Você conhece aquela história do: “Eu acredito no Deus que criou os homens e não no deus que os homens criaram”?
Há diferenças, sim, e diferenças gritantes: O Deus que criou os homens é o Deus que criou e adiministra biliões de galáxias, cada uma com biliões de estrelas dentro, em dimensões tão gigantescas cuja visualização nem cabe em nossas microscópicas cabeças. Falar em biliões de anos luz é algo que não pode ser entendido por biliões de homens viventes na face da Terra, porque a Grandeza do Deus que criou os homens é algo que não pode ser compreendida pelo homem comum.
Já o deus que os homens criaram, é um deuzinho limitado apenas ao planeta Terra, que concebe a Terra como centro do Universo, cheio de paixões, vaidades excessivas, raivinhas, disposição para guerras e destruições e com todas as imperfeições humanas, conforme relata a Bíblia.
Infelizmente a maioria dos humanos, que se diz deísta, crê e admite apenas esse segundo deus, já que poucos, muito poucos mesmo, conseguem assimilar o primeiro que é o Verdadeiro Deus.
No meio espírita, ainda bem, não aceitam o deus bíblico, mas limitam-se em apenas falar que crêem em um Deus Soberanamente Bom e Justo, Inteligência Primeira e Criador de todas as coisas.
Há coerência na doutrina espírita? Há, sim; e muita.
Que bom! Então a prática do Espiritismo é coerente e é bonita, como está colocado no título da matéria.
Pois é, só que existe o Espiritismo que os Espíritos criaram, muito bem assimilado por Allan Kardec e muito bem disposto em suas obras básicas e o espiritismo inventado pelos homens que se auto-denominam lideranças espíritas.
Misericórdia, Alamar! No Espiritismo tem isso também? Essas distorções não são coisas de crentes apenas?
Infelizmente quando o homem mete a mão nas coisas ele tem a tendência de moldá-la conforme as suas conveniências.
Vamos chamar de Espiritismo coerente, o Espiritismo com “E” maiúsculo e espiritismo de conveniência, o espiritismo com “e” minúsculo.
O Espiritismo se conduz rigorosamente conforme o pensamento dos Espíritos Superiores que é o pensamento de Allan Kardec.
O espiritismo se conduz conforme as conveniências dos centros, conforme a cabeça dos seus dirigentes, pessoas humanas comuns que nem sempre tiveram o cuidado de estudar TODA a obra básica e desenvolver uma concepção absolutamente fiel da doutrina.
O Espiritismo demonstra que a condição de encarnados na Terra, possibilita aos homens a possibilidade de aprendizado, condição educativa e, também, a oportunidade de resgatar algum débito que possa ter de vidas pretéritas.
O espiritismo conduz as pessoas dentro de um entendimento que elas estão aqui somente para pagar e para sofrer, sofrer e sofrer, numa concepção de que a Terra é uma penitenciária, e não uma escola. E vamos sofrer, gente, para evoluir!!!!
O Espiritismo, no entendimento da perfeição absoluta de Deus, demonstra que tudo o que acontece connosco ocorre exactamente dentro do nosso merecimento.
O espiritismo faz as pessoas entenderem que espíritas estão aqui melhores do que merecem.
O Espiritismo sugere ao homem a prática da Humildade autêntica, Humildade de vivência, Humildade praticada em todos os momentos, nas 24 horas de todos os dias.
No espiritismo basta a pessoa dar impressão, aos outros, de que ela é humilde, fingir que é humilde, com falas mansas, chamando atenção dos outros por supostas faltas de caridade, e pronto, ta resolvido. O espírita que diz "eu não mereço isto", "eu sou uma mera insignificância", é muito bem aceito pelo movimento.
O Espiritismo recomenda que devemos ler de tudo e retermos o que é bom em cada obra.
No espiritismo é o contrário: Se em uma determinada obra contiver um, dois ou três itens que possam parecer contraditórios, é motivo para espíritas odiarem aquela obra, desenvolverem campanhas, durante décadas, contra ela e até conceberem todos os que a admiram como verdadeiros bandidos e demónios. Evitam até de cumprimentarem uns aos outros. Mas tudo isto, muito fraternalmente.
