Porque é que a mediunidade não deve ser paga, segundo os espíritas?
Os espíritas não condenam quem se faz pagar pela sua mediunidade, mas discordam.
Razão 1 - A mediunidade é uma faculdade que pode desaparecer a qualquer momento. Quem hoje tem mediunidade, amanhã pode não a ter. Sendo assim, como pode alguém, montar um negócio com algo que, no fundo, não lhe pertence?
Razão 2 - Para haver mediunidade tem que haver Espíritos. Um médium psicógrafo escreve páginas ditadas ou inspiradas pelos Espíritos. Um médium de psicofonia fala sob a influência dos Espíritos. Etc.. As comunicações, por isso, não pertencem ao médium. Nem este se pode garantir uma colaboração dos Espíritos. Seria prometer o que não tem a certeza de poder cumprir.
Razão 3 - Em qualquer profissão existe um estudo, uma aprendizagem, que se adquire e não se perde. A mediunidade nasce com cada um. O médium é um medianeiro entre dois mundos. repugna à sensibilidade que alguém se faça cobrar pelo que lhe foi dado por Deus. E mais repugna que, sendo a mediunidade paga, os pobres sejam privados de alívio e consolo.
E que dizer dos médiuns comerciantes que trabalham sem tabela de preços, deixando ao critério dos seus clientes a quantia a pagar?
É um procedimento pior do que tabelar os serviços, pois assim o cliente paga, mas sente-se sempre em dívida.
Na imagem: o médium e orador espírita Divaldo Franco. Com seu primo Nilson de Souza, fundou a casa de assistência Mansão do Caminho, responsável pela orientação e educação de mais de 33 mil crianças e adolescentes carentes.


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