertas, porque o seu foco é servir a JE$U$ e não a JESUS.


Se um policial, numa blitz, pega um cidadão de bem, que é educado e que o cumprimenta, não tenham a menor dúvida de que ele vai fazer de tudo para encontrar alguma anormalidade e, caso encontre, saiba que ele quererá ostentar toda a sua “autoridade” em cima daquele cidadão, com todo rigor. Se for uma falha, em relação ao veículo, ele apreenderá o carro e de nada adiantará você tratá-lo bem ou argumentar que não cometeu qualquer falha a ponto de ser apreendido. Se você se atrever a discordar de alguma coisa que ele diz, ou faz, invariavelmente será enquadrado por “desacato à autoridade”.

Esta é, também, impressionante: Os maiores índices de multas e punições mais pesadas, aplicadas pelos fiscais da previdência, do ministério do trabalho, das receitas federal e estadual e da prefeitura, são exactamente contra os empresários e comerciantes mais decentes, mais honestos, sérios e dignos.

Os exemplos são inúmeros e eu escreveria um livro, só relatando-os. Mas vamos ficar por aqui.


(continua)

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