No Espiritismo, quando surge na Terra um espírito encarnado, como o Chico Xavier, é motivo de alegria. Quando surge um outro, como Divaldo Franco, é motivo de mais alegria ainda, porque surgiu mais um para difundir as ideias da doutrina.
No espiritismo, o surgimento de um Divaldo é visto como concorrência ao Chico, a ponto de fazer com que determinadas lideranças o odeiem, por décadas e décadas, como se fossem fanáticos flamenguistas odiando vascaínos e vice-versa, ou corinthianos odiando palmeirenses.
No Espiritismo é recomendado que a Doutrina seja divulgada e que até invistam em profissionais da área de comunicação, inclusive remunerando-o, como se remunera a qualquer profissional. A luz tem que ser colocada no velador.
No espiritismo não existe a menor relevância para a divulgação da doutrina e todos os confrades que se atrevem a divulgá-lo, invariavelmente são chamados de vaidosos, de quererem aparecer às custas da doutrina. Ai do director de uma instituição espírita que propor remuneração a um jornalista. A luz tem que ser deixada sob o alqueire.
No Espiritismo a auto-flagelação é sinónimo de suicídio, a privação de prazeres, forçada, é masoquismo.
No espiritismo o sofrimento e a privação de prazeres e alegrias são vistos como postura moral e sinónimo de resignação. Um "bom" espírita não deve ir a festas, Carnaval, danças e nada.
No Espiritismo a Lei de Causa e Efeitos é coisa natural e infalível da natureza, a concepção de que o homem quando sai à chuva tem que se molhar é lógica. Hipócrita deve ser tratado como hipócrita, como Jesus tratou.
No espiritismo não. Em nome da “caridade” e da “compreensão”, temos que nos calar em relação aos fofoqueiros, aos caluniadores, sabotadores, falsos moralistas, hipócritas e enganadores, principalmente se estes tiverem dentro do movimento. Se alguém se atrever a denunciar as safadezas explícitas, deve ser banido do movimento e todas as acções são feitas para tentar calar-lhe. Se você usa o termo "hipócrita", acham que você é agressivo.
No Espiritismo ensina-se que “Se algum dia a Ciência comprovar que estamos equivocados em algum ponto, devemos abandonar o ponto equivocado e seguir a Ciência”, e inclusive fala na possibilidade de novas revelações.
No espiritismo tudo está pronto, a verdade absoluta já é conhecida, não existe possibilidade nenhuma da Ciência comprovar nada contra o que sabemos, não existe possibilidade nenhuma de novas revelações, haja disposição em baixar o cacete no Bacelli e em todos os outros que tragam informações novas, sem qualquer disposição ao diálogo, a troca de ideias e iniciativas para ouvi-lo explicar as bases das suas afirmativas.
No Espiritismo o homem que exige diálogo e que questiona é considerado homem inteligente e sensato, que quer ter as suas convicções solidificadas e todas as coisas muito bem esclarecidas.
No espiritismo as pessoas que questionam são consideradas transgressoras da disciplina. Devem ser caladas, sempre de forma subtil, para que os outros não percebam o ato de violência.
No Espiritismo a maldade das pessoas está nas suas intenções, no seu íntimo, no nível do seu espírito, nas más acções que são praticadas às escondidas e no veneno expelido pela sua alma.
No espiritismo a maldade existe é na grafia das palavras que a pessoa escreve ou pronuncia, na clara demonstração de que o importante é a forma e não o conteúdo. Se o conteúdo for maldoso e venenoso, mas a forma for bonita, tudo bem, sem problemas.
Qual o Espiritismo, ou o espiritismo, que você se propõe a praticar?
Praticar o Espiritismo com coerência, é muito bonito.
Trabalhemos, com coerência, sinceridade e destemidamente para que o Espiritismo seja praticado, por todas as instituições espíritas, com a maior fidelidade possível às suas obras básicas, sem qualquer distorção em relação aos ensinamentos dos Espíritos.
Para a sua apreciação.
Alamar Régis Carvalho
Há diferenças, sim, e diferenças gritantes: O Deus que criou os homens é o Deus que criou e adiministra biliões de galáxias, cada uma com biliões de estrelas dentro, em dimensões tão gigantescas cuja visualização nem cabe em nossas microscópicas cabeças. Falar em biliões de anos luz é algo que não pode ser entendido por biliões de homens viventes na face da Terra, porque a Grandeza do Deus que criou os homens é algo que não pode ser compreendida pelo homem comum.
