Spiga

Mabel Chimney


Esta é das fotos supostamente paranormais mais conhecidas de sempre. Em 1959, a inglesa Mabel Chimney acabara de fotografar o túmulo de sua mãe. A seguir fotografou o marido, que estava sentado ao volante da viatura do casal. Quando a foto foi revelada, surgiu a imagem da mãe de Mabel, sentada atrás.

Qualquer pessoa que resolva tornar público um acontecimento destes, inevitavelmente vai mexer em interesses poderosos. Instituições religiosas com séculos de existência adoptaram a crença de que quem morre fica a dormir até ao Juízo Final, quando receberá ordem de marcha para o Céu ou para o Inferno. A corrente materialista-ateísta-positivista gaba-se de ter acabado com a ideia de Deus e da imortalidade da alma, que considera um resquício de primitivismo.

Por isso, quem se limita a fazer algo tão simples quanto divulgar uma foto, vê-se frequentemente alvo de chacota, de suspeitas de fraude ou do medo dos que a tudo atribuem acção do "Diabo".

Não sabemos se foi o caso dos autores desta foto. A comunidade científica evita envolver-se nestas questões, pelos motivos supracitados, pelo que em relação a esta e tantas outras fotos, não conhecemos trabalhos exaustivos. Parece fora de questão que a foto é autêntica. Parece fora de questão que a pessoa sentada atrás do senhor Chimney corresponde à imagem da defunta.

A ser uma fraude, teria sido o casal a vestir e caracterizar um cúmplice e a fotografá-lo, o que nos parece absurdo, não aproveita a ninguém, e seria uma brincadeira repugnante com a memória da própria mãe da S.ra Chimney.

Se pudermos de parte essa possibilidade grotesca, e na falta de melhor explicação, temos então que:

- ou é aquilo que alguns parapsicólogos acreditam ser uma materialização do pensamento;

- ou se trata do Espírito da pessoa em questão.

Para quem estuda Espiritismo, a segunda hipótese, ainda que não seja a única capaz de explicar o facto, é a mais plausível.

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2 comentários:

CAIS DO PARAÍSO

22.9.09

"A comunidade científica evita envolver-se nestas questões, pelos motivos supracitados,..."
Nada disto meu caro. A comunidade cientifica nem se dá ao trabalho de analizar casos como o descrito porque estes casos tem a mesma credibilidade que, por exemplo, esta afirmação da minha autoria:
- "Estive agora mesmo em amena cavaqueira com o Dom Afonso Henriques. Juro pelas alminhas que é verdade!"
Em resposta, a comunidade cientifica diz: "Pois... e eu sou a Branca de Neve!"

"A ser uma fraude, teria sido o casal a vestir e caracterizar um cúmplice e a fotografá-lo, o que nos parece absurdo, não aproveita a ninguém, e seria uma brincadeira repugnante"
Repugante ou divertida, conforme o ponto de vista. Lembre-se que há gente capaz de tudo, por isso não considere esta possibilidade assim tão remota.
E como vocês acreditam tão facilmente nestas coisas, acabam po ser presa fácil para os autores destas partidas... :-)

cordialmente,
Ernesto Martins

André

22.9.09

Mais uma vez o seu preconceito fala mais alto. Bem como a suposição de que a inteligência e o bom-senso chegaram a si e pararam.

Há 150 anos que os ateus apenas negam. É pouco.

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