Já o deus que os homens criaram, é um deuzinho limitado apenas ao planeta Terra, que concebe a Terra como centro do Universo, cheio de paixões, vaidades excessivas, raivinhas, disposição para guerras e destruições e com todas as imperfeições humanas, conforme relata a Bíblia.
Infelizmente a maioria dos humanos, que se diz deísta, crê e admite apenas esse segundo deus, já que poucos, muito poucos mesmo, conseguem assimilar o primeiro que é o Verdadeiro Deus.
No meio espírita, ainda bem, não aceitam o deus bíblico, mas limitam-se em apenas falar que crêem em um Deus Soberanamente Bom e Justo, Inteligência Primeira e Criador de todas as coisas.
Há coerência na doutrina espírita? Há, sim; e muita.
Que bom! Então a prática do Espiritismo é coerente e é bonita, como está colocado no título da matéria.
Pois é, só que existe o Espiritismo que os Espíritos criaram, muito bem assimilado por Allan Kardec e muito bem disposto em suas obras básicas e o espiritismo inventado pelos homens que se auto-denominam lideranças espíritas.
Misericórdia, Alamar! No Espiritismo tem isso também? Essas distorções não são coisas de crentes apenas?
Infelizmente quando o homem mete a mão nas coisas ele tem a tendência de moldá-la conforme as suas conveniências.
Vamos chamar de Espiritismo coerente, o Espiritismo com “E” maiúsculo e espiritismo de conveniência, o espiritismo com “e” minúsculo.
O Espiritismo se conduz rigorosamente conforme o pensamento dos Espíritos Superiores que é o pensamento de Allan Kardec.
O espiritismo se conduz conforme as conveniências dos centros, conforme a cabeça dos seus dirigentes, pessoas humanas comuns que nem sempre tiveram o cuidado de estudar TODA a obra básica e desenvolver uma concepção absolutamente fiel da doutrina.
O Espiritismo demonstra que a condição de encarnados na Terra, possibilita aos homens a possibilidade de aprendizado, condição educativa e, também, a oportunidade de resgatar algum débito que possa ter de vidas pretéritas.
O espiritismo conduz as pessoas dentro de um entendimento que elas estão aqui somente para pagar e para sofrer, sofrer e sofrer, numa concepção de que a Terra é uma penitenciária, e não uma escola. E vamos sofrer, gente, para evoluir!!!!
O Espiritismo, no entendimento da perfeição absoluta de Deus, demonstra que tudo o que acontece connosco ocorre exactamente dentro do nosso merecimento.
O espiritismo faz as pessoas entenderem que espíritas estão aqui melhores do que merecem.
O Espiritismo sugere ao homem a prática da Humildade autêntica, Humildade de vivência, Humildade praticada em todos os momentos, nas 24 horas de todos os dias.
No espiritismo basta a pessoa dar impressão, aos outros, de que ela é humilde, fingir que é humilde, com falas mansas, chamando atenção dos outros por supostas faltas de caridade, e pronto, ta resolvido. O espírita que diz "eu não mereço isto", "eu sou uma mera insignificância", é muito bem aceito pelo movimento.
O Espiritismo recomenda que devemos ler de tudo e retermos o que é bom em cada obra.
No espiritismo é o contrário: Se em uma determinada obra contiver um, dois ou três itens que possam parecer contraditórios, é motivo para espíritas odiarem aquela obra, desenvolverem campanhas, durante décadas, contra ela e até conceberem todos os que a admiram como verdadeiros bandidos e demónios. Evitam até de cumprimentarem uns aos outros. Mas tudo isto, muito fraternalmente.
No Espiritismo, quando surge na Terra um espírito encarnado, como o Chico Xavier, é motivo de alegria. Quando surge um outro, como Divaldo Franco, é motivo de mais alegria ainda, porque surgiu mais um para difundir as ideias da doutrina.
No espiritismo, o surgimento de um Divaldo é visto como concorrência ao Chico, a ponto de fazer com que determinadas lideranças o odeiem, por décadas e décadas, como se fossem fanáticos flamenguistas odiando vascaínos e vice-versa, ou corinthianos odiando palmeirenses.
No Espiritismo é recomendado que a Doutrina seja divulgada e que até invistam em profissionais da área de comunicação, inclusive remunerando-o, como se remunera a qualquer profissional. A luz tem que ser colocada no velador.
No espiritismo não existe a menor relevância para a divulgação da doutrina e todos os confrades que se atrevem a divulgá-lo, invariavelmente são chamados de vaidosos, de quererem aparecer às custas da doutrina. Ai do director de uma instituição espírita que propor remuneração a um jornalista. A luz tem que ser deixada sob o alqueire.
No Espiritismo a auto-flagelação é sinónimo de suicídio, a privação de prazeres, forçada, é masoquismo.
No espiritismo o sofrimento e a privação de prazeres e alegrias são vistos como postura moral e sinónimo de resignação. Um "bom" espírita não deve ir a festas, Carnaval, danças e nada.
No Espiritismo a Lei de Causa e Efeitos é coisa natural e infalível da natureza, a concepção de que o homem quando sai à chuva tem que se molhar é lógica. Hipócrita deve ser tratado como hipócrita, como Jesus tratou.
No espiritismo não. Em nome da “caridade” e da “compreensão”, temos que nos calar em relação aos fofoqueiros, aos caluniadores, sabotadores, falsos moralistas, hipócritas e enganadores, principalmente se estes tiverem dentro do movimento. Se alguém se atrever a denunciar as safadezas explícitas, deve ser banido do movimento e todas as acções são feitas para tentar calar-lhe. Se você usa o termo "hipócrita", acham que você é agressivo.
No Espiritismo ensina-se que “Se algum dia a Ciência comprovar que estamos equivocados em algum ponto, devemos abandonar o ponto equivocado e seguir a Ciência”, e inclusive fala na possibilidade de novas revelações.
No espiritismo tudo está pronto, a verdade absoluta já é conhecida, não existe possibilidade nenhuma da Ciência comprovar nada contra o que sabemos, não existe possibilidade nenhuma de novas revelações, haja disposição em baixar o cacete no Bacelli e em todos os outros que tragam informações novas, sem qualquer disposição ao diálogo, a troca de ideias e iniciativas para ouvi-lo explicar as bases das suas afirmativas.
No Espiritismo o homem que exige diálogo e que questiona é considerado homem inteligente e sensato, que quer ter as suas convicções solidificadas e todas as coisas muito bem esclarecidas.
No espiritismo as pessoas que questionam são consideradas transgressoras da disciplina. Devem ser caladas, sempre de forma subtil, para que os outros não percebam o ato de violência.
No Espiritismo a maldade das pessoas está nas suas intenções, no seu íntimo, no nível do seu espírito, nas más acções que são praticadas às escondidas e no veneno expelido pela sua alma.
No espiritismo a maldade existe é na grafia das palavras que a pessoa escreve ou pronuncia, na clara demonstração de que o importante é a forma e não o conteúdo. Se o conteúdo for maldoso e venenoso, mas a forma for bonita, tudo bem, sem problemas.
Qual o Espiritismo, ou o espiritismo, que você se propõe a praticar?
Praticar o Espiritismo com coerência, é muito bonito.
Trabalhemos, com coerência, sinceridade e destemidamente para que o Espiritismo seja praticado, por todas as instituições espíritas, com a maior fidelidade possível às suas obras básicas, sem qualquer distorção em relação aos ensinamentos dos Espíritos.
Para a sua apreciação.
Alamar Régis Carvalho

1 comentários:
26.10.09
Olá
Admiro as pessoas corajosas, que não têm papas na lingua. E o amigo Alamar é uma dessas pessoas.
Contudo, quem o lê nesta intervenção recebe uma imagem das associações espiritas um pouco negativa, que penso que não será bem real, ou pelo menos não se deve generalizar, sob risco de erro.
Os acertos a que a análise do Sr Almar possa conduzir, não compensam a injustiça a que a análise possa conduzir, nos casos que fogem à tipologia implicita no texto.
As nossas imperfeições são inevitáveis e ninguém que não se queira desiludir deve esperar ou exigir a perfeição alheia.
bem hajam
Enviar um comentário